De Belo Horizonte.
Por João Vitor Cirilo.
22/09/12 - Primeiro, a Superliga 11/12. Depois, o Sul-americano. Agora, o Campeonato Mineiro. O Sada Cruzeiro vem fazendo história em 2012, confirmando ser a principal força do voleibol mineiro e, sem exagerar nem um pouco, do Brasil, com a conquista da "Tríplice Coroa". Na manhã deste sábado, no ginásio do Riacho, em Contagem, o time comandado pelo argentino Marcelo Mendez derrotou o Vivo/Minas por 3 sets a 0, com parciais de 25/18, 25/16 e 25/20, e ficou com seu quarto título mineiro, todos vencendo o Minas na final.
Com 12 pontos, o central Douglas Cordeiro, do Sada Cruzeiro, foi o maior pontuador da partida. O também central Acácio fez 11 pontos para o time celeste, e o oposto Wallace fez 10. Pelo lado do Vivo/Minas, o maior pontuador foi o ponteiro Rodrigo Quiroga, com 10 pontos.
O Minas vinha num longo jejum. Sem conquistar o título desde 2007, encarava o Sada Cruzeiro que já o derrotara três vezes em finais de estaduais (em 2008, ainda como Sada Betim, e em 2010 e 2011). O mais interessante é que em todas as últimas finais o Minas esteve presente e, mesmo quando não enfrentou o Cruzeiro, em 2009, também perdeu, mas para o Montes Claros. Seria a hora de voltar a levantar um troféu?
O desafio não era dos mais fáceis. Enfrentaria um time que joga junto há muito tempo e, sem dúvidas, é a melhor equipe do país no momento. Sem falar que já havia sido campeã duas vezes nesse ano (Superliga 11/12 e Sul-americano), e disputará o Mundial em breve. Na edição 2012 do Campeonato Mineiro, o Sada já havia derrotado o Vivo/Minas em duas oportunidades, as duas por 3 sets a 0. O Minas chegou com retrospecto de seis vitórias e três derrotas, enquanto o Cruzeiro havia vencido oito jogos e perdido apenas um.
Detalhando o jogo
A bola subiu e o Cruzeiro veio melhor. Apesar do equilíbrio inicial, inclusive em erros, o time da casa levou a melhor com o bom desempenho em ataques e só não abriu mais vantagem porque errava muitos saques. O Minas passava mal a bola, sobretudo com Quiroga, e viu o Cruzeiro abrir 8/5. Alguns erros do Cruzeiro fizeram o adversário empatar em 11/11. Como o Minas não conseguia manter um bom desempenho no ataque, o Cruzeiro voltou a abrir em 16/13, apesar dos erros. O Minas ameaçou empatar, mas um bloqueio de Douglas fez o Minas se desequilibrar. 25/18 para o Cruzeiro, que fez 6 a 0 em bloqueios nessa parcial.
O Minas, que iniciou o jogo com o ponteiro Samuel na função de oposto (não tem o tcheco Filip Rejlek, lesionado), modificou no segundo set, colocando Michel Bruno na posição, tentando melhorar o desempenho ofensivo. A primeira parte foi idêntica à do primeiro set. Equilíbrio inicial, dificuldade do Minas para virar as bolas, e Cruzeiro abrindo. Quando abriu 10/5, Horacio Dileo pediu tempo para ajustar o Minas, tentou algumas alterações, mas não adiantou. O Cruzeiro seguiu muito superior e fez 25/16 no segundo set.
Na parcial seguinte, quem entrou como oposto na equipe minas-tenista foi o ponteiro Lucarelli. Apresentando postura diferente, o Minas voltou melhor para o terceiro set. O bloqueio funcionou, enfim, pela primeira vez, com Henrique e Otávio. Um pouco desligado, o Cruzeiro viu o Minas abrir 8/5. Depois do tempo técnico, o Cruzeiro voltou a jogar, o Minas voltou a falhar na recepção e se desequilibrou. O Sada virou para 9/8 e, dali pra frente, só expandiu sua vantagem. Chegou a abrir seis, mas teve uma queda de desempenho após o segundo tempo técnico e Marcelo Mendez pediu tempo. Retomada a tranquilidade, o Cruzeiro fechou em 25/20 e garantiu o título mais uma vez.
Arbitragem: Anderson Caçador e Marcos Salles
Público pagante: 2043 torcedores

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