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sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Rádio B.A. - Em momentos diferentes na carreira, Ralfi Ansaloni e Danilo Siqueira comemoram 100 jogos pelo Minas

Jogadores completaram 100 jogos de NBB com a camisa minas-tenista nesta semana e conversaram com o B.A. após a vitória sobre o Caxias


De Belo Horizonte.
Por João Vitor Cirilo.

15/01/2015 - O Minas Tênis Clube tem agora cinco jogadores com pelo menos 100 jogos pelo clube no Novo Basquete Brasil. O jovem ala-armador Danilo Siqueira e o pivô Ralfi Ansaloni alcançaram a marca nesta semana. O primeiro atingiu o número na derrota contra o Pinheiros na última terça-feira (12); já o segundo chegou à centésima partida com a camisa minas-tenista na vitória diante do Banrisul/Caxias do Sul nesta quinta (14). Em momentos diferentes na carreira, os dois passam a compor a lista que já contava com os alas Leandro Cruz (129 jogos) e Bruno Irigoyen (120), além do armador Henrique Coelho (108), ainda remanescente no elenco atual do Decisão Engenharia/Minas.

Ansaloni e Danilo alcançam marca centenária pelo Minas.
(Foto: João Vitor Cirilo/Boleiros da Arquibancada)

A marca representa momentos diferentes para os dois atletas. Ansaloni, mais experiente aos 28 anos, vem crescendo a cada temporada. Em seu quarto ano pelo Minas, o pivô ganha mais tempo de quadra e também tem aprimorado fundamentos como arremessos, rebotes e tocos. Já para Danilo, com 22 anos recém-completados (no último dia 10), 2016 é encarado como o ano de afirmação, após um positivo 2015, que teve, entre outros feitos, uma convocação para a seleção brasileira de Rubén Magnano.

Abaixo, ouça a entrevista gravada com Ralfi Ansaloni e Danilo Siqueira, comentando os 100 jogos e o momento atual na carreira e na temporada:


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quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Minas melhora defesa contra lanterna Caxias e volta a vencer no NBB

Primeira vitória em 2016 mantém minas-tenistas em nono, mas novamente empatados com o Pinheiros, algoz da última rodada


Da Arena Minas Tênis Clube, em Belo Horizonte.
Por João Vitor Cirilo.

14/01/2016 - Para vencer a primeira vez em três jogos em 2016 pelo Novo Basquete Brasil, o Decisão Engenharia/Minas recebeu o lanterna da liga, o Banrisul/Caxias do Sul, nesta quinta-feira (14), na Arena da Rua da Bahia. Com postura defensiva superior à apresentada na derrota da última terça-feira (12) para o Pinheiros, os minas-tenistas obtiveram o resultado positivo com certa tranquilidade. O oitavo triunfo do nono colocado da liga foi por 77 a 67, vitória que faz a campanha voltar a 50% de aproveitamento, com oito vitórias e oito derrotas, empatado com o oitavo Pinheiros, que perdeu em Brasília nesta quinta. Caxias segue em último, com apenas quatro vitórias em 16 partidas.

O cestinha do Minas foi o "barba" Benzor Simmons. O ala norte-americano saiu de quadra com 18 pontos, além de seis rebotes. Já o ala-pivô Léo Demétrio, que começou como titular, contribuiu com 12 pontos. Completando 100 jogos com a camisa do Minas, o pivô Ralfi Ansaloni saiu com oito pontos e seis rebotes. Do outro lado, com 19 pontos apenas no segundo tempo, o ala Guto anotou 21 e foi o cestinha de Caxias. Dois ex-minas-tenistas, Alex (11 pontos) e Betinho (10 pontos, todos no primeiro quarto), vieram na sequência.

Após perder para Brasília e Pinheiros, o Minas venceu a primeira em 2016.
(Foto: Orlando Bento/Minas TC)

A 17ª rodada teve ainda dois jogos nesta quinta-feira, ambos ainda em andamento no momento desta publicação. Em Brasília, o UNICEUB/BRB/Brasília (6º) bateu o Pinheiros (8º) por 90 a 70 e o São José (10º) perdeu em casa contra o Solar/Basquete Cearense (5º) por 90 a 81. Nesta sexta (15), o líder Paulistano recebe o Rio Claro (11º) na capital paulista e Macaé (14º) joga no interior do Rio contra o Paschoalotto/Bauru (3º). Neste sábado (16), o vice-líder Flamengo recebe o Franca (8º) na capital fluminense, enquanto o duelo entre Mogi das Cruzes e Universo/Vitória só será realizado em 12 de fevereiro.

Minas e Caxias só voltam a jogar no dia 27, pela 18ª rodada. O Minas visita Franca para confronto direto às 20h (de Brasília) e, às 20h05, Caxias recebe o Mogi, quarto colocado neste momento no NBB.

Nesta sexta (15), aqui no Boleiros da Arquibancada, ouça a entrevista com Ralfi Ansaloni e Danilo Siqueira, que completaram 100 jogos pelo Minas nesta semana. 

Quando a bola subiu...

Dos três primeiros ataques do Minas, dois terminaram em erros do time da casa. Do outro lado, apostando tudo no bom jogo do ex-minas-tenista Betinho, Caxias tomou a vantagem e chegou a abrir três pontos em 9 a 6. Com Simmons mais participativo, o Minas logo virou e abriu quatro de frente, mas Betinho (que converteu seus quatro primeiros arremessos e saiu com 10 pontos no primeiro período) fez a desvantagem encurtar para um ponto em 13 a 12, pouco depois da metade do período. Com cesta de dois do ala-pivô Léo Demétrio (que começou como titular no Minas, ao contrário da derrota da terça-feira contra o Pinheiros), o Minas, jogando melhor, decretou a vantagem ao fim do primeiro período: 22 a 18.

Para o segundo quarto, Cristiano Grama retornou com o garrafão minas-tenista com seus dois pivôs, Ralfi Ansaloni e Shilton, formação que tem sido bastante utilizada. Ansaloni voltou bem, anotando seus dois primeiros arremessos tentados e ajudando a ampliar a vantagem para seis pontos. Aproveitando erros do Minas e com um chute de três do armador reserva Vinícius, Caxias empatou o jogo em 28 a 28. Após Cristiano Grama pedir tempo, o Minas aproveitou a defesa e a transição em velocidade para abrir 33 a 28, com chute de três do ala/pivô Matheus Pereira, recém-chegado de Limeira e fazendo sua estreia. Depois do tempo pedido por Rodrigo Barbosa, Simmons foi quem acertou chute longo e ampliou a folga para oito pontos. Com bom trabalho defensivo, o Minas fechou o período em 17 a 12 e foi para o intervalo vencendo por 39 a 30.

Armador Gustavinho tentando passar pela boa defesa de Shilton.
(Foto: Orlando Bento/Minas TC)

Com chute de três de Sosa e contragolpe finalizado por Demétrio, o Minas voltou com tudo para o segundo tempo e abriu 14 de vantagem no início terceiro quarto (44 a 30). Com outro chute longo, só que de Coelho, e outra cesta de Demétrio no garrafão, a folga foi para 17 (49 a 32), maior vantagem do jogo. Caxias não reagia, errava arremessos e viu a desvantagem pular para 20 pontos (52 a 32) na metade do terceiro período. Para piorar para a equipe gaúcha, uma reclamação exagerada do ala Betinho ainda resultou em uma falta técnica contra os donos da casa que, na sequência, teriam o prejuízo ampliado para 22 pontos (56 a 34). Dois arremessos longos, os dois com Guto, deram pequena esperança ao Caxias, mas os erros continuaram. O quarto período começaria com Caxias 20 pontos atrás: 65 a 45 (26 a 15 no período).

O que se viu no período final foi um Caxias tentando encostar e um Minas que tentou administrar a vitória. Na metade do quarto período, o time gaúcho reduziu a desvantagem para 13 pontos e deu mostras de estar vivo na partida (69 a 56), fazendo o técnico Cristiano Grama ligar o sinal de alerta e chamar a atenção de sua equipe. Após quase dois minutos sem pontuar, o Minas saiu do buraco com cesta de três de Sosa (72 a 58), com quatro minutos restando. A vantagem caiu um pouco mais, mas o resultado não escapou: 77 a 67 para os donos da Arena.

Ficha do jogo:

Decisão Engenharia/Minas 77x67 Banrisul/Caxias do Sul
1º tempo: 39x30 (22x18 e 17x12)
2º tempo: 38x37 (27x17 e 11x20)

MINAS:
Começaram: Coelho (9 pontos), Sosa (10), Simmons (18), Léo Demétrio (12) e Shilton (0).
Entraram: Carioca (6), Matheus Pereira (6), Ansaloni (8) e Danilo Siqueira (8).
Técnico: Cristiano Grama

CAXIAS DO SUL: 
Começaram: Gustavinho (6), Betinho (10), Guto (21), Rafael Stabile (2) e Marcão (8). 
Entraram: Vinícius (5), Tobias (0), Alex (11), Diego (2), Robinho (0) e Dida (2).
Técnico: Rodrigo Barbosa

17ª rodada do NBB 2015/2016
Local: Arena Minas Tênis Clube, em Belo Horizonte (MG)
Público: 217
Renda: R$ 570,00
Data: 14/01/2016
Horário: 19h30 (de Brasília)

Arbitragem: Jacob Barreto (SP), Maria Cláudia Moraes (MG) e Gonçalo José de Gonçalves (SP)

__________________________________

17ª rodada:
14/1 (quinta), às 19h30: 
Decisão Engenharia/Minas 77x67 Banrisul/Caxias do Sul
20h: 
UniCEUB/BRB/Brasília 90x70 Pinheiros
São José 81x90 Solar/Basquete Cearense
15/1 (sexta), às 19h30: 
Paulistano x Rio Claro
Macaé x Paschoalotto/Bauru
16/1 (sábado), às 17h30: 
Flamengo x Franca
12/2, às 20h: 
Mogi das Cruzes x Universo/Vitória

***

PRÓXIMOS JOGOS:
9ª rodada - jogo adiado:
Domingo (17/1), às 18h: 
Liga Sorocabana x UniCEUB/BRB/Brasília

10ª rodada - jogo adiado: 
Terça (19/1), às 19h30: 
Paulistano x UniCEUB/BRB/Brasília

19ª rodada - jogo adiado:
Quarta (20/1), às 20h: 
Rio Claro x Flamengo

8ª rodada - jogo adiado: 
Sexta (22/1), às 20h: 
UniCEUB/BRB/Brasília x Mogi das Cruzes

20ª rodada - jogo adiado: 
Sexta (23/1), às 18h: 
Flamengo x Liga Sorocabana

7ª rodada - jogo adiado:
Sábado (24/1), às 17h: 
UniCEUB/BRB/Brasília x São José

Clique e confira tabela de jogos completa e classificação.

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Rádio B.A. - Técnicos de Minas e Pinheiros analisam vitória paulista pelo NBB

Pinheirenses venceram minas-tenistas em Belo Horizonte, em jogo da 16ª rodada do NBB


Da Arena Minas Tênis Clube, em Belo Horizonte.
Por João Vitor Cirilo.

12/01/2016 - Os comandantes de Decisão Engenharia/Minas e Pinheiros saíram com sentimentos diferentes nesta terça-feira (12), após o duelo disputado entre as duas equipes pela 16ª rodada do Novo Basquete Brasil 2015/2016. César Guidetti, treinador da equipe paulistana, saiu satisfeito com a estratégia defensiva que funcionou, aliado à tranquilidade ofensiva; do outro lado, Cristiano Grama, técnico do time mineiro, lamentou mais uma partida com muitos pontos sofridos por seu sistema de defesa. Após o jogo, o Boleiros da Arquibancada conversou com os dois técnicos na Arena da Rua da Bahia, na capital mineira.

Cristiano Grama lamentou vacilos do Minas.
(Foto: Orlando Bento/Minas TC)

Cristiano Grama, técnico mandante, lamentou o confronto direto perdido:


César Guidetti comemorou a vitória e analisou o momento do Pinheiros:


Clique e confira a matéria do jogo.

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NBB: De ponta a ponta e comandado por Holloway, Pinheiros vence Minas em BH

Em noite iluminada do ala norte-americano e do sistema ofensivo, equipe paulista leva a melhor em confronto direto fora de casa


Da Arena Minas Tênis Clube, em Belo Horizonte.
Por João Vitor Cirilo.

12/01/2016 - Ao longo de nossas conversas ao longo desta temporada do Novo Basquete Brasil, o técnico Cristiano Grama, do Decisão Engenharia/Minas, sempre ressaltou: em jogos em que 80 pontos fossem sofridos, dificilmente os minas-tenistas sairiam com a vitória. As palavras do técnico vêm se mostrando certeiras. Na noite desta terça-feira (12), na Arena Minas Tênis Clube, o Minas sofreu 49 pontos apenas nos dois primeiros quartos contra o Pinheiros, o que obrigaria uma defesa muito melhor no segundo tempo para a conquista do resultado positivo, em confronto direto na 16ª rodada do NBB. A conversa no vestiário não adiantou e, contando com um Holloway inspirado ofensivamente, o time pinheirense saiu com a importante vitória em Belo Horizonte por 83 a 70.

Com o resultado, o Pinheiros abre vantagem contra o Minas na luta pela classificação, já que os dois times haviam começado a rodada com um empate no sexto lugar (junto a Brasília e Franca), ambos com sete vitórias em 14 jogos. Agora, Pinheiros tem oito vitórias e o Minas continua com suas sete e voltando a ter desempenho negativo (7-8). O time de Belo Horizonte passa a aparecer momentaneamente em nono e Pinheiros em sétimo, graças à vitória do Brasília (90 a 79 sobre Caxias), mas o posicionamento pode mudar ao longo da rodada.

Holloway, na foto tentando se desvencilhar de Danilo Siqueira, foi o grande nome do jogo.
(Foto: Orlando Bento/Minas TC)

Com volume ofensivo impressionante, o ala norte-americano Desmond Holloway somou 31 pontos para o Pinheiros e foi o grande nome da partida, contribuindo também com seis rebotes e cinco assistências. Além dele, o também ala Lucas Dias, jovem que foi decisivo na final da última LDB contra o próprio Minas, somou 12 pontos e oito rebotes. Já o também ala Scaglia, com bom último período, saiu de quadra com 13 pontos. Do lado do Minas, destaque mais uma vez para o pivô Ralfi Ansaloni, responsável por um duplo-duplo de 19 pontos e 11 rebotes.

O próximo desafio minas-tenista será novamente em sua Arena, na próxima quinta-feira (14), a partir das 19h30 (de Brasília), contra o Banrisul/Caxias do Sul, que se mantém como uma das duas piores equipes da competição. Já o Pinheiros visita o UniCEUB/BRB/Brasília, no mesmo dia, mas às 20h.

Quando a bola subiu...

Pinheiros começou mal ofensivamente, desperdiçando seus quatro primeiros arremessos. Do outro lado, o pivô Ralfi Ansaloni, em excelente temporada pelo Minas, converteu seus dois primeiros chutes, fazendo os donos da casa abrirem 4 a 0. O Minas seguiu forte na defesa e, quando o primeiro arremesso de três caiu com Sosa, a vantagem chegou a sete em 13 a 6, com cinco minutos de jogo. Insistindo nas infiltrações (e no garrafão com o pivô ex-minas-tenista Rafael Mineiro) e aproveitando contra-ataques, Pinheiros encostou em 13 a 12, em momento de desatenção do Minas. Com o americano Desmond Holloway participando mais efetivamente do jogo, Pinheiros virou em 19 a 17, ainda com dois minutos por jogar. De novo com ele, a folga aumentou em 21 a 17 e, novamente com o ala gringo, em 24 a 19, marcando seu 12º ponto. O período terminou em 24 a 22 para os visitantes, após cesta de três de Coelho.

As equipes alternaram a liderança no início do segundo quarto, com o Pinheiros por mais tempo em vantagem. Com sua equipe com baixo aproveitamento ofensivo, Cristiano Grama pediu tempo para ajustar o Minas. No retorno, defesa forte e transição rápida deram o empate em 32 a 32, tirando a desvantagem de quatro pontos. Os visitantes voltaram a aparecer bem ofensivamente, sobretudo nos rebotes, e construíram nova vantagem que chegou a nove pontos, em chutes longos dos jovens Lucas Dias, ala), e Humberto, armador (46 a 37). Para melhorar a favor do time paulista, o Minas ainda cometeu falta no estouro da posse de bola do Pinheiros e, restando um segundo, o jovem armador Georginho acertou de três: 49 a 37 ao intervalo.

O Minas contou com suas torres gêmeas para encurtar a desvantagem no terceiro quarto. Ansaloni anotou quatro pontos e Shilton somou mais dois, com o prejuízo caindo para oito (51 a 43). Após longo período com as defesas prevalecendo, Danilo Siqueira conseguiu arremesso curto e o Minas encostou em 51 a 45, com cinco minutos para o fim do terceiro período. Quando parecia que a recuperação viria, o time mineiro cometeu dois erros ofensivos e, no contra-ataque, Pinheiros voltou a abrir 10 pontos em 55 a 45. O tempo de Cristiano Grama não adiantou. Tudo dava certo ao time paulista, que ampliou para 15 a vantagem com mais dois ataques. Novamente no estouro do cronômetro, Georginho acertou de três e Pinheiros abriu 69 a 54 (20 a 17 para os visitantes no período).

No período final, o clima inicial no ginásio já demonstrava que seria difícil para o Minas reverter o resultado, ainda mais que Pinheiros não baixava a guarda. Mesmo com a vitória minas-tenista por 16 a 14, o time paulista foi quem comemorou no final, com o 83 a 70 em seu favor.

Ficha do jogo:

Decisão Engenharia/Minas 70x83 EC Pinheiros
1º tempo: 37x49 (22x24 e 15x25) 
2º tempo: 33x34 (17x20 e 16x14)

MINAS:
Começaram: Henrique Coelho (7 pontos), Isaac Sosa (11), Benzor Simmons (13), Ralfi Ansaloni (19) e Shilton (6). 
Entraram: Carioca (0), Panunzio (0), Léo Demétrio (9), Pedro Macedo (3) e Danilo Siqueira (2). 
Técnico: Cristiano Grama

PINHEIROS: 
Começaram: Humberto (2 pontos), Desmond Holloway (31), Lucas Dias (12), Renan (2) e Rafael Mineiro (10). 
Entraram: Scaglia (13), Morro (2), Andrezão (0), Georginho (6) e Arthur (5).
Técnico: César Guidetti

16ª rodada do NBB 2015/2016
Local: Arena Minas Tênis Clube, em Belo Horizonte (MG)
Público: 357
Renda: R$ 1293,90
Data: 12/01/2016
Horário: 19h30 (de Brasília)

Arbitragem: Fernando Serpa Oliveira (RS), Fábio Kover (SP) e Emanuel dos Santos Pereira (ES)

***

NBB - 16ª rodada:
12/1 (terça), às 19h30: 
Decisão Engenharia/Minas 70x83 Pinheiros
20h: 
UniCEUB/BRB/Brasília 90x79 Banrisul/Caxias do Sul
São José 87x81 Universo/Vitória
13/1 (quarta), às 19h30: 
Macaé x Franca
20h: 
Liga Sorocabana x Rio Claro
21h: 
Flamengo x Paschoalotto/Bauru
14/2, às 17h: 
Mogi das Cruzes x Solar/Basquete Cearense

17ª rodada:
14/1 (quinta), às 19h30: 
Decisão Engenharia/Minas x Banrisul/Caxias do Sul
20h: 
UniCEUB/BRB/Brasília x Pinheiros
São José x Solar/Basquete Cearense
15/1 (sexta), às 19h30: 
Paulistano x Rio Claro
Macaé x Paschoalotto/Bauru
16/1 (sábado), às 17h30: 
Flamengo x Franca
12/2, às 20h: 
Mogi das Cruzes x Universo/Vitória

Clique e confira tabela de jogos completa e classificação.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

NBB: Atrás durante todo o primeiro tempo, Minas se recupera e bate Macaé em BH

Shilton, Ansaloni e Léo Demétrio comandam reação dos donos da casa, que sobem na tabela

Da Arena Minas Tênis Clube, em Belo Horizonte.
Por João Vítor Marques.

17/12/2015 - Atrás durante todo o primeiro tempo, o Decisão Engenharia/Minas mostrou poder de reação contra o Macaé, nesta quinta-feira (17). Em jogo pela 12ª rodada do NBB 2015/2016, os comandados de Cristiano Grama fizeram valer o mando de quadra e apresentaram um basquete com grande variação de jogadas para vencer por 90 a 81.

A desvantagem de cinco pontos da primeira parte do confronto desapareceu rapidamente a partir do terceiro quarto. Shilton, Ansaloni e Léo Demétrio deram muitas opções para o armador Coelho no ataque; na defesa, maior consistência na marcação dos principais jogadores adversários Eddy e Mosso.

Eddy, inclusive, foi o cestinha do jogo, com 20 pontos - 12 deles em arremessos de três. Pelo lado do Minas, seis jogadores fizeram pelo menos dez pontos: Shilton (17), Ansaloni (13), Simmons (15), Léo Demétrio (13), Sosa (13) e Danilo Siqueira (10). Ansaloni ainda pegou dez rebotes e anotou um double-double.

(Foto: Orlando Bento/Minas Tênis Clube)

Com o resultado, o Minas chega aos 18 pontos, com seis vitórias e seis derrotas no NBB. Os 50% de aproveitamento fazem a equipe pular de 9º para 6º na classificação. Já o Macaé amplia para oito jogos o tabu de não vencer fora de casa na temporada. O revés deixa a equipe carioca com 14 pontos, na 13ª posição, com 27,3% de aproveitamento dos pontos.

Na próxima rodada, o Minas visita o Rio Claro, no Ginásio Felipe Karam. O jogo está marcado para domingo (20), às 11h. No mesmo dia, o Macaé recebe o Mogi/Helbor, às 19h.

Clique para acessar tabela e classificação completas da NBB

Quado a bola subiu...

Num jogo de marcação forte, os pivôs se sobressaíram no começo. Shilton, pelo Minas, e Mosso, pelo Macaé marcaram oito dos dez primeiros pontos do duelo e eram os principais alvos dos armadores. A bola mais longa, então, começou a entrar, e os visitantes abriram seis pontos em dois arremessos de três: 14 a 8. A quatro minutos do fim do período, Cristiano Grama parou o jogo para fortalecer o garrafão minas-tenista com a entrada de Ansaloni. Mas não teve jeito. Precisio, Eddy acertou todas as bolas de três que tentou e o quarto terminou com vitória do Macaé por 26 a 21.

O segundo período voltou com a recuperação do Minas. Ansaloni dominava os rebotes e conseguia pontuar. Pelo lado do Macaé, os reservas tiveram menor aproveitamento nos arremessos e a diferença caiu para 33 a 31. A volta de Brown para a armação dos cariocas, no entanto, reequilibrou a partida. Murilo e Maique apareceram pelos visitantes, e o quarto terminou empatado: 19 a 19 - com 45 a 40 no jogo.

Os donos da casa incendiaram a torcida no começo do segundo tempo: os dribles rápidos de Simmons, as bolas de três de Sosa e a presença nos garrafões de Ansaloni colocaram o Minas de vez no jogo. Com a postura agressiva também na defesa, a equipe virou antes mesmo da metade do período: 49 a 48. E foi numa bola de três de Coelho que o Minas abriu a maior diferença à favor no jogo: 61 a 56. Mal nos rebotes e com eficiência de arremesso abaixo dos primeiros períodos, o Macaé pediu tempo para se reorganizar. Conseguiu diminuir a diferença, mas não reverteu o placar, que terminou com 61 a 58 pró-Minas.

O início do último quarto mais parecia uma repetição do terceiro: Minas firme na defesa e com facilidade para entrar no garrafão adversário. Melhor para Ansaloni e Shilton, pivôs da equipe belo-horizontina, certo? Errado. Quem chamou o jogo naquela região da quadra foi Léo Demétrio, com seis dos oito primeiros pontos dos donos da casa no período. Com isso, a vantagem aumentou: 71 a 59. Daí para frente, foi só administrar a vantagem. No fim, 90 a 81 para o Minas e sexta vitória no NBB garantida.


Ficha de jogo

Decisão Engenharia/Minas 90 x 81 Macaé Basquete
1º tempo: (21 x 26 e 19 x 19)
2º tempo: (21 x 13 e 29 a 23)

MINAS:
Começaram: Henrique Coelho (9 pontos), Isaac Sosa (13), Danilo Siqueira (10), Léo Demétrio (13) e Shilton (17).
Entraram: Simmons (15), Ralfi Ansaloni (13), Carioca (0) e Rafael (0).
Técnico: Cristiano Grama

MACAÉ:
Começaram: Caleb Brown (14), Márcio (9), Eddy (20), Matheus Fontes (2) e Mosso (15).
Entraram: Romário (3), André Góes (3), Pedrinho Rava (0), Murilo (8) e Maique (7).
Técnico: Léo Costa

12º rodada do NBB 2015/2016
Local: Arena Minas Tênis Clube, em Belo Horizonte.
Publico: 316 presentes
Data: 17/12/2015
Horário: 19h30 (de Brasília)

Arbitragem: Diego Chiconato, Gustavo Edson Mathias e Leandro Sehnem.

***

Resultados NBB - 12ª rodada

Quinta-feira (17/12)
19h: Paulistano 84 x 75 Mogi
19h30: Pinheiros 90 x 96 Rio Claro
19h30: Minas 90 x 81 Macaé Basquete
20h: Bauru 82 x 66 Basquete Cearense
20h: Franca 76 x 78 Vitória
20h30: São José 88 x 81 Liga Sorocabana
21h: Brasília 85 x 94 Flamengo

Próximos jogos NBB - 13ª rodada

Sábado (19/12)
17h30: Paulistano x Bauru

Domingo (20/12)
11h: Rio Claro x Minas
11h: Vitória x Caxias do Sul
17h: Flamengo x São José
18h: Liga Sorocabana x Franca
19h: Basquete Cearense x Pinheiros
19h30: Macaé x Mogi

***

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Rádio B.A. - Entrevistas após Decisão Engenharia/Minas 74x81 Flamengo, pelo NBB

Técnicos e destaques do jogo conversaram com o B.A. após a vitória do atual tricampeão em BH


De Belo Horizonte.
Por João Vitor Cirilo.

16/12/2015 - Como você conferiu em nosso blog, o Flamengo conquistou na noite desta terça-feira (15) a sua sétima vitória em 10 jogos na atual temporada do Novo Basquete Brasil. Em Belo Horizonte, o time rubro-negro bateu o Decisão Engenharia/Minas e se manteve em terceiro lugar (7-3), deixando o adversário em nono (5-6). Abaixo, confira as entrevistas com os técnicos e destaques do jogo.

Foto: Thomás Santos/Estúdio Treze/Boleiros da Arquibancada

Cestinha do jogo com 18 pontos (11 apenas no segundo quarto), o ala Marcelinho Machado comenta a vitória:


Técnico rubro-negro, José Neto também comenta a atuação e a evolução da equipe carioca:


Do lado do Minas, o destaque foi o pivô Shilton, ex-Flamengo, com aproveitamento máximo em suas tentativas. Foram 17 pontos pra ele:


O técnico Cristiano Grama é outro que avaliou o resultado negativo do Minas:


Clique e confira a matéria do jogo.

Veja também a galeria de fotos.

Na página da Rádio B.A., mais áudios.

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Galeria de fotos: Decisão Engenharia/Minas 74x81 Flamengo, pelo NBB

Veja as imagens da vitória rubro-negra sobre o Minas, em duelo da 11ª rodada do Novo Basquete Brasil 2015/2016


15/12/2015
Decisão Engenharia/Minas 74x81 Flamengo

Fotos: Thomás Santos/Estúdio Treze
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Clique nas imagens para expandir:

















 







Com o controle do jogo, Flamengo se recupera ao vencer Minas em BH e segue em 3º no NBB

Time rubro-negro domina donos da casa e volta a vencer após tropeço diante do Pinheiros, na última semana


Da Arena Minas Tênis Clube, em Belo Horizonte.
Por João Vitor Cirilo.

15/12/2015 - Jogando como o atual tricampeão do Novo Basquete Brasil, o Flamengo/Sky voltou a vencer na temporada 2015/2016. Após o tropeço na última rodada em casa diante do Pinheiros, o time rubro-negro veio a Belo Horizonte nesta terça-feira (15) e dominou o Decisão Engenharia/Minas, vencendo por 81 a 74, em duelo válido pela 11ª rodada da competição. O triunfo foi o sétimo do Flamengo em 10 jogos neste NBB, o terceiro melhor desempenho da temporada até aqui (70%). O Minas, que iniciou a rodada como oitavo, tem agora cinco vitórias e seis derrotas e está em nono.

Com 11 pontos apenas no segundo quarto, Marcelinho foi fundamental para a vitória do Fla.
(Foto: Thomás Santos/Estúdio Treze/Boleiros da Arquibancada)

Quando o jogo apresentava certo equilíbrio, ainda no segundo quarto, o experiente ala Marcelinho Machado apareceu como fundamental na definição do resultado. Vindo do banco, apenas naquele período, ele anotou 11 dos seus 18 pontos no jogo, no qual foi o cestinha do Flamengo. Destaque também para as sete assistências do armador Rafa Luz e as seis do seu reserva Gegê, que revezam como titulares em duas formações testadas pelo técnico José Neto ao longo do jogo. Ainda procurando por uma melhor maneira para que o time jogue, Neto aproveita bastante para rodar o excelente elenco que tem à disposição.

Do lado do Minas, o cestinha foi o pivô Shilton, que apresentou aproveitamento máximo em todos os seus arremessos e saiu com 17 pontos, aém de sete rebotes. O armador Henrique Coelho também contribuiu bem, com 13 pontos e oito assistências, o mesmo desempenho do ala-armador portorriquenho Isaac Sosa. Já o pivô Ralfi Ansaloni anotou 11 pontos e oito rebotes.

O próximo desafio do Minas será contra outro carioca, o Macaé, a partir das 19h30 (de Brasília) da próxima quinta-feira (17), confronto direto na luta pela classificação, novamente na Arena Minas Tênis Clube. Já o Flamengo segue fora de casa e terá o clássico contra o UniCEUB/BRB/Brasília no mesmo dia, mas às 21h.

Quando a bola subiu...

A primeira ação defensiva do Minas já demonstrou como deveria ser o jogo para que os donos da casa pudessem vencer: intensidade. O pivô Ralfi Ansaloni distribuiu o primeiro toco ao parar ataque de Rafael Mineiro. Falando em Ansaloni, o técnico Cristiano Grama optou por iniciar o jogo com uma formação com dois pivôs "na essência", os grandalhões Shilton e Ansaloni. O Flamengo de José Neto começou melhor na defesa, mas logo os dois times se igualaram pelos muitos erros ofensivos. Depois, a entrada do estreante americano Simmons se mostrou fundamental para o Minas. Com duas cestas e cinco pontos seguidos, ele colocou o Minas em vantagem (11 a 9), participando bem também na transição. Um primeiro quarto com baixo aproveitamento das duas equipes terminou em 17 a 13 para o Flamengo.

O armador Henrique Coelho, na maioria das vezes titular e que nesta terça começou entre os reservas, foi importante no período, aparecendo com quatro assistências em cinco minutos. Por isso, ele retornou na formação titular para o segundo quarto, assim como Simmons. Do lado do Flamengo, quem retornou entre os titulares foi Marcelinho, já aparecendo com oito pontos na primeira metade e fazendo o time rubro-negro chegar a 30 a 21. Os erros do lado do Minas foram se acumulando e o Fla, no contragolpe, aumentava sua vantagem. Ela chegou a 14 em 39 a 25 e, na sequência, foi encurtada para oito após duas cestas de três seguidas de Sosa. Ao intervalo, 43 a 33 para o Fla, com 11 pontos de Marcelinho nos 26 a 20 da parcial.

Estreante, o ala norte-americano Benzor Simmons anotou 12 pontos e sete rebotes pelo Minas, vindo bem do banco.
(Foto: Thomás Santos/Estúdio Treze/Boleiros da Arquibancada)

O Minas voltou com um time mais veloz para o segundo tempo, mantendo Coelho e Simmons em quadra e saindo bem na transição. Os arremessos passaram a cair mais naturalmente. O Flamengo retornou com sua formação que começou o jogo (Luz, Robinson, Marquinhos, Mineiro e Meyinsse). Robinson, certeiro nos arremessos, era quem mantinha o Flamengo em vantagem, mesmo com a melhora minas-tenista, comandada por Coelho. A quase perfeição ofensiva do Flamengo não deixava o Minas encostar e, ao contrário, aumentava ainda mais a vantagem rubro-negra. O Fla abriu 65 a 50 com o 22 a 17 do terceiro período.

Os pivôs Shilton e Ansaloni voltaram muito bem para o período final e anotaram os 13 primeiros pontos do Minas no período, sendo nove de Shilton (ele sairia do período com 13 pontos e aproveitamento máximo). A vantagem chegou a cair para 10, mas incríveis vacilos ofensivos. Porém, era muito pouco. O arremesso longo de Olivinha com três minutos e meio no relógio praticamente decretou a vitória, aumentando a vantagem para 14 naquele momento. A vitória viria em 74 a 81, apesar dos 24 a 16 a favor do Minas no último quarto.

Ficha do jogo:

Decisão Engenharia/Minas 74x81 C.R. Flamengo
1º tempo: 33x43 (13x17 e 20x26)
2º tempo: 41x38 (17x22 e 24x16)

MINAS: 
Começaram: Isaac Sosa (13 pontos), Danilo Siqueira (4), Pedro Macedo (2), Ralfi Ansaloni (11) e Shilton (17). 
Entraram: Simmons (12), Gustavo (0), Panunzio (0), Coelho (13), Rafael (0) e Léo Demétrio (2). 
Técnico: Cristiano Grama

FLAMENGO:
Começaram: Rafael Luz (2), Robinson (10), Marquinhos (10), Rafael Mineiro (5) e Meyinsse (7). 
Entraram: Marcelinho (18), JP Batista (11), Olivinha (11) e Gegê (7).
Técnico: José Neto

11ª rodada do Novo Basquete Brasil 2015/2016
Local: Arena Minas Tênis Clube, em Belo Horizonte (MG)
Público: 356
Renda: R$ 3266,10
Data: 15/12/2015
Horário: 19h30 (de Brasília)

Arbitragem: Marcos Benito, Bruno Oliveira e Emanuel Pereira

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sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Rádio B.A. - Demétrius comenta mudança para Bauru e projeta evolução no NBB: 'Desafio da minha carreira'

Após um ano e meio no Minas, técnico reencontrou ex-equipe agora pelo Paschoalotto/Bauru. Objetivo é o título do NBB


De Belo Horizonte.
Por João Vitor Cirilo.

13/11/2015 - "É o desafio da minha carreira". É assim que a mudança para o Paschoalotto/Bauru é definida pelo técnico Demétrius Ferracciú, que até o mês passado comandava o basquete do Minas Tênis Clube. Antes, o desafio era construir um time formado em sua maioria por jovens atletas e torná-lo competitivo; e assim foi feito, com o quinto lugar na fase classificatória do último Novo Basquete Brasil. Agora, o objetivo é levar uma consolidada equipe a um título inédito, a conquista do NBB, além de manter a evolução das últimas três temporadas da equipe do interior paulista.

Demétrius reencontrou seu ex-clube nesta semana.
(Foto: Orlando Bento/Minas TC)

Demétrius conversou com o Boleiros da Arquibancada e a Rádio Inconfidência após a vitória do Bauru contra seu ex-time, o Minas, em Belo Horizonte, nesta quinta-feira (12):


Na página da Rádio B.A., mais áudios.

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Dominante, Bauru mantém invencibilidade no NBB ao bater o Minas em BH

Após desvantagem nos primeiros minutos, equipe do ex-minas-tenista Demétrius abriu frente e garantiu terceira vitória em três jogos na atual temporada


Da Arena Minas Tênis Clube, em Belo Horizonte.
Por João Vitor Cirilo.

12/11/2015 - Atual campeão continental, vice-intercontinental e vice-nacional, o Paschoalotto/Bauru fez valer o seu favoritismo na noite desta quinta-feira (12), ainda que atuando fora de casa contra o promissor time do Decisão Engenharia/Minas, pela quarta rodada do Novo Basquete Brasil 2015/2016. Na Arena Minas Tênis Clube, os comandados do ex-minas-tenista Demétrius Ferracciú, que reencontrou seu antigo clube menos de um mês após sua saída, dominaram o jogo durante todo o tempo. O único momento de desvantagem foi nas primeiras ações do primeiro período, quando o Minas abriu 6 a 3. Depois disso, caminho aberto para o elenco bauruense construir a vitória por 83 a 67, aproveitando a queda de confiança do ataque mineiro, após o acúmulo de erros.

Agora, o Minas chega a três derrotas em quatro partidas, sendo duas em casa. Na última terça-feira (10), o time pecou defensivamente e parou no Franca Basquete por 85 a 75. O time está na parte baixa da tabela, em 13º, fora da zona de classificação. Já o Bauru segue como um dos líderes do campeonato, com três vitórias em três jogos e aproveitamento máximo. No momento, o time bauruense é o melhor, já que Uniceub/BRB/Brasília e Paulistano (2-0) ainda jogam na rodada. Clique e confira a tabela completa da competição.

Ataque minas-tenista cometeu muitos erros e, consequentemente, perdeu confiança.
(Foto: Orlando Bento/Minas TC)

Apesar da derrota, o Minas contou com mais um jogo de pontuação alta do ala-armador Danilo Siqueira. Foram 17 pontos do jovem atleta. Também pelo Minas, o ala portorriquenho Isaac Sosa anotou 12 pontos, dois a mais que o pivô Ralfi Ansaloni. Do lado do Bauru, a mão certeira do ala americano Robert Day pesou desde o início. Foram 17 pontos dele, com quatro de cinco chutes longos acertados. Já o experiente ala Alex Garcia, que começou mal no jogo e só retornou no terceiro período, teve ótimo segundo tempo e saiu com 12 pontos. Destaque também para o ala Léo Meindl, que entrou bem na partida e saiu com 10 pontos e oito rebotes.

O Minas volta a jogar na próxima terça-feira (17), às 21h (de Brasília), a terceira vez fora de casa. O duelo será contra o Universo/Vitória, no ginásio Poliesportivo de Cajazeiras, na Bahia. A sequência também inclui uma visita a Fortaleza para encarar o Solar/Basquete Cearense na próxima quinta-feira (19), às 20h30. Já o Bauru terá uma sequência de dois jogos em casa. Na quarta-feira (18), recebe o Pinheiros no Panela de Pressão às 20h, e na sexta (20), no mesmo horário, joga contra o Banrisul/Caxias do Sul, que era o pior time nas três primeiras rodadas, mas conseguiu grande vitória contra o São José nesta quinta, fora de casa e na prorrogação (76 a 71).

Nesta sexta (13), aqui no Boleiros da Arquibancada, confira um papo com Demétrius, técnico do Bauru, comentando o início no novo clube. 

Quando a bola subiu...

Já na saída de jogo, o armador Coelho mostrou como deveria ser a postura do Minas caso quisesse vencer o forte elenco bauruense: com vontade. O promissor organizador do time, que foi mal na partida, se jogou para recuperar uma bola praticamente partida após Léo Demétrio pegar a primeira posse, mas exagerar na força para dar o passe para o fundo da quadra. Do outro lado, um time com múltiplas opções. A inteligência e coragem do jovem armador Ricardo Fischer, a força e consistência defensiva e ofensiva do ala Alex Garcia, a precisão nos arremessos do ala Robert Day, a boa técnica próximo à cesta do ala-pivô Jefferson William e a versatilidade do pivô Rafael Hettsheimeir.

Após Robert Day abrir a contagem com um chute longo para Bauru, a defesa do Minas, tecla constantemente batida pelo técnico Cristiano Grama, começou a aparecer, com marcação pressão já na quadra adversária. A virada veio em 6 a 3, com três ataques certeiros. A partida era pegada, intensa o tempo todo, e na dificuldade para penetrar no garrafão minas-tenista, a alternativa encontrada pelo Bauru foi o chute longo. Robert Day acertou seus primeiros três, fazendo a vantagem chegar a 16 a 10 para o time paulista. Apenas Day e Jefferson pontuavam para o time bauruense, mas o elenco com maior possibilidade de rodagem facilitava o trabalho de Demétrius. Alex, por exemplo, pilhado no jogo com a marcação adversária, deu lugar a Léo Meindl, que entrou bem. O Minas errou sequencialmente no ataque e Bauru abriu, com tranquilidade, 25 a 12.

Engolido pela eficiência ofensiva do Bauru, o Minas mostrava pouca confiança no ataque, o que ficava evidenciado pelas chances "fáceis" desperdiçadas. Cristiano Grama tentava rodar a equipe, tentando encontrar melhores opções, mas o desafio era mesmo reencontrar a força defensiva. E foi assim que o time encostou em 29 a 19, com boa participação do jovem Léo Demétrio, ofensiva e defensivamente. Porém, erros ofensivos dos donos da casa, o último em decisão errada do armador Coelho, fizeram Bauru voltar a abrir 13 em 33 a 20 na metade final do período. Após muitos erros dos dois lados, 35 a 30 ao intervalo (10 a 8 para Bauru).

Técnico Cristiano Grama tentou rodar o elenco para reduzir erros ao longo do jogo.
(Foto: Orlando Bento/Minas TC)

O ala Alex Garcia, que sequer havia sido utilizado pelo técnico Demétrius no segundo quarto, voltou como titular para o segundo tempo em Bauru, e já retornou com os cinco primeiros pontos bauruenses na parcial. Do lado do Minas, o início do terceiro período teve o armador Henrique Coelho cometendo mais um erro ofensivo. O time minas-tenista chegou a encurtar a desvantagem, mas os chutes longos aumentaram ainda mais a vantagem de Bauru. Nas mãos de Alex e Day, a equipe visitante abriu 49 a 30. O Minas contava com boa participação do ala Pedro Macedo para tentar encostar, mas Alex, destaque do período, tratou de esfriar os ânimos com um chute de três (56 a 38, com três minutos restando). O portorriquenho Sosa, meio apagado na partida, voltou a aparecer e conseguiu duas jogadas de três pontos consecutivas (56 a 44). Bastaram dois erros ofensivos do Minas para Bauru voltar a abrir. 61 a 44 (26 a 24 para o time paulista na parcial).

Com Bauru abrindo o período final com 17 de vantagem, o último quarto teria caráter protocolar, ainda que se tratasse de uma oportunidade para o Minas ajustar os erros e melhorar seu jogo. Assim fez a equipe de Belo Horizonte, que não se deixou abater e tentou continuar pressionando nos dois lados da quadra. Porém, uma reviravolta inesperada não aconteceu. 23 a 22 para o Minas no período e 83 a 67 para o time bauruense no placar final.

Ficha do jogo:

Decisão Engenharia/Minas 67 x 83 Paschoalotto/Bauru
1º tempo: 20x35 (12x25 e 8x10)
2º tempo: 47x48 (24x26 e 23x22)

MINAS:
Começaram: Henrique Coelho (6 pontos), Danilo Siqueira (17), Isaac Sosa (12), Léo Demétrio (6) e Shilton (8).
Entraram: Panunzio (0), Pedro Macedo (8), Ansaloni (10) e Dexter Kernich-Drew (0).
Técnico: Cristiano Grama

BAURU:
Começaram: Ricardo Fischer (7), Alex Garcia (12), Robert Day (17), Jefferson William (11) e Rafael Hettsheimeir (6).
Entraram: Paulinho Boracini (11), Léo (0), Wesley Sena (9), Gui Santos (0), Léo Meindl (10) e Labbate (0).
Técnico: Demétrius Ferracciú 

Local: Arena Minas Tênis Clube, em Belo Horizonte
Público: 653 presentes
Renda: R$ 1698,60
Data: 12/11/2015
Horário: 19h30 (de Brasília)

Arbitragem: Jonas Pereira, Andreia Regina e Eduardo Albano

terça-feira, 10 de novembro de 2015

NBB: Em jogo apertado, alas desequilibram e Franca bate Minas em BH

Em seu primeiro jogo em casa no NBB, mineiros não conseguem parar ótima atuação de Cauê e Antônio

Da Arena Minas Tênias Clube.
Por João Vítor Marques.

10/11/2015 - O primeiro jogo em casa na NBB não atendeu às expectativas da torcida do Decisão Engenharia/Minas. Em uma partida muito equilibrada contra o Franca, na Arena Minas Tênis Clube, os mandantes lutaram, mas não conseguiram parar as ótimas atuações dos alas Cauê e Antônio, coordenados pelo experiente Nezinho. Atrás no começo do jogo, a equipe paulista se recuperou, abriu dez de vantagem no primeiro tempo e conseguiu segurar a diferença. No fim, vitória paulista por 85 a 75.

Ambos do Franca, Antônio, com 22, e Cauê, com 18, foram os maiores pontuadores do jogo. O segundo, inclusive, já jogou no Minas e está de volta de uma lesão no olho. Além deles, o pivô Mathias fez valer seus 2,08 metros e pegou 15 rebotes, e o armador Nezinho deu 14 assistências.

Pelo lado do Minas, destaque para Danilo Siqueira, com 16 pontos, três rebotes e quatro assistências. Com a mesma pontuação do companheiro, Léo Demétrio também jogou bem, especialmente no segundo tempo, e ainda pegou sete rebotes.

Foto: Orlando Bento/MTC

Com o resultado, o Franca alcança sua segunda vitória no NBB - a primeira fora de casa. A equipe volta às quadras pela competição somente no dia 25, contra o Brasília, na capital federal. Antes disso, os comandados de Lula Ferreira viajam à Venezuela para a disputa da semifinal da Liga Sul-Americana, entre os dias 17 e 19 deste mês.

Pelo lado do Minas, o próximo compromisso já é nesta quinta (12), quando recebe o Bauru, às 19h30. A equipe tem uma vitória e duas derrotas no NBB.

Clique e confira classificação e tabela completas do NBB.

Quando a bola subiu...

O jogo começou com o Minas incisivo, tentando fazer valer o mando de quadra. Com dificuldades para infiltrar na defesa paulista, restava arriscar de fora. E a tática deu certo: três bolas de três em quatro tentativas. Pelo lado do Franca, maior variedade de ações ofensivas. Comandada pelo experiente armador Nezinho, a equipe equilibrou o jogo e diminuiu a vantagem para 16 a 14. Nem mesmo a boa atuação de Danilo Siqueira conseguiu parar a reação dos visitantes. E foi justamente na arma usada pelo adversário que o Franca virou o jogo. Duas bolas de três no último minuto do quarto colocaram os paulistas à frente: 23 a 18.

O ala Cauê manteve o bom aproveitamento do Franca no começo do segundo quarto: novo arremesso de longe, nova bola de três. Os visitantes dominavam o garrafão, com ótima atuação de Mathias, e a vantagem que era de cinco já havia dobrado com menos de três minutos de jogo. Com isso, apesar de o Minas até ter ensaiado uma reação após a entrada de Ansaloni, restou ao técnico Cristiano Grama parar o jogo para reorganizar a equipe. E foi aí que Kernich-Drew incendiou o jogo para os donos da casa, com jogadas em alta velocidade. Faltando pouco mais de três minutos, a diferença já havia caído para dois pontos: 35 a 33. Mas não teve jeito. Com 100% de aproveitamento em seus arremessos, Cauê e Antônio desequilibraram para o Franca. No fim, 45 a 35.

O quinteto titular do Minas voltou arrasador no início do terceiro quarto. Com marcação pressão e um basquete de muita velocidade, os donos da casa incendiaram a torcida e diminuíram a desvantagem para três pontos em uma enterrada de Danilo Siqueira. Restou ao técnico Lula Ferreira pedir tempo. A estratégia funcionou e acalmou os ânimos do Franca, que voltou a pontuar. Nezinho retomou o controle do jogo e aproveitou noite inspirada de Antônio e Cauê no ataque. Mas a vontade do Minas falou mais alto. Léo Demétrio fazia boas jogadas com Coelho, e os donos da casa encerraram o período com 64 a 59 contra.

Mathias e Isaac voltaram para o último quarto chamando a responsabilidade. Com isso, a estrela de Nezinho voltou a aparecer e o Franca abriu 71 a 62. O Minas até esboçou reação, mas não dava mais. A equipe visitante mostrou personalidade, apesar da baixa média de idade da equipe (menos de 23 anos), e conseguiu segurar a vantagem. No fim, vitória paulista por 85 a 75.


Ficha de jogo

Minas 75 x 85 Franca
(18/23, 17/22, 24/19 e 16/21)

MINAS:
Começaram: Coelho (9), Sosa (13), Danilo Siqueira (16), Léo Demétrio (16) e Shilton (8 pontos).
Entraram: Panuzio (0), Rafael (0), Pedro Macedo (0), Ansaloni (0), Kernich-Drew (13) e Pitico (0).
Técnico: Cristiano Grama

FRANCA:
Começaram: Nezinho (8), Bruno (0), Antônio (22), Schneider (14) e Mathias (8).
Entraram: Cauê (18), Thiaguinho (0), Matheus (0), João Pedro (0), Isaac (13) e Kurtz (2).
Técnico: Lula Ferreira

Local: Arena Minas Tênis Clube, em Belo Horizonte.
Data: 10/11/2015
Horário: 19h30 (de Brasília)

Arbitragem: Fernando Serpa Oliveira, Joaquins Duarte Feitosa Neto e Emanuel dos Santos Pereira.

NBB: Contra Franca, Minas estreia em casa na temporada

Após uma vitória e uma derrota fora de casa, técnico Cristiano Grama analisa confrontos da semana, contra Franca e Bauru; prioridade é a defesa


De Belo Horizonte.
Por João Vitor Cirilo.

10/11/2015 - A torcida do basquete minas-tenista poderá ver de perto o seu time pela primeira vez nesta temporada do Novo Basquete Brasil. A partir das 19h30 (de Brasília) desta terça-feira (10), o Decisão Engenharia/Minas estreia em casa no NBB, em duelo da terceira rodada contra o Franca Basquete, que assim como o Minas, tem uma vitória e uma derrota em dois jogos. A partida disputada na Arena Minas Tênis Clube, na Rua da Bahia, tem ingressos a R$ 12 (R$ 6 a meia entrada), com a venda iniciada uma hora antes da partida desta terça, nas bilheterias do ginásio. Na quinta, no mesmo horário e local, o adversário será o Paschoalotto/Bauru.

Foto: Orlando Bento/Minas TC

O técnico Cristiano Grama falou à Rádio Inconfidência sobre os dois jogos da semana e analisou o início minas-tenista na competição:


O NBB até aqui

Já foram disputadas duas rodadas até aqui neste NBB 8. Uniceub/BRB/Brasília, Paschoalotto/Bauru e São José são os únicos invictos após dois jogos e lideram a competição, enquanto o Paulistano, outro invicto, só disputou uma partida. Clique para conferir a classificação e tabela de jogos completa.

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

B.A. Entrevista – Raulzinho Neto: Brasileiro chega à NBA para conquistar espaço e se firmar na liga

Ex-minas-tenista e um dos bons nomes da seleção brasileira, armador integra a lista de nove brasileiros na principal liga do basquete mundial em 2015/2016


De Belo Horizonte.
Por João Vitor Cirilo.

11/09/2015 – “Com certeza, a NBA é outro mundo”. Outro mundo que talvez o armador Raulzinho Neto não imaginasse há sete anos, quando estreou como profissional pelo basquete do Minas Tênis Clube. Entre 2008 e 2015, a história do agora “point guard” do Utah Jazz passou pela Espanha, nos clubes Lagun Aro GBC, de San Sebastián, e pela UCAM Murcia, de Murcia, equipes que serviram como vitrine e experiência para o atual momento de sua carreira: a chegada à NBA.

Além do armador de 23 anos, a liga norte-americana contará com outros oito brasileiros: o ala-armador Leandrinho Barbosa (renovou com o Golden State Warriors), o ala Bruno Caboclo (Toronto Raptors), os pivôs Anderson Varejão (Cleveland Cavaliers), Nenê Hilário (Washington Wizards), Tiago Splitter (mudou do San Antonio Spurs para o Atlanta Hawks) e Lucas Bebê (Toronto Raptors), além das também novidades Cristiano Felício (pivô, Chicago Bulls) e Marcelinho Huertas (armador confirmado nesta semana pelo Los Angeles Lakers).

Raulzinho chega ao Jazz,  já defendido pelo também brasileiro Rafael "Bábby" Araújo em 2006/2007.
(Foto: NBAE/Getty Images)

Draftado em 2013 pelo Atlanta Hawks (47ª escolha) e trocado com o Utah Jazz, Raulzinho retornou à Espanha para adquirir mais rodagem e voltar aos Estados Unidos agora, “mais pronto”, para a temporada 2015/2016. Porém, conquistar espaço é a missão do brasileiro, que encontrará como companheiros de posição jovens armadores que já estavam em Salt Lake City na temporada passada: Alec Burks (24 anos, 4 anos de liga, lesionado no ombro desde o ano passado) e Trey Burke (22 anos, 2 anos de liga).

Ainda há o jovem Dante Exum (20 anos, um ano de liga e que chegou a ser titular na temporada passada com a ausência de Burks), Bryce Cotton (23 anos, um ano de liga, que esteve disputando a D-League no ano passado) e o calouro Olivier Hanlan (22 anos).

Após passar duas temporadas por um basquete com estilo de jogo diferente, Raul Togni Neto sabe que terá dificuldades. “Vai ser um ano de aprendizado, muito difícil pra mim, mas essa experiência na Europa me ajudou bastante a chegar mais preparado nesse momento que é essa oportunidade que tenho na NBA”.

Raulzinho aceitou gentilmente nos atender em meio à pré-temporada em Salt Lake City e fala não somente sobre a sua chegada à NBA, como também analisa o Jazz e a liga como um todo, além de falar sobre seleção brasileira, que não pôde defender no Pan-Americano de Toronto e Copa América do México por estar fechando o contrato com o novo clube.

"Me considero entre o time", diz Raulzinho sobre a seleção.
(Foto: Gaspar Nóbrega/Inovafoto/Divulgação CBB)

- Qual o sentimento nesse momento da carreira que representa o auge de todo atleta do basquete: chegar à NBA?
O sentimento é de realização de um sonho. O sonho de toda criança que começa a jogar basquete é chegar à NBA. Pude realizar esse sonho que eu tinha e agora é aproveitar a oportunidade e fazer meu melhor aqui.

- Você foi draftado há dois anos, mas passou por mais experiências antes de efetivamente ser chamado pelo seu clube. Acredita que foi importante para adquirir mais rodagem? Vê-se mais pronto nesse momento?
Sim. Me ajuda bastante ter passado esses dos últimos anos na Espanha depois de ser draftado, mas acho que ainda vão ter dificuldades. Vai ser um ano de aprendizado, muito difícil pra mim, mas essa experiência na Europa me ajudou bastante a chegar mais preparado nesse momento que é essa oportunidade que tenho na NBA.

- Estruturalmente falando, já a partir desse momento de preparação, a NBA pode ser considerada um “outro mundo” realmente, mesmo após sua passagem pela Espanha?
Com certeza, a NBA é outro mundo. Eles têm toda a infraestrutura que eu nunca vi em esporte nenhum fora da NBA. Tem tudo que você precisa, sempre alguém à disposição dentro e fora da quadra. Tem muita coisa aqui que em outros lugares não tem. Então, pode ser considerado um outro mundo sim.

- Acredita que terá dificuldades de adaptação? O estilo de jogo é diferente...
Com certeza, vou ter dificuldades. Fisicamente é muito mais pegado, independente do jogo ser diferente. Aqui são muitos jogos em pouco tempo. Eu, acostumado a jogar um jogo por semana na Espanha, vou ter que me acostumar a jogar três, quatro por semana. Vão ser muitas dificuldades, mas é passar por cima delas e fazer um bom papel.


Raulzinho na assinatura do contrato com a franquia de Salt Lake City.
(Foto: Reprodução/Twitter)

- Conhecia o grupo do Utah Jazz antes de chegar para a pré-temporada? O que já tem percebido de positivo?
Bom, conhecia alguns jogadores. Nos últimos dois verões eu vim pra cá treinar, conheci alguns outros, mas não conhecia o time em si, todos os técnicos. Então, está sendo muito bom pra mim essa pré-temporada para poder conhecer melhor cada um pra chegar à temporada bem entrosado.

- Já vislumbra uma possível titularidade logo no começo ou faz parte de um processo?
Acho que é muito cedo pra falar se vou ser titular ou não, se jogarei minutos ou não. Tem toda uma pré-temporada pela frente. Os outros dois armadores (ou três, no caso Alec Burks, Trey Burke e Dante Exum) já estavam aqui ano passado. Tenho que buscar meu espaço, brigar cada dia por esse espaço, e quando chegar a oportunidade eu estar preparado, independente se titular, segundo ou terceiro armador. É fazer o meu melhor independente do tempo em que for jogar.

- Dentro dos elencos que têm sido formados para essa temporada 2015/2016, quais os favoritos e quais as condições do Jazz para o novo ano, na sua visão?
Bom, acho que a NBA muda muito. Claro que San Antonio montou um timaço, Cleveland vem forte, Golden State manteve quase o time todo... são candidatos ao título. A gente ainda está construindo muita coisa, vamos brigar pra entrar nos playoffs. Ainda não dá pra saber porque não fizemos nenhum jogo. É difícil falar agora a condição do Utah Jazz, mas acho que a gente pode brigar por playoffs e os favoritos são os que falei.


Devido à transferência, Raulzinho não pôde defender a seleção no Canadá e México.
(Foto: Divulgação/FIBA Américas)

- Falando também de seleção brasileira, você fazia parte da preparação para Pan e Copa América, mas teve que se apresentar em Salt Lake City. Como foi acompanhar de longe a conquista em Toronto e o que esse grupo tem a crescer para 2016? Considera-se entre os 12?
Muito difícil ter que acompanhar pela televisão. Eu estava em casa. Ter que ver do sofá e não poder ajudar o time é muito difícil. Mas eles fizeram um ótimo papel. Me considero sim entre o time. Acho que fiz parte de mais da metade da preparação para o Pan, então fiquei muito feliz com a conquista deles. Tem uma parte minha ali também. Mas foram eles que fizeram dentro da quadra. Fiquei muito feliz pela atuação de cada um que esteve no Pan-Americano.

- Você saiu do Minas rumo ao basquete internacional e todos ainda se lembram de você como a principal revelação recente do clube. Ainda acompanha o Minas e o basquete brasileiro? O que tem visto e o que tem achado do esporte no Brasil?
Acho que o basquete no Brasil vem crescendo muito. Acompanho os jovens, essa LDB, e se vê muitos jovens com talento, nível pra chegar à seleção, até basquete internacional. Acho que a quantidade de jogadores na NBA, jogando fora, e o nível que a seleção brasileira tem mostrado ultimamente ajuda também para essa molecada que está começando agora ter um exemplo, a quem seguir.

- Quais os próximos passos na carreira, que ainda tem muito a crescer?
Acho que os próximos passos são focar bem esse ano, conquistar meu espaço no time, me manter na NBA, que é o mais difícil depois de chegar aqui. E também com a seleção, ano que vem tem Olimpíada. Um sonho que eu e todos da seleção brasileira temos é conquistar uma medalha. São os próximos passos da minha carreira.


Ouça também a matéria que foi ao ar na Rádio Inconfidência: