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quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Seleção brasileira é eliminada do Mundial Feminino de Basquete

Com apagão no segundo quarto, Brasil esboça reação nos últimos períodos, mas é eliminado pela França nas oitavas de final do Mundial da Turquia


Do site oficial da Liga Nacional de Basquete.

01/10/2014 - Na tarde desta quarta-feira (01/10), o Brasil foi eliminado do Campeonato Mundial da Turquia pela seleção da França. Em jogo válido pelas oitavas de final, o elenco comandado pelo técnico Luiz Augusto Zanon foi derrotado pelo placar de 61 a 48, e se despediu da competição.
Apesar da diferença no placar, o selecionado verde-amarelo fez boa partida contra as francesas. Com forte defesa, a Seleção conseguiu forçar 19 erros das adversárias, mas pecou no ataque, principalmente no segundo quarto, quando marcou apenas cinco pontos.

Seleção Brasileira chegou às oitavas de final, mesmo com elenco quase completamente novo.
 (Foto: FIBA/Divulgação)
“O início do jogo foi inseguro e trouxe a incerteza que as tirou do campeonato. Posso dizer que o ataque foi nosso grande problema, não fluiu como deveria, mas em compensação tivemos boas defesas”, analisou Zanon, que ainda se mostrou satisfeito pela evolução apresentada pelas jogadoras, principal proposta do Brasil no campeonato.
Os destaques do Brasil na partida ficaram por conta da pivô Érika de Souza, com 11 pontos e seis rebotes, mesma quantidade que a outra pivô Clarissa dos Santos, que ainda anotou nove tentos. Já a armadora Adrianinha saiu de quadra com sete pontos e sete rebotes, além de quatro assistências. Pelo lado francês, a pivô Sandrine Gruda foi o destaque, com 17 pontos e oito rebotes.
“Eu queria agradecer a todas essas jogadoras pelo objetivo e o amadurecimento precoce que elas mostraram nesse período do Mundial. Nós sabemos que é difícil jogar uma competição de alto nível como essa”, afirmou o comandante. “Vários aspectos precisam ser corrigidos. Mas de qualquer forma tenho muito que agradecer a toda comissão técnica e nossas atletas que se dedicaram e não desistiram”, finalizou.
A França, responsável pela eliminação do Brasil, agora enfrenta os Estados Unidos nas quartas de final, que acontece na quinta-feira (03/10).
A armadora Adrianinha era a jogadora mais velha do elenco do Brasil e a segunda mais experiente de todo o Mundial. Para a competição, o técnico Zanon a nomeu capitã da equipe (FIBA/Divulgação)
Adrianinha era a jogadora mais velha do elenco do Brasil e a segunda mais experiente de todo o Mundial; técnico Zanon a nomeou capitã da equipe.
(Foto: FIBA/Divulgação)
O jogo começou com nenhum dos lados pontuando. Logo nos segundos iniciais, Érika cometeu duas faltas e somente aos oito minutos a França abriu o placar com dois lances livres de Gomis. Com ambas as equipes encontrando dificuldades para atacar, o primeiro quarto foi marcado pela grande quantidade de lances livres cobrados, que ditou o ritmo do período, cujo placar terminou 12 a 10 a favor das europeias.
Érika de Souza foi a cestinha do Brasil no Mundial, com média de 10,8 pontos por partida (FIBA/Divulgação)
Érika de Souza foi a cestinha do Brasil no Mundial, com média de 10,8 pontos por partida (FIBA/Divulgação)
No segundo quarto, a situação mudou, mas não foi favorável para o Brasil. Enquanto a França fazia bom proveito dos arremessos de fora do garrafão, emplacando uma corrida de 8 a 0, quebrada por uma bandeja da pivô Nádia Colhado. Antes da cesta da jogadora do garrafão, apenas Adrianinha havia marcado para a seleção, com uma cesta de três pontos distante da linha do arremesso. Com o bom rendimento das francesas, as brasileiras entraram no intervalo perdendo por 26 a 15.
O Brasil voltou do vestiário com um ritmo diferente. Apesar dos erros de ambos os lados no terceiro quarto, a seleção nacional abriu o placar com uma bola de três da ala armadora Patrícia Teixeira (26 a 18) e teve ataques mais eficientes. O time de Érika de Souza chegou a diminuir a diferença para oito pontos, mas ainda assim terminou o quarto mais atrás (45 a 30), guardando uma melhor atuação para o terceiro período.
No quarto derradeiro, o Brasil contou principalmente com as suas armadoras, Adrianinha e Tainá Paixão, para pontuar e tentar se reaproximar das francesas. Mas não foi o suficiente. A França teve o retorno de Céline Dumerc, que acertou arremessos importantes (apenas dos apenas seis pontos da jogadora na partida) para manter sua equipe na liderança. Mesmo com os esforços também de Érika de Souza e Clarissa dos Santos, a seleção brasileira perdeu o jogo por 61 a 48, e foi eliminada do Mundial da Turquia.

***
Nota do B.A. - Resultados da 1ª fase dos playoffs do Mundial (jogos nesta quarta, 1/10):
República Tcheca 71x91 Canadá
França 61x48 Brasil
Bielorússia 67x72 China
Sérvia 86x79 Cuba

Quartas de final (horário de Brasília):
Sexta-feira (3), às 8h: 
Austrália x Canadá
10h15: 
Espanha x China
13h: 
Turquia x Sérvia
15h15: 
Estados Unidos x França

Cruzamentos das semis:
Espanha ou China x Turquia ou Sérvia
Austrália ou Canadá x Estados Unidos ou França

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Brasil encara a França nos playoffs do Mundial Feminino de Basquete

No último jogo da primeira fase, a seleção brasileira bateu o Japão para garantir a vaga

De Aracaju.
Por Henrique Ferrera.

30/09/2014 - Depois de duas derrotas, o Brasil estava encarando a eliminação no Mundial de Feminino de Basquete, disputado na Turquia. Para não igualar sua pior campanha no torneio, a renovada seleção brasileira precisava bater o Japão nesta terça-feira. E conseguiu: com atuação de gala de Patrícia e o comando de Érika e Adrianinha, o time do técnico Zanon bateu as asiáticas por 79 a 56 e avançou na competição.



Nesta quarta (1), às 13h, o Brasil enfrenta a França, pela primeira fase dos playoffs, que antecede as quartas de final.

O jogo

Por ser um time inexperiente, o Brasil acabou pecando na competição pela ansiedade e pelo nervosismo. No começo do jogo contra o Japão, a expressão das jogadores era a mesma, e logo começaram os erros de arremessos. Do lado adversário, os erros eram constantes também. Na metade do quarto, Patrícia começou a aparecer, marcando duas bandejas de forma consecutiva. Érika segurou na defesa, e Adrianinha brilhou na frente no final, e apesar da atuação boa de Oga, o primeiro tempo terminou com vantagem brasileira: 22 a 11.

O Brasil começou com tudo e foi aumentando a vantagem. Toda a rotação brasileira jogava bem e o placar chegou a ficar 37 a 24, principalmente graças à Érika, a comandante da seleção em quadra. No final do quarto, Kurihara acertou bola de três, e Mamiya, com um lance de três pontos - cesta e falta - diminuiu o placar para 41 a 31 no intervalo.

Brasil comemorava classificação no Mundial de Basquete (Foto: fiba.com)

O terceiro período começou avassalador, só que para as japonesas, e a diferença logo ficou apenas quatro pontos pró-Brasil. Patrícia, que já tinha pontuação alta, chegou aos 18 pontos, abrindo 60 a 42 no placar. Patrícia terminou com 27 pontos no total, e Érika anotou um duplo-duplo, com 12 pontos e 11 rebotes. O Brasil entrou no último período de jogo com placar favorável de 60 a 45.

O Japão foi para o tudo ou nada, mas o Brasil pela primeira vez tinha a tranquilidade estampada na face de suas jogadoras. Patrícia continuava quente, Adrianinha a enchia de assistências, e Érika comandava a equipe a partir da defesa. A vantagem foi só crescendo, e terminou em 79 a 56.

Regulamento - Durante a primeira fase, as 16 seleções estiveram divididas em oito grupos. As primeiras colocadas de cada chave avançam diretamente às quartas de final. Os segundos e terceiros de cada chave disputam uma espécie de repescagem, onde quem vencer vai às quartas. Daí em diante, seguem em mata-mata.

Resultados da terça (30):

Brasil 79 x 56 Japão
Sérvia 65 x 63 China
Espanha 67 x 43 República Tcheca
Austrália 87 x 45 Bielorússia
Moçambique 54 x 64 Turquia
Coréia do Sul 57 x 73 Cuba
França 63 x 59 Canadá
Estados Unidos 119 x 44 Angola

Clique e confira tabela de jogos e as classificações dos grupos ao fim da primeira fase.

Os playoffs começam nesta quarta (1). Confira os jogos (horário de Brasília):

10h15 - República Tcheca x Canadá
13h - França x Brasil
13h15 - Bielorússia x China
15h30 - Sérvia x Cuba

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Brasil enfrenta Japão em jogo de vida ou morte no Mundial Feminino de Basquete

Confronto desta terça decide se Brasil avança ou volta para casa no Mundial Feminino de Basquete. Seleção precisa bater as japonesas

De Aracaju.
Por Henrique Ferrera.

29/09/2014 - O sorteio dos grupos do Mundial de Basquete feminino não foi legal com o Brasil, que caiu na chave das fortes Espanha e República Tcheca, e acabou sendo derrotada pelas duas. Com isso, o time brasileiro parte para um confronto decisivo às 8h (de Brasília) desta terça (30) contra o Japão, que também perdeu as duas partidas contra as europeias. Uma vitória qualquer será suficiente para a classificação, já que as três primeiras avançam à fase de playoffs.

Érika é a principal esperança de classificação.
(Foto: CBB.com.br)

Um péssimo aproveitamento nos arremessos acabou causando a queda do Brasil na estreia, quando perdeu para as tchecas por 68 a 55. Érika não conseguiu liderar a seleção, e apenas Clarissa conseguiu dígitos duplos de pontuação. Contra a Espanha, o Brasil até começou melhor e venceu o primeiro quarto, mas nem a boa partida de Érika foi capaz de parar as atuais campeãs europeias, lideradas por Sancho Lyttle, e as espanholas venceram por 83 a 56.

Situação dos grupos

Com isso, Espanha e República Tcheca, já classificadas, duelam pela liderança, que dá vaga direta às quartas de final. Na chave B, a Turquia também já classificada, deve confirmar a primeira posição contra Moçambique, que tem poucas esperanças, enquanto França e Canadá se enfrentam torcendo para que não haja uma zebra.

No grupo C, Austrália e Bielorússia brigam pela primeira posição em confronto direto, enquanto Cuba e Coréia do Sul vão duelar em busca da classificação. No D, os EUA enfrentam Angola para confirmar a provável primeira posição, enquanto Sérvia e China fazem o outro jogo do grupo.

Jogos da terça (horário de Brasília):

8h - Brasil x Japão
8h15 - Sérvia x China
10h15 - Espanha x República Tcheca
10h30 - Austrália x Bielorússia
13h - Moçambique x Turquia
13h15 - Coréia do Sul x Cuba
15h15 - França x Canadá
15h30 - Estados Unidos x Angola

domingo, 28 de setembro de 2014

Em casa, Fla bate Maccabi e levanta troféu do Intercontinental de Basquete

Ao lado de sua torcida, Flamengo domina Maccabi Tel-Aviv (ISR), vence segundo jogo da Copa Intercontinental por 13 pontos e conquista o título mundial interclubes


Do site oficial da Liga Nacional de Basquete.

28/09/2014 - Neste domingo, o Flamengo fez história e subiu no topo do mundo. Ao lado de sua torcida, que lotou completamente as dependências da HSBC Arena, no Rio de Janeiro, o time carioca dominou o Maccabi Tel-Aviv (ISR), venceu o segundo jogo da Copa Intercontinental pelo placar de 90 a 77, e garantiu o histórico título mundial interclubes.


Depois de perder o primeiro jogo por três pontos de diferença, a equipe rubro-negra entrou em quadra precisando de uma vitória por no mínimo quatro pontos para ficar com o troféu. Mas isso não foi problema para os comandados do técnico José Neto. Na frente por praticamente todo o jogo – somente no início da partida os israelense estiveram em vantagem –, os atuais bicampeões do NBB mostraram muita frieza e qualidade para confirmarem o triunfo e a histórica conquista.

Foto: Gaspar Nóbrega/FIBA Américas
Para sair vencedor, o Flamengo contou com grande atuação de dois dos estrangeiros de seu elenco. Com 24 pontos, o armador argentino Nicolás Laprovittola foi o cestinha da equipe e ainda distribuiu seis assistências. Por sua vez, o pivô norte-americano Jerome Meyinsse mostrou um altíssimo aproveitamento nos arremessos e deixou a quadra com 22 pontos e sete rebotes. Pelo lado do Maccabi, o destaque ficou por conta do armador norte-americano Jeremy Pargo, cestinha do jogo, com 28 pontos.
Atual bicampeão do NBB e dono do título da última Liga das Américas, o Flamengo coroou seu ótimo momento com o título conquistado neste domingo diante dos atuais campeões da Euroliga e recolocou o basquete brasileiro no topo do mundo depois de 35 anos de espera.
Esta é a segunda vez que uma equipe do Brasil conquista o título da Copa Intercontinental. Em 1979, na cidade de São Paulo, o Esporte Clube Sírio (SP), que tinha em seu elenco grandes nomes do basquete brasileiro como Oscar Schimidt, Marcel de Souza e Marquinhos Abdala, venceu a competição e garantiu a primeira taça mundial interclubes a um time brasileiro.
Laprovittola foi o destaque do jogo.
(Foto: Gaspar Nóbrega/FIBA Américas)
O começo do jogo foi totalmente favorável ao Maccabi. Com uma bola de longa distância convertida por Pnini e cestas de dois pontos de Landesberg e Pargo, os atuais campeões da Euroliga abriram 7 a 0 de frente. Depois de quase três minutos em branco, o Flamengo fez sua primeira cesta na partida com Marquinhos, da linha de três pontos. A partir de então tudo mudou. No ataque seguinte, o camisa 11 voltou a acertar um tiro longo e cortou o prejuízo dos cariocas para apenas um tento (7 a 6).
A virada dos rubro-negros veio nas mãos de Meyinsse, e com estilo. Primeiro, o norte-americano fez bela jogada individual e colocou os donos da casa em vantagem (8 a 7). Depois, o MVP da última Final do NBB acertou uma linda enterrada seguida de falta e o Flamengo abriu quatro pontos de diferença no marcador (11 a 7).
Após a rápida reação dos brasileiros, o duelo ficou “lá e cá”. Laprovittola brilhou em lances individuais e, com expressivos dez pontos, comandou o ataque flamenguista. Do outro lado, os norte-americanos Pargo e Haynes apareceram muito bem e mantiveram os israelenses na cola. Desta maneira, com um tiro de três pontos de Herrmann no estouro do cronômetro, os representantes das Américas fecharam a primeira parcial na frente, mas por apenas dois pontos: 27 a 25.
O começo do segundo quarto não foi bom para nenhuma das duas equipes. Sem apresentar o mesmo rendimento do primeiro período, os times pouco produziram e jogo ficou bastante truncado. Ainda com uma pequena vantagem no placar (34 a 32), o Flamengo contou com a categoria de Marcelinho para abrir a maior diferença da partida até então. Com cinco pontos seguidos e uma linda assistência, o camisa 4 teve papel fundamental para os cariocas colocarem nove pontos de frente (41 a 32). Depois de uma “troca” de lances livres nos instantes finais da parcial, o Flamengo levou a partida para os vestiários com dez tentos de vantagem: 46 a 36.
No embalo de Pargo, o Maccabi voltou com tudo para o terceiro quarto. Com três bolas certeiras de três pontos em pouco mais de três minutos, o armador norte-americano liderou a reação dos israelenses e a diferença no placar caiu para quatro pontos (54 a 50). Sem apresentar um bom aproveitamento, apenas com Meyinnse mostrando se sobressaindo, o Flamengo nada pôde fazer para frear o bom momento dos rivais.
Pargo seguiu inspirado, anotou mais cinco pontos, com direito a mais uma bola de longa distância, e a vantagem dos cariocas caiu para um ponto (56 a 55) obrigando o técnico José Neto a parar o jogo. Depois do tempo técnico, os rubro-negros melhoraram e, mesmo com Pargo pegando fogo do outro lado, levaram o jogo para o último quarto com três pontos de frente: 64 a 61.
Com o placar em “zero a zero”, já que o Flamengo precisava tirar a vantagem de três pontos construída pelo Maccabi na primeira partida, o time carioca sobrou no início da parcial final. Benite roubou a bola de Pargo, converteu dois pontos e ainda sofreu falta para colocar a equipe oito pontos na frente (71 a 63). Na sequência Laprovittola roubou a cena, marcou cinco pontos seguidos e ampliou a diferença no placar para 13 pontos (76 a 63), com seis minutos para o fim do jogo.
Sem deixar o ritmo cair, os atuais campeões da Liga das Américas mantiveram o controle do jogo nos minutos seguintes. Com pouco mais de três minutos para o término da partida, o placar apontava 81 a 70 para os brasileiros e o técnico israelense Guy Goodes parou o jogo. Tendo que reverter o cenário, o Maccabi apostou nos tiros longos, mas não obteve sucesso. Do outro lado, o clube da Gávea soube controlar o jogo, manteve uma diferença confortável a seu favor e confirmou o histórico título mundial para levar sua fervorosa torcida ao delírio.

sábado, 27 de setembro de 2014

Contra a República Tcheca, Brasil cai na estreia do Mundial Feminino de Basquete

Seleção peca muito nos arremessos e perde para as tchecas por 68 a 55. EUA, Sérvia e Austrália atropelaram na estreia; Veja os destaques do 1º dia

De Aracaju.
Por Henrique Ferrera.

27/09/2014 - O Brasil fez sua estreia no Mundial Feminino de Basquete neste sábado (27), em Ancara, na Turquia, contra a República Tcheca, mas acabou sucumbindo e sendo derrotado por 68 a 55. Na data em que comemorava vinte anos do título mundial, a seleção errou demais nos arremessos e acabou saindo de quadra com a derrota.

O jogo

Com uma equipe bem renovada, o Brasil entrou em quadra com um time inexperiente, e contra um time forte como a República Tcheca, acabou tendo problemas. Érika, a grande estrela, tentava organizar a equipe, que abriu 5 a 0, mas logo as tchecas tomaram o controle e fizeram 11 a 5. Com boa atuação de Bartonová, o primeiro quarto acabou em 17 a 7.

A inexperiência levou à ansiedade e ao nervosismo. O Brasil começou a desperdiçar vários arremessos, mantendo um aproveitamento pífio nas tentativas. No jogo físico, as tchecas também levavam vantagem e era complicado para as brasileiras manterem a calma. Já no final do período, Adrianinha começou a acertar mais e impediu que a vantagem se dilatasse demais. O jogo foi para o intervalo com vantagem europeia de sete pontos.

Tainá foi uma das poucas que acertou a mão nos arremessos.
(Foto: FIBA/Divulgação)
No terceiro quarto, a República Tcheca começou a abrir vantagem. Veselá dominava o garrafão, Vitecková acertava as bolas do perímetro, além de boas partidas de Burgrová e Hanusová. Logo, a vantagem tcheca chegou a 12 (45 a 33). Nem a bola de três de Tati adiantou, pois Hanusová respondeu quase que imediatamente e o terceiro quarto chegou ao fim com 50 a 36 no placar.

O panorama não mudou no último período. Nádia, Clarissa e Débora tentaram ajudar Érika, e até foram úteis, mas nada que incomodasse as tchecas, que mais uma vez dominantes debaixo do aro com Veselá, e com Bartonová comandando a equipe, a partida acabou com vitória europeia por 68 a 55.

Clarissa foi a melhor brasileira, anotando duplo-duplo com 10 pontos e 10 rebotes, mesma marca de rebotes que Érika conseguiu. O aproveitamento brasileiro nos arremessos de quadra foi pífio (24,5%), mas se alguém se salvou foi Tainá que acertou 3 de 5 bolas do perímetro. Infelizmente, nos lances livres, o aproveitamento foi ruim.

Amanhã o Brasil tem a Espanha pela frente, às 15h15 (de Brasília).

Outros destaques

No grupo A, o mesmo do Brasil, a Espanha bateu o Japão por 74 a 50 e já desponta como a grande força. No B, Canadá venceu Moçambique por 69 a 54, e Turquia e França fizeram jogo eletrizante, que terminou com vitória apertada das donas da casa por 50 a 48.

A Austrália não tomou nenhum conhecimento das cubanas e atropelou por 90 a 57, enquanto a Bielorússia bateu a Coréia do Sul por 70 a 64. No grupo D, só lavada: os EUA bateu fácil a China por 87 a 56, e a Sérvia sacolou Angola por 102 a 42.

Regulamento - Durante a primeira fase, as 16 seleções estão divididas em oito grupos. As primeiras colocadas de cada chave avançam diretamente às quartas de final. Os segundos e terceiros de cada chave disputam uma espécie de repescagem, onde quem vencer vai às quartas. Daí em diante, seguem em mata-mata.

Clique e confira classificações e tabela de jogos.

Flamengo faz belo jogo, mas Maccabi vence 1º jogo da Copa Intercontinental

Time israelense reage no fim e vence primeiro jogo da Copa Intercontinental por apenas três pontos de diferença; título mundial será decidido domingo

Do site oficial da Liga Nacional de Basquete.

27/09/2014 - Foi um grande jogo. Nesta sexta-feira (26), na calorosa e barulhenta HSBC Arena, no Rio de Janeiro, o Flamengo não se intimidou diante do atual campeão europeu Maccabi Tel-Aviv (ISR), dominou grande parte do confronto, mas tomou a reação nos momentos finais e foi derrotado na primeira partida da Copa Intercontinental 2014, por apenas três pontos de diferença, placar de 69 a 66.

Agora, para sair com o título mundial, a equipe do técnico José Neto precisa de uma vitória por pelo menos quatro pontos de diferença no segundo e derradeiro duelo final do Mundial Interclubes, marcado para este domingo (28/09), na mesma HSBC Arena, às 12 horas (de Brasília), com transmissão ao vivo para todo o Brasil através dos canais SporTV.

Jeremy Pargo foi o homem do jogo.
(Foto: Gaspar Nóbrega/FIBA Américas)

Caso o Flamengo vença o Jogo 2 por apenas um ou dois pontos, o título ficará com o Maccabi Tel Aviv. Já em caso de triunfo rubro-negro pelos pelo mesmos três pontos de diferença, o critério de desempate entre os dois times será o saldo average. Se exitar por quatro ou mais pontos, os cariocas ficarão com a taça de campeão da Copa Intercontinental.
Para sair de quadra com a vitória, o time de Israel contou com grande e fundamental exibição do armador norte-americano Jeremy Pargo, responsável por 21 pontos, sendo 14 deles no segundo tempo. Quem também apareceu bem em favor da representação europeia foi o ala Guy Pnini, autor de 11 pontos e quatro rebotes.
Pelo lado do Flamengo, que mandou no placar desde os primeiros minutos do jogo e perdeu a vantagem somente no finalzinho, teve como destaques o ala/pivô Olivinha, que saiu do banco e registrou 13 pontos e apanhou sete rebotes, e do ala Marquinhos, com 11 tentos anotados.
Estreante da noite, o pivô norte-americano Derrick Caracter, contratado pontualmente para jogar as partidas da Copa Intercontinental e os amistosos na NBA, mostrou qualidade e deixou a quadra com um duplo-duplo de 10 pontos e 11 rebotes, atuação que agradou e arrancou aplausos da torcida rubro-negra presente na HSBC Arena.

O técnico José Neto orienta o time.
(Foto: Gaspar Nóbrega/FIBA Américas)
Na primeira parte da disputa pelo título mundial, o Flamengo iniciou a corrida pelo título mundial com Nicolás Laprovittola, Marcelinho Machado, Marquinhos, Walter Herrmann e Jerome Meyinsse, enquanto o Maccabi Tel-Aviv foi à quadra com o armador Jeremy Pargo, os alas Brian Randle e Guy Pnini, o ala/pivô Sylven Landesberg e com o pivô Aleks Maric.
Assim como era esperado, marcado pela disputa intensa. Com dois lances livres de Marcelinho Machado, a equipe rubro-negra saiu na frente (2 a 0), no entanto, os israelenses logo viraram o placar para 4 a 2, sob o comando do armador norte-americano Pargo.
Após diversos erros de arremesso, os flamenguistas se encontraram na partida e recuperaram a frente após duas lindas jogadas, uma de Laprovittola seguida de uma bola de três de Herrmann, e outra de Marquinhos (11 a 7). A partir daí, o confronto ficou bastante igual e as duas equipes alternaram bastante no comando do placar, que ao final do primeiro quarto, graças a mais uma bela jogada de Nico, foi dos cariocas, placar de 15 a 14.
A segunda parcial começou bem demais para os donos da casa. Defendendo muito forte e com ritmo alucinante no lado ofensivo, a equipe do técnico José Neto viveu um bom momento e abriu seis pontos de frente (20 a 14). O Maccabi, por sua vez, tentou engrossar o duelo pra cima dos rubro-negros, mas foi aí que o recém chegado pivô norte-americano Derrick Caracter deu as caras, anotou seis pontos e quatro rebotes e contribuiu efetivamente para o Flamengo abrir sua maior vantagem no duelo até então: dez pontos (33 a 23).
Porém, o esquadrão da Gávea começou a abusar dos arremessos de fora e, com baixo aproveitamento, viu a equipe campeã da Euroliga encostar no placar através da grande exibição do armador norte-americano Jeremy Pargo, que fez cinco pontos consecutivos, fundamentais para seu time ir para os vestiários com cinco pontos atrás, placar de 35 a 30.
Na volta do intervalo, as duas equipes entraram em quadra a todo vapor e o jogo ficou “lá e cá”. A agremiação de Israel conseguiu imprimir uma defensa extremamente forte, se sobressaiu na terceira parcial e colocar o Flamengo em uma situação complicada, com boa apresentação do ala/pivô Landesberg. Mas os comandados de José Neto souberam segurar a pressão e caminharam para os dez minutos finais em vantagem, por 51 a 48.
Com uma bola de 3 pontos do ala Pnini, o Maccabi empatou o duelo (51 a 51), no entanto, os rubro-negros tornaram a ficar em vantagem, com boa participação de Gegê e Olivinha (56 a 51). Mas, foi aí que entrou em cena o armador Jeremy Pargo, que fez duas bolas de 3 pontos consecutivas, distribuiu assistências e ajudou sua equipe ficar em vantagem, algo que não acontecia desde o início primeiro quarto (63 a 62).
Faltando menos de 10 segundos para o fim, a vantagem do Maccabi era de três pontos, placar de 67 a 64, até que o pivô rubro-negro Meyinsse apanhou um rebote ofensivo após chute de Marcelinho Machado, deu uma linda cravada e reduziu a diferença para apenas um ponto (67 a 66), com três segundos restantes no cronômetro.
Na saída de bola do time israelense, mesmo com pouco tempo, o armador Jeremy Pargo acertou um lindo arremesso de 2 pontos no estouro do cronômetro, totalmente desequilibrado e caindo para trás, para levar o Maccabi para o Jogo 2 da Copa Intercontinental com três pontos de vantagem, placar de 69 a 66.

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Brasil estreia no Mundial Feminino de basquete neste sábado

Seleção brasileira está no Grupo A, ao lado de Espanha, Japão e República Tcheca; estreia será contra as tchecas, às 15h deste sábado


Do site oficial da Liga Nacional de Basquete.


26/09/2014 - O Campeonato Mundial de Basquete Feminino começa neste sábado (dia 27), na Turquia. O Brasil já tem compromisso marcado no primeiro dia de disputas, contra a República Tcheca, atual vice-campeã do mundo, às 15h15 (horário de Brasília) pelo Grupo A, em Ankara, capital do país.

Jovem seleção feminina tem pela frente importantes adversários no Campeonato Mundial da Turquia.
(Foto: Divulgação CBB)
Sob o comando do técnico Luiz Augusto Zanon, a Seleção Brasileira vai para a competição com um elenco recheado de novos talentos, atendendo à proposta de renovação visando os Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro. Mesmo contando com sete jogadoras com menos de 25 anos e nove, das 12 selecionadas, em seu primeiro mundial, o grupo está confiante em uma boa atuação. 

“Queremos fazer com que as meninas tenham o maior número de jogos possíveis. Passar da primeira fase e tentar ir o mais longe que conseguirmos”, disse o técnico Zanon. “Nosso objetivo é fazer com que essas garotas novas que estão aqui ganhem experiência internacional”.
Brasil está no Grupo A, junto a República Tcheca, Espanha e Japão (FIBA)
Brasil está no Grupo A, junto a República Tcheca, Espanha e Japão.
(Foto: FIBA)
Das jogadoras que defenderão o Brasil na Turquia, Adrianinha é a mais experiente do grupo. Com 35 anos, a armadora é a segunda mais velha do Mundial, atrás apenas da ala/pivô Ana Flavia de Azinheira, da seleção de Moçambique. A capitã da Seleção Brasileira também entra em um selecionado rol de jogadoras que estão disputando o seu quarto Campeonato Mundial seguido neste ano, ao lado de sua companheira Érika de Souza, da renomada Sue Bird, dos Estados Unidos, da espanhola Laia Palau.
“A vida é sempre um aprendizado. Nunca é tarde para buscar mais uma vitória”, disse a armadora brasileira.
Adrianinha tem como apoio no garrafão brasileiro um dos principais nomes do basquete feminino internacional: a pivô Érika de Souza, que atua no América Basquete Recife (LBF) e no Atlanta Dream (WNBA). Com 32 anos, a jogadora de 1,96m é um dos carros-chefes do Brasil, carregando um título e um segundo lugar da LBF e três vice-campeonatos da liga norte-americana. Com a jovem Damiris Dantas, 21 anos, essas são as únicas três atletas que atuaram na República Tcheca, em 2010, quando selecionado nacional ficou em 9º lugar.
A pivô Érika de Souza e a armadora Adrianinha, capitã da seleção, são os dois nomes mais experientes do grupo que viajou à Turquia (Murat Ozturk/CBB/ Bradesco)
A pivô Érika de Souza e a armadora Adrianinha, capitã da seleção, são os dois nomes mais experientes do grupo que viajou à Turquia.
(Foto: Murat Ozturk/CBB/Bradesco)
Agora, a Seleção Brasileira agregou ao seu grupo Clarissa dos Santos, Tainá Paixão, Débora Costa, Joice Coelho, Patricia Teixeira, Jaqueline de Paula, Tatiane Pacheco, Nadia Colhado e Isabela Ramona.
Clarissa dos Santos, 26 anos, é outro nome forte no garrafão brasileiro, e um dos principais da seleção. A pivô foi a terceira cestinha do Sul-Americano da Venezuela e a segunda maior reboteira, com 15,8 pontos e 13,8 rebotes por partida na competição em que o Brasil saiu com o título. Também parte da nova geração, a jovem armadora Tainá Paixão, 22 anos, teve a segunda melhor média de assistências no torneio continental que serviu de teste para Zanon convocar as jogadoras do mundial. Foram 3,6 passes certos por jogo.
Apesar da baixa média de idade, o Brasil tem grandes desafios pela frente na fase de grupos. Parte do Grupo A, o primeiro compromisso da Seleção é contra a República Tcheca, no sábado (dia 27). A equipe europeia foi a vice-campeão do último torneio internacional da FIBA, em casa, em 2010, quando perdeu a final para os Estados Unidos.
Para o torneio que começa amanhã, manteve seis jogadoras daquele elenco, entre essas Eva Vitecková, cestinha da competição anterior, e a ala de 1,94m Jana Veselá.
O duelo entre as experientes armadoras Laia Palau (ESP) e Adrianinha (BRA) se repetirá na primeira fase do Mundial da Turquia (Elio Castoria/FIBA)
O duelo entre as experientes armadoras Laia Palau (ESP) e Adrianinha (BRA) se repetirá na primeira fase do Mundial da Turquia.
(Foto: Elio Castoria/FIBA)
O segundo jogo do Brasil será contra a Espanha, terceiro lugar no Mundial de 2010 e atual campeã europeia. O país ibérico tem em seu elenco o trio campeão da Euroliga 2013-2014 pelo Galatasaray Odeabank (Turquia), Sancho Lyttle, Alba Torrens e Núeria Martinéz. A norte-americana nacionalizada espanhola, Lyttle, foi a segunda cestinha do último mundial e é companheira de Érika de Souza e Nádia Colhado no Atlanta Dream (WNBA).
“Já estou acostumada a enfrentar companheiras de equipe. Mas dentro de quadra eu não tenho amigas. Vou para dar o meu máximo e fazer tudo o que eu sei”, afirmou a pivô brasileira Érika.
Além das três jogadoras da equipe turca, Laia Palau, Laura Nichols, Anna Cruz e Lucila Pascua fizeram parte do bronze da Espanha na República Tcheca.
O último compromisso brasileiro pela fase de grupos é contra o Japão, na terça-feira (dia 30). Apesar de a equipe oriental ter a cestinha do último Campeonato Mundial, a armadora Yuko Oga, foi derrotada pelo Brasil duas vezes naquele torneio: nas oitavas de final, por 93 a 91, e na disputa de nono lugar, por 84 a 79. A seleção japonesa continua com a jogadora, mas perdeu Asami Yoshida, líder em assistências em 2010.
Com o elenco completamente renovado, o Japão, último adversário brasileiro na fase de grupos mantém apenas duas atletas que participaram do Campeonato Mundial da República Tcheca: Yuko Ogo e Maki Takada.
Mesmo com um caminho árduo para chegar às oitavas de final, o Brasil vai para a Turquia sonhando com o pódio. “Junto com as meninas que têm mais ritmo do que eu, com a juventude delas e a minha experiência, nós podemos conseguir uma medalha lá”, disse Érika confiante.
Para passar para a segunda fase, o Brasil precisa ficar entre os três primeiros lugares do Grupo A. O primeiro colocado de cada grupo conquista uma vaga direta para as quartas de final, enquanto o segundo e o terceiro lugar brigam no mata-mata das oitavas de final. No caso do Seleção Brasileira, caso se garanta entre os melhores na fase inicial, terá pela frente um cruzamento com um dos países do Grupo B: Canadá, França, Moçambique ou as donas da casa, Turquia.
Confira o elenco para o Campeonato Mundial de Basquete Feminino da Turquia:
Armadoras: Adriana Moisés Pinto (América-PE), Débora Fernandes da Costa (São José), Tainá Mayara da Paixão (América-PE)
Alas: Isabela Ramona Lyra Macedo (São José), Jaqueline de Paula Silvestre (Santo André), Joice dos Santos Coelho (São José), Patrícia Teixeira Ribeiro (São José), Tatiane Pacheco Nascimento (América-PE)
Alas/pivôs: Damiris Dantas do Amaral (Minnesota Lynx-WNBA)
Pivôs: Clarissa Cristina dos Santos (Americana), Érika Cristina de Souza (Atlanta Dream-WNBA), Nádia Gomes Colhado (Atlanta Dream-WNBA)
Confira a tabela completa dos jogos da Seleção Brasileira Feminina na primeira fase do Mundial:
Brasil x República Tcheca – 27/09 (Sábado)
Brasil x Espanha – 28/09 (Domingo)
Brasil x Japão – 30/09 (Terça-feira)

Basquete do Flamengo busca o Intercontinental neste fim de semana

No Rio, Rubro-Negro encara o Maccabi Tel-Aviv, de Israel, em busca do título da Copa Intercontinental; jogos serão nesta sexta e domingo


De Belo Horizonte.
Por João Vitor Cirilo.

26/09/2014 - Atual campeão da Liga das Américas, o basquete do Flamengo tem a chance de conquistar o mundo neste fim de semana. O Rubro-Negro receberá o atual campeão da Euroliga, o Maccabi Tel-Aviv, de Israel, para dois jogos na HSBC Arena nesta sexta (26) e no domingo (28), valendo o título da Copa Intercontinental. No ano passado, quando a competição voltou a ser disputada, o campeão foi o Olympiakos, que bateu o brasileiro Pinheiros/Sky.

Nesta sexta-feira, o duelo será às 21h30 e, no domingo, a bola sobe a partir das 12h, sempre no horário de Brasília. Quem vencer os dois duelos, obviamente, fica com a taça. Caso os dois jogos tenham vencedores diferentes, o título será definido pelo saldo de cestas.

Marcelinho levanta a taça da Liga das Américas. Fla venceu o Pinheiros.
(Foto: Samuel Vélez/FIBA Américas)

Para buscar o título mundial, o Flamengo aposta na manutenção da base campeã do NBB 2013/2014, com nomes como o argentino Nicolás Laprovittola e o americano Jerome Meyinsse, além dos experientes Marquinhos, Marcelinho e Olivinha e nomes mais jovens como Gegê, Cristiano Felício e Vitor Benite.

O time carioca conta também com o reforço do argentino Walter Hermann, que esteve junto à sua seleção no Mundial disputado na Espanha e faz parte da geração que conquistou o ouro olímpico em 2004. Outro anunciado é o pivô americano Derrick Carter, que jogou pelos Lakers e defenderá o Rubro-Negro apenas na Copa Intercontinental e nos três amistosos na pré-temporada da NBA.

O campeão europeu chega com elenco modificado para este Mundial.
(Foto: Maccabi Tel-Aviv/Divulgação)

Já o Maccabi Tel-Aviv, seis vezes campeão europeu, derrotou o Real Madrid na decisão da temporada 2013/2014 da Euroliga. Para este Intercontinental, torneio do qual já foi campeão em 1980 batendo o Franca, o time apresenta várias mudanças em relação à equipe campeã continental. O comandante David Blatt assinou com o Cleveland Cavaliers e quem assume é o assistente Guy Goodes.

Entre os atletas, o time perdeu o americano Ricky Hickman, transferido para o Fenerbahçe, da Turquia, após ser o principal pontuador da equipe israelense na competição. Outro que saiu foi o também americano Tyrese Rice, MVP das Finais da Euroliga e que foi para o Khimki, da Rússia. Já o australiano Joe Ingles foi para o Los Angeles Clippers, o pivô Shawn James jogará na Itália e o ala-pivô David Blu se aposentou. Para os lugares chegam vários americanos, como o armador Jeremy Pargo, o ala/armador MarQuez Haynes, o ala Nate Linhart e o ala/pivô Brian Randle. No total, são oito jogadores dos Estados Unidos no atual elenco.

O torneio

A Copa Intercontinental retornou em 2013 após longa interrupção. A competição era disputada anualmente entre 1966 e 1987, com uma pausa entre 1971 e 1973. O torneio voltou em 1996, mas voltou a ter uma pausa. O único brasileiro campeão mundial foi o extinto Sírio, de São Paulo, jogando em casa em 1979, time que contava com Oscar, Marcel e Marquinhos. A lista de brasileiros vice-campeões é um pouco maior: Corinthians (1966), Sírio (1973), Franca (1975 e 1980), Sírio (1981). Monte Líbano (1985) e Pinheiros (2013).

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domingo, 14 de setembro de 2014

Estados Unidos atropelam a Sérvia e mantêm a coroa da Copa do Mundo de Basquete

Americanos bateram adversários por 129 a 92 e conquistaram o título do Mundial 2014. Kyrie Irving é eleito MVP


De Aracaju.
Por Henrique Ferrera.

14/09/2014 - Os Estados Unidos pavimentaram seu caminho para o título da Copa do Mundo de Basquete 2014 acertando 15 bolas de três na vitória por 129 a 92 sobre a Sérvia na final de domingo, se tornando o primeiro campeão mundial consecutivo desde 2002.

Kyrie Irving, o MVP, e James Harden acertaram juntos nove de 11 cestas de três pontos e marcaram 26 e 23 pontos, respectivamente, para liderar as estatísticas de pontos para os americanos. Seis outros jogadores norte-americanos marcaram em dois dígitos, incluindo DeMarcus Cousins​​, que teve 11 pontos e nove rebotes.

Harden levanta o troféu.
(Foto: FIBA/Divulgação)

Os norte-americanos, que venceram seus nove jogos na Espanha por uma média de 33 pontos de diferença, terminaram a final acertando 15 arremessos de 30 na linha de três pontos depois de acertar 11 de seus primeiros 15. A vitória de 37 pontos sobre a Sérvia esteve perto do recorde de todos os tempos da maior margem de vitória em uma final, que foi de 46 pontos na derrota da Rússia para os EUA em 1994 por 137 a 91. Os 129 pontos foram também a segunda maior marca em um final, atrás dos 137.

Os EUA reivindicaram seu quinto título mundial, empatando com a Iugoslávia como os maiores campeões da história. Iugoslávia também foi a última equipe que conquistaram os títulos de campeões do mundo seguidos, em 1998 e 2002, além do Brasil, que também conseguiu a proeza em 1959 e 1963.

A Sérvia garantiu sua melhor colocação sob a bandeira sérvia como vice-campeão, e tanto Nikola Kalinic e Nemanja Bjelica marcaram 18 pontos para liderar as estatísticas da Sérvia, enquanto Bogdan Bogdanovic teve 15 pontos e Milos Teodosic marcou 10.

Quando a bola subiu...

A Sérvia foi capaz de manter a posse de bola e acertou seus primeiros cinco arremessos - três deles sem assistências - abrindo vantagem de 10 a 5 e fazendo os EUA pedir tempo. Eles ainda aumentaram a vantagem para 12 a 5 na primeira posse após o pedido de tempo. Os americanos responderam com uma sequência de 17 a 3, abrindo vantagem de 22 a 15 com Kyrie Irving acertando dois arremessos e fazendo uma bandeja, enquanto Nenad Krstic perdeu algumas tentativas no garrafão.

Bolas de três de Irving e Klay Thompson abriram a vantagem para 30 a 19 e a terceira bola de três do período de Irving abriu vantagem para 35 a 19, que caiu para 35 a 21 no final do período. Os EUA não arrefeceu em tudo nos chutes do perímetro no segundo período, com mais seis tentativas de trás do arco ajudando a aumentar a liderança para 31 pontos - 67 a 36. A vantagem ao intervalo era 67 a 41.

A Sérvia reduziu a desvantagem para 24 pontos no início do terceiro período, mas os europeus não conseguiam parar os americanos na defesa e Irving continuou com seus tiros afiados e a vantagem se estendeu para 39 pontos. As únicas perguntas eram se os norte-americanos, liderando no quarto período por até 105 a 67, poderiam igualar a equipe de 1994.

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Sérvia bate França e chega à tão esperada final da Copa do Mundo de Basquete

Teodosic brilha e nem ótimo final de jogo da França é suficiente para impedir que sérvios cheguem à final contra o poderoso EUA, que bateram a Lituânia na outra semi


De Aracaju.
Por Henrique Ferrera.

12/09/2014 - A Sérvia vai ter a chance de escrever uma nova página na história do basquete iugoslavo, graças à campanha que culminou na classificação à final da Copa do Mundo de Basquete 2014, após a vitória sobre a França nesta sexta (12), por 90 a 85. O adversário pelo título serão os atuais campeões mundiais e invictos Estados Unidos, no domingo (14).

Milos Teodosic marcou 24 pontos para a Sérvia, enquanto Bogdan Bogdanovic marcou mais 13. O trio Stefan Markovic, Nenad Krstic e Miroslav Raduljica marcaram 11 cada, enquanto Nemanja Bjelica terminou com 10 pontos, sete rebotes e cinco assistências na vitória que permitiu aos balcânicos chegarem à sua primeira final de Mundial sob a bandeira da Sérvia - em sua segunda competição.

A Iugoslávia venceu cinco títulos mundiais - os últimos em 1998 e 2002, as últimas de uma sequência de 10 campeonatos mundiais seguidos chegando ao pódio da então potência do leste europeu.

Teodosic mais uma vez foi o grande nome sérvio.
(Foto: FIBA/Divulgação)

A França teve 35 pontos só de Nicolas Batum - 17 deles no quarto quarto - e 13 de Boris Diaw. Os campeões europeus chegaram a estar 18 pontos atrás, mas conseguiram ainda fazer jogo duro na reta final da partida.

A França enfrentará a Lituânia no sábado, valendo o bronze. Um terceiro lugar seria a melhor campanha da história francesa, que não conseguiu resgatar a magia do jogo das quartas, onde bateu a anfitriã Espanha em uma das maiores surpresas da história do basquete internacional.

Quando a bola subiu...

Teodosic começou seu grande jogo logo no primeiro quarto, marcando seis pontos de onze seguidos marcados pela Sérvia, abrindo 20 a 10 de vantagem. E a diferença após 10 minutos era de 21 a 15. Ele continuou sua magia no segundo período com mais 10 pontos, e a Sérvia marcou nove pontos seguidos construindo uma vantagem de 30 a 15. Mais uma sequência de sete pontos sem resposta, e a vantagem subiu para 43 a 25, e no intervalo, a Sérvia vencia por 46 a 32.

O time de Sasha Djordjevic tinha uma resposta para cada tentativa da França de voltar ao jogo, mas os Bleus conseguiram diminuir para 53 a 41. O time dos Bálcãs continuou tranquilo, e após três quartos vencia por 61 a 46. Os Bleus não desistiram e rapidamente cortaram a diferença para apenas 10 pontos: 61 a 51, com 9:20 de jogo restantes. Então Diaw, Batum e Fournier acertaram bolas de três para diminuir a vantagem sérvia para 65 a 61 com cinco minutos para o final.

Bogdanovic apareceu com uma grande bola de três e uma bandeja para manter a França a uma boa distância, antes de Teodosic meter uma bola de fora do arco para fazer 77 a 68 com três minutos para acabar. Batum, Diaw e Heurtel mais uma vez vieram com bolas de três, deixando o jogo em 82 a 79, mas Krstic acertou do outro lado com 48 segundos no relógio.

A Sérvia fez falta em Heurtel, que acertou um par de lances livres, deixando a desvantagem em três pontos. Teodosic errou um arremesso com 23 segundos e fez falta em Heurtel, mandando-o de volta para a linha do lance livre onde desta vez, o armador francês só acertou um dos dois. 84 a 82. Nikola Kalinic e Bjelica acertaram cada um um arremesso, deixando a Sérvia na frente por 6: 88 a 82, com 7.3 segundos.

Batum correu e acertou um belo chute de três que fez o placar ficar 88 a 85, mas a Sérvia esfriou o jogo quando Marko Simonovic acertou dois lances livres com um segundo sobrando, selando o placar.

Estados Unidos x Lituânia

Na quinta-feira (11), Klay Thompson ajudou os atuais campeões mundiais, os Estados Unidos, a se recuperar de um início modorrento para vencer por 96 a 68 a Lituânia pela semifinal do Mundial de Basquete e retornar a final do evento FIBA pela segunda vez consecutiva. Os EUA agora viajam a Madrid para enfrentar a França no domingo, no Palacio de los Deportes.

A Lituânia, terceira colocada no Mundial de 2010, também vai para a capital, para jogar neste sábado (13) pela medalha de bronze. O país báltico segurou os EUA o primeiro tempo todo, assim como fez a Eslovênia, mas bastou Coach K dar mais espaço aos coadjuvantes, e o segundo tempo se tornou novamente uma aula de basquete.

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Brasil apaga no segundo tempo e cai nas quartas da Copa do Mundo de Basquete

Sérvia se vinga da derrota na fase de grupos e aproveita apagão brasileiro para arrasar por 84 a 56. Adversário será a França, que eliminou a favorita Espanha


De Aracaju.
Por Henrique Ferrera.

10/09/2014 - Na revanche da fase de grupos, a Sérvia derrubou o Brasil pelo Mundial de Basquete 2014, vencendo a partida de quartas de final por 84 a 56 para se garantir entre os quatro primeiros pela quarta vez nos últimos cinco torneios da FIBA.

Milos Teodosic liderou os europeus - que venceram o Mundial de Basquete como Iugoslávia em 1998 e 2002 - com 23 pontos, enquanto Bogdan Bogdanovic marcou uma dúzia e a dupla de grandalhões Miroslav Raduljica e Nenad Krstic marcaram 10 cada.

Sérvia se vinga do Brasil e chega às semis. 
(Foto: FIBA/Divulgação)

A Sérvia, que perdeu para o Brasil por 81 a 73 na fase de grupos, vai enfrentar a França nas semifinais, na próxima sexta (12). Os franceses chocaram a torcida da casa ao bater a favorita dentro de Madrid. Enquanto isso, o Brasil, que foi ao torneio após convite, falhou mais uma vez ao tentar chegar entre os quatro primeiros - sua sétima tentativa falhada seguida. Porém, é a primeira vez que o Brasil chegou entre os oito melhores desde 2002.

Anderson Varejão e Marquinhos foram os únicos com dois dígitos de pontuação para a equipe de Ruben Magnano, com 12 cada.

Teodosic começou inflamando os europeus com oito pontos nos primeiros seis minutos, abrindo vantagem de 14 a 9. O Brasil diminuiu para um ponto, mas a Sérvia não abriu mão da vantagem e após 10 minutos venciam por 21 a 17.

Bolas seguidas de três de Alex colocaram Brasil na frente por 23 a 21, mas Teodosic respondeu de volta e os sérvios aumentaram a vantagem para 29 a 23. A Sérvia lutou para segurar Nenê, que foi quem puxou uma corrida de nove pontos consecutivos, que deixou o Brasil na frente por 32 a 29. Mas os europeus responderam de volta com oito pontos seguidos, chegando ao intervalo com a vantagem de 37 a 32.

A Sérvia voltou muito forte e o jogo tomou rumos decisivos com sete minutos para o fim do terceiro período, quando Tiago Splitter e Nenê sofreram com faltas técnicas, resultando em cinco lances livres - todos acertados -, e depois de uma bandeja de Markovic, uma vantagem de sete pontos.

Bogdanovic acertou uma bola de três pontos para empurrar a vantagem para 53 a 36. E depois de três quartos, o placar foi ampliado para 66 a 44.

O Brasil só chegou a diminuir para 23 pontos no quarto período.

A França tirou a anfitriã Espanha.
(Foto: FIBA/Divulgação)

França elimina anfitriã Espanha

A França aprontou uma das maiores surpresas do Mundial de Basquete após derrubar a anfitriã Espanha por 65 a 52. Os atuais campeões europeus chegaram pela primeira vez à semifinal da competição. Antes, a própria Espanha havia batido a França.

Boris Diaw marcou 15 pontos, e Thomas Heurtel mais 13 para a França, que perdeu para a Espanha por 88 a 64, uma semana atrás, na fase de grupos. A França dominou as estatísticas, vencendo os espanhóis nos rebotes por 50 a 28, com o grandão Rudy Gobert conquistando 13 sozinho.

A Espanha se atrapalhou ofensivamente, acertando 20 de 62 nos arremessos (32%) e acertando apenas dois de 22 tentativas (9%) do perímetro.

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Lituânia e EUA vencem e avançam às semis do Mundial de Basquete

Lituânia elimina a atual vice Turquia, e EUA precisam de apenas meio jogo para bater a Eslovênia


De Aracaju.
Por Henrique Ferrera.

09/09/2014 - Dois jogos das quartas de final da Copa do Mundo de Basquete 2014 foram disputados nesta terça (9). A Lituânia eliminou a atual vice-campeã Turquia na primeira partida do dia, e em seguida os Estados Unidos tiveram um primeiro tempo ruim, mas bastou jogar bem a metade posterior para despacharem a Eslovênia sem dó.

Lituânia 73x61 Turquia

O confronto da vice-campeã europeia Lituânia contra a vice-campeã mundial Turquia era também o confronto de dois pivôs destaques de suas equipes e que atuam na NBA. De um lado, Jonas Valanciunas, do Toronto Raptors, conseguiu um duplo-duplo - 12 pontos e 13 rebotes - para ajudar os lituanos a saírem com a vitória. Omer Asik, o destaque turco, também conseguiu um, com 11 pontos e 10 rebotes.

Seibutis foi o protagonista da vitória da Lituânia.
(Foto: Reuters)
A Turquia até começou melhor, mas a Lituânia passou à frente no segundo quarto e não largou mais a vantagem, muito graças à boa atuação de Renaldas Seibutis, que marcou 19 pontos. A Lituânia chega à semifinal contra os EUA novamente, assim como em 2010, onde caíram e terminaram com o bronze no final.

Estados Unidos 116x79 Eslovênia

Os EUA confirmaram o favoritismo e bateram a Eslovênia dos irmãos Dragic. Mas apesar do placar dilatado, a partida se desenhou mais complicada no princípio. No intervalo, a vantagem era de apenas sete pontos pró-americanos, muito graças ao aproveitamento ruim da equipe. James Harden passou dois quartos zerado após oito erros em 16 minutos de quadra.

Kenneth Faried foi um dos destaques da equipe norte-americana.
(Foto: Getty Images)
Na segunda parte do jogo, os EUA foram para a definição e abriram vantagem. Se aproveitando do garrafão atlético, Anthony Davis e Kenneth Faried anotaram duplos-duplos. Klay Thompson, vindo do banco, teve mais sucesso que seu companheiro Stephen Curry nos arremessos e acabou sendo o cestinha do jogo com 20 pontos.

Quartas de final do Mundial de Basquete FIBA - Espanha 2014:
Terça, 9 de Setembro:
Lituânia 73 x 61 Turquia
Estados Unidos 116 x 79 Eslovênia

Quarta, 10 de Setembro:
13h - Sérvia x Brasil
17h - França x Espanha

domingo, 7 de setembro de 2014

Com 2º tempo impecável, Brasil massacra Argentina e está nas quartas da Copa do Mundo de Basquete

Time brasileiro anula Scola e cia., tira "pedra no sapato" do Mundial e vai encarar a Sérvia na próxima quarta-feira (10)

De Belo Horizonte.
Por João Vitor Cirilo.

07/09/2014 - Quase perfeito. Essa expressão define o segundo tempo da seleção brasileira masculina de basquete neste fim de domingo em Madrid, na Espanha, no último duelo das oitavas de final da Copa do Mundo. Contra a Argentina, nossos eternos rivais e carrascos em várias oportunidades recentes, o Brasil fez apenas um primeiro quarto ruim e já começou a melhorar seu desempenho no segundo período. No segundo tempo, a atuação foi irrepreensível. Jogando com inteligência e uma defesa forte, o Brasil virou o placar e construiu uma vitória imponente, por 85 a 65.

O Brasil segue firme na Copa do Mundo.
(Foto: FIBA/Divulgação)

Destaque para o show de Raulzinho, responsável por 21 pontos, com 9-10 nos chutes de quadra. Junto a ele, Anderson Varejão aproveitou nove rebotes e foi o retrato da intensidade com que jogou a equipe na segunda etapa. Marquinhos também foi bem, com 13 pontos e oito rebotes. Tiago Splitter siau de quadra com 10 pontos e oito bolas recuperadas. Do lado argentino, nosso carrasco Luis Scola fez apenas nove pontos, sendo cinco em lances livres. Pablo Prigioni fez 18 pontos, mas 15 deles apenas no primeiro tempo.

O próximo desafio da seleção de Rubén Magnano será na próxima quarta-feira (10), às 13h (de Brasília), contra a Sérvia, seleção já derrotada pelos brasileiros na primeira fase. Os europeus eliminaram a Grécia nas oitavas, vencendo por 90 a 72.

Quando a bola subiu...

O Brasil começou liderando o placar, mas um pouco ansioso, definindo as jogadas sem pensar muito. Os argentinos apostavam nos chutes longos, já que dentro do garrafão a única aposta era Luis Scola. E nessa estratégia os hermanos abriram quatro pontos de vantagem, com Prigioni e Gutierrez (8 a 4). Ajeitando sua defesa e com uma boa transição, o Brasil buscou o empate em 10 a 10. No fim, os argentinos mantiveram sua estratégia, acertaram mais três chutes longos com Prigioni (duas vezes) e Campazzo e abriram 21 a 13.

Magnano voltou com Guilherme Giovannoni no segundo quarto e o camisa 12 acertou a primeira de três pontos. Depois, quem entrou foi Raulzinho. Poderia ser interessante para o Brasil, além da melhora na marcação do perímetro, forçar o jogo na área pintada. Mas o time seguiu insistindo nos chutes longos e mais um de Guilherme caiu, reduzindo o prejuízo para apenas três pontos na metade do período (27 a 24). Com um pouco mais de inteligência e muita luta, o Brasil não dava folga ao adversário. Ao intervalo, 36 a 33.

Varejão foi um monstro na marcação.
(Foto: FIBA/Divulgação)

A seleção brasileira retornou muito bem para o terceiro quarto. Marcando bem e forçando o jogo mais físico, levava clara vantagem e ia abrindo folga. Foram várias as jogadas de cestas feitas com faltas sofridas. Do outro lado, a Argentina errava tudo. Luis Scola conseguiu errar quatro lances livres seguidos. Atento, jogando com vontade e inteligência, o Brasil abriu 44 a 39 na metade do quarto. A vantagem aumentou ainda mais quando Raulzinho chutou de três (51 a 42). Os chutes longos argentinos voltaram a cair, mas a equipe verde e amarela manteve a tranquilidade para seguir dominando. Com 24 a 13 a seu favor, o Brasil abriu 57 a 49.

E o ritmo seguiu o mesmo no último período. Raulzinho comia a bola e o time apresentava sintonia incrível. Marquinhos e Alex, a dupla de alas, também era perfeita. Não havia como segurar o imparável Brasil. A vantagem chegou a 20 (75 a 55), a mesma no fim da partida: 85 a 65. O período final foi vencido por 28 a 16. Seguimos vivos.

Oitavas de final - Copa do Mundo FIBA:
República Dominicana 61x71 Eslovênia
Estados Unidos 86x63 México
Nova Zelândia 71x76 Lituânia
Turquia 65x64 Austrália
França 69x64 Croácia
Espanha 89x56 Senegal
Sérvia 90x72 Grécia
Brasil 85x65 Argentina

Quartas de final *:
Terça (9), às 12h: 
Lituânia x Turquia
16h: 
Eslovênia x Estados Unidos
Quarta (10), às 13h: 
Sérvia x Brasil
17h: 
França x Espanha

* Horário de Brasília