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quarta-feira, 30 de julho de 2014

Sem sustos

Mesmo derrotado pelo Bolívar, San Lorenzo aproveita grande vantagem e encara o Nacional na final da Libertadores

De Belo Horizonte.
Por Júlia Alves.

30/07/2014- Devido à ampla vantagem construída na primeira partida da semifinal da Taça Libertadores, quando venceu por 5 a 0, o San Lorenzo teve vida fácil no segundo confronto contra o Bolívar, no Estádio Hernando Siles, em La Paz, na Bolívia. A derrota por 1 a 0 foi mais que suficiente para garantir os argentinos na final pela primeira vez na história. A altitude de La Paz não foi problema para o time do Papa Francisco, que, com a obrigação de apenas administrar o jogo, abriu mão de atacar e teve o tempo como o seu aliado. O Bolívar sabia da tarefa difícil que tinha pela frente e lutou até o fim por pelo menos seu gol de honra, que só foi marcado nos acréscimos da partida. A torcida boliviana saiu de cabeça erguida, após uma campanha histórica e com o feito de ser o único time boliviano a chegar a essa altura da competição.

Na terça-feira (30), o Nacional-PAR conquistou a primeira vaga da decisão e será o adversário do San Lorenzo. O time paraguaio foi derrotado pelo Defensor-URU por 1 a 0, porém, havia vencido o primeiro confronto por 2 a 0 e levou a melhor no agregado. O primeiro duelo da inédita final será na próxima quarta-feira, dia 6, em Assunção. O segundo jogo será em Buenos Aires, dia 13.

O San Lorenzo alcança sua primeira final, assim como seu próximo adversário, o Nacional.
(Foto: AFP)

O jogo

A altitude aliada a cinco gols de vantagem fizeram que o San Lorenzo renunciasse a opção de ir ao ataque na partida. O time do Papa apenas administrava o resultado construído no primeiro confronto, com a defesa muito bem fechada e explorando o toque de bola. Precisando de um verdadeiro milagre, o Bolivar tentou, porém, falta qualidade técnica para vencer a marcação adversária.

O Bolívar, com a difícil tarefa de golear o San Lorenzo, não perdeu tempo e partiu para o ataque nos primeiros minutos. Aos quatro minutos, Tenorio recebeu pela direita, soltou o pé e a bola foi para fora levando perigo. Dois minutos depois, Capdevilla partiu pela esquerda, chutou com efeito e acertou o travessão. Entretanto, a pressão bolivariana não durou muito. Os donos da casa ficaram rodando a bola em busca de espaços na defesa adversária e arriscando chutes de fora da área que não ameaçaram a meta de Torrico.

O San Lorenzo administrou a vantagem e pouco procurou o gol. A equipe argentina trocava passes com tranquilidade, fazendo o tempo passar e se poupando fisicamente para suportar o desgaste de jogar na altitude. Mesmo sem adotar uma postura ofensiva, os argentinos cresceram no final do primeiro tempo e quase abriram o placar. Aos 26 minutos, Villalba cruzou da direita para Blandi, que quase alcançou a bola, mas Cabrera cortou em direção ao seu próprio gol e o goleiro Quiñonez apareceu para salvar. Piatti recebeu na esquerda aos 37 minutos, tentou por cobertura e Quiñonez espalmou mais uma vez.

No segundo tempo, só deu Bolívar. Com menos de um minuto, Callejón cruzou da direita, Arce recebeu e rolou para Chávez que, caído, chutou para fora. Aos sete minutos, Álvarez rolou para Arce, que chutou forte, mas o goleiro argentino fez a defesa. Em seguida, Arce cobrou dois escanteios seguidos e no segundo encontrou a cabeça de Eguino, livre, que cabeceou para fora. Aos 16 minutos, Tenorio foi lançado na área, mas Torrico se antecipou e tirou o perigo.

À medida que o tempo passava, a decisão da Libertadores ficava mais distante do time boliviano. A torcida pouco se importava e não parava de cantar e apoiar nas arquibancadas. Dessa maneira, o Bolívar passou a jogar por seus torcedores e uma eliminação mais digna. No entanto, por mais que os jogadores insistissem, o gol de honra teimava em não sair. Aos 20 minutos, Capdevilla cruzou da direita, Arce cabeceou meio sem jeito e a bola saiu por cima do gol de Torrico.

Quando todos já davam o empate como certo, o Bolívar balançou as redes. Capdevilla cruzou da esquerda e a bola sobrou para Yecerotte na direita mandar de voleio, de primeira, para fazer um lindo gol. A torcida foi ao delírio e mostrou, que, mesmo eliminado, orgulhava-se da campanha histórica do seu time, o primeiro boliviano a chegar a uma semifinal da Taça Libertadores.  

Ficha de jogo:

Bolivar 1 x 0 San Lorenzo

BOLIVAR:
Quiñónez; Eguino (Yecerotte), Baez, Herrera, Álvarez e Capdevilla; Cordoba (Rudy Cardozo), Chávez Sánchez, Callejón (Óscar Rodas); Arce e Tenorio.
Técnico: Xabier Azkargorta

SAN LORENZO:
Torrico; Prósperi, Mauro Cetto (Fontanini), Gentiletti e Más; Villalba, Piatti (Kannemann), Mercier, Ortigoza e Romagnoli (Barrientos); Blandi.
Técnico: Edgardo Bauza

Local: Estádio Hernando Siles, em La Paz (Bolívia)
Data: 30/07/2014
Horário: 21h15 (de Brasília)

Gol: Yecerotte, aos 46 minutos do segundo tempo (Bolívar)

Árbitro: Carlos Vera (Equador)
Assistentes: Christian Lescano (Equador) e Byron Romero (Equador)

Cartões amarelos: Capdevilla, Nelson Cabrera, Blandi (Bolívar); Ortigoza, Cetto, Torrico (San Lorenzo)

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Iluminado

Em casa, San Lorenzo atropela Bolívar e coloca um pé na final da Libertadores

De Belo Horizonte.
Por Júlia Alves.

23/07/2014 - O time do Papa Francisco fez mais uma vítima nessa Taça Libertadores, desta vez de forma contundente. Sem tomar conhecimento do adversário, o San Lorenzo venceu o Bolívar por 5 a 0 na primeira partida da semifinal da Taça Libertadores e já está com um pé na grande decisão. A torcida argentina fez sua parte: lotou o Nuevo Gasómetro, fazendo de seu estádio um verdadeiro caldeirão. Em campo, o Ciclón retribuiu o apoio das arquibancadas e deu show. A bola parada foi um terror para a defesa boliviana, que viu os argentinos mandarem em todo o jogo e fazer três gols em jogada aérea. Agora, o Bolívar tem uma tarefa quase impossível: reverter o resultado para chegar à final.

Com a goleada na primeira partida, o San Lorenzo pode até perder por quatro gols de diferença que avançará para a final. O Bolívar precisará de um verdadeiro milagre para vencer os argentinos por uma vantagem de seis gols. O jogo de volta será na próxima quarta-feira (30), às 21h15, no Hernando Siles, em La Paz. A outra série, disputada entre Nacional do Paraguai e Defensor do Uruguai tem vantagem paraguaia. No primeiro jogo, 2 a 0 para o Nacional.

Mauro Matos comemora o primeiro gol do jogo.
(Foto: Site oficial da Conmebol)

O jogo                                           

A partida começou eletrizante. No embalo de sua torcida que fazia festa nas arquibancadas, o San Lorenzo partiu para cima do adversário desde o primeiro minuto. O Bolívar sentiu o clima e, tentando parar os argentinos de forma desesperada, cometia muitas faltas. Na cobrança de uma delas saiu o primeiro gol. Logo aos cinco minutos, Romagnoli levantou a bola na área e Matos mandou para o fundo das redes.

Muito tenso, o Bolívar não conseguia sair de seu campo de defesa. O time argentino reduzia muito bem os espaços, obrigando os bolivianos a optarem pela ligação direta, que não funcionava. Com o jogo sob controle, o San Lorenzo trabalhava a bola com tranquilidade, irritando o adversário, que persistia em parar as jogadas com faltas. Dessa maneira, em um replay do lance que resultou no primeiro gol, o Ciclón ampliou o marcador. Aos 27 minutos, Romagnoli cobrou falta, desta vez, na cabeça do lateral Más.

Com o placar a seu favor, a equipe do Papa Francisco diminuiu o ritmo no segundo tempo e passou a chamar o adversário para seu campo, em busca de mais espaço para matar a partida. Mesmo com uma postura mais ofensiva, o Bolívar não ofereceria perigo ao seu oponente. A equipe boliviana não conseguia efetuar a transição entre a defesa e o ataque e, ficando presa aos chutões, acabava perdendo a posse de bola.

Em um lance de ligação direta do Bolívar, o San Lorenzo ficou com a bola e balançou as redes pela terceira vez. Aos 24 minutos, Mercier avançou pelo meio e acabou tabelando com a defesa adversária, para ficar de cara para o gol e chutar cruzado no canto direito de Quiñonez. Três minutos depois, a torcida argentina voltou a comemorar. Em nova saída equivocada boliviana, Buffarini roubou a bola e soltou o pé da entrada da área para fazer um golaço.

Sem reação, o Bolívar via o San Lorenzo trocar passes no ataque. E se engana quem pensou que os argentinos não queriam mais jogo. Sob gritos de olé, o Ciclón continuou partindo para cima e conseguiu o quinto tento, novamente em jogada aérea, decretando a goleada da noite. Aos 41 minutos, Barrientos cobrou na cabeça de Más, que mandou para as redes pela segunda vez no jogo.

Ficha de jogo:

San Lorenzo 5x0 Bolívar

SAN LORENZO:
Sebastián Torrico; Julio Buffarini, Mauro Cetto, Santiago Gentiletti e Emanuel Más; Héctor Villalba (Gonzalo Verón), Néstor Ortigoza, Juan Mercier, Ignacio Piatti e Leandro Romagnoli (Cauteruccio); Mauro Matos (Barrientos).
Técnico: Edgardo Bauza

BOLÍVAR:
Romel Quiñónez; Gerardo Yecerotte, Ronald Eguino, Nelson Cabrera Baez, Sánchez Capdevilla e Gutierrez Herrera; Damir Miranda (José Luis Chávez), Walter Flores e Juan Callejón (Saavedra); Óscar Rodas (Carlos Tenorio) e Juan Carlos Arce.
Técnico: Xabier Azkargorta

Local: Estádio Nuevo Gasometro, em Buenos Aires (Argentina)
Data: 23/07/2014
Horário: 19h45 (de Brasília)

Gols: Mauro Matos, aos cinco minutos, Emanuel Más, aos 27 minutos do primeiro tempo e aos 41 minutos do segundo tempo, Mercier, aos 24 minutos do segundo tempo, e Buffarini, aos 28 minutos do segundo tempo (San Lorenzo).

Árbitro: José Buitrago (Colômbia)
Assistentes: Wilmar Navarro (Colômbia) e Alexander Guzmán (Colômbia)

Cartões amarelos: Ortigoza, Buffarini (San Lorenzo); Yecerotte, Callejón, Luis Gutiérrez (Bolívar)


sexta-feira, 9 de maio de 2014

Quase nas semis

Pela quartas da Libertadores, Bolívar arranca empate no último minuto na Argentina; Defensor vence Nacional e fica próximo da vaga

De Aracaju.
Por Victor França.

09/05/2014 - Duas partidas deram continuidade nesta quinta-feira às quartas de final da Libertadores. Na Argentina, o Bolívar empatou com o Lanús nos instantes finais do jogo e agora precisa de um 0 a 0 para avançar de fase. E na Colômbia, o Defensor apostou nos contragolpes para fazer 2 a 0 no Nacional e necessitar de apenas um empate para se classificar.

William Ferreira (sem camisa) marcou o gol salvador do Bolívar.
(Foto: AFP)


Lanús 1 x 1 Bolívar

A bola puniu o Lanús nesta quinta. O time argentino vencia o Bolívar por 1 a 0 até os 46 minutos do segundo tempo, quando William Ferreira acertou o ângulo esquerdo de Marchesín e marcou o golaço de empate do primeiro jogo das quartas de final da Libertadores. O gol do Bolívar foi marcado por Benítez. Com o resultado, a equipe boliviana avanças às semifinais com um 0 a 0 na segunda partida, realizada na quinta-feira (15), às 19h30, em La Paz.

Nacional-COL 0 x 2 Defensor

Jogando em casa, o Nacional tentou balançar as redes do Defensor de todas as maneiras, mas foi um daqueles dias em que a bola teima em não entrar. Melhor para o time uruguaio, que em dois contra-ataques marcou dois gols, e deixou bem encaminhada a classificação para a semifinal. Nicolás Oliveira e Pais marcaram para o Defensor, que agora pode perder por até um gol de diferença que fica com a vaga. Os dois times voltam a se enfrentar na próxima quinta, às 22h, em Montevidéu.

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Zebra paraguaia

Nacional surpreende na Libertadores, elimina o todo poderoso Vélez e está nas quartas de final

De Belo Horizonte
Por Vinícius Silveira.

30/04/2014 - O Nacional-PAR cumpriu bem o papel de uma equipe desacreditada e aprontou a zebra da noite desta terça-feira. Na Argentina, o time paraguaio calou os críticos e o favoritismo do tradicional Vélez Sarsfield-ARG, dono da melhor campanha da primeira fase, e saiu do Estádio José Amalfitani com um empate por 2 a 2, sendo que havia vencido o primeiro jogo no campo Arsenio Meza, por 1 a 0. Os paraguaios esperam por Arsenal de Sarandi-ARG e Union Española-CHI, que terminaram em igualdade no embate inicial por 0 a 0 e fazem o segundo duelo às 18h30 desta quarta.

 Nacional comemora a classificação.
(Foto: AP)

Decisão no fim

No primeiro tempo, o Vélez Sarsfield buscou usar o seu campo como fator primordial e assim pressionar o Nacional. Por sua vez, a equipe paraguaia seguiu seu jogo com toque de bola envolvente e buscando a melhor hora para fechar o contra-ataque. Os argentinos criaram suas melhores oportunidades com o centroavante Lucas Pratto, o mais procurado do jogo, mas pecava nas finalizações, também motivado pelo nervosismo de querer resolver rapidamente.

Na etapa final, o jogo tornou-se franco e aberto. O Vélez abriu-se ainda mais e permitiu investidas perigosas do Nacional. A pressão continuou e somente aos 30 minutos ela teve efeito. Cubero recebeu no ataque, driblou seu marcador e passou para Correa abrir o placar. O estádio explodiu em delírio, mas por pouco tempo. O árbitro brasileiro Sandro Meira Ricci marcou pênalti de Romero em Fredy Bareiro. Torales não titubeou e deslocou o goleiro Sosa para empatar o jogo.

Novamente pressão absoluta do time argentino. Organização tática não era mais a palavra de ordem do time comandado por Turo Flores. Os argentinos ainda tiveram tempo para voltar à frente, outra vez com Correa, desta vez, em um chute de fora da área. Mas aos 46 minutos, após até o goleiro argentino ir para a área, Orué recebeu livre e, sem goleiro, quase entrou com bola e tudo para marcar o gol da classificação do Nacional, treinado por Gustavo Morinigo.

Defensor classifica nos pênaltis 

Com atuação decisiva do veterano meia Olivera e do goleiro Campaña, o Defensor-URU eliminou o The Strongest-BOL nas penalidades máximas. Após vencer em casa por 2 a 0, a equipe boliviana não conseguiu segurar os uruguaios no estádio Luis Franzini, em Montevidéu, e acabou levando réves no segundo tempo. Arrascaeta marcou primeiro e Olivera fez o segundo.

Nas cobranças de pênalti, o goleiro Campaña fez duas defesas e classificou o Defensor para as quartas de final. A equipe uruguaia aguarda por Atlético-MG ou Nacional de Medellín-COL, que jogam nesta quinta-feira (1), para saber quem será seu oponente na próxima fase da Libertadores.

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Primeiro classificado

Bolívar segura o León em casa e, mesmo com o empate, consegue passagem a próxima fase da Libertadores

De Belo Horizonte.
Por Vinícius Silveira.

23/04/2014 - A Taça Libertadores da América tem seu primeiro classificado para as quartas de final. O Bolívar, da Bolívia, segurou o ímpeto do León, do México, e conquistou a promoção à próxima fase mesmo com o empate em 1 a 1, em La Paz. Arizala inaugurou o marcador para os mexicanos, mas Eguino tratou de deixar o marcador igual e tranquilizar a torcida. Na primeira partida, ambos empataram por 2 a 2 e, por ter marcado mais gols fora, o Bolívar avançou.

O Bolívar agora aguarda seu adversário na próxima fase, com chances de ser um novo mexicano. O Santos Laguna encara o Lanús-ARG nesta quinta-feira, dia 24, em Corona. No primeiro jogo, os argentinos venceram por 2 a 1. Basta um resultado de 1 a 0 a favor do Laguna para garantir a classificação.

Foto: AFP

Empate que valeu a classificação

Mesmo com a altitude em seu favor, o Bolívar encarou um León bastante acelerado no início da partida. Com toques rápidos e uma marcação dura, sem permitir espaços aos bolivianos, a equipe mexicana logo dominou a partida até chegar ao seu primeiro gol. Aos cinco minutos, Arizala recebeu bom cruzamento e apenas definiu o lance no gol defendido por Quiñonez.

Sem ter outra alternativa para tomar as rédeas da partida, o Bolívar decidiu sair da marcação mexicana, utilizando-se de uma movimentação de jogo mais intensa e finalizando com maior frequência. Entretanto, o León respondia com mais qualidade na conclusão das jogadas e acabava levando mais perigo. Mas para a tranquilidade da torcida que foi ao Estádio Hernando Siles, um cruzamento que veio da direita encontrou Eguino, livre de marcação, só para escorar para as redes visitantes.

No segundo tempo, a vontade dos dois times foi menor, pelo menos, se observarmos as finalizações a gol. O Bolívar fazia um jogo burocrático, até um tanto quanto perigoso para uma equipe que empatava uma partida importante em casa, com risco de levar um gol, que ocasionaria em uma possível eliminação. Só que pelo lado do León, a vontade na marcação não resultava em contra-ataques perigosos.

O único lance relevante do time mexicano foi a expulsão direta do veterano Rafa Marquez, ex-Barcelona, após falta dura em um adversário. Por outro lado, o Bolívar chegou a marcar mais um gol, mas o árbitro invalidou o lance alegando impedimento do ataque boliviano. Após o fim da partida, muita festa da torcida e dos jogadores. O Bolívar não chegava às quartas de final desde o ano 2000.

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Para o alto e avante

The Strongest se alia à altitude e desbanca Defensor na abertura das oitavas da Libertadores

De Belo Horizonte.
Por Rodolpho Victor.

18/04/2014 - Vítima de cobrança por causa da atuação no clássico entre Flamengo e Vasco, no último domingo, Marcelo de Lima Henrique não foi o principal destaque na fria noite de La Paz. O brasileiro teve um ótimo desempenho na vitória do The Strongest por 2 a 0 sobre o Defensor, pelas oitavas da Libertadores. Agora, a equipe boliviana só precisa de um empate ou ainda perder por um placar simples.

Reinoso comemora o gol que abriu o placar.
(Foto: AFP)

Assim como todos os times que sobem os 3.360 metros de altitude da cidade de La Paz, o Defensor sentiu a pressão desse aliado dos clubes bolivianos. Talvez por amadorismo ou falta de uma boa preparação, os uruguaios caíram na armadilha e correram todo o primeiro tempo e faltou ar pra etapa final e decisiva.

A chance mais clara da etapa inicial foi com o destaque do clube, o brasileiro Felipe Gedoz, carimbando o travessão numa cobrança de falta aos 16 minutos. Os donos da casa apenas tentavam com seus perigosos chutes de fora da área.

No segundo tempo, o Defensor assistiu o Strongest jogar e colocar um pé nas quartas de final. Aos 23 minutos, o velho conhecido do Brasil, Pablo Escobar - que fez ótima partida - cruzou e Reinoso saltou contra a alta zaga uruguaia para abrir a porteira. O Defensor sentiu o gol e os Tigres aproveitaram. Cáceres, de fora da área, bateu firme no canto e ampliou o placar, colocando ponto final no jogo de ida e dor na cabeça dos jogadores e torcedores do Defensor pro jogo de volta.

As duas equipes voltam a se enfrentar no dia 29 de abril (terça), no estádio Luis Franzini. O Defensor tem um duro dever de casa: precisa vencer os bolivianos por três ou mais gols de diferença para avançar às quartas de final, ou vencer por 2 a 0 e forçar uma decisão nos pênaltis.

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Começaram as oitavas

Lanús faz dever de casa e joga por um empate no México; León e Bolívar empatam e deixam confronto aberto

De Inhambupe.
Por Victor França.

17/04/2014 - As oitavas de final da Libertadores 2014 tiveram início nessa quarta-feira (16). Na Argentina, o Lanús venceu o Santos Laguna por 2 a 1 com gol no fim, e precisa de um empate para avançar às quartas. E no México, o Bolívar empatou em 2 a 2 com o Léon e leva vantagem para o jogo em La Paz. Um novo empate por até 1 a 1 classifica os bolivianos. A quarta-feira também foi dia de estreia brasileira. Mesmo jogando em casa, o Cruzeiro teve que suar para arrancar um empate contra o Cerro Porteño aos 49 do segundo tempo.

 Monteserín comemora gol contra o Santos Laguna.
(Foto: Reuters/Marcos Brindicci)


Lanús 2 x 1 Santos Laguna

Jogando em casa, o Lanús enfrentou o Santos Laguna, pelo jogo de ida das oitavas de final da Taça Libertadores 2014. Dono da terceira melhor campanha da fase de grupos, o time mexicano abriu o placar no segundo tempo com Quintero. Porém, contando com o apoio de sua torcida, o Lanús virou o jogo com Monteserín e Martínez, que marcou de cabeça aos 49 da etapa final.

A partida de volta será na próxima quinta-feira. Caso vença por 1 a 0, o Santos Laguna fica com a vaga. O empate classifica o Lanús e um novo 2 a 1 leva a decisão para os pênaltis.

León 2 x 2 Bolívar

Em duelo realizado no México, León e Bolívar empataram por 2 a 2. Os mexicanos abriram o placar com Luís Montes, aos 20 minutos do primeiro tempo. Mas a equipe boliviana conseguiu a virada pelos pés de Juan Callejón e com o ex-corintiano Juan Arce. No fim, Mauro Boselli fez de cabeça, diminuindo o prejuízo do León.

No segundo jogo, o Bolívar pode empatar por até 1 a 1 que fica com a vaga.

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Confrontos definidos

Atlético vs. Nacional de Medellín, Grêmio vs. San Lorenzo e Cruzeiro vs. Cerro: confira os cruzamentos do mata-mata da Libertadores

De Belo Horizonte.
Por João Vitor Cirilo.

11/04/2014 - Já estão definidos os confrontos das oitavas de final da Taça Libertadores e, consequentemente, os cruzamentos até a decisão, marcada para o mês de agosto. Três brasileiros sobreviveram. O Atlético-MG, invicto, vai jogar contra o Atlético Nacional de Medellín, decidindo em casa, assim como o Grêmio, que tem encontro com o argentino San Lorenzo. O Tricolor é outro que não perdeu na primeira fase e foi o segundo melhor da etapa classificatória. Já o Cruzeiro, que pode encarar o Grêmio nas quartas de final, irá enfrentar o Cerro Porteño, do Paraguai.

Como Grêmio e Cruzeiro, se avançarem, se encontram nas quartas, não há a possibilidade de uma final brasileira. O Atlético, do outro lado da chave, seria obrigado a encarar um dos brasileiros em uma possível semifinal.

O melhor time da primeira fase foi o Vélez Sarsfield, que terminou com 15 pontos no Grupo A, o mesmo do eliminado Atlético-PR. Falando em brasileiros, Flamengo e Botafogo acompanharam o Furacão no adeus logo na primeira fase.

Confira os jogos das oitavas (jogos entre os dias 16 e 30 deste mês):

Nacional-PAR x Vélez Sarsfield
Arsenal de Sarandí x Unión Española

Nacional de Medellín x Atlético-MG
The Strongest x Defensor

San Lorenzo x Grêmio
Cruzeiro x Cerro Porteño

Lanús x Santos Laguna
León x Bolívar

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Adeus, Libertadores!

Imperador marca, mas Atlético-PR perde para o Strongest em La Paz e está fora da Libertadores

De Belo Horizonte.
Por Vinícius Silveira.

08/04/2014 - Infelizmente para os torcedores do Furacão, o sonho do título inédito ficou pelo caminho. Mesmo com Adriano, o Imperador, em campo durante todo o tempo e marcando gol (sim!), e a vantagem de poder empatar que iria garantir a classificação, o Atlético-PR acabou perdendo na alta La Paz. O placar final mostrou The Strongest 2 a 1, no Estádio Hernando Silles. Manoel (contra) e Nelvin Soliz marcaram os bolivianos. Adriano, que não marcava desde 2012 quando atuava pelo Corinthians, reencontrou o caminho das redes, mas a vitória não veio.

O argentino Vélez Sarfield terminou em primeiro no Grupo 1 com 15 pontos, e com grandes de ser primeiro colocado geral, podendo ser superado apenas pelo Santos Laguna-MEX, que tem 13. Em segundo ficou o The Strongest, com 10, seguido do Atlético, com nove. Na lanterna, o Universitário-PER sequer venceu um jogo na Libertadores 2014 e só conquistou um pontinho.

 Reynoso comemora o primeiro gol do Strongest-BOL.
(Foto: AFP)

Imperador reencontra o gol

Como sempre, a altitude é sempre um dos adversários mais perigosos para qualquer equipe que vai jogar em La Paz. Em princípio, o Atlético acabou sentindo seus efeitos e não conseguiu atuar bem na primeira etapa. O Strongest implantou uma correria desenfreada e fez com que o goleiro rubro-negro Weverton fosse o melhor em campo da etapa inicial, após pegar chutes de Reynoso e Chumacero. A melhor oportunidade do Furacão chegou nos pés de Ederson, que clareou para o meio e bateu forte, mas para fora.

Depois de tanta pressão boliviana, veio o gol caseiro. Após escanteio batido, Weverton tirou parcialmente. Na sobra, Chumacero cruzou e Manoel, na tentativa de tirar, acabou marcando contra. Adriano, mesmo longe de sua forma física ideal, era marcado de perto. Na única vez em que deixaram o Imperador sozinho, ele não perdoou. Após passe de Marcelo, a bola cruzou toda área, e Adriano, livre, só empurrou para as redes.

Desclassificação precoce

Entendendo que o The Strongest havia jogado melhor na primeira etapa e que tinha condições de vencer, os bolivianos partiram para cima em busca do gol. Não demorou muito e, aos nove minutos, Soliz recebeu no ataque e tocou por cima de Weverton. A bola, que aparentava ir para a linha de fundo, acabou entrando rente à trave e balançando a lateral das redes brasileiras. Se para o Atlético a derrota parcial fora de casa era um desastre, acrescente também as condições físicas do jogadores, que não conseguiam reagir diante das condições de jogo.

A melhor chance do Atlético-PR foi no chute de fora da área batido por Natanael. A bola passou muito próxima à trave direita do goleiro Vaca. The Strongest seguia explorando os contra-ataques e perdendo gols em demasia. O último, aos 47, com Pablo Escobar, que já passou pelo futebol brasileiro atuando pelo Ipatinga.

Ficha do jogo:

The Strongest-BOL 2 x 1 Atlético-PR

THE STRONGEST:
Vaca; Parada, Jeferson, Brejarano e Wayar; Soliz (Cristaldo) (Ríos), Chumacero, Castro e Chavez; Reynoso (Veizaga) e Pablo Escobar.
Técnico: Eduardo Villegas

ATLÉTICO-PR:
Weverton; Sueliton, Manoel, Cleberson e Natanael; João Paulo, Paulinho Dias (Crislan) e Mirabaje; Marcelo, Adriano e Éderson (Zezinho).
Técnico: Miguel Ángel Portugal

Local: Estádio Rafael M. Catellón, em La Paz (BOL) 
Data: 08/04/2014 
Horário: 19h45 (de Brasília) 


Árbitro: Roddy Zambrano (Fifa-EQU) 
Assistentes: Luis Vera e Edwin Bravo (ambos Fifa-EQU) 

Gols: Manoel (contra), aos 25, e Adriano, aos 47 minutos do primeiro tempo; Nelvin Soliz, aos nove minutos do segundo tempo

quinta-feira, 20 de março de 2014

Derrota e lanterna

Flamengo tropeça na altitude e no Bolívar e termina a rodada na lanterna do Grupo 7 da Libertadores

De Belo Horizonte.
Por Vinícius Silveira.

20/03/2014 - Quando uma equipe vai jogar na Bolívia, a grande preocupação que aparece é com a altitude. Que ela vira um adversário a mais, isto é um fato. Mas esquecer do futebol pode-se tornar crucial para um resultado. No estádio Hernando Silles, em La Paz, o Bolívar venceu o Flamengo por 1 a 0, gol marcado pelo centroavante Arce, que teve passagem apagada pelo Corinthians em 2007.


O resultado foi péssimo para o Flamengo. O rubro-negro caiu da vice-liderança para lanterna do Grupo 7, com quatro pontos ganhos. O Bolívar deixou a última posição e chegou ao terceiro lugar, com cinco. Quem lidera a chave é o León-MEX com sete, após ter vencido o segundo colocado, o Emelec-EQU, agora segundo colocado, que acumula seis pontos. Todos têm chances de classificação nas duas partidas que restam.

 Com a vitória, o Bolívar somou quatro dos seis pontos disputados contra o Flamengo.
(Foto: EFE)

O Flamengo volta a campo neste domingo, pela última rodada da Taça Guanabara (já garantiu o "título"), contra a Cabofriense, no Maracanã. Pela Libertadores, o próximo compromisso, com obrigação de vencer, é diante do Emelec-EQU, no Equador, no dia 2. O Bolívar viaja até o México para encarar o León.

Surpresa logo cedo 

Times experientes em competições internacionais, como o Flamengo, já passaram por jogos em que a altitude foi um adversário e tanto. Mas o Bolívar não quis saber disso e colocou as garras de fora logo cedo. Felipe operou uma grande defesa logo a um minuto em finalização de Miranda. Poucos minutos depois, a grama molhada foi traidora do jovem Samir, que escorreu e derrubou Ferreira na grande área. Pênalti que foi muito bem batido por Arce, no centro do gol.

O Flamengo se precavia para evitar as finalizações do Bolívar, e acabava escorregando no gramado molhado. Capdevilla quase ampliou, mas acabou perdendo a chance. O rubro-negro apenas arriscou em chutes de fora da área com Gabriel e Muralha, que passaram longe da meta do goleiro Quiñonez.

Melhora sem resultado

O técnico do Flamengo Jayme de Almeida sacou Gabriel e colocou Paulinho. A entrada do veloz atacante melhorou a movimentação do time e a criação de jogadas começou a ter efeito. Paulinho passou por três bolivianos e, na hora da batida, a defesa do Bolívar se recompôs. Na defesa, o rubro-negro ficou mais fortalecido, sem ter que conviver com a pressão boliviana. Mesmo assim, quando exigido, Felipe foi essencial.

Jayme de Almeida ainda tirou Carlos Eduardo e André Santos para colocar Mugni e Alecsandro, alterações que não resultaram no empate carioca. O Bolívar também alterou sua equipe, mas já se contentava com o placar magro, o que servia para tirar os bolivianos da lanterna do Grupo 7. Ao final da partida, a torcida boliviana começou a gritar "olé", fazendo sua festa com a vitória sobre o todo poderoso Flamengo.

Ficha do jogo:

Bolívar-BOL 1 x 0 Flamengo

BOLÍVAR:
Romel Quiñónez; Lorgio Álvarez, Nelson Cabrera e Luis Gutiérrez; Gerardo Yacerotte (Arrascaita), Damir Miranda, Juan Miguel Callejón (Justiniano), José Luis Capdevila, Wálter Flores e William Ferreira; Juan Carlos Arce (Lizio)
TÉCNICO: Xabier Azkargorta

FLAMENGO:
Felipe; Leonardo Moura, Wallace, Samir e André Santos (Alecsandro); Amaral, Muralha, Carlos Eduardo (Lucas Mugni), Gabriel (Paulinho) e Everton; Hernane .
TÉCNICO: Jayme de Almeida 

Data: 19/03/2014
Horário: 22h
Local: Estádio Hernando Silles, em La Paz (Bolívia)  

Árbitro: Mário Díaz de Vivar (Paraguai) 
Auxiliares: Carlos Cáceres (Paraguai) e Eduardo Cardozo (Paraguai) 

Gols: Arce, aos quatro minutos do primeiro tempo

quinta-feira, 13 de março de 2014

Grande tropeço

Flamengo vacila diante do Bolívar e deixa escapar vitória no Maracanã

De Aracaju.
Por Victor França.

13/03/2014 - Jogando no Maracanã para mais de 30 mil torcedores, o Flamengo tinha um ótimo ambiente para vencer o Bolívar e se tornar líder do Grupo 7 da Libertadores. Entretanto, o esperado não aconteceu, e a equipe rubro-negra ficou no empate em 2 a 2 com a equipe boliviana. O resultado deixou o time carioca na segunda aposição da chave, com quatro pontos, dois a menos do que líder Emelec. O Bolívar é o lanterna, com apenas dois pontos.

Os dois time voltam a se encontrar na próxima quarta-feira. O jogo será realizado no estádio Hernando Siles, em La Paz, às 22h.

Pedriel marcou o gol de empate contra o Flamengo.
(Foto: AP)

A partida começou com muita marcação das duas equipes no meio de campo, o que dificultava a criação dos meias. Sem muito espaço para trabalhar a bola, os jogadores arriscavam chutes de longe, e não eram felizes nas finalizações. A primeira boa chance do jogo foi do time boliviano. Arce chutou forte e assustou o goleiro Felipe. O Flamengo respondeu logo depois com Hernane, que bateu colocado para defesa tranquila de Quiñonez.

Mesmo com a maior posse de bola, o Flamengo sofria para penetrar na defesa adversária, e ainda corria riscos nos contra-ataques. Em um destes, Edu Moya finalizou com força e Felipe defendeu no susto. O último lance mais agudo do Flamengo na etapa inicial veio com Gabriel, que chutou desequilibrado e ainda assim a bola passou perto da trave.

O segundo tempo começou bem mais movimentado, e com menos de dez minutos, saíram dois gols. Aos sete, Wallace vacilou na frente de Arce, que passou para Capdevilla chutar sem chances para Felipe. Para alívio da torcida rubro-negra, o Flamengo chegou ao empate logo depois. Everton pegou sobra na grande área e mandou com categoria no canto esquerdo de Quiñonez. O gol fez a torcida se inflamar, e o time correspondeu em campo. Aos 20, o Flamengo virou o jogo. Paulinho fez boa jogada pela direita e lançou na área. A bola bateu na defesa e sobrou para Everton, de novo, completar para as redes.

Porém, o Bolívar ficou imune à festa da torcida e deixou a partida novamente empatada aos 27 minutos. Pedriel recebeu lançamento nas costas de João Paulo e marcou. Daí em diante o nervosismo e a pressa tomaram conta do Flamengo, que não conseguiu mais reagir e acabou tropeçando no Maracanã.

Ficha do jogo:

Flamengo 2x2 Bolívar

FLAMENGO:
Felipe; Léo (Paulinho), Wallace, Samir e João Paulo; Víctor Cáceres (Carlos Eduardo), Muralha, Elano (Alecsandro), Gabriel e Everton; Hernane.
Técnico: Jayme de Almeida

BOLÍVAR:
Quiñonez; Edemir Rodríguez, Nelson Cabrera, Luis Gutiérrez e Wálter Flores, Yecerotte (Edu Moya), Damir Miranda (Rudy Cardoso), Capdevilla e Arce; Callejón (Pedriel) e William Ferreira.
Técnico: Xabier Azkargorta

Local: Maracanã, no Rio de Janeiro
Data: 13/03/2014
Horário: 22h

Gols: Flamengo: Everton, aos nove minutos do primeiro tempo e aos 20 do segundo tempo; Bolívar: Capdevilla, aos sete minutos do segundo tempo, e Pedriel, aos 27 do segundo tempo

Cartões Amarelos: Edemir Rodríguez, Arce e Pedriel (Bolívar)

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Bom começo

Adriano estreia pelo Atlético-PR, que vence o The Strongest no primeiro jogo pela Libertadores

De Curitiba.
Por Willian Gomes.

13/02/2014 - Após uma dramática classificação para a fase de grupos da Copa Libertadores, o Atlético encarou no The Strongest da Bolívia na Vila Capanema, e com um gol de Paulinho Dias, o Furacão venceu pelo placar mínimo. Mas o maior destaque ficou para a estreia do Adriano, atacante que estava há mais de 22 meses sem jogar. O "Imperador" entrou na partida aos 37 minutos da etapa final e pouco fez em campo, mas a torcida comemorou muito.

Com a vitória, o Atlético divide a liderança do Grupo 1 com o Vélez Sarfield (ARG), que também estreou com vitória por 1 a 0 sobre o Universitário. Na próxima rodada, o Rubro-negro enfrenta o time argentino na terça-feira (25), às 19h45, no Estádio José Almafitani, casa do Vélez.

Paulinho Dias marcou seu primeiro gol pelo Rubro-negro.
(Foto: Gustavo Oliveira/Site oficial do Atlético)

O jogo

Com o apoio da torcida, o Furacão foi para o ataque desde o apito inicial, e conseguiu criar as melhores oportunidades na primeira etapa. Aos quatro minutos, Éderson chutou de fora da área e o goleiro Andrés Jemio fez grande defesa. O Atlético apresentava uma boa troca de passes. Aos 19 minutos, parou na trave com Sueliton, mas aos 22, teve bola na rede. Frán Mérida lançou Mosquito na esquerda, que inverteu para Deivid e o volante deu um bom passe para Paulinho Dias abrir o placar na Vila Capanema.

Aos 37 minutos, Mosquito tocou para Éderson dentro da área. O atacante tentou o chute, que saiu desviado na defesa, mas mesmo assim passou muito perto do gol. O adversário pouco ameaçava o Atlético, e nas poucas jogadas ofensivas, pecava nas finalizações.

Na segunda etapa, a partida ficou equilibrada, com os dois times parando nas defesas. As chances de gol foram raras. A melhor foi do The Strongest, aos 16 minutos. Alfaro finalizou dentro da pequena área, e Weverton defendeu as duas tentativas do atacante.

Satisfeito com o 1 a 0, o Atlético controlou a partida nos minutos finais e o que mereceu destaque foi a volta de Adriano, que entrou no lugar de Éderson. O Imperador teve pouco mais de sete minutos em campo, não conseguiu fazer jogadas e criar lances perigosos, mas mostrou ao torcedor que ele voltou ao futebol.

Ficha do jogo:

Atlético-PR 1x0 The Strongest (BOL)

ATLÉTICO-PR:
Weverton; Sueliton, Manoel, Cleberson e Natanael; Deivid, João Paulo, Paulinho Dias e Fran Mérida (Matias Mirabaje); Mosquito (Brunos Mendes) e Ederson (Adriano)
Técnico: Miguel Angél Portugal

THE STRONGEST:
Jemio; Enrique Parada, J. Lopez, M. Barrera e E. Cristaldo; N. Soliz (Reinoso), V. Melgar, R. Castro e G. Rios (Luiz Melgar); B. Alfaro e Pablo Escobar
Técnico: Eduardo Villegas

Gol: Paulinho Dias, aos 22 minutos do primeiro tempo

Local: Estádio Durival Britto e Silva, em Curitiba (PR)
Data: 13/02/2014
Horário: 20h

Árbitro: Daniel Fedorczuk (Uruguai)
Assistentes: Mauricio Esponoza e Gabriel Popovits, ambos do Uruguai

Cartões amarelos: Natanael (Atlético Paranaense) e Vitor Melgar, M. Barrera, Pablo Escobar (The Strongest)

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

A bola pelo mundo #9

Bayern de Munique conquista o mundo, e campeonatos europeus entram em clima de férias.

De Aracaju.
Por Henrique Ferrera.

23/12/2013 - Após mais uma rodada do final de semana, o clima é de férias. A única grande liga que continuará suas atividades nesse fim de ano é a inglesa. E na despedida do ano, o Bayern de Munique levantou mais uma taça, e a maioria dos grandes também não decepcionou nos seus jogos. Confira os destaques do futebol pelo mundo:


Barclays Premier League

O jogo mais aguardado do final de semana foi jogado na segunda. E tanto Arsenal como Chelsea esqueceram de levar o futebol ao Emirates Stadium, em um 0 a 0 onde se viu mais entradas ríspidas do que jogadas plásticas. Melhor para José Mourinho e sua equipe, montada para evitar a derrota, e que levou um ponto da casa de um adversário direto. Em campo, apenas pancadaria e aplicação tática. De chances de gol, apenas uma bola na trave de Lampard no primeiro tempo.

De contrato renovado, Suárez continua voando na Premier League. O Liverpool assumiu a liderança da Premier League graças à mais uma estupenda atuação do uruguaio, já recorrente nos jogos do Liverpool. Em uma primeira etapa onde o Liverpool sobrou contra o Cardiff, em Anfield, Suárez marcou duas vezes e serviu Sterling em outro gol. O Cardiff ainda diminuiu na segunda etapa com Mutch, mas a vitória foi mesmo dos Reds por 3 a 1.

Depois da saída de AVB, o Tottenham precisava de um fato novo para tentar uma recuperação. E esse fato novo pode ter o nome do esquecido Emmanuel Adebayor. Os Spurs visitaram o decadente Southampton no St. Mary's, e o togolês brilhou. Apesar de Lallana ter tentando resolver para os Saints, com um gol e uma assistência, os dois gols de Adebayor e o gol contra de Hooiveld selaram a importante vitória por 3 a 2 do Tottenham.

Classificação após [17] rodadas:
1º Liverpool (36), saldo +23
2º Arsenal (36), saldo +16
3º Manchester City (35)
4º Chelsea (34), saldo +14
5º Everton (34), saldo +13
Artilheiro: Luís Suárez (Liverpool), com 19 gols

Bundesliga

A Muralha Amarela de Dortmund já não faz o medo que fez outrora. Em descendente no campeonato, o Borussia mais uma vez decepcionou sua torcida, desta vez ao cair para o Hertha Berlim por 2 a 1. A torcida comemorava o aniversário do clube, mas em campo não teve festa. Reus até abriu o placar, mas Adrián Ramos e Allagui viraram ainda na primeira etapa e deram números finais à partida.

Classificação após [17] rodadas:
1º Bayern de Munique (44)
2º Bayer Leverkusen (37)
3º Borussia Mönchengladbach (33)
4º Borussia Dortmund (32)
5º Wolfsburg (30)
Artilheiro: Robert Lewandowski (Dortmund) e Adrián Ramos (Hertha), com 11 gols

Menção honrosa ao Bayern de Munique, que não jogou pela Bundesliga, mas foi campeão do Mundial de Clubes ao bater o Raja Casablanca. Os 2 a 0 tranquilos feitos por Dante e Thiago Alcântara serviram apenas para tornar oficial o que todos já sabiam: o Bayern é o melhor time do mundo. Já o Mundial, é só mais uma das cinco taças levantadas pelos bávaros em 2013.

Serie A TIM

O dérbi de Milão já não é mais o mesmo de outros tempos, mas ainda é capaz de dar emoção. Em um jogo muito disputado, a vitória seria essencial aos dois times, mas ela veio para a Inter. Com Felipão nas bancadas, Kaká não conseguiu mostrar o bom futebol de outras partidas, embora o Milan tenha criado chances para vencer. A Inter também teve boas chances. No final, apenas uma foi aproveitada: Palacio, aos 41 da segunda etapa, completou de letra para o gol e deu a vitória aos nerazurri.

E a surpresa do início da temporada sobreviveu à um turno inteiro até agora. O Verona terminou 2013 mostrando a habitual força no Marc'Antonio Bentegodi. A vítima foi a Lazio, que tomou 4 a 1 dos veroneses em casa, coroando a ótima campanha - sexto lugar - dos recém-promovidos. O veterano Luca Toni é um dos destaques, e fez dois gols nos celestes. Mas o grande nome do time é brasileiro: Jorginho já é observado pelos grandes e até pela seleção da Itália. Na Lazio, a vítima mesmo deve ser o técnico Vladimir Petkovic, que depois da goleada pode não voltar a treinar mais a equipe.

Classificação após [17] rodadas:
1º Juventus (46)
2º Roma (41)
3º Napoli (36)
4º Fiorentina (33)
5º Internazionale (31)
Artilheiro: Giuseppe Rossi (Fiorentina), com 14 gols

Primera División

Aos 15 minutos de jogo no Alfonso Pérez, o placar marcava Getafe 2, Barcelona 0. Sem Messi e Neymar, parecia que o Barça cairia na despedida do ano. Aí Pedro resolveu aparecer, e em uma noite a nível de Lionel, fez três gols em oito minutos virando a partida ainda antes do intervalo. Na volta, uma assistência e um pênalti sofrido, que resultaram em dois gols de Cesc Fàbregas, definindo a vitória blaugrana por 5 a 2.

O Atletico de Madrid termina o ano colado no Barça. A vitória também veio a duras penas, em 3 a 2 sobre o Levante no Vicente Calderón. A vitória só veio muito graças ao iluminado Diego Costa, que faz uma temporada espetacular. O Levante abriu o placar, e chegou a segurar um 2 a 2 até quase o final, quando Diego fez o segundo dele, batendo pênalti e decretou a vitória do Atleti.

O Real também sofreu para sair com a vitória e não deixar a distância se alongar mais. O Valencia, como sempre, dificultou muito a vida dos merengues. Di María abriu o placar com um chutaço, mas Piatti empatou. Cristiano Ronaldo voltou a marcar, usando a cabeça, mas Mathieu também usou a dele e empatou de novo. Entrou em cena então o talismã do Madrid: Jesé Rodríguez, que fez o gol da vitória por 3 a 2, contando com a colaboração de Guaita.

Classificação após [17] rodadas:
1º Barcelona (46), saldo +37
2º Atletico de Madrid (46), saldo +35
3º Real Madrid (41)
4º Athletic Bilbao (33)
5º Real Sociedad (29)
Artilheiro: Diego Costa (Atletico), com 19 gols

Ligue 1

O PSG não conseguiu se despedir da torcida em 2013 com uma vitória no Parc des Princes. Pela frente encontrou um bom e aguerrido Lille, que transformou o jogo em um clima de clássico, como se fossem rivais, com direito a tapa de Mavuba na cara de Ibrahimovic. O sueco abriu o placar batendo falta, mas Mavuba e Kalou viraram o jogo. O PSG só conseguiu empatar pois Enyeama acabou falhando, no gol contra de Basa. O Lille termina o ano bem, fazendo frente aos milionários da França.

Classificação após [19] rodadas:
1º Paris Saint Germain (44)
2º Monaco (41)
3º Lille (40)
4º Bordeaux (31)
5º Saint Étienne (30)
Artilheiro: Zlatan Ibrahimovic (PSG), com 15 gols

Outros destaques

O Ajax conseguiu na última rodada do turno passar o Vitesse e ficar no topo da tabela. E a vitória de 2 a 1 fora de casa sobre o Roda veio de forma dramática para a torcida e de forma especial para um jogador: Jairo Riedewald, volante de 17 anos, fazia sua estreia profissional, entrando aos 35 da segunda etapa, com 1 a 0 para o Roda no placar. Aos 43, Riedewald empatou para salvar o Ajax da derrota. E aos 47, Riedewald foi às redes novamente, virando o jogo e sendo carregado nos braços dos colegas.

Teve mais taça sendo levantada aqui na América do Sul. O The Strongest dá mostras de que a hegemonia do time na Bolívia será longa. A quarta taça em cinco anos veio em vitória sobre o Real Potosí por 1 a 0. Foi a sexta vitória seguida do Tigre, aproveitando o vacilo do líder Bolívar, que chegou a estar sete pontos na frente do vice-líder, para conquistar o campeonato.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Vida difícil

São Paulo é derrotado pelo The Strongest em La Paz e fica em situação delicada no grupo 3 da Libertadores

De São Paulo.
Por Eduardo do Carmo.

04/04/2013 - No estádio Hernando Siles, em La Paz, na Bolívia, o São Paulo perdeu por 2 a 1 para o The Strongest, na noite desta quinta-feira, em partida válida pela quinta e penúltima rodada do grupo 3 da Libertadores, e tem futuro dramático na competição continental. Fora da zona de classificação, o Tricolor precisa de uma vitória no último compromisso, contra o líder Atlético-MG, e tropeço dos bolivianos contra o Arsenal de Sarandí.

Edson Silva no desarme contra o atacante do The Strongest.
(Foto: Reuters)

Com a vitória, o Strongest chegou aos 6 pontos, na segunda colocação, e deixou o São Paulo na terceira posição com 4 pontos. O Arsenal (ARG) é o lanterna com a mesma pontuação do Tricolor. Na quarta-feira, 17 de abril, às 22h, o São Paulo recebe o Atlético-MG, no Morumbi. No Julio Grondona, Arsenal e The Strongest fazem o outro duelo da chave.

Além de não contar com as próprias forças, a classificação do São Paulo se torna muito difícil pelo adversário na última rodada. O Atlético-MG é o time de melhor campanha na Libertadores. São cinco vitórias nos cinco compromissos dos mineiros.

Existe uma possibilidade curiosa, caso aconteça a seguinte combinação de resultados: se o São Paulo vencer o Galo por 2 a 1 e o Arsenal empatar com o Strongest por 1 a 1, paulistas e bolivianos empatarão em todos os quesitos. Assim, a definição de qual equipe ficará com a segunda vaga do grupo será d.
Além da ausência de Luís Fabiano (punido pela Conmebol), o São Paulo não terá Jadson, que levou o terceiro cartão amarelo. Na saída de campo, os jogadores tricolores, visivelmente abatidos, falaram sobre a altitude, mas deixaram claro que o time perdeu muitas oportunidades.

O jogo

Logo no primeiro minuto, o capitão do The Strongest, Pablo Escobar, arriscou da entrada da área e a bola saiu pela linha de fundo. O São Paulo respondeu aos 4, quando Osvaldo passou por Bejarano e chutou forte para defesa de Daniel Vaca. Aos 8, Escobar finalizou rasteiro e Rogério Ceni fez defesa segura. Aos 11, o lateral Carleto avançou pela esquerda, mas a bola saiu à direita do arqueiro Vaca. Três minutos mais tarde, Soliz ganhou dividida com Denílson no meio, chegou perto da área com a bola dominada e acertou chute no ângulo de Ceni: 1 a 0.

Aos 19, quase o time boliviano chegou ao segundo gol. Escobar dominou pela esquerda e soltou uma bomba, que passou perto do travessão. Em contragolpe, aos 22, Ganso abriu pela direita para Osvaldo, que também chutou forte para ótima defesa de Vaca. O próprio Osvaldo, aos 25, cruzou e o goleiro Vaca se atrapalhou. O travessão salvou o time da casa. Aos 32, nova chance para o Tricolor paulista. Aloísio encontrou Osvaldo no lado direito do campo, mas o atacante chutou torto.

Rogério Ceni marca de pênalti, mas falha no gol da vitória dos bolivianos.
(Foto: AP)

Os mandantes ameaçaram uma pressão em busca do segundo gol. Reina invadiu a área e foi cortado por Edson Silva. Na sequência do lance, o São Paulo partiu em velocidade e Aloísio recebeu na área. O substituto de Luís Fabiano sofreu pênalti. Na cobrança, com muita categoria, Rogério Ceni igualou o marcador. Antes do intervalo, o meio-campista Maicon sofreu com falta de ar e deu lugar a Wellington.

O São Paulo criou a primeira oportunidade da etapa final. Com menos de um minuto, Aloísio cortou o zagueiro Smith e finalizou rasteiro. Em dois tempos, Vaca realizou a defesa. Dois minutos depois, Escobar arriscou de longe e Rogério defendeu. O capitão do time boliviano chegou mais uma vez aos 6 minutos. Pablo Escobar recebeu livre na entrada da área, mas finalizou fraco.

Paulo Henrique Ganso perdeu uma oportunidade incrível aos 17. Aloísio fez jogada pela esquerda, mas o zagueiro Smith cortou. A bola sobrou limpa na área para Ganso, que isolou. Aos 20, o Strongest foi ao ataque e retomou a liderança no placar. Cristaldo chutou de longe e Rogério espalmou para dentro do gol.

Aos 36, Osvaldo fez boa jogada e cruzou para Aloísio, que cabeceou para defesa de Vaca. Aos 39, Wallyson finalizou e Vaca, bem posicionado, salvou o time mandante. O The Strongest ainda teve oportunidade clara para ampliar. Aos 42, Escobar tocou na saída de Ceni e a bola passou perto da trave.

quinta-feira, 14 de março de 2013

Presenteados com a classificação

Em um jogo que caminhava para o empate, eis que surge uma grata surpresa para os alvinegros: um gol contra classificou o Galo para as oitavas da Libertadores.

De Belo Horizonte.
Por João Paulo Freitas.

14/03/13 - Apesar da altitude desumana de 3.600 metros acima do mar, o Atlético Mineiro conseguiu sair de campo com os três pontos e, ainda, com sua vaga garantida para a segunda fase da Libertadores. Tudo isso graças ao gol contra feito por Méndez, no final da partida contra o The Strongest, na noite desta quarta-feira. O placar ficou em 2 a 1 e os alvinegros puderam comemorar não só a classificação, mas também, a melhor campanha da primeira fase entre todos os times da competição.



O Atlético terminou a rodada em primeiro no grupo, com 12 pontos, classificado com duas rodadas de antecedência. Já o The Strongest permaneceu em terceiro com três pontos e está praticamente eliminado. São Paulo (4 pontos) e Arsenal (1) se enfrentam nesta noite, às 21h30, na Argentina.


Tardelli e Ronaldinho vibram com um dos gols do jogo.
(Foto: Reuters)

Os que pensavam que logo de cara seria uma correria dos bolivianos, se enganaram. Bernard pelo lado esquerdo do ataque e Diego Tardelli caindo pelo meio fizeram fortes investidas na fraca defesa do The Strongest. Até que o próprio Tardelli estufou a rede após lance de persistência de seu companheiro Jô, isso aos nove minutos de jogo. Jô tentou finalizar e a bola bateu no zagueiro. Na volta, cruzou na cabeça do ídolo da torcida, que mandou para o gol.

Aí sim, o desespero dos donos da casa começou. Se tecnicamente são muito inferiores ao Galo, usaram o que têm de melhor para conquistar os resultados em casa — desde 2006 — : a maldita altitude. Os chutes de média distância se transformaram em uma tônica, pela mudança absurda de velocidade da bola. E de tanto insistirem em apenas uma jogada, chegaram ao gol de empate com o atacante colombiano Reina, após o rebote dado pelo goleiro Victor no chute do carequinha Cristaldo.

Na segunda etapa, o sofrimento continuou. O ar desaparecia dos pulmões de um por um dos brasileiros. Menos de Ronaldinho, que conseguiu driblar até a altitude com sua técnica. Escobar, Torrico e Cristaldo permaneciam sua luta no ataque, tentando a mesma jogada repetidamente e sem sucesso algum. Chutes e mais chutes de fora da área, feito futebol de várzea. Somente alguns bons contra-ataques feitos por Jô e Tardelli causaram perigo para a meta de Vaca. Uma pergunta ficou no ar: como essa equipe do The Strongest conseguiu enfrentar os brasileiros de igual pra igual em nosso país? Eis o mistério.

Quando tudo parecia estar encaminhado para o final da partida, aparece a estrela da noite, o zagueiro Méndez. Sim, o amigão Méndez. Aos 38 minutos do segundo tempo, após cruzamento na área de Serginho, o zagueirão colocou a redonda para dentro, como se estivesse usando uma camisa alvinegra (quem sabe ele queira), dando números finais ao jogo. 2 a 1 e ponto final. Passaporte carimbado.

Ficha do jogo

The Strongest 1 x 2 Atlético-MG

The Strongest:
Daniel Vaca; Diego Bejarano; Barrera, Luis Méndez e Jair Torrico; Chumacero, Walter Veizaga (Rodrigo Ramallo), Cristaldo (Melgar) e Nelvin Soliz; Harold Reina e Pablo Escobar. 
Técnico:Eduardo Villegas.

Atlético:

Victor; Marcos Rocha, Leonardo Silva, Réver e Júnior César (Richarlyson); Pierre, Leandro Donizete, Ronaldinho e Bernard (Serginho); Diego Tardelli (Luan) e Jô). 

Técnico: Cuca.


Gols: Diego Tardelli (9′), Reina (43′), Mendes (C) (82′)


Estádio: Hernando Siles, em La Paz (Bolívia)

Árbitro: Julio Quintana Rodríguez (PAR)

Cartões amarelos: Marcos Rocha (Atlético); Jair Torrico, Diego Bejarano, Pablo Escobar (The Strongest)