Itália e Japão fazem jogaço, com vitória azzurra por 4 a 3, que elimina os nipônicos e põe a Itália na semifinal da Copa das Confederações
De Aracaju.
Por Henrique Ferrera.
19/06/2013 - Quem foi até a Arena Pernambuco nesta quarta-feira (19) viu um Japão completamente diferente do que enfrentou o Brasil. Despertando a comoção da torcida pernambucana, os japoneses fizeram uma ótima partida, e enfrentaram a poderosa Itália de igual para igual no melhor jogo da competição até agora. Ainda assim, pesou a camisa italiana, que saiu vitoriosa por 4 a 3 e eliminou o Japão.
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| Yuto Nagatomo lamenta derrota para a Itália. (Foto: Getty Images) |
Longe de ter uma colônia em Recife, o Japão foi surpreendido pelo apoio das arquibancadas. A cada lance japonês podia ser ouvido o incentivo, enquanto a Itália era fortemente vaiada. Impulsionado, os japoneses partiram para o ataque, mostrando virtudes que ficaram escondidas na partida contra o Brasil. Buffon logo trabalhou em cabeçada de Maeda.
Aos 20, a defesa da Itália mais uma vez cometeu um erro grosseiro como na partida contra o México. De Sciglio atrasou mal a bola e Buffon chegou em atrasado em Okazaki, cometendo pênalti. Honda bateu com precisão, sem chance para Buffon. A Itália parecia completamente fora de sintonia, e Cesare Prandelli perdeu a paciência, colocando Giovinco no lugar de Aquilani. Mas quem chegou ao gol novamente foi o Japão, após hesitação de Montolivo e Chiellini em cortar uma bola que Kagawa aproveitou para encher o pé.
Como se estivesse em transe, alguém estalou os dedos e de repente a Itália acordou a mil. Aos 40 minutos, Pirlo colocou escanteio na cabeça de De Rossi, que testou para diminuir o placar. Os últimos minutos de primeiro tempo foi de pura pressão italiana, que culminou na bola na trave de Giaccherini antes do intervalo.
Segundo tempo
A Itália não diminuiu o ritmo, e o Japão tentou controlar o adversário, mas sem sucesso. Aos sete, Yoshida vacilou e Giaccherini cruzou para Balotelli sozinho, mas Uchida se antecipou e marcou contra. Logo depois, o árbitro argentino Diego Abal marcou pênalti duvidoso após a bola resvalar no braço de Hasebe. Balotelli foi para a cobrança - nunca errou como profissional - e virou o jogo para a Azzurra.
Depois da virada, o Japão desistiu do jogo, certo? Errado. Ainda empurrado pela torcida, o que se viu a partir do gol foi um Japão à la Espanha, tocando a bola no campo de ataque e envolvendo a defesa italiana. Aos 23, Endo cobrou falta na primeira trave e Okazaki se antecipou à zaga, empatando o jogo novamente. O Japão foi para cima, deixando o jogo totalmente elétrico e aberto, chegando a desperdiçar uma chance incrível com Kagawa, cabeceando totalmente livre no travessão, no rebote de uma bola na trave de Okazaki.
O jogo era enérgico e em uma velocidade completamente insana, e qualquer uma das equipes tinha chance de marcar na reta final. Melhor para a Itália, que aproveitou a falta de pontaria dos nipônicos, e aos 40 se utilizou de um contra-ataque rápido puxado por De Rossi, que acabou em Giovinco empurrando para o gol. Mas não acabou: ainda deu tempo de Okazaki acertar a trave de novo, e Yoshida mandou para a rede no rebote, mas estava impedido. Fim de jogo, Japão eliminado sob gritos de "Japão! Japão!" vindos da arquibancada.
Quem brilhou? O Japão perdeu e foi eliminado, mas merece os parabéns. Mostrou habilidade, vontade, velocidade e muita entrega. Apesar da derrota, foi reconhecido pela torcida.
Quem atrapalhou? O técnico Cesare Prandelli fez diversas escolhas erradas, como Maggio no setor de Kagawa, e Aquilani como titular. Venceu, mas tem que abrir o olho.
Próximos jogos. No sábado, Itália e Brasil se enfrentam na Fonte Nova às 16h; às 19h, o duelo dos eliminados entre Japão e México, no Mineirão.
ITÁLIA (4-3-2-1)
Buffon, Maggio (Abate), Barzagli, Chiellini e De Sciglio; Pirlo, De Rossi e Aquilani (Giovinco); Montolivo e Giaccherini (Marchisio); Balotelli. Tec: Cesare Prandelli
JAPÃO (4-2-3-1)
Kawashima, Uchida (H. Sakai), Konno, Yoshida e Nagatomo; Hasebe (Nakamura) e Endo; Okazaki, Honda e Kagawa; Maeda (Havenaar). Tec: Alberto Zaccheroni

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