Do Rio de Janeiro.
Por Pedro Muxfeldt.
30/09/2012 - Gilson
Kleina já é uma das grandes personagens desse Brasileirão 2012. Após fazer boa
campanha comandando o limitado plantel da Ponte Preta, há cerca de dez dias o
treinador teve seu trabalho reconhecido e foi contratado pelo Palmeiras como
última cartada do clube na tentativa de manter-se na Primeira Divisão.
Em
seu segundo jogo à frente do alviverde, Kleina enfrentou justamente sua
ex-equipe, que, aliás, ainda defendia a série invicta construída, em boa parte,
nos tempos de Gilson em Campinas.
Dentro
de campo, o que se viu foi um massacre palmeirense. A Macaca, estreando Guto
Ferreira na área técnica, foi acuada durante os 90 minutos e sofreu incontestáveis
3 x 0, gols de Barcos, duas vezes, e Marcos Assunção.
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| Barcos celebra seu primeiro gol no jogo. (Foto: Tom Dib/Lancenet!) |
Os
jogadores e o esquema tático são praticamente os mesmos utilizados por Felipão.
A diferença do time de Kleina para o de Scolari, contudo, reside na postura dos
atletas. Empurrada por mais de 30 mil vozes, a equipe do Palmeiras, antes
sonolenta e resignada, foi agressiva e conseguiu impor seu plano de jogo desde
o começo da partida.
À maneira
da partida contra o Figueirense, em que os paulistas abriram 2 x 0 em dez
minutos, o time do Palmeiras armou uma blitz para cima da Ponte e o resultado
foi, novamente, satisfatório.
Aos
2, Assunção levantou na área e Artur, desviando no primeiro pau, obrigou Edson
Bastos a uma defesa complicada. Pouco depois, o goleiro apareceria bem outra
vez, em chute de Maikon Leite.
Com
12 minutos no relógio, porém, Bastos nada pôde fazer. Por duas vezes, a zaga da
Macaca não conseguiu rechaçar o cruzamento de Marcos Assunção e a bola sobrou
para Barcos, na marca do pênalti, O argentino pegou torto, mas o chute foi
morrer no cantinho do gol.
Na
jogada seguinte, quando o alvinegro ainda absorvia o golpe, o Verdão nocauteou.
Maikon Leite tomou a bola de Diego Sacoman na frente da área. O atacante foi no
fundo e tocou para o Pirata cumprimentar para o gol vazio e anotar seu segundo
tento.
Na
frente do marcador, o Palmeiras diminuiu o ritmo do jogo. À exceção de falta
cobrada por Nikão, aos 42, o gol de Bruno não foi ameaçado até o final da
primeira etapa.
Atento
às dificuldades da Ponte, Guto Ferreira lançou o ponta Rildo no lugar do beque
Tiago Alves. A alteração tornou os campineiros mais presentes no ataque, porém,
as melhores oportunidades continuavam sendo do Palmeiras.
Demonstrando
vontade na defesa, o Verdão não sofria com as investidas da Macaca e, aos
cinco, quase ampliou. Márcio Araújo puxou contra-ataque e Maikon Leite,
tentando encobrir o goleiro, acertou o travessão.
Dez
minutos depois, o gol para sacramentar a vitória. Marcos Assunção arriscou de
muito longe e mandou a bola no canto direito de Edson Bastos, que pulara
atrasado.
Com
o confronto nas mãos, o Palmeiras continuou correndo muito até o apito final.
Na defesa, havia sempre dois marcadores cercando os jogadores pontepretanos. Na
frente, os contra-golpes só não tornaram o placar mais elástico por conta da
trave, que parou os chutes de Valdívia, muito bem em campo, e Barcos.
No
lance final, mais um motivo para o torcedor palmeirense acreditar na virada da
maré. Roger limpou um atrasado Maurício Ramos e, com Bruno já batido, mandou
por cima do gol.
De
fato, Gilson Kleina fez bem ao Palmeiras que, mantendo a aliança entre time e
torcida, ainda pode se salvar.
Na
próxima rodada, o Verdão, 18º colocado com 26 pontos, tenta comprovar a boa fase em um teste de fogo contra
o São Paulo, no Morumbi. Já a Ponte, 12ª com 34, vai ao Couto Pereira encarar o Coritiba.

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