Neozelandeses, Scott Robertson e Jason Ryan, técnico e auxiliar - respectivamente - da Seleção Brasileira Masculina de Rugby, concedem entrevista coletiva em São Paulo
De São Paulo.
Por Eduardo do Carmo.
18/04/2013 - A Confederação Brasileira de Rugby (CBRu) promoveu, na tarde desta quinta-feira (18), em São Paulo, uma coletiva de imprensa em referência ao segundo amistoso contra o México, que será realizado neste sábado, às 16h, no estádio Bruno José Daniel, em Santo André. Ao lado do presidente da confederação, Sami Arap, e do capitão Leco, estavam os técnicos neozelandeses Scott Robertson e Jason Ryan.
Scott Robertson, Sami Arap, Leco e Jason Ryan na coletiva desta quinta para o jogo contra o México.
(Foto: Eduardo do Carmo/Boleiros da Arquibancada)
A nova partida contra os mexicanos serve como preparação para o Sul-americano, que acontecerá entre os dias 27 de abril e 4 de maio. Nele, o Brasil disputa com Chile e Uruguai uma vaga para a eliminatória das Américas para a Copa do Mundo de 2015, na Inglaterra. No primeiro duelo contra as Serpentes Mexicanas, em São José dos Campos, na última terça-feira, o Brasil venceu por 50 a 14.
Em busca do crescimento no esporte, a CBRu aposta em treinadores da melhor seleção do mundo, os All Blacks (Nova Zelândia). Robertson treina o selecionado brasileiro desde maio do ano passado, enquanto Jason Ryan chegou nesse mês como reforço na comissão técnica para o Sul-americano. Ex-jogador e técnico assistente da seleção de Canterbury (NZL), Ryan é especialista em formação de primeira linha.
No início da coletiva, o presidente Sami Arap apresentou os técnicos e o capitão Leco. Arap explicou que o México foi o primeiro selecionado fora da América do Sul a visitar o Brasil para um amistoso. O presidente citou a meta de classificação para o Mundial de 2019, mas não descartou muita luta por uma das vagas já para 2015.
A primeira pergunta foi direcionada ao capitão Leco. O atleta resumiu a atuação dos Tupis no primeiro amistoso preparatório.
- Na partida de terça, não sabíamos que tipo de time enfrentaríamos. Tivemos falhas em posicionamento. O primeiro tempo não foi tão forte quanto a gente esperava. No segundo tempo, fomos mais firmes e jogamos como queríamos jogar.
- A segunda partida vem com caráter diferente da primeira. Eu espero um México muito mais forte, pois agora já conhece nossa equipe. A gente vai analisar o vídeo do jogo na sexta-feira e explorar as falhas dos mexicanos - completou Leco.
Na sequência, Scott Robertson falou sobre a evolução da Seleção Brasileira desde a sua chegada. De acordo com o neozelandês, a mudança de pensamento foi essencial para o crescimento dos Tupis.
- Quando eu cheguei, havia uma vontade de jogar, mas não havia compreensão em vencer. Conscientizei a equipe que é necessário entrar para vencer. Nós preparamos um sistema de jogo baseado nas habilidades de cada atleta. Contra o México, isso já foi colocado em execução. Estou vendo muita evolução durante os meses - disse o treinador.
O auxiliar técnico, Jason Ryan, mesmo com pouco tempo junto ao grupo, já percebeu a qualidade dos brasileiros e espera alto nível nas partidas.
- O espírito da equipe é muito bom e os atletas são muito unidos. Isso é essencial para obter resultado positivo. Atuar em conjunto é parcela fundamental para o rugby. Do que eu vi até agora, temos atletas grandes e pesados na primeira e segunda linha. Se eu conseguir passar o sistema de desempenho para eles, vamos ver coisas interessantes por aqui. Para o jogo do México, criei um ''piso'' de desempenho e os jogadores recompensaram em campo - falou Ryan.
Outra questão abordada na coletiva foi a presença do público nos jogos da Seleção. Para Sami Arap, a tendência é a aproximação cada vez maior do brasileiros com os Tupis. O técnico Scott Robertson disse que a interação do torcedor com o time em São José dos Campos foi sensacional. A CBRu espera, em breve, realizar um desejo: ter o Pacaembu ou o Morumbi lotado como palco de um amistoso do Brasil.

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