De Belo Horizonte.
Clube Atlético Mineiro. Para a Massa, Galo ou Glorioso. O alvinegro mineiro comemora hoje o seu 104º aniversário. Há 41 sem ganhar um grande título. O último foi o Brasileiro de 1971, conquistado em cima do Botafogo com um gol de Dario emudecendo o Maracanã.
Desde então, o Atlético morreu na praia várias vezes. Em 1977, contra o São Paulo, a equipe invicta do técnico Barbatana conseguiu um feito incrível. Foi o vice-campeão sem perder uma partida sequer. Em 80, com Procópio Cardoso, o Flamengo foi o algoz. Em 99, perdeu para o Corinthians que tinha time superior e não precisava do apito amigo de Márcio Resende de Freitas.
Tem razão quem se lembra da conquista das Copas Conmebols (será que o plural é assim mesmo?) de 92 e 97, mas não fora um torneio tão reconhecido. Em 2005, o pior do todos os anos do mais que centenário clube. O rebaixamento. Capítulo que deve ser apagado da história do clube? Não. Serviu de aprendizado ou ao menos deveria servir.
A maior esperança da torcida nos últimos anos veio com a eleição do presidente-ultra-mega-torcedor Alexandre Kalil. Ele que fala a língua do torcedor atleticano e, muitas vezes deixa a emoção sobrepor-se à razão que o dirigente deve ter. Contudo, o clube só conquistou o caneco estadual no comando de Kalil.
Há como explicar números decepcionantes no que tange a títulos e outros fenomenais quando falamos de sua torcida? Os rivais chamam os atleticanos de masoquistas, loucos. Os atleticanos respondem provocando que "aqui é amor e não simpatia". E não há como negar. O status de amor ao clube fica no mesmo patamar do de sua família. O amor da Massa transcende as fronteiras da sanidade.
Parabéns, atleticanos! Somente por vocês o Atlético permanece entre os maiores.

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