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terça-feira, 14 de outubro de 2014

Com quatro de Neymar e ótimo segundo tempo, Brasil atropela Japão

Mudanças de Dunga deixam meio-campo mais leve e seleção brasileira resolve partida na etapa final; Neymar deixou quatro


De Belo Horizonte.
Por João Vitor Cirilo.

14/10/2014 - A seleção brasileira de futebol virou o primeiro tempo do duelo contra o Japão, nesta terça-feira (14), em Cingapura, vencendo por 1 a 0 e com futebol pouco empolgante, muito devido à atuação apagada dos seus meio-campistas Oscar e Willian. Na etapa complementar, Dunga resolveu mexer logo ao intervalo. O treinador chamou Éverton Ribeiro e Philippe Coutinho e os dois modificaram a forma de jogar da equipe, agora mais veloz, e contou também com os espaços cedidos pela defesa japonesa para construir a goleada por 4 a 0, com quatro gols do craque Neymar.

Os próximos amistosos do Brasil serão em novembro. No dia 12, a seleção vai até Istambul enfrentar a Turquia. No dia 18, o desafio é contra a Áustria, em Viena.

O show foi dele.
(Foto: Rafael Ribeiro/CBF)

Após o retorno de Dunga, o Brasil não levou gols. O time conseguiu duas vitórias por 1 a 0, contra Colômbia e Equador, e 2 a 0 sobre a Argentina no último fim de semana, além do resultado desta terça.

Quando a bola rolou...

O Brasil foi a campo sem David Luiz, que sentiu dores na coxa no treino da segunda-feira (13). Assim, Gil foi escalado ao lado de Miranda, mantido como titular. Dentro de campo, o Japão veio com a estratégia de jogar com a marcação bem adiantada, com pelo menos cinco jogadores marcando a saída de bola brasileira, já no campo de defesa adversário. Nem isso foi capaz de deter as investidas de Neymar e Diego Tardelli, que já demonstravam muito entrosamento. Aos 16, a primeira do camisa 10. Neymar cobrou falta na trave e o goleiro Kawashima só torceu. Um minuto depois, Tardelli serviu o craque do Barcelona, que driblou o goleiro para marcar o primeiro.

A seleção brasileira ainda dominava, mas o Brasil tentava chegar. Aos 26, o chute de longa distância de Kobayashi foi por cima. Aos 35, Okazaki se antecipou ao zagueiro Gil e cabeceou à direita do gol de Jefferson. Depois disso, o time verde e amarelo apenas administrou o resultado conquistado.

Para a etapa complementar, o técnico Dunga resolveu promover testes. Na lateral, Mario Fernandes entrou na vaga de Danilo; no meio, Willian e Oscar cederam seus lugares a Éverton Ribeiro e Phillipe Coutinho. E Coutinho logo deu sua contribuição. Após boa movimentação do ataque, o meia deu passe de trivela para a infiltração de Neymar que, sozinho na cara do gol, não vacilou. 2 a 0, aos dois minutos. Miranda quase ampliou aos oito, mas o chute colocado parou na boa defesa de Kawashima.

O Brasil seguiu melhor e explorando o espaço cedido pelo Japão nos contragolpes. Éverton Ribeiro, outro que veio do banco, serviu Neymar. que driblou a zaga e acertou a parte externa da rede, aos 13 minutos. O meio-campo com Ribeiro e Coutinho deixou o time muito mais leve, resultando em jogadas velozes. O meia do Liverpool quase também deixou o seu aos 17, pouco antes de Tardelli ser substituído por Robinho. Para a alegria do torcedor, Kaká também entrou e mandou uma bola na trave. Mas quem marcou o terceiro foi Neymar, pegando rebote de chute de Coutinho, aos 31. Aos 35, Robinho e Kaká tabelaram e o último cruzou para Neymar deixar mais um, agora de cabeça.

Ficha do jogo:

Brasil 3x0 Japão

BRASIL:
Jefferson; Danilo (Mario Fernandes), Gil, Miranda e Filipe Luís; Luiz Gustavo (Souza), Elias (Kaká), Oscar (Philippe Coutinho) e Willian (Éverton Ribeiro); Neymar e Diego Tardelli (Robinho).
Técnico: Dunga

JAPÃO:
Kawashima; Sakai, Shiotani e Kosuke Ota; Morishige, Morioka (Honda), Shibasaki, Tanaka (Hosogai) e Taguchi; Okazaki e Kobayashi (Muto). 
Técnico: Javier Aguirre

Local: Estádio Nacional de Cingapura
Data: 14/10/2014
Horário: 7h45 (de Brasília)

terça-feira, 24 de junho de 2014

Líder e invicta

Colômbia mantém aproveitamento máximo ao golear o Japão, lanterna do grupo. Adversário colombiano será o Uruguai

De Belo Horizonte.
Por Bruno Santana.

24/06/2014 - Sensação da Copa do Mundo de 2014, a Colômbia, que não disputava a competição desde 1998, venceu o Japão por 4 a 1, na Arena Pantanal, e coroou sua participação no Grupo C com 100% de aproveitamento. Após empate na etapa inicial, James Rodríguez e Jackson Martínez saíram do banco para comandar a vitória. Com a liderança confirmada nesta terça-feira após outras duas vitórias sobre Grécia e Costa do Marfim, os colombianos irão enfrentar o Uruguai, segundo colocado do Grupo D, no sábado (28), às 17h (de Brasília), no Maracanã, pelas oitavas de final da competição. A Celeste garantiu a vaga ao derrotar a Itália por 1 a 0.

O jogo de hoje também foi marcado por uma bela homenagem ao goleiro Mondragón, que, aos 43 anos, se tornou o jogador mais velho a disputar uma Copa do Mundo.

Jackson Martínez marcou duas vezes no jogo.
(Foto: Getty Images)

Na outra partida da chave, a Grécia derrotou a Costa do Marfim com gol nos acréscimos por 2 a 1 e roubou a segunda vaga. Assim, os colombianos terminaram com nove pontos, seguidos por Grécia (4), Costa do Marfim (3) e Japão (1). Os gregos irão enfrentar a Costa Rica, outra equipe que vem surpreendendo até aqui, e ficou com a liderança do "grupo da morte", o D, deixando Uruguai, Itália e Inglaterra pra trás.

O jogo

Precisando do resultado, quem começou assustando foram os japoneses. Aos 14 minutos, Uchida recebeu da ponta direita e chutou para o gol. A bola passou com perigo ao lado esquerdo de Ospina. Só que a situação começou a ficar ruim para o Japão. Aos 16 minutos, Konno derrobou Adrian Ramos na área e arbitragem marcou pênalti. Na cobrança, Cuadrado chutou no meio do gol, abrindo o placar na Arena Pantanal: 1 a 0.

Os japoneses procuraram o ataque em busca do empate. Aos 26 minutos, Kagawa recebeu, limpou o marcador e chutou para o gol. Ospina foi obrigado a realizar uma grande defesa. Aos 32 minutos foi a vez de Honda assustar, finalizando perto da meta dos colombianos. Aos 46, o empate. Honda cruzou pela direita na cabeça de Okazaki, que cabeceou para o fundo das redes: 1 a 1.

Do banco de reservas, veio a decisão do jogo. James Rodriguez, o craque do time e destaque até aqui, e Carbonero entraram nos lugares de Cuadrado e Quintero. Aos quatro minutos, a primeira finalização de Rodriguez, desviada pela marcação japonesa. Aos 10 minutos, o segundo da Colômbia. James Rodriguez fingiu um chute e enganou a marcação, dando um passe perfeito para Jackson Martínez concluir no canto esquerdo de Kawashima: 2 a 1.

O Japão precisou novamente de se jogar ao ataque para buscar o empate. Aos 19 minutos, Honda chutou de longe, fazendo o goleiro Ospina realizar grande defesa. Aos 31 minutos, Kagawa bateu forte na entrada da área e o arqueiro colombiano defendeu novamente. Com a insistência japonesa, espaços no contra-ataque eram dados pelos asiáticos e aí veio a tranquilidade colombiana. Aos 37 minutos, Jackson Martínez apareceu, disparou com a bola dominada e marcou seu segundo gol na partida e o terceiro da Colômbia: 3 a 1.

Depois disso, o grande momento da partida: o experiente goleiro Mondragón entrou no lugar de Ospina e se tornou o jogador mais velho a disputar uma Copa do Mundo, com seus 43 anos de idade. O goleiro jogou pela Colômbia as Copas de 1994 e 1998.

Para coroar os 100% de aproveitamento colombiano, o quarto gol. James Rodriguez, que fez uma grande partida no segundo tempo, recebeu de Ramos, entortou Yoshida e tocou por cima de Kawashima, fazendo um golaço na Arena Pantanal: 4 a 1.

Ficha do jogo:

Japão 1x4 Colômbia

JAPÃO:
Kawashima; Uchida, Yoshida, Konno e Nagatomo; Aoyama (Yamaguchi) e Hasebe; Okazaki (Kakitani), Honda e Kagawa (Kiyotake); Okubo. 
Técnico: Alberto Zaccheroni


COLÔMBIA: 
Ospina (Mondragón); Arias, Valdés, Balanta e Armero; Mejía, Guarín, Cuadrado (Carbonero) e Quintero (James Rodríguez); Jackson Martínez e Adrián Ramos. 
Técnico: José Pekerman


Local: Arena Pantanal, em Cuiabá (MT)

Data: 24/06/2014
Horário: 17h (de Brasília)


Gols: Okazaki, aos 46 minutos do primeiro tempo (Japão); Cuadrado, aos 16 minutos do primeiro tempo, Jackson Martínez, aos dez e aos 36, e James Rodríguez, aos 44 minutos do segundo tempo

Árbitro: Pedro Proença (POR)
Assistentes:  Bertino Miranda (POR) e José Trigo (POR)

Cartões amarelos: Konno (Japão); Guarín (Colômbia)




sexta-feira, 20 de junho de 2014

Noite das defesas

Japão pressiona Grécia, mas empate em 0 a 0 deixa seleções nos dois últimos lugares e classifica a Colômbia

De Nova Lima (MG).
Por Rodolpho Victor.

20/06/2014 - Fechando a quinta-feira de Copa do Mundo, Grécia e Japão se enfrentaram nesta noite na Arena das Dunas, em Natal. No fim, um 0 a 0 que não mostra como realmente foi o jogo. Quando tinham 11 jogadores para cada lado em campo, as duas defesas brilharam, e quando a Grécia perdeu um jogador, foi a vez dos gregos mostrarem trabalho. Mas para o público e para as duas seleções, o resultado não foi nada bom. Ambos continuam vivos, com um ponto e nos dois últimos lugares do Grupo C, mas em situações diferentes.

Na última rodada, o Japão, terceiro colocado, precisa vencer a líder e já classificada Colômbia e torcer para a Grécia empatar ou vencer a Costa do Marfim, decidindo a vaga no critério de desempate. Os gregos, na lanterna devido ao saldo de gols (-3 a -1 do Japão), precisam vencer a Costa do Marfim e torcer para a Colômbia empatar ou vencer o Japão. Os jogos da rodada final serão na terça-feira (24), às 17h (de Brasília). Gregos e marfinenses jogam em Fortaleza, enquanto japoneses e colombianos dualam em Cuiabá.

Foto: Getty Images

O jogo

Ambos precisavam vencer para continuar respirando no Mundial. A equipe japonesa começou melhor, tocando a bola e buscando um jogo vertical. Furar o bloqueio grego era a maior dificuldade encontrada. Eles até arriscaram uma espécie de “tiki taka” em sua defesa. Aos sete minutos, Okazaki errou um domínio que o colocaria na cara do gol. Aos 10, foi a vez da Grécia responder. Kone recebeu de fora da área e bateu forte; Kawashima, bem posicionado, segurou firme.

Se por um lado o Japão era só ataque, a Grécia preferiu se defender e sair em contragolpes, explorando os buracos deixados pelo ataque massivo dos japoneses. Aos 19 minutos, Osako bateu de longe, para defesa de Karnezis. Um minuto depois, o atacante voltou a chutar com perigo, mas sem mira.

Aos 28, Honda bateu falta na entrada da área, o goleiro Karnezis bateu roupa e quase o Japão abriu o placar. Dez minutos depois, o meio-campista Katsouranis foi expulso após um carrinho e “facilitou” a vida dos japoneses. No lance seguinte, Torodidis mandou um pombo sem asa, obrigando Kawashima a fazer uma grande defesa. No final do primeiro tempo, o Japão tinha 70% de posse de bola, mas em nada adiantou. A Grécia continuou no campo de defesa, esperando a hora certa para o bote.

Logo no início do segundo tempo, aconteceu algo que só vemos em jogos de seleções com menos expressão. Samaras viu Kawashima adiantado e bateu do meio-campo; sem sucesso. Mesmo com um a mais em campo, o Japão não conseguia levar perigo; restaram os chutões e lançamentos. Aos 14 minutos, Gekas subiu na cobrança de escanteio e cabeceou para Kawashima fazer uma grande defesa, relembrando a do goleiro mexicano Ochoa contra o Brasil.

No meio do jogo, era ataque contra defesa, mas o ataque japonês estava sem mira nenhuma. Okubo era quem mais arriscava, forçando Karnezis a defender um dos seus inúmeros chutes. Faltando dois minutos para o fim da partida, a Grécia resolveu subir para buscar o gol. Holebas limpou a zaga e bateu forte, para outra defesa de Kawashima. Em cobrança de falta com perfeição aos 44, Endo viu os três pontos escaparem na defesaça de Karnezis, antes do apito final.

Ficha do jogo:

Japão 0x0 Grécia

JAPÃO:
Kawashima; Uchida, Yoshida, Konno e Nagatomo; Hasebe (Endo) e Yamaguchi; Okubo, Honda e Okazaki; Osako (Kagawa). 
Técnico: Alberto Zaccheroni

GRÉCIA: 
  Karnezis; Torosidis, Manolas, Sokratis e Cholevas; Katsouranis, Maniatis e Kone (Salpingidis); Fetfatzidis (Karagounis) e Samaras; Mitroglou (Gekas). 
Técnico: Fernando Santos

Local: Arena das Dunas, em Natal (RN)
Público: 39.485
Data: 19/06/2014
Horário: 19h (de Brasília)
Árbitro: Joel Aguilar (SLV)
Assistentes: William Torres (SLV) e Juan Zumba (SLV)

Cartões amarelos: Hasebe (Japão); Samaras e Torosidis (Grécia)
Cartão vermelho: Katsouranis (Grécia)

domingo, 15 de junho de 2014

Virada relâmpago

Drogba entra e, em dois minutos, Costa do Marfim vira contra o Japão e consegue seus primeiros pontos no Grupo C

De Belo Horizonte.
Por Bruno Santana.

15/06/2014 - Encerrando este sábado de quatro jogos da Copa do Mundo, Costa do Marfim e Japão se enfrentaram pela primeira rodada do Grupo C da competição, aberto no início da tarde com a vitória da Colômbia sobre a Grécia por 3 a 0, no Mineirão. Os africanos venceram os japoneses em uma rápida virada, por 2 a 1, e alcançaram a vice-liderança do grupo com os mesmos três pontos da Colômbia. Os marfinenses perdem para os sul americanos nos saldo de gols: três contra um.

Honda marcou para os japoneses no primeiro tempo, enquanto Bony e Gervinho viraram para os marfinenses na etapa complementar, após a entrada de Drogba, que começou a partida entre os reservas. A Costa do Marfim irá para Brasília jogar no Estádio Nacional, onde enfrentará a Colômbia na quinta-feira (19), às 13h (de Brasília). Já os japoneses jogam em Natal, na Arena das Dunas, onde enfrentam a Grécia também na quinta, às 19h.

Gervinho e Drogba comemoram o gol da virada.
(Foto: Getty Images)

O jogo

O Japão começou dominando a partida. O gol demorou somente 16 minutos para sair. Honda, após cobrança de escanteio rápida, recebeu dentro da grande área, partiu em velocidade para dentro e bateu forte com a esquerda, acertando o ângulo da meta marfinense: 1 a 0.

Os chutes fortes eram as armas dos japoneses. Aos 21, Uchida dominou pela ponta direita, partiu para dentro e chutou forte; Barry salvou a Costa do Marfim. A Costa do Marfim respondeu aos 35 minutos. Boka emendou uma bomba de fora da área, e Kawashima teve que se virar para salvar o empate da seleção africana. Aos 44, outro bomba de Boka da ponta esquerda e outra defesa de Kawashima, mantendo a vantagem japonesa no primeiro tempo.

No segundo tempo, virada relâmpago. Aos 16 minutos, Didier Drogba foi acionado para entrar no lugar de Serei Dye e mudou o panorama da partida. Aos 19 minutos, Aurier cruzou para a área e Bony, de cabeça, empatou a partida na Arena Pernambuco: 1 a 1. Dois minutos depois, outro gol. Outra vez Aurier acionou, por meio de um cruzamento, Gervinho. Desta vez de cabeça, o meia marcou o gol da vitória marfinense: 2 a 1.

O Japão perdeu as forças para a reação. A Costa do Marfim quase chegou ao terceiro aos 36 minutos. Drogba chutou forte e obrigou Kawashima a trabalhar novamente. Os japoneses, sem forças, e os marfinenses, satisfeitos com o resultado, esperaram o final da partida em Pernambuco e encerraram o sábado de futebol da copa.


Ficha do jogo:

Costa do Marfim 2x1 Japão

COSTA DO MARFIM: 
Boubacar; Aurier, Zokora, Bamba e Boka (Djakpa); Tioté, Serey Die (Drogba) e Yaya Touré; Gervinho, Kalou e Bony (Ya).
Técnico: Sabri Lamouchi

JAPÃO: 
Kawashima; Uchida, Yoshida, Morishige e Nagatomo; Yamaguchi e Hasebe (Endo); Okazaki, Honda e Kagawa (Kakitani); Osako (Okubo)
Técnico: Alberto Zaccheroni

Local: Arena Pernambuco, em Recife (PE)
Data: 15/06/2014
Horário: 22h (de Brasília)

Gols: Honda, aos 16 minutos do primeiro tempo (Japão); Bony, aos 19, e Gervinho, aos 21 minutos do segundo tempo

Árbitro: Enrique Osses (Chile)
Assistentes: Carlos Astroza (Chile) e Sergio Roman (Chile)

Cartões amarelos: Yoshida e Morishige (Japão); Bamba e Zokora (Costa do Marfim)

quarta-feira, 21 de maio de 2014

B.A. na Copa #10: Grupo C

Um grupo, quatro continentes e pouca tradição em Copas do Mundo: este é o equilibrado Grupo C, tema da 10ª matéria da nossa série

De Belo Horizonte.
Por Júlia Alves.

21/05/2014 - Matéria de número 10 aqui na série "B.A. na Copa". Nesta semana, estamos falando das chaves. O Grupo C, formado por Colômbia, Costa do Marfim, Grécia e Japão, foi considerado por muitos o mais fraco dessa Copa do Mundo. Não é para menos. Dessas seleções, Colômbia e Japão foram as que já chegaram mais longe, apenas até as oitavas de final. Grécia e Costa do Marfim nunca conseguiram avançar na primeira fase. Portanto, esses times terão oportunidade de fazer história e conquistar algo inédito para as suas nações nesse mundial. Para isso, terão que se destacar em um grupo aparentemente frágil, porém, muito equilibrado.


Colômbia: Retorno em grande estilo

Em uma das gerações mais talentosas de sua história, a Colômbia volta a uma Copa do Mundo após 16 anos de ausência. E o melhor: como cabeça de chave. Grande parte do mérito da classificação para o mundial deve ser creditada ao técnico José Pekerman. O argentino de 64 anos assumiu, em janeiro de 2012, o comando da seleção que estava em situação precária na etapa classificatória. Com o treinador hermano, os colombianos ficaram em segundo lugar na eliminatória sul-americana, atrás somente da Argentina.

A seleção colombiana possui um bom toque de bola e suas jogadas com os ponteiros são muito bem trabalhadas. Apesar de não oferecer muita segurança aos seus torcedores, a defesa da Colômbia foi a melhor das eliminatórias. Foram 16 partidas com apenas 13 gols sofridos, sob o comando dos veteranos zagueiros Mario Yepes e Luis Amaranto Perea, que estarão com 35 e 38 anos na Copa.

A principal estrela dessa equipe é Falcao Garcia, entretanto, a presença do atacante do Mônaco na lista final dos 23 nomes ainda é incerta. Falcao se recupera de grave lesão no joelho e ainda não se sabe se terá condições físicas para disputar o mundial. O jogador de 27 anos marcou nove gols em 13 jogos nas eliminatórias sul-americanas.

Foto: AFP

Os convocados (30):

Goleiros: David Ospina (Nice), Faryd Mondragón (Deportivo Cali) e Camilo Vargas (Independiente Santa Fé).

Defensores: Mario Yepes (Atalanta), Cristian Zapata (Milan), Amaranto Perea (Cruz Azul), Pablo Armero (West Ham), Camilo Zúñiga (Napoli), Carlos Valdés (San Lorenzo), Santiago Arias (PSV), Aquivaldo Mosquera (América) e Eder Balanta (River Plate).

Meias: Abel Aguilar (Toulouse), Fredy Guarín (Inter de Milão), Aldo Leao Ramírez (Morelia), Juan Guillermo Cuadrado (Fiorentina), Edwin Valencia (Fluminense), Carlos Sánchez (Elche), James Rodríguez (Monaco), Macnelly Torres (Al-Shabab), Juan Fernando Quintero (Porto), Alexander Mejía (Atlético Nacional) e Elkin Soto (Mainz 05).

Atacantes: Falcao Garcia (Monaco), Teofilo Gutiérrez (River Plate), Jackson Martínez (Porto), Luis Muriel (Udinese), Carlos Bacca (Sevilla), Víctor Ibarbo (Cagliari) e Adrián Ramos (Hertha Berlim).

Time-base: Ospina; Zúñiga, Zapata, Yepes e Armero; Sánchez, Ramírez, Cuadrado e James; Gutiérrez e Jackson.
Técnico: José Pekerman

Participações em mundiais: 4

Posição no ranking: 5º

Tabela de jogos:
14/06, às 13h: Colômbia x Grécia, no Mineirão, em Belo Horizonte (MG).
19/06, às 13h: Colômbia x Costa do Marfim, no Mané Garrincha, em Brasília (DF).
24/06, às 16h: Japão x Colômbia, na Arena Pantanal, em Cuiabá (MT).

Foto: AFP

Costa do Marfim: Hora de mostrar

A Costa do Marfim possuiu a seleção africana melhor colocada no ranking da FIFA, na 21ª posição, e vê nessa Copa do Mundo a melhor oportunidade para avançar na fase de grupos, fato inédito. Em suas duas participações em mundiais, os marfinenses não tiveram sorte e caíram em chaves difíceis. Desta vez, a equipe poderá enfrentar os adversários de igual para igual e, desfrutando da experiência de seus principais jogadores, quem sabe, fazer história.

As melhores qualidades dessa seleção são a força física e a velocidade, porém, o grande destaque são os talentos individuais. No ataque, Didier Drogba e Salomon Kalou podem decidir a qualquer momento. O volante Yaya Touré é o responsável por auxiliar na marcação no meio de campo e pela criação das principais jogadas juntamente com Gervinho.

Os convocados (28):

Goleiros: Barry (Lokeren), Gbohouo Sylvain (Sewe Sport), Sayouba Mandé (Stabaek), Badra Ali Sangaré (ASEC Mimosas).

Defensores: Kolo Touré (Liverpool), Bamba Souleyman (Trabzonspor), Jean Daniel Akpa Akpro (Toulouse), Arthur Boka (Stuttgart), Serge Aurier (Toulouse), Brice Dja Djédjé (Marseille), Didier Zokora (Trabzonspor), Benjamin Angoua Brou (Valenciennes), Ousman Vieira (Caykur Rizespor).

Meias: Cheick Tioté (Newcastle), Yaya Touré (Manchester City), Romaric (Bastia), Max-Alain Gradel (St Etienne), Ismaël Diomandé (St Etienne), Didier Ya Konan (Hannover 96), Constant Djakpa (Eintracht Frankfurt), Geoffroy Serey Dié (Basel).

Atacantes: Wilfried Bony (Swansea), Didier Drogba (Galatasaray), Gervinho (Roma), Giovanni Sio (Basel), Seydou Doumbia (CSKA Moscou), Lacina Traoré (Monaco), Salomon Kalou (Lille).

Time-base: Barry; Aurier, Zokora, Bamba e Boka; Die, Tiote, Yaya Touré e Gervinho; Kalou e Drogba.
Técnico: Sabri Lamouchi

Participação em mundiais: 2

Posição no ranking: 21º

Tabela de jogos:
14/06, às 22h: Costa do Marfim x Japão, na Arena Pernambuco, na Região Metropolitana de Recife (PE).
19/06, às 13h: Colômbia x Costa do Marfim, no Mané Garrincha, em Brasília (DF).
24/06, às 17h: Grécia x Costa do Marfim, na Arena Castelão, em Fortaleza (CE).

Foto: AFP

Grécia: Falta ousadia

O grande feito da seleção grega foi a conquista da Eurocopa de 2004, quando superou Portugal de Luís Felipe Scolari. Em Copas do Mundo, entretanto, a Grécia exerceu apenas o papel de coadjuvante, com eliminações nas fases de grupos nas duas competições que participou. Em 2014, os gregos querem reverter essa história.

A Grécia teve uma boa campanha nas eliminatórias europeias para essa Copa. Foram dez partidas, sendo oito vitórias, cinco delas por 1 a 0, além de um empate e uma derrota. Os bons resultados não garantiram a classificação direta. Os gregos tiveram que enfrentar a Romênia e não tiveram dificuldades para superá-la. Depois de uma vitória em casa por 3 a 1, a seleção grega empatou por 1 a 1 no jogo de volta.

O desempenho na fase classificatória deixou uma lição. A zaga da Grécia é muito bem composta, compacta e quase intransponível. No entanto, o ataque é muito econômico, quase não estufa as redes adversárias e, para avançar, é necessário fazer saldo de gols. Portanto, para a seleção grega ir além nesse mundial, deverá ser mais ousada e não se prender apenas à defesa.

Os convocados:

Goleiros: Orestis Karnezis (Granada), Panagiotis Glykos (PAOK), Stefanos Kapino (Panathinaikos)

Defensores: Kostas Manolas (Olympiakos), José Holebas (Olympiakos), Sokratis Papastathopoulos (Borussia Dortmund), Vangelis Moras (Verona), Giorgos Tzavellas (PAOK), Loukas Vyntra (Levante), Vasilis Torosidis (Roma)

Meias: Alexandros Tziolis (Kayserispor), Andreas Samaris (Olympiakos), Giannis Maniatis (Olympiakos), Kostas Katsouranis (PAOK), Giorgos Karagounis (Fulham), Panagiotis Tachtsidis (Torino), Giannis Fetfatzidis (Genoa), Lazaros Christodoulopoulos (Bolonha), Panagiotis Kone (Bolonha).

Atacantes: Dimitris Salpingidis (PAOK), Giorgos Samaras (Celtic), Kostas Mitroglou (Fulham), Fanis Gekas (Konyaspor).

Time-base: Panagiotis Glykos; Vasilis Torosidis, Papastathopoulos, Kostas Manolas e José Holebas; Giannis Maniatis, Alexandros Tziolis, Kostas Katsouranis e Giorgos Karagounis; Kostas Mitroglou e Georgios Samaras.

Técnico: Fernando Manuel Costa Santos

Participações em mundiais: 2

Posição no ranking: 10º

Tabela de jogos:
14/06, às 13h: Colômbia x Grécia, no Mineirão, em Belo Horizonte (MG).
19/06, às 19h: Japão x Grécia, na Arena das Dunas, em Natal (RN).
24/06, às 17h: Grécia x Costa do Marfim, na Arena Castelão, em Fortaleza (CE).

Foto: Getty Images

Japão: Incógnita

Campeões da Copa Asiática, mas com desempenho ruim na Copa das Confederações, os japoneses foram os primeiros se classificarem para a Copa do Mundo. Com um meio de campo talentoso e veloz, o Japão sofre com a fragilidade da defesa e a falta de objetividade do ataque e, assim, o quanto essa equipe pode render no mundial ainda é uma incógnita.

A seleção japonesa marcou presença na Copa das Confederações e não conseguiu passar da primeira fase. Os nipônicos foram eliminados colecionando três derrotas: 3 a 0 para o Brasil, 2 a 1 a favor do México e um jogo emocionante e muito equilibrado em que a Itália também levou a melhor, vencendo por 4 a 3.

A Copa das Confederações ficou como lição e, para fazer diferente no mundial, a seleção japonesa conta dois grandes jogadores. As estrelas do time são os meias Kagawa e Honda, responsáveis pela criação das jogadas. Ambos se movimentam muito, trocam de posições constantemente, dificultando a marcação. O Japão possui bom toque de bola e efetua tabelas rápidas, infiltrando na área adversária com certa facilidade, porém, falta um homem de frente mais decisivo na hora do chute.

Os convocados:

Goleiros: Eiji Kawashima (Standard Liège), Shusaku Nishikawa (Urawa Reds), Shuichi Gonda (FC Tokyo).

Defensores: Atsuto Uchida (Schalke 04),Yuto Nagatomo (Internazionale),Hiroki Sakai (Hannover-ALE), Gotoku Sakai (Stuttgart), Masahiko Inoha (Jubilo Iwata), Yasuyuki Konno (Gamba Osaka), Masato Morishige (FC Tokyo), Maya Yoshida (Southampton).

Meias: Yasuhito Endo (Gamba Osaka), Makoto Hasebe (Nuremberg), Toshihiro Aoyama (Sanfrecce Hiroshima), Hotaru Yamaguchi (Cerezo Osaka), Keisuke Honda (Milan), Shinji Kagawa (Manchester United), Hiroshi Kiyotake (Nuremberg), Manabu Saito (Yokohama F Marinos).

Atacantes: Yoshito Okubo (Kawasaki Frontale), Shinji Okazaki (Mainz), Yoichiro Kakitani (Cerezo Osaka), Yuya Osako (1860 Munich).

Time-base: Kawashima; Uchida, Yoshida, Konno e Nagatomo; Endo, Hasebe, Okazaki e Kagawa; Honda e Kakitani.
Técnico: Alberto Zaccheroni

Participações em mundiais: 4

Posição no ranking: 47º

Tabela de jogos:
14/06, às 22h: Costa do Marfim x Japão, na Arena Pernambuco, em São Lourenço da Mata (PE).
19/06, às 19h: Japão x Grécia, na Arena das Dunas, em Natal (RN).
24/06, às 16h: Japão x Colômbia, na Arena Pantanal, em Cuiabá (MT).

Amanhã, a série "B.A. na Copa" continua, dessa vez falando do Grupo D, que tem Uruguai, Costa Rica, Inglaterra e Itália.

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quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Começou o mata-mata

Abrindo a segunda fase da Copinha, Atlético-MG, Santos e São Paulo se classificam, enquanto Cruzeiro, Botafogo e Palmeiras ficam pelo caminho

De Belo Horizonte.
Por Vinícius Silveira.

15/01/2014 - A fase eliminatória da 45ª Copa São Paulo de Futebol Júnior começou nesta terça-feira (14). Foram oito jogos e a decisão de quatro confrontos nas oitavas de final da Copinha. Entre os resultados, os tropeços de Cruzeiro, Botafogo e Palmeiras, que voltam para casa prematuramente. Confira os resultados e os embates da próxima etapa.

Foto: futebolpaulista.com.br
 
O Taboão da Serra venceu o São Bernardo e com um placar apertado, 3 a 2. Marcelinho abriu o placar para a equipe anfitriã. No segundo tempo, as emoções ficaram ainda mais fortes. O time do ABC paulista empatou com Pastorelli, de falta. Lucas colocou o Taboão novamente em vantagem, mas Romário igualou o marcador logo depois. Nos descontos, Gustavo, cobrando pênalti, deu a vitória aos taboanenses.

O Taboão da Serra vai enfrentar o Audax, que surpreendeu e venceu o Cruzeiro, franco favorito, por 2 a 1, no Joaquinzão, em Taubaté. Os gols só saíram no segundo tempo. Thiago Seiji colocou os paulistas na frente, e o mesmo Thiago ainda ampliou o marcador. Nos acréscimos, Emerson descontou para o Cruzeiro, mas já era tarde.

Em Ilhabela, o Grêmio Osasco pregou uma peça na Portuguesa e bateu a Lusa por 2 a 0. Mesmo com chances para marcar, os gols só saíram no segundo tempo. Luca Savoia abriu o placar para o time do Osasco. No final, Leonardo teve a chance de empatar em cobrança de pênalti, mas acabou desperdiçando. Nos descontos, Matheus Vargas não perdeu a penalidade e classificou a equipe da região metropolitana de São Paulo.

Nas oitavas de final, o Grêmio Osasco vai encarar o Santos, que goleou o Kashiwa Reysol-JAP por 4 a 0, na Vila Belmiro. Com dois gols em cada tempo, o Peixe classificou de forma tranquila. Stefano Yuri inaugurou o marcador, e Serginho ampliou. Na etapa final, Jorge Eduardo fez o terceiro, e Daniel Guedes fechou o placar elástico.

O São Paulo não tomou conhecimento do Nacional e venceu a equipe da rua Comendador Souza por 5 a 1, em partida jogada na Arena Barueri. Todos os gols saíram no primeiro tempo. Ewandro marcou três vezes, e Lucas Possignolo e Boschilia também deixaram suas marcas. O gol de honra do "Naça" foi marcado por Bruno Mota.

O São Paulo vai enfrentar o Brasília, que surpreendeu e venceu o Botafogo com propriedade, 3 a 0 no estádio Prefeito José Liberatti, em Osasco. No primeiro tempo, Vitor Hugo abriu o marcador para o time da capital federal. Na etapa final, Fabinho e Yago garantiram a vitória da equipe do Distrito Federal.

O Atlético-MG venceu com tranquilidade e muita segurança a equipe do Aquidauanense por 2 a 0, no Estádio Nicolau Alayon, na capital paulista. Os gols saíram no segundo tempo. Matheus Nolasco abriu o placar, enquanto Carlos ampliou e garantiu a vaga do Galo. O adversário atleticano será o Flamengo-SP.

No jogo mais emocionante do dia, o Flamengo-SP venceu o Palmeiras por 4 a 3, na cidade de São Carlos. O alviverde saiu na frente com Christopher, mas Carioca empatou para o rubro-negro. Matheus Gonçalves colocou os paulistanos em vantagem. Entretanto, Carioca deixou tudo igual novamente. No segundo tempo, o Flamengo-SP virou com Guaxupé e Fabrício Mamão. Pouco depois, Eric deu esperanças ao Palmeiras, mas não deu tempo. O rubro-negro vai pegar o Galo Mineiro.

Terça-feira (14), às 16h: 
Taboão da Serra 3x2 São Bernardo, em São Bernardo do Campo
Cruzeiro 1x2 Audax, em Taubaté - Transmissão da ESPN+
Portuguesa 0x2 Grêmio Osasco, em Ilhabela
Botafogo 0x3 Brasília, em Osasco
Atlético-MG 2x0 Aquidauanense, em São Paulo
19h: 
Flamengo (SP) 4x3 Palmeiras, em São Carlos - Transmissão do Sportv
21h: 
Santos 4x0 Kashiwa Reysol, em Santos - Transmissão da ESPN Brasil
São Paulo 5x1 Nacional, em Barueri - Sportv/Rede Vida

Quarta-feira (15), às 16h:
Ferroviária x Sport, em Votuporanga
Fluminense x Ceará, em São José do Rio Preto
Coritiba x São Carlos, em São Carlos
Paraná x CRB, em Tatuí
Goiânia x América-MG, em Atibaia
19h: 
Flamengo x Mirassol, em Bauru - Transmissão do Sportv e ESPN
21h: 
Internacional x Linense, em Lins - Transmissão da ESPN Brasil
Corinthians x Juventude, em Limeira - Transmissão do Sportv e da Rede Vida

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

A bola pelo mundo #7

Bayern de Munique continua sobrando na Alemanha, e jovem brasileiro brilha na Holanda

De Aracaju.
Por Henrique Ferrera.

09/12/2013 - Com a aproximação do fim do ano, os campeonatos europeus vão chegando à metade de seus jogos, já consolidando os times que vão disputar o título. Mas dezembro é época também de campeonatos chegarem ao final, não só no Brasil, mas ao redor do mundo também. Na Alemanha, um abismo vai sendo aberto entre Bayern e Borussia; na França, Ibrahimovic continua a sobrar tecnicamente; e a surpresa Vitesse vai comandando na Holanda sob a batuta do brasileiro Lucas Piazon.


Barclays Premier League

David Moyes vai sofrendo um bocado como sucessor de Alex Ferguson. Parecia que o time havia engrenado, mas a derrota para o Everton em casa voltou a trazer questionamentos. E no sábado (07), mais uma equipe aproveitou a fragilidade do United para batê-lo em Old Trafford. Foi o Newcastle, que aproveitou-se também da ausência de Rooney, fez um bom jogo e definiu a vitória com um gol de Cabaye, aos 16 minutos da segunda etapa.

Arsenal e Everton prometiam fazer o melhor jogo da rodada. E assim o fizeram. Dois times de campanhas muito consolidadas protagonizaram uma partida de alto nível técnico, tático e físico. Ao longo da partida, muitas chances foram criadas, mas Howard e Szczesny iam mantendo a falta de gols, até que Özil abriu o placar após furada de Giroud, aos 35 da segunda etapa. Aí entrou em cima o prodígio Deulofeu: o garoto, que vem crescendo muito de produção, fez um belo gol e decretou o empate com o líder.

O Southampton vinha forte na Premier League até cruzar com Arsenal e Chelsea seguidamente e perder o rumo. Acabou perdendo para o Aston Villa também, e vinha em viés de baixa para receber o poderoso Manchester City. Saiu atrás, com mais um gol de Kun Agüero, logo aos 10 minutos, completando cruzamento da esquerda. Mas aí entrou em cena Pablo Osvaldo, que simplesmente marcou um lindo gol, segurando um empate no St. Mary's Stadium com os Citizens.

Classificação após [15] rodadas:
1º Arsenal (35)
2º Liverpool (30), saldo +16
3º Chelsea (30), saldo +13
4º Manchester City (29)
5º Everton (28)
Artilheiro: Luis Suárez (Liverpool), com 14 gols

Bundesliga

O torcedor do Atlético ficou de olho em Werder Bremen x Bayern para ver como se sairia o time de Guardiola sem Schweinsteiger e Robben, lesionados. E viu os bávaros mostrarem porque dominam amplamente o cenário do futebol alemão e europeu, fazendo 7 a 0 no Werder fora de casa, a pior derrota sofrida pelo time de Bremen em seu estádio. Ribéry foi destaque mais uma vez marcando duas vezes, um deles em bela jogada de Pizarro e Alaba.

Enquanto isso, no Borussia Dortmund, as coisas não vão indo bem. Ainda com muitos desfalques na defesa, o Borussia recebeu o Bayer Leverkusen em casa em confronto de seis pontos. E viu a sua contratação desesperada para reforçar a defesa - Manuel Friedrich -, entregar a bola de presente para o coreano Son, que fez o único gol da importante vitória do Leverkusen no Signal-Iduna Park.

Classificação após [15] rodadas:
1º Bayern Munique (41)
2º Bayer Leverkusen (37)
3º Borussia Dortmund (31), saldo +19
4º Borussia Mönchengladbach (31), saldo +16
5º Wolfsburg (26)
Artilheiro: Robert Lewandowski (Dortmund), com 11 gols

Serie A TIM

A Roma precisava se recuperar no Calcio, mas tinha pela frente a Fiorentina, que mesmo em casa, prometia não ser fácil. Logo aos sete minutos, Maicon, como um centroavante, abriu o placar para os romanistas. O peruano Vargas empatou com um balaço, ainda no primeiro tempo. Parecia que seria mais um empate para a Roma, mas estava escrito que a recuperação seria de um jogador que também precisava se recuperar. Mattia Destro, em seu primeiro jogo na temporada, entrou no lugar de Florenzi, e deu a vitória à equipe da capital.

Classificação após [15] rodadas:
1º Juventus (40)
2º Roma (37)
3º Napoli (32)
4º Internazionale (28)
5º Fiorentina (27)
Artilheiro: Giuseppe Rossi (Fiorentina), com 12 gols

Copa del Rey

O Real Madrid visitou o Olimpic de Xàtiva, da terceira divisão espanhola, com um time misto para rodar o elenco. Um time misto que tinha Isco, Casillas, Benzema, Di María e tantos outros jogadores de alto nível. Nível que não foi mostrado, e decepcionou os torcedores que foram à La Murta. Melhor para o Olimpic de Xàtiva, que viu um dia grandioso na sua história, ao empatar em 0 a 0 com o poderoso Real Madrid.

Ligue 1

Ibrahimovic deve ter ficado aborrecido com sua não-indicação entre os três melhores no Ballon d'Or. Principalmente ao rever sua atuação neste último fim de semana, na goleada por 5 a 0 sobre o Sochaux. Primeiro, deu belíssimo passe para Thiago Silva abrir o placar na segunda trave. Na segunda etapa, Lavezzi fez o segundo. Ibra deu mais um lindo passe, desta vez para Cavani fazer o terceiro. Não satisfeito, marcou duas vezes, fechando em 5 a 0.

Classificação após [17] rodadas:
1º Paris Saint Germain (40)
2º Monaco (38)
3º Lille (36)
4º Nantes (29)
5º Olympique de Marseille (27), saldo +7
Artilheiro: Zlatan Ibrahimovic (PSG), com 13 gols

Outros destaques

O campeonato chileno pegou fogo no final. O'Higgins e Universidad Catolica jogariam ambos fora de casa para "decidir" o título. Quem fizesse mais pontos que o rival, ficaria com a taça. Se ambos conquistassem o mesmo número de pontos, um jogo final seria marcado. A Catolica não teve problemas em atropelar o Unión La Calera, mas o O'Higgins deu susto em seus torcedores. Perdia por 3 a 2 para o Rangers em Talca, e chegou à virada só nos acréscimos, graças a gol de pênalti de Calandria. A final está marcada para a terça.

No Japão, um título inesperado. O Yokohama Marinos, de Nakamura, liderou o campeonato quase todo, mas na reta final começou a perder e perder e viu o Sanfreece Hiroshima se aproximar. Mesmo com a queda brusca do Marinos, bastava a ele uma vitória na última rodada, que não aconteceu. Melhor para o Sanfreece, que visitou o Kashima Antlers, que também tinha chance de título, mas venceu por 2 a 0 e ficou com uma taça que parecia que teria outro dono.

Na final única da MLS, o Sporting KC e o Real Salt Lake fizeram um jogo equilibradíssimo, que não poderia terminar diferente do que terminou. Após empate em 1 a 1, o jogo foi para os pênaltis, e depois de dez cobranças para cada lado - só os goleiros não bateram -, a bola na trave do Real Salt Lake deu o bicampeonato para a equipe de Kansas City, que havia levado a taça pela última vez em 2000, com o nome de Kansas City Wizards.

Na Holanda, o líder Vitesse foi até Eindhoven enfrentar o PSV, que não vive grande fase, mas é um time de tradição no seu país. Mas a equipe de Arnhem mostrou porque é líder, e sob a batuta do brasileiro Lucas Piazon, emprestado pelo Chelsea, fez acachapantes 6 a 2 no Philips Stadion. Sem espaço nos Blues, Piazon vem sendo o grande destaque do Vitesse, e não foi diferente desta vez, marcando um gol e servindo colegas duas vezes.

sábado, 22 de junho de 2013

Chicharito brilha

Com dois gols de Chicharito Hernández, México vence Japão, e ambas as seleções se despedem da Copa das Confederações

De Belo Horizonte.
Por Vinícius Silveira.

22/06/2013 - Foi um jogo embalado pela despedida de México e Japão na Copa das Confederações, somado ao clima de manifestação que veio das ruas e contagiaram os 52 mil presentes ao estádio Mineirão. Ambos os selecionados deixaram torneio ainda querendo mostrar um bom futebol, e no fim, os mexicanos levaram a melhor. O placar da partida foi 2 a 1, gols de Chicharito Hernández, para o México, contra apenas um de Okazaki, para o Japão, o que fez o México encerrar como terceiro colocado do grupo A, que teve o Brasil, que venceu bem a Itália, como líder.


Chicharito Hernandez foi o nome do jogo, marcando duas vezes.
(Foto: AFP)

Japoneses pressionaram, mas sem gols

Os japoneses foram abraçados pela torcida mineira. E foi com este apoio que a seleção do Japão buscou o jogo, sempre muito disciplinada taticamente, mas sem deixar de atacar os mexicanos, que se mostrava uma seleção mais perigosa e com jogadores mais qualificados, porém, sem apresentar um bom futebol. Aos oito minutos, a seleção do Sol Nascente teve um gol anulado. Endo chutou de fora da área, a bola desviou no meio do caminho, e foi morrer no gol, mas o bandeira deu impedimento, alegando que o atacante Okazaki, que tocou na bola por último, estava em posição irregular. O México só chegou com perigo aos 39. Jorge Torres cruzou, e Guardado acertou uma cabeçada na bola, que parou na trave.

Hernández comanda e México vence

No segundo tempo, o México voltou muito melhor que o Japão. E o atacante Chicharito Hernández mostrou que seria o destaque da partida. Aos seis, ele aproveitou uma cobrança de escanteio, cabeceando a bola e exigindo grande intervenção de Kawashima. Dois minutos depois, veio o gol. Cruzamento que veio da esquerda por Guardado, e Chicharito se antecipou ao goleiro para cabecear e sair para comemorar com seus companheiros. O meia Giovani dos Santos, que era a grande saída de jogo dos mexicanos durante o torneio, passou a se apresentar mais, aproveitando o esquema tático do treinador adversário, que colocava seus laterais realizando a função de alas. O camisa 10 teve uma ótima oportunidade aos 14, quando mandou uma bola na trave.


 Chicharito Hernandez fazendo seu segundo gol na partida.
(Foto: AFP)


Aos 20 minutos, Giovani dos Santos pela direita, na primeira trave; Mier desviou na segunda, onde estava Chicharito Hernández, que só escorou de cabeça para o gol e fez o segundo. Depois, o jogo caiu tecnicamente. Um novo lance de perigo, surgiu aos 27, quando Giovani dos Santos fez boa jogada, e chutou no canto direito, exigindo bela defesa de Kawashima.

Para a alegria dos torcedores que foram ao Mineirão torcer para o Japão, saiu o gol da seleção japonesa. Kagawa lançou na área para Endo, que ajeitou para Okasaki, que tocou para as redes. Antes, a bola desviou no goleiro Ochoa. Aos 47, penalidade para o México, após Hernández ser derrubado por Oshida. Na cobrança, o atacante cobrou rasteiro, no canto esquerdo, para a defesa do goleiro japonês. Na sobra, o camisa 14 finalizou no travessão.


Ficha do jogo

Japão 1 x 2 México

Japão
Kawashima, Hiroki Sakai (Uchida), Konno, Kurihara e Nagatomo (Nakamura); Endo, Hosogai, Honda e Kagawa; Maeda (Yoshida) e Okazaki.
Técnico: Alberto Zaccheroni

Mexico
Ochoa, Mier, Diego Reyes, Héctor Moreno e Jorge Torres; Torrado, Guardado (Sacido), Giovani dos Santos (Barrera) e Zavala; Chicharito Hernández e Jimenez (Aquino)
Técnico: José Manuel La Torre

Motivo: Terceira partida do grupo A da Copa das Confederações
Data: 22/06/2013
Horário: 16 horas
Local: Estádio Mineirão, em Belo Horizonte, Minas Gerais

Público: 52.690 torcedores

Árbitro: Felix Brych (ALE)
Assistentes: Mark Borsch (ALE) e Stefan Lupp (ALE)

Cartões amarelos: Sakai (Japão) e Ochoa (México)

Gols: Chicharito Hernandez, aos oito e aos 20, Okazaki, aos 40 minutos do segundo tempo

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Valeu o ingresso

Itália e Japão fazem jogaço, com vitória azzurra por 4 a 3, que elimina os nipônicos e põe a Itália na semifinal da Copa das Confederações

De Aracaju.
Por Henrique Ferrera.

19/06/2013 - Quem foi até a Arena Pernambuco nesta quarta-feira (19) viu um Japão completamente diferente do que enfrentou o Brasil. Despertando a comoção da torcida pernambucana, os japoneses fizeram uma ótima partida, e enfrentaram a poderosa Itália de igual para igual no melhor jogo da competição até agora. Ainda assim, pesou a camisa italiana, que saiu vitoriosa por 4 a 3 e eliminou o Japão.

Yuto Nagatomo lamenta derrota para a Itália.
(Foto: Getty Images)

Primeiro tempo

Longe de ter uma colônia em Recife, o Japão foi surpreendido pelo apoio das arquibancadas. A cada lance japonês podia ser ouvido o incentivo, enquanto a Itália era fortemente vaiada. Impulsionado, os japoneses partiram para o ataque, mostrando virtudes que ficaram escondidas na partida contra o Brasil. Buffon logo trabalhou em cabeçada de Maeda.

Aos 20, a defesa da Itália mais uma vez cometeu um erro grosseiro como na partida contra o México. De Sciglio atrasou mal a bola e Buffon chegou em atrasado em Okazaki, cometendo pênalti. Honda bateu com precisão, sem chance para Buffon. A Itália parecia completamente fora de sintonia, e Cesare Prandelli perdeu a paciência, colocando Giovinco no lugar de Aquilani. Mas quem chegou ao gol novamente foi o Japão, após hesitação de Montolivo e Chiellini em cortar uma bola que Kagawa aproveitou para encher o pé.

Como se estivesse em transe, alguém estalou os dedos e de repente a Itália acordou a mil. Aos 40 minutos, Pirlo colocou escanteio na cabeça de De Rossi, que testou para diminuir o placar. Os últimos minutos de primeiro tempo foi de pura pressão italiana, que culminou na bola na trave de Giaccherini antes do intervalo.

Segundo tempo

A Itália não diminuiu o ritmo, e o Japão tentou controlar o adversário, mas sem sucesso. Aos sete, Yoshida vacilou e Giaccherini cruzou para Balotelli sozinho, mas Uchida se antecipou e marcou contra. Logo depois, o árbitro argentino Diego Abal marcou pênalti duvidoso após a bola resvalar no braço de Hasebe. Balotelli foi para a cobrança - nunca errou como profissional - e virou o jogo para a Azzurra.

Depois da virada, o Japão desistiu do jogo, certo? Errado. Ainda empurrado pela torcida, o que se viu a partir do gol foi um Japão à la Espanha, tocando a bola no campo de ataque e envolvendo a defesa italiana. Aos 23, Endo cobrou falta na primeira trave e Okazaki se antecipou à zaga, empatando o jogo novamente. O Japão foi para cima, deixando o jogo totalmente elétrico e aberto, chegando a desperdiçar uma chance incrível com Kagawa, cabeceando totalmente livre no travessão, no rebote de uma bola na trave de Okazaki.

O jogo era enérgico e em uma velocidade completamente insana, e qualquer uma das equipes tinha chance de marcar na reta final. Melhor para a Itália, que aproveitou a falta de pontaria dos nipônicos, e aos 40 se utilizou de um contra-ataque rápido puxado por De Rossi, que acabou em Giovinco empurrando para o gol. Mas não acabou: ainda deu tempo de Okazaki acertar a trave de novo, e Yoshida mandou para a rede no rebote, mas estava impedido. Fim de jogo, Japão eliminado sob gritos de "Japão! Japão!" vindos da arquibancada.

Quem brilhou? O Japão perdeu e foi eliminado, mas merece os parabéns. Mostrou habilidade, vontade, velocidade e muita entrega. Apesar da derrota, foi reconhecido pela torcida.

Quem atrapalhou? O técnico Cesare Prandelli fez diversas escolhas erradas, como Maggio no setor de Kagawa, e Aquilani como titular. Venceu, mas tem que abrir o olho.

Próximos jogos. No sábado, Itália e Brasil se enfrentam na Fonte Nova às 16h; às 19h, o duelo dos eliminados entre Japão e México, no Mineirão.

ITÁLIA (4-3-2-1)
Buffon, Maggio (Abate), Barzagli, Chiellini e De Sciglio; Pirlo, De Rossi e Aquilani (Giovinco); Montolivo e Giaccherini (Marchisio); Balotelli. Tec: Cesare Prandelli

JAPÃO (4-2-3-1)
Kawashima, Uchida (H. Sakai), Konno, Yoshida e Nagatomo; Hasebe (Nakamura) e Endo; Okazaki, Honda e Kagawa; Maeda (Havenaar). Tec: Alberto Zaccheroni

sábado, 15 de junho de 2013

Estreia com o pé direito

Neymar quebra jejum com golaço, Brasil vence Japão e inicia bem sua caminhada na Copa das Confederações

De Belo Horizonte.
Por Vinícius Silveira.

15/06/2013 - Nada como uma bela vitória na estreia para encantar o torcedor. O Brasil fez bonito frente ao público que lotou o Estádio Mané Garrincha, em Brasília, na abertura da Copa das Confederações, diante do Japão. Vitória da Seleção Brasileira por 3 a 0, neste sábado, com gols de Neymar, Paulinho e Jô. Com o resultado, o time verde e amarelo começa muito bem sua caminhada buscando o quarto título do torneio.

Dando sequência à primeira rodada do Grupo A, México e Itália jogam amanhã, às 16h, no Maracanã. Na próxima rodada, o Brasil encara a seleção do México, quarta-feira (19), às 16h, no Castelão, em Fortaleza. A partida brasileira que encerra a fase de grupos será contra a Itália, no sábado (22), em Salvador.

Pelo Grupo B, Espanha e Uruguai jogam às 19h deste domingo, na Arena Pernambuco, em Recife. Na segunda-feira (17), às 16h, Taiti e Nigéria duelam no Mineirão, em Belo Horizonte.

Neymar comemora bastante seu primeiro gol na partida.
(Foto: Rafael Ribeiro/CBF)

Golaço de Neymar para começar a festa

O Brasil entrou em campo com muita concentração. Demonstrava um foco na partida como se estivesse jogando uma decisão. E este momento brasileiro teria um efeito cirúrgico, visceral, logo de cara. Aos três minutos, Marcelo partiu pela esquerda e fez um lançamento no comando de ataque para Fred. O camisa 9 ajeitou com o peito, e Neymar, livre de marcação, mandou a bomba no ângulo esquerdo de Kawashima. Um golaço para tirar qualquer tipo de contestação sobre o futebol do rapaz, que estava há 9 jogos sem marcar. Era o primeiro gol da Copa das Confederações, e foi fantástico.

A Seleção Brasileira continuava melhor na partida. Tinha mais time e parecia ter um entrosamento de quem jogava junto há um bom tempo. Felipão deu ao selecionado nacional uma rapidez que há muito tempo não se via. Mesmo assim, o goleiro Júlio César teve que sujar o uniforme, e fez bem. Aos cinco minutos, Honda cobrou falta, e o camisa 12 fez defesa difícil, pois a bola quicou na grama antes de chegar ao gol.

Fred e Hulk também estavam em busca de gol, mas a Cafusa, nome que foi dado à bola oficial do torneio, teimava em não querer entrar. Aos 40 minutos, Hulk, em sua jogada característica, trouxe a jogada para a perna esquerda e chutou forte, mas a redonda pegou na rede pelo lado de fora. No lance seguinte, Fred tabelou com Neymar. O camisa 10 devolveu para o centroavante que chutou, e exigiu grande defesa de Kawashima.

Jogadores titulares e reservas comemoram juntos o gol de Paulinho.
(Foto: Rafael Ribeiro/CBF)

Outro gol relâmpago

Assim como Neymar, no segundo tempo foi a vez de Paulinho comemorar. Aos dois minutos, Daniel Alves cruzou, o volante do Corinthians dominou e chutou rasteiro. O goleiro Kawashima ainda tentou defender, mas a bola tinha o endereço das redes. O Brasil dominou toda a etapa final, porque os japoneses não exigiam nenhum tipo de perigo, devido à qualidade técnica muito inferior à brasileira. Os torcedores passaram a gritar a plenos pulmões o nome de Lucas, e foram atendidos. Mas, ao mesmo tempo em que vibraram com a entrada do jogador do Paris Saint-Germain, começaram a vaiar, pois quem sairia era Neymar, esquecendo que o agora camisa 10 acabara de levar um tostão na perna.

Outra mudança de Felipão foi a entrada de Hernanes em lugar de Hulk, que deixou o campo sob aplausos do torcedor, diferente de outras jornadas. O Brasil continuava a dominar a partida, sem levar sustos, e conduzia a vitória que já se desenhava. Mas, cabia mais um gol, e ele veio dos pés de Jô. O centroavante do Atlético-MG entrou em lugar de Fred, e deixou sua marca. Oscar fez boa jogada pela esquerda e passou ao camisa 21, que fechou em diagonal pelo meio e bateu rasteiro, vencendo o goleiro Kawashima, definindo o placar aos 48 minutos.

Ficha do jogo:

Brasil 3 x 0 Japão

BRASIL:
Julio Cesar, Daniel Alves, Thiago Silva, David Luiz e Marcelo; Luiz Gustavo, Paulinho e Oscar; Hulk (Hernanes), Fred (Jô) e Neymar (Lucas).
Taécnico: Luiz Felipe Scolari

JAPÃO:
Kawashima, Uchida, Konno, Yoshida e Nagatomo; Hasebe, Endo (Hosogai), Kiyotake (Maeda), Honda (Inui) e Kagawa; Okazaki.
Técnico: Alberto Zaccheroni

Motivo: Primeiro jogo do grupo A da Copa das Confderações
Data: 15/06/2013
Horário: 16hs

Local: Estádio Mané Garrincha, em Brasília, Distrito Federal
Público: 67.427 pagantes

Árbitro: Pedro Proença (Portugal)
Auxiliares: Bertino Miranda e José Trigo (ambos de Portugal)

Cartão amarelo: Hasebe (Japão)

Gols: Neymar, aos três minutos do primeiro tempo; Paulinho, aos dois, e Jô, aos 47 minutos do segundo tempo.