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terça-feira, 14 de outubro de 2014

Com quatro de Neymar e ótimo segundo tempo, Brasil atropela Japão

Mudanças de Dunga deixam meio-campo mais leve e seleção brasileira resolve partida na etapa final; Neymar deixou quatro


De Belo Horizonte.
Por João Vitor Cirilo.

14/10/2014 - A seleção brasileira de futebol virou o primeiro tempo do duelo contra o Japão, nesta terça-feira (14), em Cingapura, vencendo por 1 a 0 e com futebol pouco empolgante, muito devido à atuação apagada dos seus meio-campistas Oscar e Willian. Na etapa complementar, Dunga resolveu mexer logo ao intervalo. O treinador chamou Éverton Ribeiro e Philippe Coutinho e os dois modificaram a forma de jogar da equipe, agora mais veloz, e contou também com os espaços cedidos pela defesa japonesa para construir a goleada por 4 a 0, com quatro gols do craque Neymar.

Os próximos amistosos do Brasil serão em novembro. No dia 12, a seleção vai até Istambul enfrentar a Turquia. No dia 18, o desafio é contra a Áustria, em Viena.

O show foi dele.
(Foto: Rafael Ribeiro/CBF)

Após o retorno de Dunga, o Brasil não levou gols. O time conseguiu duas vitórias por 1 a 0, contra Colômbia e Equador, e 2 a 0 sobre a Argentina no último fim de semana, além do resultado desta terça.

Quando a bola rolou...

O Brasil foi a campo sem David Luiz, que sentiu dores na coxa no treino da segunda-feira (13). Assim, Gil foi escalado ao lado de Miranda, mantido como titular. Dentro de campo, o Japão veio com a estratégia de jogar com a marcação bem adiantada, com pelo menos cinco jogadores marcando a saída de bola brasileira, já no campo de defesa adversário. Nem isso foi capaz de deter as investidas de Neymar e Diego Tardelli, que já demonstravam muito entrosamento. Aos 16, a primeira do camisa 10. Neymar cobrou falta na trave e o goleiro Kawashima só torceu. Um minuto depois, Tardelli serviu o craque do Barcelona, que driblou o goleiro para marcar o primeiro.

A seleção brasileira ainda dominava, mas o Brasil tentava chegar. Aos 26, o chute de longa distância de Kobayashi foi por cima. Aos 35, Okazaki se antecipou ao zagueiro Gil e cabeceou à direita do gol de Jefferson. Depois disso, o time verde e amarelo apenas administrou o resultado conquistado.

Para a etapa complementar, o técnico Dunga resolveu promover testes. Na lateral, Mario Fernandes entrou na vaga de Danilo; no meio, Willian e Oscar cederam seus lugares a Éverton Ribeiro e Phillipe Coutinho. E Coutinho logo deu sua contribuição. Após boa movimentação do ataque, o meia deu passe de trivela para a infiltração de Neymar que, sozinho na cara do gol, não vacilou. 2 a 0, aos dois minutos. Miranda quase ampliou aos oito, mas o chute colocado parou na boa defesa de Kawashima.

O Brasil seguiu melhor e explorando o espaço cedido pelo Japão nos contragolpes. Éverton Ribeiro, outro que veio do banco, serviu Neymar. que driblou a zaga e acertou a parte externa da rede, aos 13 minutos. O meio-campo com Ribeiro e Coutinho deixou o time muito mais leve, resultando em jogadas velozes. O meia do Liverpool quase também deixou o seu aos 17, pouco antes de Tardelli ser substituído por Robinho. Para a alegria do torcedor, Kaká também entrou e mandou uma bola na trave. Mas quem marcou o terceiro foi Neymar, pegando rebote de chute de Coutinho, aos 31. Aos 35, Robinho e Kaká tabelaram e o último cruzou para Neymar deixar mais um, agora de cabeça.

Ficha do jogo:

Brasil 3x0 Japão

BRASIL:
Jefferson; Danilo (Mario Fernandes), Gil, Miranda e Filipe Luís; Luiz Gustavo (Souza), Elias (Kaká), Oscar (Philippe Coutinho) e Willian (Éverton Ribeiro); Neymar e Diego Tardelli (Robinho).
Técnico: Dunga

JAPÃO:
Kawashima; Sakai, Shiotani e Kosuke Ota; Morishige, Morioka (Honda), Shibasaki, Tanaka (Hosogai) e Taguchi; Okazaki e Kobayashi (Muto). 
Técnico: Javier Aguirre

Local: Estádio Nacional de Cingapura
Data: 14/10/2014
Horário: 7h45 (de Brasília)

sábado, 11 de outubro de 2014

Com dois de Tardelli, Brasil vence Argentina no Superclássico

Em noite chinesa e dia brasileiro, Tardelli comanda a terceira vitória no Superclássico das Américas; Neymar desperdiça chances e Messi perde pênalti 


De Belo Horizonte.
Por Leonardo Henrique.

11/10/2014 - Em jogo disputado na China, vendido por seus patrocinadores, Brasil e Argentina fizeram o Superclássico das Américas no Estádio Ninho do Pássaro, neste sábado. As duas seleções entraram em campo completando 100 jogos, história centenária que teve inicio em setembro de 1914. Com uma atuação brilhante de Diego Tardelli, que marcou duas vezes, os brasileiros derrotaram os argentinos por 2 a 0. Os argentinos demonstraram um melhor futebol, principalmente na primeira etapa, mas não tiveram a eficiência da seleção brasileira e de seu novo camisa 9. Com essa partida,  o Brasil chegou à sua vitória número 40, contra 36 dos argentinos e 24 empates. 

Após a terceira conquista do Superclássico (2011, 2012 e 2014), o Brasil segue na Ásia para amistoso contra o Japão, na próxima terça-feira (14), em Cingapura, às 7h45 (de Brasília). 

Tardelli comemora seus dois primeiros gols pelo Brasil.
(Foto: Rafael Ribeiro/CBF)

Logo no início da partida, quase saiu o gol da Argentina. Aos 17 segundos, após receber belo lançamento, Agüero finalizou por cima da meta brasileira. Dois minutos mais tarde foi a vez de Dí Maria, que mandou por cima. A seleção não estava conseguindo dominar a bola e trocar dois passes seguidos. Com isso, a Argentina trabalhava muito bem as jogadas, e não tinha dificuldade alguma para chegar à meta brasileira. Novamente por cima do gol brasileiro, aos 18 minutos, Dí Maria finalizou com muito perigo.

A partir dos 22 minutos, a seleção brasileira começou a rodear mais a área da Argentina. Não estava levando perigo algum, mas conseguia alguns escanteios e cruzamentos. Mas quem marcou foi o Brasi. Aos 27 minutos, após cruzamento de Oscar, Fernández afastou mal e Diego Tardelli, em um belo chute de primeira, abriu o placar.

Após o gol, a Argentina passou por alguns minutos de apagão, errando muito na saída de bola e dando alguns espaços para o contra ataque da seleção brasileira que criou poucas jogadas, mas não finalizava com perigo. Aos 31 minutos, Neymar partiu em velocidade, fez bela jogada, mas errou o chute, perdendo o segundo gol do Brasil, que seria uma pintura. Como o Brasil não aproveitava, a Argentina acordou, voltou a pressionar e criar boas jogadas, até conseguir pênalti muito duvidoso de Danilo, marcado pelo árbitro chinês Fan Qi aos 39 minutos. marcou uma penalidade muito duvidosa. Na cobrança do gênio Lionel Messi, Jefferson fez uma excelente defesa, impedindo o empate argentino. O primeiro tempo foi da Argentina, mas o gol foi do Brasil.

No segundo tempo, a partida começou mais movimentada. A seleção brasileira continuou sofrendo com os ataques argentinos, mas aproveitava melhor os contra-ataques. Quinze minutos se passaram e o Brasil estava mais perto do segundo gol do que a Argentina do primeiro. E foi isso que aconteceu. Aos 18 minutos, Oscar cobrou escanteio, David Luiz desviou no primeiro pau e Diego Tardelli cabeceou para o fundo do gol. 2 a 0.

Quando o Brasil ampliou o placar, o ímpeto argentino diminuiu ainda mais. Aquelas trocas de bola, velocidade e jogadas que envolviam o Brasil não existiam mais. Com isso, o jogo do Brasil, que era na base do contra-ataque, foi ficando superior à Argentina. O time verde e amarelo jogou melhor na segunda etapa, pois a Argentina diminuiu o ritmo e passou a errar mais.

Ficha do jogo:

Brasil 2 x 0 Argentina

BRASIL:
Jefferson; Danilo, Miranda, David Luiz (Gil) e Filipe Luís; Luiz Gustavo, Elias, Oscar e Willian; Neymar (Robinho) e Tardelli (Kaká).
Técnico: Dunga

ARGENTINA:
Romero; Zabaleta, Demichelis, Federico Fernández e Rojo; Mascherano, Roberto Pereyra (Pérez), Lamela (Pastore) e Dí Maria; Agüero (Higuaín) e Messi.
Técnico: Gerardo Martino

Superclássico das Américas
Local: Estádio Ninho do Pássaro, em Pequim (China)
Data: 11/10/2014
Horário: 09h05 (de Brasília)

Gols: Diego Tardelli, aos 27 minutos da primeiro tempo, e aos 18 minutos do segundo tempo

Árbitro: Fan Qi (China)
Auxiliares: Huo Weiming (China) e Um Yuxin (China)

Cartões amarelos: David Luiz, Danilo e Miranda (BRA); Mascherano e Zabaleta (ARG)

sábado, 6 de setembro de 2014

Neymar marca de falta e Brasil vence Colômbia no retorno de Dunga

Na abertura da nova "Era Dunga", camisa 10 decide com golaço e seleção brasileira bate adversários das quartas da Copa

De Belo Horizonte.
Por Vinícius Silveira.

06/09/2014 - Foram 59 dias após o vexatório 7 a 1 para a Alemanha na semi da última Copa do Mundo. Passada mais um Mundial, a seleção brasileira recomeçou sua vida com seu "novo velho" treinador. Dunga comandou o Brasil no primeiro amistoso pós-Copa e os canarinhos venceram a Colômbia por 1 a 0, gol único marcado por Neymar, cobrando falta já na reta final. O segundo duelo no retorno de Dunga já tem data marcada: será na próxima terça-feira (9), às 22h (de Brasília), no MetLife Stadium, em Nova Jersey.

Seu reencontro com a camisa amarela não poderia ser melhor.
(Foto: Rafael Ribeiro/CBF)

Outro fator importante foi o reencontro de Neymar com seu algoz naquele Mundial. O volante Zuñiga tirou o atacante da Copa do Mundo após uma joelhada nas costas do craque brasileiro. Passado aquele triste episódio, ambos de cumprimentaram antes da partida começar, e Neymar mostrou ao meio-campista que jogo de futebol ganha-se jogando bola e não apenas com artifícios antidesportivos.

O jogo

Ainda com uma base vinda da última Copa do Mundo, o técnico Dunga utilizou-se de jogadores que não estiveram presentes no Mundial do Brasil. Casos do zagueiro Miranda, do lateral Filipe Luis e do atacante Diego Tardelli, além dos outros jogadores que entraram na etapa final. O Brasil mostrou mobilidade em campo, mesmo sem explorar a máxima qualidade de seus atletas. Por sua vez, a Colômbia iniciou partida muito previsível e se ressentindo de ritmo de jogo de seus principais jogadores, já que a maioria dos convocados atua no futebol europeu. No velho continente, a temporada está no início.

Mesmo com apenas três treinamentos desde a reunião dos jogadores convocados, a seleção brasileira tinha qualidade em campo. Sempre explorando a velocidade e a movimentação de Neymar e Diego Tardelli, o Brasil chegava com facilidade, mas não aproveitava. A Colômbia fez o goleiro Jefferson sujar as luvas apenas uma vez em um chute de Cuadrado.

No segundo tempo, a história ficou ruim para a Colômbia com o segundo cartão amarelo do atacante Cuadrado. Com um a mais, o Brasil se plantou na defesa colombiana e partiu para uma pressão incessante. Dunga começou a fazer as mudanças na equipe, como as entradas dos volantes Elias e Fernandinho, dos meias Éverton Ribeiro e Philippe Coutinho e do atacante Robinho nos lugares de Luiz Gustavo, Ramires, Willian, Oscar e Diego Tardelli.

O time tinha a partir de então um meio-campo ainda mais leve, mas ainda um pouco de desorganização. Porém, aos 37 minutos, o gol saiu no brilho individual do camisa 10 e novo capitão. Neymar cobrou falta com perfeição e anotou o único gol da partida.

Ficha do jogo

Brasil 1 x 0 Colômbia

BRASIL:
Jefferson; Maicon, Miranda, David Luiz (Marquinhos) e Filipe Luis; Luiz Gustavo (Elias), Ramires (Fernandinho), William (Everton Ribeiro) e Oscar (Philippe Coutinho); Diego Tardelli (Robinho) e Neymar.
Técnico: Dunga

COLÔMBIA
Ospina, Zuñiga (Mejía), Zapata, Valdés e Pablo Armero; Aldo Ramirez (Arías), Sanchéz (Ramos), Cuadrado e James Rodriguez (Falcão Garcia); Gutierrez (Bacca) e Jackson Martínez (Guarín).
Técnico: José Pekerman

Amistoso de futebol
Local: Sun Life Stadium, em Miami (EUA)
Público: 73.429 pagantes
Data: 05 de setembro de 2014

Gol: Neymar, aos 37 minutos do segundo tempo

Árbitro: Dave Gantar (CAN)
Auxiliares: Daniel Belleau (EUA) e Phillippe Briere (CAN)

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Ótimo teste

Brasil não joga bem, mas vence Sérvia com gol solitário de Fred no último jogo antes da Copa

De Aracaju.
Por Victor França.

06/06/2014 - Tudo foi diferente do amistoso contra o Panamá, disputado na terça-feira (3) em Goiânia. O time jogou mal, o resultado foi magro e a torcida vaiou. No último jogo antes da estreia na Copa, o Brasil fez 1 a 0 na Sérvia, e o torcedor pôde ver um pouco do que a seleção encontrará no Mundial: jogos duros e que nem sempre Neymar fará uma excelente apresentação. No confronto de hoje, no Morumbi, coube a Fred a tarefa de balançar a rede e mostrar a todos que quando for preciso, o camisa 9 do Brasil não vai decepcionar.

Os jogadores se reapresentam na Granja Comary no domingo (8), quando dão continuidade à preparação para a estreia no Mundial, na próxima quinta-feira (12), às 17h, contra a Croácia, na Arena Corinthians, em São Paulo.

Fred comemora o único gol do jogo.
(Foto: Wander Roberto/VIPCOMM)

Logo com dois segundos de jogo, os jogadores brasileiros viram o que iriam enfrentar. Na saída de bola, Tadic não perdeu tempo e derrubou Neymar. A seleção sérvia congestionava o meio-campo, não dando espaços para a criação do Brasil. Aos oito, por pouco a Sérvia não abriu o placar. Kolarov fez boa jogada pela esquerda e bateu com perigo. A primeira finalização da seleção canarinho só ocorreu aos 24 minutos. Fred fez boa tabela com Neymar e chutou para fora.

Enquanto o Brasil continuava encontrando dificuldades, a Sérvia se soltava em campo. Aos 29, Kolarov apareceu bem novamente e obrigou Júlio César a fazer boa defesa. No lance seguinte, Mitrovic subiu livre e perdeu chance incrível. Impaciente, a torcida respondeu à má atuação da seleção brasileira com vaias no fim da etapa inicial.

Para o segundo tempo, Felipão promoveu a entrada de Willian no lugar de Oscar. A alteração não teve resultado imediato no time, que seguiu errando muitos passes e criando pouco. E quando os torcedores faziam ecoar o nome de Luis Fabiano nas arquibancadas do Morumbi, foi a vez de Fred dar a resposta do jeito dele. O centroavante do Fluminense dominou no peito lançamento de Thiago Silva e, mesmo caído, mandou para a rede.

Tirado o peso das costas, a seleção se soltou. O jogo ficou mais aberto, possibilitando lances de perigo para os dois lados. A defesa, sempre segura com Thiago Silva e David Luiz, falhou mais do que o normal, e se não fosse a trave, Jojic teria empatado aos 25. Hulk, um dos mais ativos na partida, até marcou o seu gol, mandando por cobertura, mas o bandeirinha errou feio e assinalou impedimento. Ao final, novas vaias para uma seleção que não jogou bem, mas passou por um bom teste.

Ficha do jogo:

Brasil 1x0 Sérvia

BRASIL:
Júlio César; Daniel Alves (Maicon), Thiago Silva, David Luiz e Marcelo (Maxwell); Luiz Gustavo, Paulinho (Fernandinho) e Oscar (Willian); Hulk, Neymar (Bernard) e Fred (Jô).
Técnico: Luiz Felipe Scolari

SÉRVIA:
Stojkovic (Lukac); Basta, Ivanovic, Tosic e Kolarov; Jojic, Tadic (Tosic), Petrovic e Matic; Mitrovic (Gudelj) e Markovic (Dordevic).
Técnico: Ljubinko Drulovic

Local: Morumbi, em São Paulo (SP)
Data: 06/06/2014
Horário: 16h

Gol: Fred, aos 13 minutos do segundo tempo

Cartões amarelos: Petrovic e Matic (Sérvia)

terça-feira, 3 de junho de 2014

Ganhando ritmo

Neymar faz a diferença e Brasil goleia Panamá no penúltimo amistoso antes da Copa

De Aracaju.
Por Victor França.

03/06/2014 - No penúltimo amistoso da preparação da seleção brasileira para a Copa do Mundo, um misto de dúvida e certeza. A incógnita ficou por conta da atuação do time no primeiro tempo, que jogou mal nos primeiros 30 minutos e chegou a ser vaiado. E a constatação foi o desempenho de Neymar, que brilhou mais uma vez e fez o jogo truncado se transformar numa goleada de 4 a 0 sobre o Panamá. Além do camisa 10, Daniel Alves, Hulk e Willian também marcaram para o Brasil.

Neymar mais uma vez foi o destaque do Brasil.
(Foto: Ricardo Stuckert/CBF)

O amistoso também serviu para a realização de testes de alguns reservas. Ramires, que entrou no lugar de Paulinho, foi discreto enquanto esteve em campo. O mesmo se aplica para Hernanes, que com a goleada já encaminhada, pouco produziu. Já Willian aproveitou bem sua chance. Ele foi oportunista ao marcar o quarto gol e fez boas jogadas em velocidade pela esquerda.

Na sexta-feira (6), o Brasil faz o último teste ante da estreia. No Morumbi, a Seleção encara a Sérvia, às 16h.

O jogo

Mesmo jogando contra a fraca seleção panamenha, o Brasil começou o jogo nervoso, fazendo mais faltas que o adversário e errando muitos passes. Havia pouca ligação entre o meio e o ataque, restando aos homens de defesa apostar nos lançamentos longos. Impaciente, a torcida passou a criticar os erros dos jogadores brasileiros, e começou a vaiar o time. Coube a Neymar fazer a diferença e acordar seleção aos 26 minutos. Ele fez boa jogada individual e foi derrubado próximo à área. Na cobrança, o camisa 10 do Brasil bateu no canto direito, fora do alcance do goleiro McFarlane.

O gol foi o estímulo que faltava para que o Brasil melhorasse um pouco na partida. E com mais paciência e tranquilidade, os comandados de Felipão ampliaram o placar. Aos 39, Daniel Alves deixou o marcador para trás e bateu com categoria no canto direito de McFarlane.

O Brasil voltou com três alterações para o segundo tempo. Maicon, Maxwell e Hernanes entraram nas vagas de Daniel Alves, Marcelo e Ramires, respectivamente. E logo no primeiro minuto, a seleção brasileira chegou ao terceiro gol. Neymar deu lindo passe de calcanhar e Hulk bateu de três dedos na saída de McFarlane. Na chance mais clara do Panamá no jogo, Quintero cabeceou e, após escorregar, Júlio César se recuperou e fez grande defesa.

As substituições no Brasil continuaram sendo feitas. Uma delas foi a entrada de Willian no lugar de Oscar. E o ex-jogador do Corinthians viu sua estrela brilhar pouco tempo depois. Em jogada iniciada por Neymar, Maxwell rolou para trás e o meia do Chelsea completou para o gol. Daí em diante foi só festa. Com Neymar dando show, nem quando o árbitro voltou atrás em um pênalti marcado para o Brasil, a torcida parou de gritar e comemorar a vitória. 

Ficha do jogo:

Brasil 4x0 Panamá

BRASIL:
Julio César; Daniel Alves (Maicon), David Luiz (Henrique), Dante e Marcelo (Maxwell); Luiz Gustavo, Ramires (Hernanes) e Oscar (Willian); Hulk, Fred (Jô) e Neymar.
Técnico: Luiz Felipe Scolari

PANAMÁ:
McFarlane (Calderón); Nahil Carroll (Carlos Rodríguez), Román Torres (Cummings), Baloy e Adolfo Machado; Amílcar Henríquez, Gavilán Gómez, Cooper (Jairo Jiménez) e Alberto Quintero (Gabriel Torres); Luis Tejada (Roberto Nurse) e Nicolás Muñoz.
Técnico: Hernan Dário Gomez

Local: Serra Dourada, em Goiânia (GO)
Data: 03/06/2014
Horário: 16h

Cartões Amarelos: David Luiz e Neymar (Brasil); Gavilán Gómez, Cooper e Luis Tejada (Panamá)

Gols: Neymar, aos 26, Daniel Alves, aos 39 minutos do primeiro tempo, Hulk, a 1, e  Willian, aos 27 minutos do segundo tempo

Casa cheia

Felipão confirma Ramires na equipe titular e Brasil faz treino para 20 mil torcedores antes de amistoso. Seleção Brasileira enfrenta o Panamá nesta terça-feira, em Goiânia. Torcedores aproveitaram oportunidade e encheram as arquibancadas do Serra Dourada

De Goiânia.
Por Portal da Copa.

Fotos: Danilo Borges/Portal da Copa
03/06/2014 - Goiânia não receberá jogos nem equipes da Copa do Mundo e, talvez, por isso os torcedores aproveitaram a presença da Seleção Brasileira na cidade para fazer festa nas arquibancadas do estádio Serra Dourada. Cerca de 20 mil pessoas acompanharam o primeiro e único treino do Brasil na capital goiana para o confronto desta terça-feira (03.06) contra o Panamá. Após a atividade que durou uma hora, o técnico Luiz Felipe Scolari concedeu entrevista coletiva e garantiu Ramires na equipe titular.
O meio-campista do Chelsea da Inglaterra substituirá Paulinho, que sentiu o tornozelo e ficou junto a Thiago Silva e Fernandinho fazendo trabalho de recuperação física na Granja Comary, em Teresópolis (RJ). “Eu gosto do Ramires também numa posição de lado de campo. Ele compõe o quarto homem, pelo lado direito, e amanhã terá essa posição. O Ramires disputa posição em três setores diferentes, pela versatilidade que ele tem, e amanhã será titular como segundo jogador de meio”, detalhou Felipão, que garantiu não ser grave o problema do Paulinho.

O amistoso contra o Panamá será o penúltimo compromisso da Seleção Brasileira antes da estreia na Copa do Mundo, no dia 12 de junho contra a Croácia, em São Paulo. Os panamenhos ficaram muito próximos da classificação para o torneio, mas foram eliminados nos minutos finais do confronto contra os EUA pelas Eliminatórias, o que favoreceu o México. Por isso, Felipão destacou a força dos adversários e o motivo pela escolha por enfrenta-los nesta reta final de preparação.
“É uma boa equipe e que tinha tudo para estar classificada. Escolhemos o Panamá pela semelhança com o México (adversário do Brasil no Grupo A) e as duas seleções se enfrentaram nas Eliminatórias. Este jogo dará uma ideia e detalhes para enfrentarmos o México. A mesma coisa em relação à Sérvia (adversária do amistoso do dia 6 de junho) com a Croácia, que jogam parecidos. Isso dará uma ideia de como são os times para os jogadores”, comentou o treinador brasileiro.
Durante a partida de amanhã, Felipão fará pelo menos quatro alterações, segundo ele já definidas, e poderá fazer outras duas alterações de acordo com a situação do jogo. A Seleção Brasileira deve estar escalada para o jogo com: Julio Cesar, Daniel Alves, Dante, David Luiz e Marcelo; Luiz Gustavo, Ramires e Oscar; Neymar, Hulk e Fred.
#Serra Dourada recebe 20 mil pessoas para treino do Brasil (acima à esq.); Neymar comemora com a torcida e Marcelo completa cruzamento de bicicleta
Serra Dourada recebe 20 mil pessoas para treino do Brasil (acima à esq.); Neymar comemora com a torcida e Marcelo completa cruzamento de bicicleta

Reta Final
O tempo de preparação que a Seleção Brasileira terá até a estreia na Copa do Mundo foi considerado muito curto por Felipão. Os atletas ainda fizeram trabalhos exclusivamente físicos durante cinco dias, para estarem nas melhores condições para o torneio.
“Nessa Copa teremos 16 dias de preparação. Em 2002, tivemos 21 dias, então, são cinco dias que fazem diferença, porque fizemos três ciclos de trabalho que se fecharam e desta vez não vai dar. Ficarão alguns treinamentos que não vou conseguir fazer, então, eu queria mais uma semana”, afirmou o técnico, antes de explicar as cobranças feitas durante a última atividade na Granja Comary, antes do embarque para Goiânia.
“Naturalmente que tudo aquilo que foi planejado pelo departamento médico e físico seguimos à risca. O que não foi estabelecido foi treinar com aquela marcação frouxa, erros de posicionamento, diferente do que vemos desde o amistoso contra a Inglaterra no Rio (antes da Copa das Confederações de 2013). Temos que lembrar que estamos a pouco mais de uma semana para a Copa. Mas, conversamos e corrigimos certas coisas, tivemos trabalho de uma semana que foi muito bom, que se encerrou com a visita dos familiares. E vamos ver se amanhã a gente engrena na segunda etapa, também nos treinos”, cobrou.
No entanto, Felipão disse que são exigências comuns que ele faz à beira do campo e que está feliz com o grupo. “Todos têm me agradado, até o treino de ontem, que não gostei do geral. Mas todos têm se esforçado. Eles são a minha escolha e estou feliz. Quem dera sempre tivesse feito a escolha correta na vida como fiz com esse grupo”.

Movimentação

Os atletas entraram no campo do Serra Dourada sob muitos aplausos e gritos. Neymar e David Luiz foram os mais festejados pela torcida. Após a tradicional “roda de bobinho” e os trabalhos de aquecimento e alongamento, Felipão dividiu os jogadores em dois grupos.

Enquanto o time que deve iniciar o jogo contra o Panamá trocava passes, cruzamentos e dava chutes ao gol, seguindo as orientações do treinador, os demais atletas treinavam finalização. Na atividade seguinte, os jogadores de defesa fizeram uma movimentação tática e os de ataque bombardearam os goleiros, após receberem passes do auxiliar Flávio Murtosa.
No fim do treinamento, os jogadores fizeram um treino de dois toques em campo reduzido. Do outro lado, sempre em duplas, Felipão observava cobranças de faltas feitas por Neymar, Marcelo, Daniel Alves ou Willian, que saíam do coletivo para aperfeiçoar a pontaria. Depois do coletivo, alguns atletas ainda cobraram pênaltis.
Na entrevista, Felipão comentou quem são os responsáveis pelas cobranças. “Perto da área eu tenho o Neymar. Quando a falta é um pouco mais de longe eu tenho o David Luiz e o Daniel Alves pela direita. Se o Willian estiver jogando, perto da área ele também bate bem. Penalidades, temos definidos o primeiro, o segundo e o terceiro. Neymar, Fred, Marcelo, David são alguns deles”, despistou o técnico.
A Seleção Brasileira entra em campo às 16h desta terça-feira (03.06) para o penúltimo amistoso antes da Copa do Mundo. Logo após a partida, a delegação voltará em voo fretado para o Rio de Janeiro e depois seguirá para Teresópolis. 

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Amistoso internacional

Itália anuncia amistoso contra o Fluminense. Jogo ocorre no dia 8 de junho, 7 dias antes da estreia na Copa

De Roma (Itália).
Por Agência ANSA.

09/05/2014 - A seleção italiana anunciou hoje (09) que disputará um amistoso contra o Fluminense no dia 8 de junho, sete dias antes de estrear na Copa do Mundo. O jogo será no Estádio da Cidadania, em Volta Redonda, no Rio de Janeiro.

Antes da partida no Brasil, a Azzurra enfrentará a Irlanda em Londres, no dia 29 de maio, e no dia 4 de junho enfrenta Luxemburgo, no estádio Renato Curi em Perugia, na Itália. A seleção italiana estreia no Mundial no dia 14 de junho contra a Inglaterra, na Arena da Amazônia, em Manaus. (ANSA)

quinta-feira, 6 de março de 2014

A bola pelo mundo #12

O clima de Copa do Mundo ficou no ar nesta quarta-feira, com tantos amistosos ao redor do planeta.

De Aracaju.
Por Henrique Ferrera.

06/03/2014 - No último teste antes das listas convocatórias finais para a Copa do Mundo, tivemos mais uma data FIFA. Em um dia com dezenas de amistosos, já foi possível sentir o clima da competição no ar, e a tão esperada abertura é cada vez mais aguardada. Nessa quarta (5), várias seleções entraram em campo. Confira os destaques:


Espanha 1x0 Itália

O duelo entre Espanha e Itália era o mais esperado. Diego Costa estrearia pela Roja no Vicente Calderón. Mas o atacante sergipano não foi além de esforçado, juntamente com a Espanha. A Itália também não ofereceu muita coisa, graças à legião de desfalques que tinha. Chances de gol foram raras, com perigo mesmo, quase nenhuma, pois até o gol de Pedro só aconteceu graças ao frango de Buffon. Em junho, no Brasil, a história deve ser diferente. Veja mais detalhes do jogo.

Alemanha 1x0 Chile

O resultado em nada reflete o jogo. Na Mercedes-Benz Arena, o Chile massacrou a Alemanha em volume de jogo e chances criadas, mas o ataque com Alexis e Vargas sentiu a falta de um nove. A ofensividade tão cultuada por Sampaoli mostrou muita força, e a Nationalelf acabou surpreendida e acuada dentro de sua casa. Mas, no final das contas, em um dos escassos ataques alemães, Götze colocou a bola na rede e deu a vitória para os germânicos.

França 2x0 Holanda

A França deu uma prova de força após bater a Holanda no Stade de France. Apesar da Oranje não estar vivendo uma grande fase técnica na sua defesa, o ataque continua poderoso, e mesmo assim, foi neutralizado pela defensiva dos Bleus. Griezmann, em alta na Real Sociedad, foi testado e correspondeu, mas os gols foram marcados por Benzema, em alta na seleção e no Real Madrid; e Matuidi, que fez um golaço para fechar o placar.

Inglaterra 1x0 Dinamarca

Apesar da desconfiança por parte da própria torcida, o trabalho de Roy Hodgson vem mostrando resultado. Em Wembley, contra a Dinamarca, as novas caras da seleção como Sterling e Lallana fizeram boa partida e o English Team só não goleou os dinamarqueses, porque Kasper Schmeichel, o goleiro da Dinamarca que joga na Inglaterra, pegou tudo e mais um pouco. O arqueiro ex-Manchester City só não pegou a cabeçada que Sturridge deu após cruzamento de Lallana no seu contrapé.

África do Sul 0x5 Brasil

O jogo entre o último e o próximo anfitriões não foi lá muito interessante. O Brasil não teve um adversário capaz de testá-lo, e isso quase prejudicou Rafinha e Fernandinho, as caras novas do sistema defensivo, que mal puderam aparecer. Para sorte de Fernandinho, a falta de qualidade da África do Sul permitiu que ele avançasse mais e fizesse um golaço, o quarto da seleção. Neymar, como sempre, decidiu, com três gols; e Oscar foi quem abriu o caminho marcando o primeiro. Veja mais sobre a partida.

Portugal 5x1 Camarões

Os africanos estarão no grupo do Brasil em junho, e pelo jogo contra os lusitanos, não oferecerão nenhuma resistência. Paulo Bento testou uma formação alternativa, e Portugal não conseguiu armar as jogadas, mas como têm Cristiano Ronaldo, o jogo foi para intervalo em 1 a 1, gol do gajo e de Aboubakar. Na segunda etapa, o esquema tático voltou ao padrão antigo, e aí Portugal atropelou Camarões sem dó, fazendo quatro gols com Raúl Meireles, Fábio Coentrão, Edinho e Cristiano Ronaldo novamente.

Bélgica 2x2 Costa do Marfim

A "ótima geração belga" mais uma vez decepcionou. Os belgas vem tendo partidas apenas razoáveis nos últimos jogos, e desta vez parecia que não seria deste jeito. Apesar do gol ridicularmente perdido por Benteke, a Bélgica abriu 2 a 0 com gols de Fellaini e Nainggolan. Mas, em dois vacilos da defesa, em confusões dentro da área, Drogba e Gradel, já nos acréscimos, buscaram o empate para os marfinenses.

Magro

Espanha derrota Itália por 1 a 0 em amistoso. O único gol do jogo foi marcado pelo atacante Pedro

De Madri (Espanha).
Por Agência ANSA.

05/03/2014 - Com um gol de Pedro, a Espanha derrotou a Itália por 1 a 0 em Madri, no último amistoso oficial das duas seleções antes da convocação para a Copa do Mundo de 2014. O jogo foi marcado por uma homenagem ao ex-treinador da Fúria Luis Aragonés, morto no dia 1º de fevereiro aos 75 anos. O ex-técnico comandou a Roja na campanha do título da Eurocopa de 2008, dando início à fase mais vitoriosa da história da equipe.

A partida também teve a estreia do brasileiro Diego Costa com a camisa da Espanha. No entanto, o atacante do Atlético de Madrid teve uma atuação apenas discreta, e não conseguiu justificar na seleção a briga com o Brasil pela sua convocação.

O gol da vitória espanhola foi anotado por Pedro aos 18 minutos do segundo tempo, após um bate-rebate na área italiana. Andrés Iniesta (Barcelona) e David Silva (Manchester City) foram os principais destaques da Fúria.

Já a Azzurra atuou sem seu principal atacante, Mario Balotelli (Milan), e só contou com a presença de Andrea Pirlo (Juventus) no segundo tempo. Entre os jovens chamados por Cesare Prandelli para o jogo, apenas o ítalo-argentino Gabriel Paletta entrou em campo desde o começo.

Destaque do Parma na atual temporada, o zagueiro teve atuação segura e praticamente garantiu uma vaga no Mundial como opção ao trio de defensores titular, formado por Giorgio Chiellini, Leonardo Bonucci e Andrea Barzagli (todos da Juve).

Por outro lado, Ciro Immobile (Torino) entrou só no final da segunda etapa e Marco Verratti (Paris Saint-Germain) e Lorenzo Insigne (Napoli) não saíram do banco.

Confira abaixo o resultado dos outros amistosos do dia:
Alemanha 1 x 0 Chile
França 2 x 0 Holanda
Bélgica 2 x 2 Costa do Marfim
Suíça 2 x 2 Croácia
Austrália 3 x 4 Equador
Grécia 0 x 2 Coreia do Sul
Egito 2 x 0 Bósnia
Colômbia 1 x 1 Tunísia
Ucrânia 2 x 0 Estados Unidos
Romênia 0 x 0 Argentina
Áustria 1 x 1 Uruguai
Portugal 5 x 1 Camarões
Japão 4 x 2 Nova Zelândia
Rússia 2 x 0 Armênia
Irã 1 x 2 Guinea
Argélia 2 x 0 Eslovênia
Inglaterra 1 x 0 Dinamarca (ANSA)

quarta-feira, 5 de março de 2014

Tranquilo

Brasil desfila na Quarta-Feira de Cinzas e goleia África do Sul no teste final para o Mundial

De Belo Horizonte.
Por Bruno Santana, para o Geral das Alterosas.

05/03/2014 - No último teste da seleção brasileira de futebol antes da Copa do Mundo, que começa daqui a 99 dias em solo brasileiro, os comandados de Luis Felipe Scolari passearam no Soccer City, em Joanesburgo, palco da final da Copa de 2010, e golearam a da África do Sul por 5 a 0. Neymar foi o astro da partida. O atacante do Barcelona balançou as redes adversárias em três oportunidades. Fernandinho, estreante na Era Felipão, e Oscar marcaram os outros dois gols do Brasil.

Não há mais convocações antes da Copa do Mundo. O técnico Felipão anunciará no dia 7 de maio os 23 selecionados para a maior competição entre seleções do planeta. Até o dia 13 de maio, ele terá que anunciar mais sete jogadores que estarão de aviso caso o técnico tenha algum problema nas vésperas da competição e tenha que cortar algum jogador. 

 Vestindo amarelo no primeiro tempo, Seleção abriu boa vantagem.
(Foto: Mowa Press)
Brasil aproveita falhas de marcação e pula na frente

Claasen deu o primeiro chute da partida aos dois minutos, mas nada que assustasse Júlio César, que defendeu tranquilamente. Não demorou para o Brasil abrir o marcador. Aos nove minutos, Hulk achou Oscar, que entrou em profundidade, aparecendo na cara do goleiro e tocando por cima, abrindo o placar em Joanesburgo.
A África do Sul adiantou a marcação, ensaiando uma pressão, o que deu espaços para enfiadas de bola entre a defesa e o goleiro para o Brasil. Sem falar que nestas enfiadas os brasileiros tinham espaço para dominar e fazer o que queriam com a bola.

Aos 28 minutos, Oscar lançou Neymar, que tentou driblar o goleiro Williams. O arqueiro da África do Sul conseguiu acompanhar o camisa 10 do Brasil e abafou o lance para escanteio.

Aos 40 minutos, isso não aconteceu novamente. Em um tiro de meta de Júlio César, Fred protegeu a bola para Paulinho, que enfiou a bola na área para Neymar tocar entre as pernas do goleiro Williams.

De camisa azul, Brasil não teve dificuldades para construir goleada

Diferente do primeiro tempo, quando jogou com a camisa amarela, o Brasil voltou com a camisa azul, lançando seu segundo uniforme, que será utilizada na Copa do Mundo. O Brasil não perdeu o ritmo e fez um gol relâmpago. Demorou apenas 24 segundos para ele acontecer. Após bobeada da saída de bola dos africanos, Fred lançou Neymar, que, por cobertura, anotou o terceiro gol do Brasil.

A seleção diminuiu o ritmo, mas não parou de marcar. Aos 34 minutos, Fernandinho, que estava sob teste de Felipão, emendou uma bomba de fora da área, sem chances para Williams. Brasil 4 a 0.

Trajando azul na segunda etapa, Brasil completou a goleada.
(Foto: Mowa Press)
Não terminou por aí. O lateral direito Daniel Alves, que entrou improvisado no segundo tempo na lateral esquerda, deu um belo cruzamento na cabeça de Jô. O atacante atleticano ajeitou para Neymar completar para o fundo do gol. 5 a 0 para o Brasil, que até então nunca havia vencido a África por mais de um gol de diferença.


Ficha do jogo:

África do Sul 0x5 Brasil

ÁFRICA DO SUL: 
Williams; Ngcongca, Khumalo (Xulu), Nthete e Mtlaba; Jali (Zungu), Furman, Claasen (Ndlovu) e Serero; Parker (Patosi) e Rantie (Manyisa). 
Técnico: Gordon Igesund

BRASIL: 
Julio Cesar; Rafinha, Thiago Silva, David Luiz (Dante) e Marcelo (Daniel Alves); Fernandinho, Paulinho (Luiz Gustavo), Oscar (Ramires) e Hulk (Willian); Fred (Jô) e Neymar. 
Técnico: Luiz Felipe Scolari


Gols: Oscar, aos 9, e Neymar, aos 40 minutos do primeiro tempo. Neymar, aos 24 segundos e aos 45 minutos, e Fernandinho, aos 33 do segundo tempo

Cartão amarelo: Ramires

Local: Estádio Soccer City, em Johannesburgo (África do Sul)

Público: 51.823 pagantes

Árbitro: Antonio Muachihuissa (Angola)

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

A bola pelo mundo #4

Destaque da semana do futebol internacional para a definição dos últimos classificados para a Copa, além de muitos amistosos ao redor do planeta

De Aracaju.
Por Henrique Ferrera.

20/11/2013 - As últimas datas FIFA do ano reservaram emoção para as últimas eliminatórias para a Copa do Mundo de 2014. A África repetiu as seleções classificadas em 2010, e na Europa, Cristiano Ronaldo e Ribéry carimbaram passaporte, enquanto Ibrahimovic ficará só torcendo. A seleção brasileira continuou com seus amistosos, e venceu mais uma vez.


Eliminatórias Europeias

A França precisava fazer um jogo perfeito para reverter os 2 a 0 sofridos contra a Ucrânia na primeira partida. No Stade de France lotado, Sakho abriu o caminho ao mostrar oportunismo, aos 22 minutos. Benzema teve gol legal anulado, e depois teve um gol ilegal marcado, empatando o escore total. O clima era bom para os Bleus, e ficou melhor com a expulsão de Khacheridi. Aí foi só pressão até Husyev mandar contra o próprio gol, o chute de Ribéry que selou a virada francesa. Confira detalhes do jogo clicando aqui.

Em Estocolmo, duelo de gigantes. Gols, só na segunda etapa. Cristiano Ronaldo, que já havia decidido na ida, abriu o placar após lindo passe de João Moutinho. Ibrahimovic, usando a cabeça e cobrando falta, virou a partida e botou fogo no jogo. Mas não deu para o gigante sueco: Cristiano colocou a bola debaixo do braço, marcou mais duas vezes - uma em outra linda bola de João Moutinho - e carimbou o passaporte lusitano. Clique e veja mais sobre a partida.

A Croácia queria evitar o desastre de ser eliminada pela Islândia em casa, mas para isso, não levar gol seria imprescindível. Mandzukic abriu o placar aos 27, mas, antes do intervalo, foi expulso, e causou tensão nas arquibancadas. Porém, logo na volta do intervalo, Srna bateu cruzado, e com colaboração do goleiro, selou a vaga croata.

A Grécia havia feito 3 a 1 em casa, e embora a vantagem fosse boa, o gol fora preocupava. Mas Mitroglou tratou de tranquilizar tudo, mostrando que está em ótima fase, e marcando mais uma vez. Nem o antológico gol contra de Torosidis complicou a vida dos gregos.

Eliminatórias Africanas

A Argélia precisava reverter o 3 a 2 sofrido em Burkina Faso, para repetir os classificados africanos da última Copa. E apesar de ter conseguido a vaga, com um magro 1 a 0, não foi bem, mostrando muita apatia ao longo da partida. O gol de Bougherra, aos quatro minutos da segunda etapa, veio de um bate-rebate dentro da área, onde não houve nenhum mérito do ataque.

Já o Egito, depois de levar 6 a 1 de Gana no primeiro jogo, não tinha muito o que fazer. Fez sua parte, venceu por 2 a 1, mas, mais uma vez, o sucesso conquistado dentro do seu continente não se fez suficiente para conquistar também uma vaga na Copa do Mundo.

Repescagem

O Uruguai também carimbou seu passaporte, e como cabeça-de-chave. Apesar do estádio lotado, a celeste ficou no zero com a fraca Jordânia, nada mais natural após a goleada por 5 a 0 no país árabe.

O México, desacreditado depois da vergonhosa campanha na eliminatória da Concacaf, acabou passando sem nenhuma dificuldade pela Nova Zelândia. De novo técnico e sem os 'europeus', o México atropelou, fazendo 5 a 1 e 4 a 2, liderados pelo artilheiro Omar Peralta.

Amistosos

A Inglaterra realmente não vive sua melhor fase. Recheada de garotos, recebeu a Alemanha após perder do Chile em Wembley. E com muitos reservas, os germânicos foram melhores durante a maior parte do jogo, vencendo por 1 a 0, com gol de cabeça de Mertesacker. Sinal amarelo no English Team.

A Itália foi outra campeã que não teve vida fácil. Seu jogo contra a Nigéria foi tão complicado quanto o marcante jogo da copa de 1994. Giuseppe Rossi, de volta à squadra azzurra, marcou o gol que abriu o placar. Dike e Shola Ameobi viraram o placar, mas Giaccherini deu números finais à partida.

Aprendendo a jogar sem Messi, a Argentina bateu a Bósnia por 2 a 0. Com mais proteção no meio, já que a zaga argentina é pouco confiável, conseguiram neutralizar Dzeko e Ibisevic, e na frente, Kun Agüero resolveu como no Manchester City, marcando os dois gols da partida.

A Espanha continua com seus amistosos contra times de pouco valor. Depois de golear Guiné Equatorial jogando o mínimo, este mínimo não foi suficiente contra a África do Sul. Resultado: derrota por 1 a 0, gol de Bernard Parker.

O Brasil recebeu o Chile, no Canadá, e venceu mais um amistoso. Sempre sofrendo com as entradas duras dos adversários, o Brasil abriu o placar com Hulk, que começa a mostrar seu lado artilheiro do Zenit também na seleção. Vargas aproveitou jogada de sorte e empatou, mas Robinho marcou pela primeira vez após sua volta e definiu a partida. Confira mais detalhes.

Holanda e Colômbia prometiam demais, mas não passaram de um 0 a 0 insosso. A Colômbia vem forte após vencer a Bélgica fora e empatar com a Holanda, também fora.

E o mais curioso dos amistosos. A UEFA homologou, e Gibraltar é um país oficial esportivamente falando. E seu primeiro jogo da história foi disputado, contra a Eslováquia, de jogadores de nome como Hamsik e Vittek. A estreia foi proveitosa, e Gibraltar segurou um 0 a 0 com os eslovacos.

Terminando bem

No Canadá, Brasil bate Chile e fecha 2013 com mais uma vitória. Robinho fez o gol do triunfo

De Curitiba.
Por Willian Gomes.

20/11/2013 - No último amistoso do ano, a seleção brasileira de futebol encarou o Chile, em Toronto (Canadá) e venceu por 2 a 1, com gols de Hulk e Robinho. O técnico Luiz Felipe, que não pôde contar com seus laterais titulares no fim da noite desta terça-feira (19), foi com Maicon na direita e Maxwell na esquerda. No ataque, a mudança de Scolari foi colocar Hulk no lugar do jovem Bernard. Maicon fez o cruzamento para o segundo gol, marcado por Robinho, enquanto Hulk foi o responsável por abrir o marcador na etapa inicial.

Em 2014, a seleção volta a campo apenas no dia 5 de março, em Joanesburgo, onde enfrenta a anfitriã África do Sul. A lista final dos convocados para o mundial será revelada em maio.

 Para coroar um bom retorno à seleção, Robinho balançou as redes mais uma vez contra o Chile.
(Foto: Mowa Press/Divulgação)

O jogo

Com o apoio da torcida local, o Brasil foi para o ataque desde o apito inicial. Mas o que atrapalhou mesmo o Chile foram as lesões. Com 20 minutos de bola rolando, os chilenos já haviam feito duas substituições. Primeiro, Diaz deu lugar a Beausejour; depois, o palmeirense Valdivia entrou na vaga de Fuenzalida.

Mas entre as duas mudanças no Chile, o Brasil abriu o placar. Aos 13 minutos, Oscar recuperou a bola no meio e carregou para o ataque, quando tocou para Hulk, que chutou forte com o pé esquerdo para o fundo do gol. Dois minutos depois, Jô quase ampliou. O atacante ficou com a sobra na entrada da área e soltou uma bomba, que desviou na zaga e saiu por cima do gol de Bravo.

Aos poucos, a partida caiu bastante de rendimento. O Chile melhorou sua postura, teve mais posse de bola, mas não conseguiu ameaçar. Já o Brasil errava muitos passes, e com Neymar apagado em campo, pouco produziu até o intervalo.

Na segunda etapa, o Brasil começou melhor, e teve duas boas chances em dois minutos. Aos 11, Hulk chutou forte no canto, mas a bola bateu na trave antes de sair. No minuto seguinte, Neymar tocou para Paulinho chutar cruzado; Bravo espalmou, e Oscar não alcançou para marcar.

Em um dos raros ataques, o Chile conseguiu empatar o jogo. Aos 25 minutos, Vargas recebeu na entrada da área e chutou forte no canto, esfriando a festa brasileira no estádio. Júlio César nem pulou. Mas o Brasil melhorou após sofrer o gol, e aos 33, veio o gol. Maicon fez um excelente cruzamento para Robinho, que de cabeça, fez o segundo gol do Brasil, e voltou a festejar uma bola na rede na seleção após dois anos. Foi o nono gol de Robinho contra os chilenos, superando Pelé, que até então era o maior marcador nos confrontos contra o Chile.

Nos minutos finais, o Brasil soube controlar o jogo, não sofrendo perigos do adversários, enquanto os canarinhos perderam algumas boas oportunidades de ampliar. Mas ao final o placar se manteve, e a festa foi brasileira no Canadá.

Ficha do jogo:

Brasil 2x1 Chile

BRASIL:
Júlio César; Maicon, Thiago Silva (Dante), David Luiz e Maxwell; Luiz Gustavo, Paulinho (Hernanes) e Oscar (Willian); Hulk (Ramires), Neymar (Lucas Leiva) e Jô (Robinho).
Técnico: Luiz Felipe Scolari

CHILE:
Claudio Bravo; Carlos Carmona, Marcos Gonzalez, Gonzalo Jara, Mena; Gary Medel, Felipe Gutiérrez (Munhoz), Fuenzalida (Valdívia, Fernandez), Diaz (Beausejour); Sánchez e Vargas.
Técnico: Jorge Sampaoli

Gols: Hulk, aos 13 minutos do primeiro tempo, e Robinho, aos 33 minutos do segundo tempo (BRA); Vargas, aos 25 minutos da etapa final (CHI)

Local: Rogers Centre, em Toronto (CAN)
Data: 19/11/2013
Horário: 23h

Árbitro: Silvio Petrescu (CAN)
Assistentes: Joe Fletcher e Daniel Belleau (ambos do CAN)

Cartões amarelos: Paulinho e Robinho (BRA) - Gary Medel e Beausejour(CHI)

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

"O Brasil será campeão"

Felipão diz que Brasil será campeão da Copa em 2014. Declaração foi feita após a seleção vencer Honduras em amistoso

De Miami (EUA).
Por Agência ANSA.

18/11/2013 - Após a vitória da seleção sobre Honduras por 5 a 0 neste sábado, o técnico Luiz Felipe Scolari disse que "o Brasil será campeão" da Copa de 2014. "Se eu não achasse que podia ganhar a Copa do Mundo eu não iria dirigir a seleção do Brasil. Ia ficar sentado em casa. Quando vim para cá é porque eu acredito 100% que eu vou ganhar", disse, após o jogo realizado em Miami.

"Não tem pressão nenhuma sobre o Brasil. Não tem pressão nenhuma para o Brasil ser campeão. O Brasil vai ser campeão", concluiu.

O último título mundial conquistado pelo Brasil em 2002 foi sob o comando de Scolari, que voltou a dirigir a equipe canarinho após a saída de Mano Menezes, no ano passado. (ANSA)

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Sem sustos

Após testes e primeiro tempo sem gols, Brasil faz dois e bate Zâmbia em Pequim

De Belo Horizonte.
Por João Vitor Cirilo.

15/10/2013 - Talvez não tenha sido lá o placar dos sonhos, mas é inegável que o Brasil fez bom jogo contra a Zâmbia, na manhã desta terça-feira, no Ninho de Pássaro, em Pequim (CHI). Com Felipão fazendo alguns testes na equipe titular, o primeiro tempo não teve gols, apesar das várias chances criadas. Na etapa complementar, com as alterações realizadas pelo comandante brasileiro, a equipe verde e amarela marcou duas vezes, com Oscar, que começou no banco, e Dedé, um dos testados. A seleção brasileira venceu por 2 a 0, mesmo placar do amistoso do último sábado, contra a Coréia do Sul.

Foi o dia de testes para Felipão.
(Foto: Divulgação/Site oficial da CBF)

O Brasil foi a campo com uma equipe diferente. Felipão aproveitou para testar vários jogadores, como Diego Cavalieri, Dedé, Lucas Leiva, Lucas e Pato. No primeiro tempo, o Brasil martelou, martelou, martelou... mas faltava o detalhe final. Logo aos três minutos, Neymar cobrou falta e a bola pegou no travessão. Aos 15, Ramires saiu na cara do gol, tentou toque por cobertura sobre o goleiro Mweene, mas jogou para fora.

Aos 36, Maxwell cruzou para Neymar, que cabeceou por cima do gol, com perigo. Seis minutos depois, mais uma de Neymar. Dessa vez, ele finalizou da entrada da área e Mweene fez boa defesa. A seleção brasileira, como não poderia deixar de ser, foi bem superior, mas acabava dando chance ao azar. Porém, a Zâmbia não aproveitou. A equipe africana só chegou aos 16 minutos, mas em chute que não assustou o goleiro Cavalieri.

Ao intervalo, Felipão perdeu a paciência. Chamou Oscar, Hulk e Jô para as vagas de Ramires, Lucas e Pato. O jogo seguiu da mesma maneira, mas, aos 14, saiu o gol. Oscar fez jogada individual, passou pelo marcador e finalizou. Contando com desvio na zaga, a bola caiu no ângulo esquerdo e o goleirão não alcançou. Depois disso, mais chances saíram. Teve bola no travessão em chute de Oscar logo na sequência, e finalização forte de Paulinho por cima. Pouco depois, outra alteração: Hernanes no lugar de Paulinho.

O segundo gol veio aos 20 minutos. Neymar cobrou falta e Dedé cabeceou para as redes. Henrique veio para a vaga de David Luiz e Bernard foi chamado para o lugar de Neymar pouco depois. O último entrou muito bem, dando movimentação ainda maior para o ataque verde e amarelo. Ainda houve mais chances claras, como a de Oscar aos 35, quando ele saiu cara a cara, mas bateu mal. Um minuto depois, Hulk finalizou e errou o alvo por pouco. Não saíram mais gols.

Ficha do jogo:

Brasil x Zâmbia

BRASIL: 
Diego Cavalieri, Daniel Alves, Dedé, David Luiz (Henrique) e Maxwell; Lucas Leiva, Ramires (Oscar), Paulinho (Hernanes) e Lucas (Hulk); Neymar (Bernard) e Pato (Jô).
Técnico: Felipão

ZÂMBIA:
Mweene; Kabaso (Chisenga), Himonde, Chama e Mbola; Mtonga, Lungu, Mayuka (Chamanga) e Katongo (Musonda); Tembo, Mulenga (Kola).
Técnico: Patrice Beaumelle

Motivo: Amistoso de futebol
Local: Ninho de Pássaro, em Pequim (CHI)
Data: 15/10/2013
Horário: 8h45 (de Brasília)

Gols: Oscar, aos 14, e Dedé, aos 20 minutos do segundo tempo

sábado, 12 de outubro de 2013

Sob o comando de Neymar

Com direito a golaço do camisa 10, Brasil vence Coreia em Seul na sequência da preparação para a Copa do Mundo

De Belo Horizonte.
Por Vinícius Silveira. 

12/10/2013 - Com recorde de público no World Cup Stadium, que recebeu 65.308 pessoas, o Brasil venceu a seleção da Coreia do Sul por 2 a 0, com gols de Neymar e Oscar. O atacante Neymar apanhou de todas as maneiras durante os 90 minutos e respondeu com bom futebol, comandando o selecionado canarinho durante a partida. O camisa 10 foi escolhido o melhor em campo.

O Brasil continua sua saga por gramados asiáticos. A seleção pega a Zâmbia, às 8h45 da terça-feira (15), em Pequim, na China. A partir deste jogo, o técnico Luis Felipe Scolari terá apenas mais três jogos para definir o grupo final que vai a Copa do Mundo de 2014. A convocação será no dia 7 de maio. Nos jogos contra Honduras (16 de novembro, em Miami), Rússia (19 de novembro, em Toronto) e África do Sul (5 de março de 2014, em Joanesburgo), Felipão vai definir que serão os 23 jogadores que estarão no Mundial do Brasil.

 Neymar foi caçado durante os 90 minutos, mas respondeu com bom futebol.
(Foto: Rafael Ribeiro/CBF)

Neymar apanha e responde com gol

Neymar foi caçado dentro de campo. Foram oito faltas em 45 minutos. Mesmo assim, a atacante se movimentava bastante para tentar fugir da marcação coreana, como todos os outros jogadores mais ofensivos do Brasil. A seleção brasileira entrou em campo posicionada com três jogadores na armação e apenas um centroavante fixo, Jô. Mesmo assim, os atletas buscavam não guardar posição fixa, visando não facilitar para a defensiva adversária.

Mesmo não convertendo o domínio em campo com chances de abrir o placar, o Brasil arriscava quando tinha oportunidade. Oscar chutou de fora da área, mas a bola subiu demais. Neymar, que continuava levando pancadas, finalmente teve a chance de responder à altura. Aos 42 minutos, o atacante sofreu falta na entrada da área, e cobrou com maestria para inaugurar o marcador.

 Jogadores comemoram o golaço de falta de Neymar.
(Foto: Rafael Ribeiro/CBF)

Logo de cara, mais um gol

Não deu tempo da seleção coreana pensar em empatar o jogo. Logo aos três minutos, Paulinho lançou Oscar, o meia driblou o goleiro Sungryong e não perdoou, fazendo o segundo gol do Brasil. Depois do gol, o selecionado canarinho deu uma apagada dentro de campo e passou a administrar mais a partida. A defesa brasileira começou a entrar em ação e mostrou porque é uma das melhores do mundo. No intervalo, Felipão tirou Hulk e colocou Ramires. Mais tarde, começou a fazer algumas experiências, realizando alterações: Lucas Leiva, Hernanes, Maxwell e Bernard entraram, tirando Luis Gustavo, Marcelo, Paulinho e Oscar.

O jogo estava sob controle dos brasileiros e os coreanos já aceitavam a derrota, tanto que reduziram os pontapés que despejavam em cima de Neymar. No final, triunfo brasileiro e a convicção de que o grupo para a Copa do Mundo está quase fechado. Restam poucas vagas, mas o técnico Luis Felipe Scolari já sabe com quem poderá contar.

Ficha do jogo

Coreia do Sul 2 x 0 Brasil

COREIA:
Jung Sungryong, Kim Jinsu, Kim Younggwon, Hong Jeongho e Lee Yong; Kim Bokyung (Go Yohan), Ki Sungyueng, Han Kookyoung e Lee Chungyong; Koo Jacheol (Heung-Min Son) e Ji Dongwon (Keun Ho Lee). 
Técnico: Hong Myung Bo

BRASIL:
Jefferson, Daniel Alves, David Luiz, Dante e Marcelo (Maxwell); Luis Gustavo (Lucas Leiva), Paulinho (Hernanes) e Oscar (Bernard); Hulk (Ramires), Neymar e Jô. 
Técnico: Luis Felipe Scolari

Motivo: Amistoso
Local: World Cup Stadium, em Seul, Coréia do Sul
Data: 12/10/2013
Público: 65.308 pessoas

Árbitro: Irmatov Ravshan (Uzbequistão)
Auxiliares: Rasulov Abdukhamidullo (Uzbequistão) e Kochkarov Bakhadyr (Quirguistão)

Gols: Neymar, aos 42 minutos do primeiro tempo; Oscar, aos três minutos do segundo tempo

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Com cara de Copa

No confronto entre brasileiros e portugueses, seleção canarinho leva a melhor, com direito a golaço de Neymar

De Belo Horizonte.
Por Vinícius Silveira.

11/09/2013 - Em um jogo com ingredientes para ser um grande evento, além da questão histórica entre os dois países e a presença dos dois maiores gênios do futebol brasileiro e lusitano, Pelé e Eusébio, Brasil e Portugal colocaram a bola para rolar em Boston (EUA), e mais um vez, o futebol canarinho levou a melhor: 3 a 1, com gols de Thiago Silva, Neymar e Jô, contra apenas um de Raul Meireles.


Neymar marcou um golaço na vitória da seleção brasileira.
(Foto: Rafael Ribeiro/CBF)


Alguns dos maiores nomes de futebol europeu desfilaram no gramado norte-americano, mas um em especial não entrou de campo: o português Cristiano Ronaldo foi cortado da delegação após queixar-se de uma tendinite depois da vitória sobre a Irlanda, na última sexta-feira (6). Obviamente, Portugal sem o craque do Real Madrid-ESP não é a mesma coisa.

A seleção brasileira volta a se encontrar no mês de outubro, onde o selecionado canarinho terá dois amistosos. No dia 12, em Seul, vai encarar a Coreia do Sul. Três dias depois, o adversário será a Zâmbia, em Pequim, na China. Outras duas partidas deverão acontecer em novembro, mas ainda sem data e locais definidos.

Portugal sai na frente, mas Brasil vira

A seleção portuguesa não entrou em campo com uma cara muito amistosa. O selecionado comandado por Paulo Bento marcava firme, até com certeza rispidez, principalmente em cima de Neymar, que não tinha sossego próximo dos zagueiros Pepe e Bruno Alves. Portugal estava ligada na partida, e aproveitou-se de um descuido de Maicon para abrir o marcador com Raul Meireles. O lateral brasileiro foi recuar de cabeça dentro da área, e não contava com a antecipação do meia português.

O Brasil entrou em campo para jogar futebol. E não demorou muito para Neymar cobrar escanteio para Thiago Silva subir de cabeça na segunda trave para empatar, e comemorar com o lateral Maicon, que havia falhado no gol português. O empate brasileiro serviu para acertar o time dentro de campo, pois com a forte marcação portuguesa, pouco se via dos jogadores canarinhos, em especial, de Neymar e Bernard, que sofriam com a rispidez lusitana.

Foto: Rafael Ribeiro/CBF

Aos 34 minutos, veio a resposta de Neymar à truculência portuguesa. O atacante do Barcelona partiu em velocidade pelo setor defensivo adversário, e ao entrar na grande área, finalizou com precisão no canto de Rui Patrício. Bruno Alves, um dos mais estourados da seleção lusa, viu o gol do camisa 10 rendido no gramado. Depois da virada brasileira, o Brasil teve outras boas oportunidades com Bernard, Paulinho, e outra vez Neymar, mas acabaram desperdiçadas.

Jô fecha o placar

O Brasil voltou quente para o segundo tempo, e não demorou muito para, aos quatro minutos, Neymar e Maxwell trançarem uma boa jogada pela esquerda, e o lateral cruzar para Jô marcar mais um gol pela seleção (terceiro nos últimos dois jogos). Um retrato do que se assistia na partida era a facilidade com que a seleção brasileira tinha para ampliar o placar do que Portugal esboçar uma reação.

Do meio para frente, o técnico Luis Felipe Scolari alterou todos os jogadores, com exceção de Luis Gustavo. Entraram Henrique, Oscar, Hernanes, Lucas e Alexandre Pato, nos lugares de Paulinho, Ramires, Bernard, Neymar e Jô. Eram alterações já esperadas, sobretudo pela busca de Felipão por encontrar novos esquemas para o selecionado canarinho. O zagueiro Henrique, por exemplo, poderia ser tanto um terceiro zagueiro, como um volante, assim como vem fazendo no Palmeiras.

No decorrer do jogo, a partida ficou morna. As chances ficaram escassas, com Portugal já aceitando a vitória brasileira, e também sentindo a ausência de Cristiano Ronaldo. O técnico Paulo Bento e seus comandados ainda buscam a classificação para a Copa do Mundo 2014. 

Ficha do jogo

Brasil 3 x 1 Portugal

BRASIL:
Júlio César; Maicon, Thiago Silva, David Luiz e Maxwell; Luis Gustavo, Paulinho (Henrique) e Ramires (Oscar); Bernard (Hernanes), Neymar (Lucas) e Jô (Alexandre Pato).
Técnico: Luis Felipe Scolari

PORTUGAL:
Rui Patrício; João Pereira (Helder Postiga), Pepe (Luis Neto), Bruno Alves e Fábio Coentrão (Antunes); João Moutinho (Rúbem Amorim), João Pereira, Miguel Veloso, Vierinha e Raúl Meireles; Nani (Nelson Oliveira).
Técnico: Paulo Bento

Motivo: Amistoso
Local: Gillette Stadium, em Boston (EUA)
Data: 10/09/2013
Público: 62.310 torcedores

Árbitro: Juan Uzman (EUA)
Auxiliares: Peter Manikowski e Adam Wienckowski (ambos dos EUA)

Gols: Raul Meireles, aos 17, Thiago Silva, aos 23, e Neymar, aos 34 minutos do primeiro tempo; Jô, aos quatro minutos do segundo tempo