quinta-feira, 8 de março de 2012

Athletic Bilbao, de virada, vence o Manchester United em Old Trafford

De Aracaju.


Há quem diga que esta edição da Liga Europa está mais competitiva do que a Champions. Com as surpreendentes eliminações dos times de Manchester ainda na fase de grupos da UCL, por exemplo, a disputa ganhou peso. Inclusive, o lado vermelho da cidade inglesa, menos habituado à competição, talvez seja favorito a levantar o taça. 

Após passar pelo lendário Ajax, os Diabos Vermelhos agora tinham pela frente, nas oitavas de final, os bascos do Athletic Bilbao. O time espanhol, por sua vez, para avançar a esta fase havia eliminado o Lokomotiv de Moscou. 

O Teatro dos Sonhos era todo vermelho e branco. Em esmagadora maioria estava a torcida inglesa, mas os fanáticos que vieram de Bilbao cantavam alto (por vezes até mais que os locais). Nos bancos, também duelo de estrategistas: de um lado o ousado Marcelo Bielsa; do outro o consolidado Alex Ferguson. O ambiente estava digno para o que o jogo ofereceria.

A bola rolou e o Athletic não se intimidou com o peso da camisa do United. Los Leones partiram sem medo para o ataque. Trabalhavam melhor a bola quando a tinham e na posse adversária a marcação era organizada e forte. Ofensivamente também não deixaram a desejar: tramavam rápidas jogadas pelas laterais ou pela entrada da área, arriscando chutes ou tendo a sempre referente presença de Llorente na área. 

Apesar do jogo atento e envolvente dos visitantes, os ingleses eram rápidos em engatilhar contra-ataques. Num deles, inclusive, boa troca de passes entre Giggs e Chicharito Hernández na entrada da área e o mexicano, após lindo corte na zaga, chuta no canto. Gorka Iraizoz espalma nos pés de Rooney que surgiu como elemento surpresa para abrir o placar, aos 22 minutos. 

Llorente marcou o gol do empate
Os bascos, mesmo saindo atrás, não se renderam, tampouco mudaram a filosofia ousada dos primeiros minutos. Após o gol, pelo menos três chances claras para o Athletic igualar. Mas o empate saiu apenas aos 44. Susaeta cruza para o coração da área e Fernando Llorente cabeceia para o fundo do gol. 1-1 para fazer justiça.

O segundo tempo foi como o primeiro. O jogo era em Manchester, mas perecia ser em Bilbao. O Athletic mandava, avisava, assustava, dominava, fazia uma partidaça. O United criava raro perigo, quando a virada chegou. E veio em grande estilo. Excelente jogada combinada na entrada da área do Manchester e Ander Herrera toca por elevação para De Marcos, que aparecendo só na área, toca cruzado anulando a presença de De Gea. 

O placar foi mantido e o ritmo da partida também. Bielsa, de cócoras na área técnica, observava o banho tático que estava dando em Ferguson. Aos 44 do segundo tempo, a superioridade basca ficou evidente. Evra continua participando de uma jogada depois de sua chuteira sair do pé. O juiz paralisa o jogo e dá posse de bola aos visitantes, que armam rápida jogada, surpreendendo o United, que esperava um fair-play desnecessário. A bola acha De Marcos que chuta cruzado. De Gea espalma e Muniain, partindo de longe, aproveita displicência de Rafael chega na bola e amplia a vantagem.  Três minutos depois, já nos acréscimos, Rooney converte pênalti e recoloca os Vermelhos na eliminatória. 3-2, placar final. Mais um jogo valente dos Leones.

Na volta, em La Catedral de San Mamés, o United precisa vencer por dois gols de diferença caso queira passar de fase. Qualquer empate classifica o Athletic Bilbao.


Foto: as.com




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