domingo, 25 de março de 2012

Coluna: A bola está comigo - Parabéns, Massa!

De Belo Horizonte. 

Clube Atlético Mineiro. Para a Massa, Galo ou Glorioso. O alvinegro mineiro comemora hoje o seu 104º aniversário. Há 41 sem ganhar um grande título. O último foi o Brasileiro de 1971, conquistado em cima do Botafogo com um gol de Dario emudecendo o Maracanã.

Desde então, o Atlético morreu na praia várias vezes. Em 1977, contra o São Paulo, a equipe invicta do técnico Barbatana conseguiu um feito incrível. Foi o vice-campeão sem perder uma partida sequer. Em 80, com Procópio Cardoso, o Flamengo foi o algoz. Em 99, perdeu para o Corinthians que tinha time superior e não precisava do apito amigo de Márcio Resende de Freitas.

Tem razão quem se lembra da conquista das Copas Conmebols (será que o plural é assim mesmo?) de 92 e 97, mas não fora um torneio tão reconhecido. Em 2005, o pior do todos os anos do mais que centenário clube. O rebaixamento. Capítulo que deve ser apagado da história do clube? Não. Serviu de aprendizado ou ao menos deveria servir.

A maior esperança da torcida nos últimos anos veio com a eleição do presidente-ultra-mega-torcedor Alexandre Kalil. Ele que fala a língua do torcedor atleticano e, muitas vezes deixa a emoção sobrepor-se à razão que o dirigente deve ter. Contudo, o clube só conquistou o caneco estadual no comando de Kalil.

Patrimônio maior do clube, a torcida atleticana está carente de títulos. O amor dado ao clube não é correspondido. Inexplicável são os números fantásticos da Massa. Em 2006, com o clube na segunda divisão, a torcida teve a maior média de público (31.922 pagantes) das séries A, B e C do Campeonato Brasileiro. O Atlético ainda foi campeão de público nos Brasileiros de 71, 77, 90, 91, 94, 95, 96 ,97, 99 e 2001, o que representa  22% das edições do torneio. No Mineirão, tem o recorde de público pagante: 115.142, em partida contra o Flamengo no dia 13 de fevereiro de 1980.

Há como explicar números decepcionantes no que tange a títulos e outros fenomenais quando falamos de sua torcida? Os rivais chamam os atleticanos de masoquistas, loucos. Os atleticanos respondem provocando que "aqui é amor e não simpatia". E não há como negar. O status de amor ao clube fica no mesmo patamar do de sua família. O amor da Massa transcende as fronteiras da sanidade.

Parabéns, atleticanos! Somente por vocês o Atlético permanece entre os maiores.

0 comentários :

Postar um comentário