Foi suado, sofrido e com vaias, mas o Flamengo conseguiu vencer o Emelec por 1 a 0, na noite desta quinta-feira, no Engenhão. Em meio a vários desfalques, principalmente no meio-campo, Joel Santana optou por um esquema com três zagueiros, sacando Deivid do time e formando o trio ofensivo com Botinelli, Vágner Love e Ronaldinho. O camisa 10, aliás, merece um espaço a parte: mesmo cobrando duas faltas perigosas, distribuindo alguns bons passes e dando o passe para o gol, foi bastante vaiado no segundo tempo, assim como o resto do time ao fim do jogo. De qualquer modo, o Flamengo assumiu a liderança do Grupo 2 da Taça Libertadores, com 4 pontos em dois jogos.
A formação escolhida por Joel teve o seu preço: o time demorou a se acertar em campo, deixando muitos espaços entre os setores. O Emelec, também armado num 3-5-2 – só que bem mais eficiente – marcava muito forte e tentava explorar os contra-ataques. A tática equatoriana quase surtiu efeito: aos 3, a zaga do Flamengo falhou, e o argentino Figueroa entrou livre na área para bater cruzado, obrigando Paulo Victor a salvar com o pé. No rebote, De Jesús perdeu o gol quase sem goleiro. Passado o susto, o Flamengo tentava avançar, sendo empurrado pelos quase 32.000 torcedores que enfrentaram o forte trânsito da hora do rush para ir ao estádio.
Mesmo com o clima a favor, o time da casa errava muitos passes e dava brecha para a impaciência da torcida. A primeira jogada de perigo do rubro-negro aconteceu num contra-ataque puxado por Leo Moura, que rolou para Botinelli cruzar para área. Ronaldinho completou o lance, mas chutou por cima. Aos 29, o Fla ganhou mais um problema: Leo Moura, que voltava de contusão, sentiu a coxa e foi substituído por Negueba. A estranha mudança rendeu vaias a Joel Santana, que também foi chamado de burro. Fora uma cobrança de falta perigosa de Ronaldinho, o primeiro tempo deixava a torcida muito apreensiva. O panorama mudou um pouco aos 42, quando Marlon de Jesús acertou uma cotovelada em Welinton, que caiu sangrando. O árbitro Darío Ubriaco expulsou o jogador do time equatoriano, selando o saldo da primeira etapa: erros, vaias e menos um em campo.
Na volta dos vestiários, Joel Santana desfez o 3-5-2, tirando Welinton e lançando Deivid em seu lugar. Antes que fosse possível qualquer avaliação sobre a substituição, o Flamengo marcou. Com 3 minutos, Vágner Love tabelou com Ronaldinho, que devolveu de calcanhar, e bateu cruzado, de canhota, para abrir o placar e aliviar a massa rubro-negra. Os espaços começavam a aparecer, e no rebote de um chute de Deivid, Negueba e Vágner Love foram para a bola, mas quem acabou tocando para fora foi Negueba, que era mais um a impacientar a torcida – ele errou até cobrança de lateral. Depois desse lance, o jogo esfriou bastante, principalmente porque o Flamengo continuava a errar muitos passes, com destaque para a péssima atuação de Botinelli.
Apesar de chances perdidas por Negueba, aos 28, e Vágner Love, aos 34, o único lance que realmente quase resultou em gol foi protagonizado, mais uma vez, por Negueba. Após um chute venenoso de Botinelli de fora da área, o goleiro Dreer soltou a bola. Negueba chegou no rebote, tirou o goleiro do lance mas, na hora de completar para o gol vazio, demorou a ajeitar o corpo e deu tempo para que um zagueiro chegasse para cortar a conclusão. Quando isso aconteceu, o relógio já marcava 44 minutos. Três minutos depois, Gaibor ainda conseguiu arranjar um chute de fora da área, que levou perigo à meta de Paulo Victor. Após o apito final, o Engenhão foi tomado por vaias. Pelo menos valeram o três pontos.
Flamengo: Paulo Victor; Marcos Gonzalez, David Braz e Welinton(Deivid); Léo Moura(Negueba), Muralha, Luiz Antonio, Bottinelli e Junior Cesar; Ronaldinho Gaúcho e Vagner Love. Téc.: Joel Santana
Emelec: Esteban Dreer; José Quiñónez(Carlos Quiñónez), Gabriel Achilier e Oscar Bagui; Pedro Quiñónez, Fernando Giménez, Fernando Gaibor, Enner Valencia e Marcos Mondaini(Walter Iza); Luciano Figueroa(Vigneri) e Marlon Jesús. Téc.: Marcelo Fleitas
Emelec: Esteban Dreer; José Quiñónez(Carlos Quiñónez), Gabriel Achilier e Oscar Bagui; Pedro Quiñónez, Fernando Giménez, Fernando Gaibor, Enner Valencia e Marcos Mondaini(Walter Iza); Luciano Figueroa(Vigneri) e Marlon Jesús. Téc.: Marcelo Fleitas

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