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domingo, 30 de junho de 2013

Incontestável

Com atuação memorável, Brasil desbanca o favoritismo espanhol e conquista a Copa das Confederações pela quarta vez

De Belo Horizonte.
Por Vinícius Silveira. 

30/06/2013 - Em 1950, Brasil e Espanha jogaram no Maracanã, em partida válida pela Copa do Mundo daquele ano. A vitória brasileira por 6 a 1 alegrou os mais de 150 mil torcedores naquele dia, que cantavam, a plenos pulmões, a música "Touradas em Madrid", do compositor Braguinha. Hoje, a Seleção Brasileira de futebol não chegou ao mesmo placar elástico, mas fez a festa dos brasileiros, que comemoraram o quarto título da Copa das Confederações, comandado por Luis Felipe Scolari. A vitória por 3 a 0, com dois gols de Fred e um de Neymar, teve direito ao hino nacional brasileiro cantado por várias vezes, e os gritos de "Olé", como nas touradas espanholas.

Jogadores campeões da Copa das Confederações de 2013.
(Foto: Rafael Ribeiro/CBF)

O show brasileiro começou cedo

Com a mesma festa dos outros estádios em que a Seleção Brasileira atuou, o canto do hino nacional brasileiro e a força se juntaram em um só sentimento no Maracanã. Talvez nem o mais fanático torcedor brasileiro ou espanhol pudessem esperar uma diferença técnica tão grande a favor dos canarinhos. Decorrido um minuto de jogo, já saiu o gol do Brasil. Após cruzamento de Hulk, Fred e Neymar disputaram a bola com a defesa. Na sobra, Fred, caído, na pequena área, chutou para as redes de Casillas. A Seleção Espanhola não imaginava levar um gol tão cedo, haja vista seu futebol compacto e bem praticado. Com isto, os espanhóis sentiram o placar adverso, e pagaram caro por isso.

David Luiz disputa bola com Pedro. O zagueiro tirou um gol certo do atacante espanhol.
(Foto: Rafael Ribeiro/CBF)

Os jogadores brasileiros passaram a se posicionar no campo de defesa, buscando reduzir os espaços para evitar o toque de bola eficiente da Espanha. O Brasil marcava muito bem, e a cada roubada de bola, sempre saía em velocidade pelos lados do campo, com Hulk ou Neymar. Em um destes contra-ataques, o Brasil quase fez o segundo gol. Aos 32 minutos, Neymar partiu em direção ao ataque pela esquerda, e com a defesa espanhola totalmente aberta. Fred, que se posicionava no comando para evitar o impedimento, recebeu, e bateu rasteiro, mas Casillas fez ótima intervenção, mandando a bola para fora.

Na única oportunidade em que o Brasil foi envolvido pelo adversário, quase saiu o empate da Espanha. Aos 40, Iniesta lançou Pedro, que ajeitou para a perna esquerda, e bateu para o gol. A bola havia passado por Júlio César e balançaria as redes, mas David Luiz chegou no momento exato para evitar o gol. em cima da linha. No final do primeiro tempo, Oscar passou a Neymar, e o atacante bateu forte, estufando as redes de Casillas e fazendo 2 a 0.

Neymar comemora seu gol com Oscar. Foi o segundo gol do Brasil.
(Foto: Rafael Ribeiro/CBF)

Mais um gol de Fred e o título

Com a volta do intervalo, a espera era de que o Brasil fosse manter o belo futebol do primeiro tempo, e a Espanha voltasse melhor. O técnico Vicente Del Bosque tirou o lateral direito Arbeloa, que jogava mal, já tinha cartão amarelo e poderia ser expulso, e colocou Azpilicueta. Assim como na etapa anterior, os brasileiros balançaram as redes muito cedo. Novamente, a um minuto, Hulk tocou para a Neymar. O jogador do Barcelona deixou a bola passar, e Fred, livre, bateu de chapa, com a perna direita, buscando a canto de Casillas, e a bola novamente morreu nas redes espanholas.

Del Bosque ainda acreditava na reação, e colocou Jesús Navas em lugar de Juan Mata. Aos nove minutos, Navas, que acabara de entrar, sofreu pênalti do lateral esquerdo Marcelo. O zagueiro Sergio Ramos assumiu a cobrança. O defensor bateu no canto direito de Júlio César, e a bola foi para fora.

Fred comemora seu segundo gol, o terceiro do Brasil.
(Foto: Rafael Ribeiro/CBF)

Depois do pênalti, como última cartada, o técnico espanhol tirou Fernando Torres, apagado, e colocou David Villa. O Brasil chegava com muita tranquilidade ao gol da Espanha, mas pecava nas finalizações. Primeiro com Hulk, aos 12 minutos, após Casillas sair da grande área para dividir com o atacante. Depois com Marcelo, aos 18, que poderia ter tocado no meio para Fred. Para piorar a situação espanhola, Piqué cometeu falta em Neymar, que partia em velocidade em direção à área. O juiz holandês Bjorn Kuipers expulsou o zagueiro do Barcelona.

Felipão passou a mudar a equipe. Aos 27 minutos, tirou Hulk, muito combativo na defesa, e colocou em seu lugar o meia Jadson, que estreava na competição. O atacante foi ovacionado pela torcida. O Brasil tinha o controle do jogo, pois não exigia mais da defesa espanhola, mas também não permitia que os adversários atacassem. O técnico brasileiro processava a segunda alteração: a saída de Fred e a entrada de Jô, aos 34.

Oscar disputa bola com Sérgio Ramos
(Foto: Rafael Ribeiro/CBF)

O goleiro Júlio César ainda trabalhou muito bem por duas vezes. Primeiro no chute cruzado de Pedro, aos 36, e depois, no arremate de David Villa. A bola tinha endereço do ângulo esquerdo, mas o camisa 12 fez bela defesa. Como último ato, Luis Felipe Scolari colocou Hernanes, quase um 12º jogador da equipe, para a saída de Paulinho. Depois, era só esperar o apito final do árbitro, que aos 47 minutos, apitava e erguia os braços apontando o fim da partida, decretando mais um título brasileiro da Copa das Confederações.

DESTAQUES INDIVIDUAIS - Com cinco gols no campeonato, o espanhol Fernando Torres ganhou a chuteira de ouro; Fred ficou com a de prata e o bronze foi de Neymar. Júlio César levou a luva de ouro, por ter sido escolhido o melhor goleiro. Paulinho foi o terceiro melhor atleta do campeonato, Iniesta foi o segundo e Neymar foi o craque.

Ficha do jogo:

Brasil 3 x 0 Espanha

BRASIL:
Júlio César; Daniel Alves, Thiago Silva, David Luiz e Marcelo; Luiz Gustavo, Paulinho (Hernanes) e Oscar; Hulk (Jadson), Fred (Jô) e Neymar.
Técnico: Luis Felipe Scolari

ESPANHA:
Casillas; Arbeloa (Azpilicueta), Sergio Ramos, Piqué e Jordi Alba; Busquets, Xavi, Iniesta e Juan Mata (Jesús Navas); Pedro e Fernando Torres (David Villa).
Técnico: Vicente Del Bosque

Motivo: Final da Copa das Confederações
Data: 30/06/2013
Horário: 19 horas

Local: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)
Público: 73.531

Árbitro: Bjorn Kuipers (Holanda)
Auxiliares: Sander Von Roekel e Erwin Zeinstra (ambos da Holanda)

Cartões amarelos: Arbeloa e Sergio Ramos (Espanha)
Cartão vermelho: Piqué (Espanha)

Gols: Fred, a um minuto, e Neymar, aos 43 minutos do primeiro tempo; Fred, a um minuto do segundo tempo.

O terceiro é da Azzurra

Após 120 minutos, Buffon é decisivo, Itália vence Uruguai nos pênaltis e garante terceira colocação na Copa das Confederações

De Belo Horizonte.
Por Arthur Möller.

30/06/13 - Uruguai e Itália fizeram um dos jogos mais equilibrados e emocionantes da Copa das Confederações 2013, durante disputa pelo terceiro lugar na competição, na tarde deste domingo, na Fonte Nova, em Salvador. Nos 90 minutos, empate por 2 a 2. O placar se manteve na prorrogação, mas na disputa por pênaltis, a Itália levou a melhor. Buffon defendeu três penalidades e sacramentou o trunfo da Azzurra.

Na decisão por pênaltis, brilhou a estrela de Buffon.
(Foto: AFP)

Uruguai e Itália se apresentaram bem na primeira etapa. Os sul-americanos mantiveram a estratégia dos últimos jogos - Forlán e Cavani pelas pontas, ajudando na marcação e puxando os contra-ataques. Fugindo do sol das 13 horas na Bahia, os europeus concentraram seu jogo onde havia sombra no campo, no lado esquerdo de ataque. Por ali, De Sciglio, Candreva e o jovem El Shaarawy levaram perigo. Porém, as primeiras investidas foram uruguaias. A primeira boa chance italiana veio aos oito minutos, em desvio de cabeça do zagueiro Chiellini. Aos 15 minutos, outra boa chegada. De Sciglio apareceu livre na esquerda, cruzou rasteiro para Candreva, que bateu, mas Muslera pegou. 

Oito minutos depois, Martín Cáceres se atrapalhou na saída de bola e cometeu falta sobre Diamanti. Na cobrança, o mesmo Diamanti percebeu Muslera adiantado e bateu direto para o gol. A bola tocou o travessão, resvalou nas costas do goleiro uruguaio e sobrou para Astori completar, com o gol aberto. Itália 1 a 0. Após sofrer o golpe, a Celeste reagiu e levou perigo ao gol de Buffon por duas vezes. Dos 33 aos 45 minutos, os uruguaios finalizaram quatro vezes, totalizando sete chutes a gol. Em contrapartida, a Itália teve mais posse de bola e finalizou mais. Nove chutes ao todo.

Na segunda etapa, o Uruguai foi em busca da virada, e, aos 12 minutos, após roubada de bola e arrancada de Gargano, Cavani recebeu na área e, com frieza, marcou. Tudo igual em Salvador. A partir daí, a Celeste dominou a partida e por pouco não virou o placar. Buffon defendeu dois chutes de Forlán à queima-roupa. Em seguida, a Azurra respondeu. El Shaarawy foi derrubado na entrada da área e, na cobrança, Diamanti venceu Muslera, mais uma vez. Um golaço! Aos 32 minutos, outra cobrança de falta certeira, mas dessa vez batida por Cavani, o destaque uruguaio. A bola era defensável, mas o veterano Buffon aceitou. Uruguai 2, Itália também 2. E o jogo se encaminhou para a prorrogação.

Desgastadas, as duas seleções fizeram um jogo pragmático e exploraram os chutes de fora da área nos 30 minutos finais. Principalmente a seleção uruguaia, que parecia desconfiar das qualidades de Buffon. Acuada, coube à Itália se defender e impedir o terceiro gol do Uruguai. Os comandados de Óscar Tabárez pareciam incansáveis. Tentaram de todas as formas, mas não conseguiram superar a defesa italiana. Na decisão por pênaltis, brilhou a estrela de Gianluigi Buffon. O número 1 da Azurra defendeu três cobranças uruguaias e consagrou sua seleção como a terceira colocada da Copa das Confederações 2013.

Ficha do jogo:  

Uruguai 2 (2) x (3) 2 Itália

URUGUAI: 
Muslera, Maxi Pereira (Álvaro Pereira), Lugano, Godín e Martín Cáceres; Arévalo (Diego Pérez), Gargano e Cristian Rodríguez (Álvaro González); Luis Suárez, Cavani e Forlán; 
Técnico: Óscar Tabárez.

ITÁLIA: 
Buffon, Maggio, Chiellini, Astori (Bonucci) e De Sciglio; De Rossi (Aquilani), Montolivo, Diamanti (Giaccherini) e Candreva; El Shaarawy e Gilardino; 
Técnico: Cesare Prandelli

Local: Fonte Nova, em Salvador (BA)
Data: 30/06/2013
Horário: 13h (Horário de Brasília)

Gols: Uruguai - Cavani, aos 12 minutos do primeiro tempo, e aos 32 minutos do segundo tempo; Itália - Astori, aos 23 do primeiro tempo, e Diamanti, aos 27 do segundo tempo.

Árbitro: Djamel Raimoudi (Argélia)
Assistentes: Abdelhack Etchiali (Argélia) e Redouane Achik (Marrocos)

Cartões Amarelos: Maxi Pereira e Luis Suárez (Uruguai); Chiellini (Itália)
Cartão Vermelho: Montolivo (Itália)

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Só Jesus salva

Espanha e Itália fazem duelo equilibradíssimo no Castelão, decidido apenas nos pênaltis após erro de Bonucci e gol de Jesús Navas

De Aracaju.
Por Henrique Ferrera.

27/06/2013 - Deu a final esperada, mas não foi fácil. A Espanha enfrentou uma Itália no limite da vontade e da garra, e sofreu muito para bater a azzurra, no Castelão, na tarde desta quinta (27). Após empate sem gols nos 120 minutos de tempo normal e prorrogação, a Fúria venceu por 7 a 6 nos pênaltis, rumo à final da Copa das Confederações, onde enfrentará o Brasil às 19 horas do próximo domingo (30), no Maracanã.

Bonucci joga para longe a única cobrança perdida. 
(Foto: Reuters)

Primeiro tempo

A Espanha mais uma vez teve bem mais posse de bola do que o adversário, só que desta vez, isto não foi de nenhuma valia. Cesare Prandelli resolveu recorrer aos três zagueiros, liberando Maggio para fazer o que sabe de melhor: atacar. E o lateral do Napoli foi o grande nome do time, causando muito transtorno para Jordi Alba marcá-lo, levando a Itália a jogar mais incisiva, criando mais chances que a Espanha.

Para a infelicidade da torcida - que torcia pela Itália em sua maioria - Christian Maggio é lateral, e não atacante. O lateral teve três chances desperdiçadas, além de criar mais duas, que também esbarraram na falta de qualidade na conclusão.

Pirlo cruzou para Maggio, que jogou para fora; Maggio cruzou da direita, mas Gilardino também jogou para fora; um lançamento longo encontrou Maggio, mas Casillas saiu bem para abafar; Maggio escorou de cabeça para Marchisio, que foi de peixinho, sem sucesso; e o próprio Maggio, também de peixinho, parou em Casillas. A Espanha também chegou, com dois chutes cruzados para fora e só.

Segundo tempo

A Itália voltou mais retraída na segunda etapa, e a Espanha ganhou campo para fazer seu jogo. Sempre com a posse de bola, se fechou mais na defesa, mas não conseguia encontrar o espaço para criar perigo.

As escassas chances de perigo da segunda etapa vieram do lado espanhol, principalmente após a entrada do veloz Jesús Navas, no lugar de David Silva. Fernando Torres deu a bola à Navas, que fez Buffon trabalhar pela primeira vez. Depois, Iniesta fez boa jogada em velocidade, mas bateu mal.

A Itália começou a espelhar o jogo, tocando a bola no campo de ataque, mas também não conseguia criar perigo. A prorrogação era inevitável, embora Piqué, surpreendendo no ataque, quase tenha marcado aos 38.

Prorrogação e pênaltis

O calor de Fortaleza deixou os dois times exaustos, e a cada lance era visível o cansaço no rosto dos jogadores. Os espaços começaram a aparecer, e Giaccherini mandou um balaço na trave direita de Casillas. A Espanha respondeu, e de Rossi foi heróico ao salvar bola que seria possível gol de Sergio Ramos.

A Itália começou a se retrair cada vez mais, pois não havia mais força para atacar. Buffon quase entregou tudo ao socar mal em chute de Xavi, mas agradeceu aos céus ao ver a bola beijar a trave. A Espanha pressionou, já na base da vontade, mas os pênaltis selariam o destino das duas seleções.

Apesar do desgaste, o que se viu nas primeiras cobranças foi muita qualidade e tranquilidade. Os cinco de cada lado acertaram, levando às alternadas. Mais uma vez, os dois acertaram. Na sétima cobrança, Bonucci jogou longe, e coube a Jesús Navas decretar a passagem da Fúria à final. E ele o fez.

Quem brilhou? Christian Maggio aproveitou a lesão de Abate, e mostrou a Prandelli porquê não deve ser reserva. Foi muito importante criando jogadas, e retendo Jordi Alba na defesa.

Quem atrapalhou? Não poderia ser outro senão Leonardo Bonucci. O fraco zagueiro da Juve até fez uma partida segura, mas bateu o pênalti de forma bisonha.

Próximos jogos. No domingo, a Fonte Nova terá Itália x Uruguai (13h), pelo 3º lugar; a final é no mesmo dia (19h), com Brasil x Espanha no Maracanã.

Espanha (7) 0 x 0 (6) Itália

ESPANHA
Casillas, Arbeloa, Sergio Ramos, Piqué e Jordi Alba; Busquets, Xavi e Iniesta; Pedro (Juan Mata), David Silva (Jesús Navas) e Fernando Torres (Javi Martínez).
Técnico: Vicente del Bosque

ITÁLIA
Buffon, Barzagli (Montolivo), Bonucci e Chiellini; Maggio, de Rossi, Pirlo e Giaccherini; Candreva e Marchisio (Aquilani); Gilardino (Giovinco).
Técnico: Cesare Prandelli

Local: Estádio Castelão, em Fortaleza (CE).
Data: 27/06/2013
Horário: 16h

Gols: nenhum
Árbitro: Howard Webb (ING)

Cartões amarelos: Piqué (Espanha); de Rossi (Itália)
Cartões vermelhos: nenhum

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Rumo ao tetra!

Júlio César defende pênalti, Neymar manda beijo, Brasil vence Uruguai e se classifica para a final da Copa das Confederações

De Aracaju.

Por Helena Sader.

26/06/2013 - Não foi nem de longe a partida mais bonita que a Seleção Brasileira já fez. Mas o que faltou de beleza, sobrou de emoção. Desde antes do início, o jogo entre Brasil e Uruguai prometia. Rivais de longa data, os sul-americanos fizeram a primeira das semifinais da Copa das Confederações de 2013. Nesta quarta-feira (26), no Mineirão, em Belo Horizonte, a torcida mineira repetiu o que vinha sendo feito em todos os jogos do Brasil até agora. Os torcedores emocionaram os jogadores no momento do hino e fizeram festa durante a partida. E bem que os jogadores brasileiros precisaram. Com muitas dificuldades, o Brasil venceu um jogo sofrido por 2 a 1. Destaques para Fred, que marcou o primeiro para os brasileiros, Paulinho, que participou do primeiro com lindo lançamento e fez o segundo gol do Brasil, e Cavani, que fez seu primeiro gol pelo Uruguai na competição. 

Jogadores festejam após a suada vitória.
(Foto: Rafael Ribeiro/CBF)

A vitória teve um gostinho especial para Júlio César. O goleiro, contestado por torcedores desde a eliminação do Brasil para a Holanda na Copa do Mundo de 2010, teve um dia inesquecível. Júlio pegou um pênalti cobrado por Forlán quando o jogo ainda estava 0 a 0. 

Agora, rumo à conquista do quarto título da competição, o Brasil aguarda o vencedor do duelo entre Itália e Espanha para saber que time enfrentará na tão esperada final da Copa das Confederações. A disputa entre os europeus será nesta quinta-feira (27), em Fortaleza, no Castelão. A final será realizada no domingo (30), no Maracanã, no Rio de Janeiro. 

Quando a bola rolou...

Aguenta coração! Com apenas 15 minutos de jogo entre Brasil e Uruguai, o torcedor já teve que roer as unhas. Em dia nada bom para a zaga brasileira, David Luiz puxou a camisa e praticamente "deu um golpe" no uruguaio Lugano. Para Enrique Osses, árbitro chileno, não restou nenhuma alternativa a não ser marcar  a penalidade máxima. Mas se o goleiro Júlio César pensou que estava sozinho diante do atacante Forlán, ele se enganou. O torcedor presente no Mineirão vaiou bastante o uruguaio na hora da cobrança  E deu certo: Júlio pulou no seu canto esquerdo e conseguiu defender. 

Mesmo com a vantagem de não ter tomado o gol naquele momento, o Brasil não conseguia passar pela forte marcação uruguaia e sair para jogar. E, ao mesmo tempo, o jogo ia sendo marcado por muitas faltas, muitas delas feitas pelo Brasil. 

No finalzinho do primeiro tempo foi que o Brasil pôde respirar aliviado. Paulinho, que voltou a jogar pela seleção nesta quarta, recebeu a bola no meio, enquanto Neymar disparou entre os uruguaios para dentro da área. O volante corintiano fez belo lançamento e Neymar dominou muito bem. O atacante jogou por cima do goleiro Muslera, mas a bola resvalou e voltou para o meio da área. E, para ao azar do uruguaio, sobrou pra quem não erra: Fred. O camisa 9 chutou de forma engraçada, com a canela, mas para o fundo das redes. Muitíssimo conhecido no Mineirão, deu tempo até para o torcedor cruzeirense matar a saudade da época que o artilheiro fazia parte da equipe celeste. 


Fred e Paulinho, autores dos gols brasileiros.
(Foto: Rafael Ribeiro/CBF)

A vantagem brasileira foi levada até o intervalo. Mas toda a euforia estabelecida pelo gol de Fred acabou no comecinho do segundo tempo. Logo aos 3 minutos, Luis Suárez persistiu na área enquanto a zaga brasileira se atrapalhava toda. David Luiz afastou mal a bola e Thiago Silva, diferente do habitual, entregou a bola nos pés de Cavani. Um dos jogadores mais requisitados do futebol atual, o uruguaio não perdeu a chance e marcou seu primeiro gol na competição. 

Depois do gol sofrido, o Brasil não estava bem. Oscar muito distante do que todos esperam; Hulk muito abaixo das expectativas. Dessa forma, Felipão resolveu arriscar. Para a loucura do torcedor atleticano, quem estava prestes a entrar para tentar mudar o rumo do jogo era Bernard. E olha que foi uma boa escolha. O garoto atleticano entrou e deu bastante velocidade no jogo, e ainda trouxe o torcedor da casa novamente para o lado do time. 

E aos 38 minutos do segundo tempo, algo engraçado e inesperado aconteceu. Álvaro González foi substituído por Gargano. Enquanto deixava os gramados, o uruguaio aproveitou para dar um apertão na bunda de Neymar como provocação. Para responder ao gesto do uruguaio, o atacante brasileiro mandou beijos para o rival. Câmeras do mundo todo filmaram a cena que firmou ainda mais o cenário tenso entre os jogadores. 

O Uruguai ainda assustou algumas vezes e estava melhor na partida. Até que veio o inesperado. Neymar cobrou escanteio da esquerda e a bola sobrou certinha para Paulinho marcar de cabeça e colocar o Brasil na final. 

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Mais do mesmo

Com quatro de Abel Hernández, Uruguai goleia Taiti e garante vaga na semifinal da Copa das Confederações

Do Rio de Janeiro.
Por Rafael Souza.

24/06/13 - O Uruguai goleou o Taiti por 8 a 0, na tarde deste domingo (23), pela última rodada da fase de grupos da Copa das Confederações, e garantiu vaga na semifinal da competição. Em partida realizada na Arena Pernambuco, em Recife, o atacante Abel Hernández foi o grande destaque, com quatro gols. Luís Suárez (2x), Diego Pérez e Lodeiro anotaram os outros gols da Celeste, que foi a campo com uma equipe reserva. Agora, os uruguaios têm o Brasil pela frente, na quarta-feira (26), no Mineirão, às 16h.

Porém, o que chamou mais atenção na partida não foi a goleada em si. O carinho dos taitianos com os torcedores brasileiros que os apoiaram foi algo marcante, com direito à faixa após o apito final com os dizeres: "Obrigado, Brasil". Além disso, muitos jogadores entraram com a bandeira do Brasil em volta do corpo, em um gesto de gratidão pelo apoio das arquibancadas e pela receptividade do povo brasileiro.

Jogadores taitianos agradeceram o apoio do brasileiros. 
(Foto: FIFA via Getty Images)
O jogo foi bem previsível. Torcida presente no estádio empurrando o Taiti, gritando "olé" a cada troca de passe, desarme ou defesa do goleiro e a expectativa em relação ao tempo em que a seleção da Oceania suportaria até o primeiro gol uruguaio. Isso durou apenas um minuto: após cobrança de escanteio de Lodeiro, Scotti desviou e Hernández completou sozinho.

A partir daí, a partida se arrastou, com o Uruguai levando o jogo em "banho maria" e o Taiti esbarrando em suas sérias limitações técnicas. Aos 23 minutos, o Uruguai deu início à goleada com Abel Hernández, que chapelou o zagueiro e fez um bonito gol. Três minutos depois, Pérez ampliou; e aos 45, Hernández fez mais um, chegando ao hat-trick. Em todo o primeiro tempo, o Taiti ameaçou somente em uma oportunidade, com  Chong Hue, aos 39.

No início do segundo tempo, Aguirregaray foi derrubado por Vallar dentro da área. Pênalti que Scotti cobrou e o goleiro Meriel defendeu, para delírio dos pernambucanos, valendo como se fosse um gol. Logo depois, o mesmo Scotti conseguiu a proeza de ser expulso contra uma equipe amadora, após levar o segundo amarelo. Porém, Ludivion tratou de trazer a igualdade no número de jogadores em campo, oito minutos depois. Depois disso, mais gols uruguaios, com o botafoguense Lodeiro, aos 15; Hernández, aos 21; e Luís Suárez, fechando a conta, aos 36 e 44.

Com o término do jogo, a aventura taitiana também se encerrou, embaixo de aplausos ovacionados dos brasileiros. Certamente, o Brasil ganhou um lugar no coração dos taitianos, que por sua vez, trouxeram um certo brilho à competição com sua histórica participação. Não só por ter levado 24 gols em três jogos e ter feito apenas um, mas pelo carisma e, sobretudo, pela humildade de seus jogadores e comissão técnica.

Além disso, deixaram uma lição: quem disse que não há futebolistas que jogam por amor ao esporte? Diante de tempos como esses, em que o futebol se torna um simples negócio, é sempre bom ter um Taiti na vida.

URUGUAI: Silva; Aguirregaray, Coates, Scotti e Álvaro Pereira; Diego Pérez, Eguren, Gargano e Lodeiro; Gastón Ramírez (Luis Suárez) e Hernández.
Técnico: Oscar Tabárez.

TAITI: Meriel; Ludivion, Caroine, Jonathan Tehau, Vallar e Simon; Aitamai (Lemaire), Lorenzo Tehau (Atani), Vahirua e Chong Hue; Hnanyine (Tihoni).
Técnico: Eddy Etaeta.

domingo, 23 de junho de 2013

Sem surpresas

Como esperado, Espanha passa fácil pela Nigéria, fica em primeiro no grupo B e elimina africanos na Copa das Confederações

De Abaeté (MG).
Por Júlia Alves.

23/06/2013 - Era uma missão quase impossível, mas a Nigéria entrou em campo com o discurso de jogar para ganhar da Espanha e esperar um tropeço do Uruguai diante do modesto Taiti, para garantir sua vaga na próxima etapa da Copa das Confederações. Só que, dentro de campo, a conversa foi diferente. A atual campeã africana não conseguiu segurar a poderosa campeã mundial. O jogo no estádio Castelão, pela última rodada da fase de grupos do torneio, foi marcado pelo domínio espanhol. A superioridade da Fúria ficou estampada no placar de 3 a 0.

Jordi Alba marcou duas vezes contra a Nigéria.
(Foto: FIFA via Getty Images)

A Espanha deixou claro, mais uma vez, o porquê de ser a melhor seleção do mundo. Com toque de bola admirável e velocidade no ataque, a seleção espanhola chegava fácil. No entanto, a Nigéria surpreendeu mostrando qualidade na parte defensiva o que impediu maior diferença no marcador. Se a defesa nigeriana ia bem, o ataque não mostrou eficiência.

Com esse resultado, além da goleada do Uruguai sobre o lanterna Taiti por 8 a 0, a Nigéria deixa a competição como terceira colocada do grupo B, com três pontos. Já a Espanha, líder com nove pontos, enfrentará, na próxima quinta-feira (27), no Castelão, a Itália, segunda colocada do grupo A, chave que teve o Brasil como líder. A outra partida semifinal será realizada na quarta-feira (26), às 16h, no Mineirão, entre brasileiros e uruguaios.

O jogo

A Espanha começou indo para cima e, já no primeiro minuto, Iniesta fez bela jogada, mas Enyeama defendeu. Não demorou muito para a Fúria voltar ao ataque, porém, dessa vez, o goleiro não pôde fazer nada. Aos três minutos, Jordi Alba fez um golaço driblando os defensores africanos, após um passe preciso de Iniesta.

O time nigeriano não se abateu com o gol tomado logo no início e manteve um ritmo forte com uma marcação apertada. Dessa maneira, a defesa espanhola teve que trabalhar por diversas vezes. Aos 19 minutos, o goleiro Valdés fez uma grande defesa, impedindo o empate.

Apesar da Nigéria finalizar mais vezes, a Espanha era mais objetiva e acabou esbarrando no goleiro nigeriano para ampliar o placar. Enyeama trabalhou bem em muitos lances e, ainda, contou com a sorte. Quando não conseguiu a defesa, Fàbregas chutou, porém, a bola bateu na trave.

O segundo tempo começou com pressão da Nigéria, que parecia esboçar uma reação. No entanto, as chances criadas não eram bem aproveitadas. Como já dizia o ditado, “quem não faz, leva”. Aos 17 minutos, Pedro fez cruzamento perfeito, encontrando Fernando Torres bem posicionado dentro da pequena área. O atacante havia acabado de entrar em campo e, com seu faro de gol, conseguiu marcar mais uma vez e aumentar sua vantagem na briga pela artilharia da competição.

Depois do gol, a Espanha retomou as rédeas do jogo e passou a chegar muito ao ataque, ultrapassando o número de finalizações da seleção nigeriana. Porém, o goleiro adversário continuou fazendo ótimas defesas. 

Aos 29 minutos, Gambo teve uma ótima oportunidade. Cara a cara com Valdés, chutou sem o capricho necessário e viu a bola sair pela linha de fundo. Mas ainda viria mais do outro lado: faltando dois minutos para o fim da partida, Alba saiu livre da marcação para fazer o seu segundo gol no jogo e determinar o placar final.

Ficha do jogo:

Nigéria 0 x 3 Espanha

NIGÉRIA:
Enyeama, Efe Ambrose, Oboabona, Omeruo (Egwuekwe), Echiejile, Ogude, Obi Mikel, Sunday Mba (John Ogu), Musa, Akpala (Gambo) e Ideye. Técnico: Stephen Keshi

ESPANHA: 
Valdés, Arbeloa, Piqué, Sergio Ramos e Alba; Busquets, Xavi, Iniesta, Pedro (David Villa) e Fàbregas (David Silva); Soldado (Fernando Torres).Técnico: Vicente del Bosque

Local: Castelão, em Fortaleza (CE)

Data: 23/06/2013

Arbitragem: Joel Aguilar, com William Torres e Juan Francisco Zumba (trio de El Salvador)

sábado, 22 de junho de 2013

Com autoridade

Com altos e baixos na defesa, Brasil vence a Itália, termina a fase como primeiro e, ao que tudo indica, deve se livrar da Espanha na semi

De Aracaju.

Por Helena Sader.

22/06/2013 - É verdade que o Brasil passou por algumas dificuldades em Salvador neste sábado (22). Mas é também verdade que a estrela de craques brasileiros brilhou e foi fundamental nesta tarde. A Arena Fonte Nova foi palco da partida entre a Seleção Brasileira e a Itália, último confronto da fase de grupos da Copa das Confederações. O objetivo dos brasileiros nesta última partida era, antes de tudo, terminar essa fase em primeiro do grupo A. Para alcançar a meta, o Brasil precisava apenas do empate, visto que o saldo de gols dos brasileiros é maior que os italianos. Melhor do que isso, o Brasil venceu a Itália por 4 a 2 e terminou esta etapa com a sensação de dever cumprido. 

Brasil comemora um dos quatro gols da partida. Ao que tudo indica, seleção se livrará da Espanha.
(Foto: Rafael Ribeiro/CBF)

No outro jogo da chave, também nesta tarde, o México contou com dois gols de Chicharito para vencer o Japão por 2 a 1, em jogo que não valia mais nada, e terminou como terceiro do grupo, com três pontos. Agora, líder do Grupo A, o Brasil aguarda a decisão do segundo colocado do Grupo B para saber qual é o seu próximo adversário, da semifinal. Temida por muitas seleções, a Espanha está praticamente fora de disputar a semifinal com o Brasil, já que deve terminar em primeiro. Neste domingo, às 16h, Uruguai e Taiti se enfrentam na Arena Pernambuco, enquanto Nigéria e Espanha jogam no Castelão. A Espanha lidera, com seis pontos, seguida por Nigéria (três pontos e quatro gols de saldo) e Uruguai (três pontos e zero de saldo). O Taiti, sem pontuar, é o lanterna.

De volta às origens, o baiano Dante foi o primeiro a marcar na partida. Estreante, o zagueiro do Bayern entrou no primeiro tempo para substituir David Luiz, que sentiu a coxa e tomou um cartão amarelo logo no início do jogo. Neymar, que havia marcado um gol em cada partida anterior, teve êxito de novo, e dessa vez de falta, em belíssima cobrança. Quem completou a goleada brasileira foi Fred, que quebrou o jejum e marcou duas vezes. Pela Itália, Giacherinni e Chiellini deixaram os seus.


Mesmo com o clima tenso de protestos pelo Brasil, a torcida fez bela festa na Arena Fonte Nova, em Salvador. A preocupação maior é em Belo Horizonte, que recebeu fortes manifestações da população nesta tarde e é o local do próximo destino da seleção brasileira. A próxima partida, no Estádio Mineirão, será realizada na próxima quarta-feira (26), às 16h. Já a Itália encara o primeiro colocado, que muito provavelmente será a Seleção Espanhola, às 16h do dia seguinte. 


Detalhando o jogo

A partida entre Brasil e Itália foi bem diferente do que as equipes vinham fazendo na competição. Ambas as equipes abusaram da forte marcação e o jogo foi marcado pela ocorrência de muitas faltas. E dentro dessa estatística, um fato muito curioso: o atacante Neymar, acostumado a receber muitas entradas, foi um dos jogadores que mais cometeu faltas na partida. 

Pelo lado brasileiro, o técnico Felipão teve que escalar a seleção de forma diferente das demais partidas: sem Paulinho. No lugar dele, Hernanes. Para os italianos, o jogo começou sem Barzagli, Pirlo e De Rossi, perdas consideráveis. 

Os brasileiros começaram melhor. Inclusive, tiveram boas chances para abrir o placar, mas não conseguiu. Logo, a seleção italiana conseguiu equilibrar o jogo. Destaque negativo para Oscar, que não vem jogando bem e preocupa os torcedores. E, quando o empate no primeiro tempo era quase certo, Dante aproveitou-se do rebote de Buffon na cabeçada de Fred após cobrança de falta de Neymar para abrir o marcador. 

Estrela italiana, Balotelli quis jogo na volta do intervalo. E em uma jogada curiosa e muito inteligente, a Azzurra empatou a partida. Logo depois de jogada de ataque do time brasileiro, o goleiro Buffon recuperou a bola e a lançou em contra-ataque. A bola chegou a Balotelli, que deu belo passe de letra para Giaccherini soltar uma bomba contra o gol de Júlio César.

O Brasil era a única equipe na competição que não tinha tomado gols, até aquele momento. Mas, ao contrário do que alguns acharam, os brasileiros não perderam a cabeça. E quando o time verde e amarelo conseguiu uma falta muito próxima da área, a Seleção voltou a marcar dessa forma após quase dois anos. Neymar pediu a bola e a colocou no canto superior do gol defendido Buffon. 

A vantagem no placar animou o time e a torcida na Fonte Nova. E deu até espaço para aumentar a vantagem. Marcelo fez ótimo lançamento e deixou Fred muito bem para acabar com o jejum de gols. Ele brigou com a defesa adversária antes de finalizar com maestria, no alto.

Com os 3 a 1, Felipão colocou Bernard no lugar de Neymar, que estava com um cartão amarelo e cometia muitas faltas. Para os brasileiros, podia até parecer que ficaria aquele mesmo placar, mas não para os italianos. Depois de escanteio bem batido, rolou confusão na área. Luiz Gustavo fez pênalti em Balotelli e o juiz marcou, mas a bola sobrou para Chiellini e ele mandou para o fundo das redes. Os jogadores brasileiros reclamaram da decisão equivocada do juiz, mas o jogo seguiu: Brasil 3x2 Itália. 

Já nos minutos finais, depois de muito sufoco, o Brasil conseguiu marcar de novo e respirar aliviado. Bernard fez boa jogada e serviu Marcelo, que chutou e viu Buffon dar novo rebote. A bola voltou em cima de Fred, bem colocado, que só teve o trabalho de empurrar a bola e marcar o seu segundo gol na partida. 4 a 2 e fim de papo.

Chicharito brilha

Com dois gols de Chicharito Hernández, México vence Japão, e ambas as seleções se despedem da Copa das Confederações

De Belo Horizonte.
Por Vinícius Silveira.

22/06/2013 - Foi um jogo embalado pela despedida de México e Japão na Copa das Confederações, somado ao clima de manifestação que veio das ruas e contagiaram os 52 mil presentes ao estádio Mineirão. Ambos os selecionados deixaram torneio ainda querendo mostrar um bom futebol, e no fim, os mexicanos levaram a melhor. O placar da partida foi 2 a 1, gols de Chicharito Hernández, para o México, contra apenas um de Okazaki, para o Japão, o que fez o México encerrar como terceiro colocado do grupo A, que teve o Brasil, que venceu bem a Itália, como líder.


Chicharito Hernandez foi o nome do jogo, marcando duas vezes.
(Foto: AFP)

Japoneses pressionaram, mas sem gols

Os japoneses foram abraçados pela torcida mineira. E foi com este apoio que a seleção do Japão buscou o jogo, sempre muito disciplinada taticamente, mas sem deixar de atacar os mexicanos, que se mostrava uma seleção mais perigosa e com jogadores mais qualificados, porém, sem apresentar um bom futebol. Aos oito minutos, a seleção do Sol Nascente teve um gol anulado. Endo chutou de fora da área, a bola desviou no meio do caminho, e foi morrer no gol, mas o bandeira deu impedimento, alegando que o atacante Okazaki, que tocou na bola por último, estava em posição irregular. O México só chegou com perigo aos 39. Jorge Torres cruzou, e Guardado acertou uma cabeçada na bola, que parou na trave.

Hernández comanda e México vence

No segundo tempo, o México voltou muito melhor que o Japão. E o atacante Chicharito Hernández mostrou que seria o destaque da partida. Aos seis, ele aproveitou uma cobrança de escanteio, cabeceando a bola e exigindo grande intervenção de Kawashima. Dois minutos depois, veio o gol. Cruzamento que veio da esquerda por Guardado, e Chicharito se antecipou ao goleiro para cabecear e sair para comemorar com seus companheiros. O meia Giovani dos Santos, que era a grande saída de jogo dos mexicanos durante o torneio, passou a se apresentar mais, aproveitando o esquema tático do treinador adversário, que colocava seus laterais realizando a função de alas. O camisa 10 teve uma ótima oportunidade aos 14, quando mandou uma bola na trave.


 Chicharito Hernandez fazendo seu segundo gol na partida.
(Foto: AFP)


Aos 20 minutos, Giovani dos Santos pela direita, na primeira trave; Mier desviou na segunda, onde estava Chicharito Hernández, que só escorou de cabeça para o gol e fez o segundo. Depois, o jogo caiu tecnicamente. Um novo lance de perigo, surgiu aos 27, quando Giovani dos Santos fez boa jogada, e chutou no canto direito, exigindo bela defesa de Kawashima.

Para a alegria dos torcedores que foram ao Mineirão torcer para o Japão, saiu o gol da seleção japonesa. Kagawa lançou na área para Endo, que ajeitou para Okasaki, que tocou para as redes. Antes, a bola desviou no goleiro Ochoa. Aos 47, penalidade para o México, após Hernández ser derrubado por Oshida. Na cobrança, o atacante cobrou rasteiro, no canto esquerdo, para a defesa do goleiro japonês. Na sobra, o camisa 14 finalizou no travessão.


Ficha do jogo

Japão 1 x 2 México

Japão
Kawashima, Hiroki Sakai (Uchida), Konno, Kurihara e Nagatomo (Nakamura); Endo, Hosogai, Honda e Kagawa; Maeda (Yoshida) e Okazaki.
Técnico: Alberto Zaccheroni

Mexico
Ochoa, Mier, Diego Reyes, Héctor Moreno e Jorge Torres; Torrado, Guardado (Sacido), Giovani dos Santos (Barrera) e Zavala; Chicharito Hernández e Jimenez (Aquino)
Técnico: José Manuel La Torre

Motivo: Terceira partida do grupo A da Copa das Confederações
Data: 22/06/2013
Horário: 16 horas
Local: Estádio Mineirão, em Belo Horizonte, Minas Gerais

Público: 52.690 torcedores

Árbitro: Felix Brych (ALE)
Assistentes: Mark Borsch (ALE) e Stefan Lupp (ALE)

Cartões amarelos: Sakai (Japão) e Ochoa (México)

Gols: Chicharito Hernandez, aos oito e aos 20, Okazaki, aos 40 minutos do segundo tempo

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Vivos!

Na Bahia, Uruguai vence Nigéria e se mantém vivo na Copa das Confederações; Forlán decide em seu 100º jogo

De Belo Horizonte.
Por Bruno Santana, para o Geral das Alterosas.

20/06/13 - Depois de ter perdido a primeira partida para Espanha na primeira rodada por 2 a 1, o Uruguai jogou o primeiro “jogo da vida” na Copa das Confederações diante da Nigéria, na Arena Fonte Nova, em Salvador, na Bahia. Precisando vencer para manter boas chances de classificação na terceira rodada, a Celeste fez o seu papel e venceu os africanos por 2 a 1, nesta quinta-feira.

Com o resultado, o time sul-americano está na terceira posição, com os mesmos três pontos da Nigéria, que vence na tabela pelo saldo de gols. No fim de semana, o Uruguai enfrenta o fraco Taití, que sofreu duas goleadas na competição (a última delas para a Espanha, ontem), na Arena Pernambuco. Já os nigerianos enfrentam a Espanha, no Castelão, em Fortaleza, e têm uma missão bem mais complicada. 

Eu seu centésimo jogo com a camisa da Celeste, Forlán deixou sua marca.
(Foto: Reuters)

Primeiro tempo: Uruguai sai na frente e Nigéria busca empate

O Uruguai, que precisava buscar a vitória, entrou bem ligado na partida, mas sem criar algo claro e objetivo. A Nigéria precisou de dez minutos para se ligar. Aos 11 minutos, por exemplo, Ideye pegou firme na bola em cobrança de falta, e Muslera assustou os uruguaios ao deixar passar e defender em dois tempos. Pouco depois, ele ficou só olhando um cruzamento rasteiro da esquerda e quase foi castigado com um complemento para o gol na segunda trave.

Velho conhecido dos brasileiros, o zagueiro Diego Lugano tranquilizou Muslera e a torcida uruguaia. O defensor subiu ao ataque aos 18 minutos e, após receber um cruzamento rasteiro de Forlán, da esquerda, tocou para o fundo das redes abrindo o placar na Fonte Nova.

Por Salvador ter uma forte influência africana na sua cultura, a maioria presente na Fonte Nova estava torcendo para os nigerianos. Os torcedores se contentaram aos 36 minutos, quando Obi Mikel recebeu assistência de costas, no meio da defesa, clareou e bateu alto para empatar a partida. Tudo igual na Bahia: 1 a 1.

Nos acréscimos, a Nigéria quase virou o jogo. Mikel, novamente, apareceu ao fazer o cruzamento para a área; Omeruo desviou, e a bola quase encobriu Muslera. O goleiro, dessa vez bem atento, deu um toque para jogar a bola por cima da rede para evitar o segundo dos africanos.

Segundo tempo: Uruguai salta na frente e administra a vantagem

O Uruguai precisava vencer a partida e veio para cima de novo. Aos cinco minutos, em contra-ataque mortal, Suárez passou para Cavani, que acionou Forlán na esquerda. O jogador do Internacional, que já havia marcado dois gols na Fonte Nova com a camisa do Colorado, bateu alto, forte e seco no lado direito do goleiro Enyeama, fazendo o seu terceiro gol no estádio em dois jogos, marcando em seu centésimo jogo com a camisa da seleção. Uruguai 2 a 1.

O técnico nigeriano Stephen Keshi apostou as suas últimas fichas em Sunday Mba e Akpala, substitutos de Ogu e Ideye. Não adiantou. Àquela altura, o Uruguai já administrava a partida com a sua raça característica, deixando o jogo sem grandes emoções.

Com isso, o Uruguai administrou sua vantagem, venceu a Nigéria e chega com boas chances de classificação na última rodada no domingo.

Ficha do jogo:

NIGÉRIA 1 X 2 URUGUAI

NIGÉRIA: 

Enyeama; Ambrose, Oboabona, Omeruo e Echiéjilé; Ogu (Mba), Ogude, Mikel e Musa; Ideye (Akpala) e Oduamadi (Babatunde).
Técnico: Stephen Keshi

URUGUAI: 
Muslera; Pereira, Lugano, Godín e Cáceres; Arévalo Ríos, González, Rodríguez e Forlán; Suárez (Coates) e Cavani. 
Técnico: Óscar Tabárez

Motivo: segunda rodada do Grupo B da Copa das Confederações

Local: Arena Fonte Nova, em Salvador (BA)
Data: 20 de junho de 2013 (quinta-feira)

Gols: 
NIGÉRIA: Obi Mikel, aos 36 minutos do primeiro tempo
URUGUAI: Lugano, aos 18 minutos do primeiro tempo; Forlán, aos cinco minutos do segundo tempo

Árbitro: Bjorn Kuipers (Holanda)

Assistentes: Sander van Roekel e Erwin Zeinstra (ambos da Holanda)
Cartões amarelos: Babatunde e Akpala (Nigéria); Coates e Lugano (Uruguai)

Nota 10

Mesmo com o time reserva, Espanha faz história e goleia o Taiti por 10 a 0, no Maracanã

De Curitiba.
Por Willian Gomes. 

20/06/2013 - A torcida brasileira está do lado do Taiti. Depois de grande apoio na derrota para a Nigéria em Belo Horizonte, por 6 a 1, foi a vez dos cariocas incentivarem a fraca seleção nesta Copa das Confederações. Em jogo válido pela segunda rodada do torneio, a Espanha jogou com o time reserva, e, mesmo assim, ganhou mais três pontos, mantendo 100% de aproveitamento. Fernando Torres, com quatro gols, e David Villa, com três, comandaram a seleção espanhola, que venceu por 10 a 0, maior goleada da história do torneio.

A Espanha, líder do Grupo B com seis pontos, agora enfrenta a Nigéria, segunda colocada (melhor saldo) no último jogo desta primeira fase, às 16h do domingo (23), no Castelão, em Fortaleza. O Taiti encara o Uruguai, no mesmo horário, na Arena Pernambuco. No outro jogo da rodada, o Uruguai, terceiro com bateu a Nigéria por 2 a 1.


Fernando Torres e David Villa, que fizeram sete dos gols, fazem parte do time reserva da Espanha.
(Foto: Daniel Ramalho/Terra)

O jogo


Logo aos quatro minutos, a Espanha balançou as redes. Fernando Torres tabelou e invadiu a área pela esquerda. Na finalização, contou com a ajuda do goleiro Roche para abrir o placar. Até os 30 minutos, o Taiti suportou a pressão da Espanha, que perdeu boas chances. Mas em dois minutos os espanhóis marcaram mais dois gols. Primeiro com David Silva, que recebeu passe depois da boa jogada do xará Villa. O segundo saiu após o ótimo lançamento de Silva para Fernando Torres.

Ainda na primeira etapa, a Espanha marcou o quarto gol. Aos 38 minutos, David Silva fez mais uma boa jogada, e dessa vez tocou para David Villa marcar. No segundo tempo, o quinto gol foi aos três minutos. Depois da troca de passes, Montreal tocou para Villa marcar mais um. Aos 11 minutos, Navas cruzou para Fernando Torres balançar as redes, mais uma vez.

Mantendo o bom ritmo, a seleção espanhola fez mais dois gols em sequência. Aos 18 minutos, Villa marcou depois da jogada de David Silva. Aos 20, Mata também deixou o seu na sonora goleada: era o oitavo gol. Com 31 minutos, o juiz marcou pênalti contra o Taiti, para ira da torcida. Mas na cobrança, Torres acertou o travessão, para delírio da torcida, que apoiava os taitianos durante o jogo.

Aos 32 minutos, Fernando Torres se recuperou do pênalti e marcou o nono gol. O décimo e último gol saiu já aos 43 minutos. David Silva recebeu na área, girou e chutou para o fundo do gol, selando a maior goleada da história da Copa das Confederações.


 Ficha do jogo

Espanha 10x0 Taiti

ESPANHA: Reina; Azpilicueta, Sergio Ramos (Jesus Navas), Albiol e Monreal; Javi Martínez, Cazorla (Iniesta), David Silva e Juan Mata (Fábregas); Fernando Torres e David Villa.
Técnico: Vicente Del Bosque
 
TAITI: Roche; Ludivion, Vallar e Jonathan Tehau (Teaonui Tehau); Lemaire (Vero), Bourebare (Lorenzo Tehau), Caroine e Aitamai; Vahirua, Chong-Hue e Alvin Tehau.
Técnico: Eddy Etaeta


Local: Estádio do Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Djamel Haimoudi (Argélia)
Cartão amarelo: Cazorla (Espanha)

Gols:
ESPANHA: Fernando Torres, aos quatro e aos 32, David Silva, aos 31, e David Villa, aos 38 minutos do primeiro tempo ; David Villa, aos 13 e aos 18, Fernando Torres, aos 11 e aos 33, Juan Mata, aos 20, e David Silva, aos 43 minutos do segundo tempo.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Valeu o ingresso

Itália e Japão fazem jogaço, com vitória azzurra por 4 a 3, que elimina os nipônicos e põe a Itália na semifinal da Copa das Confederações

De Aracaju.
Por Henrique Ferrera.

19/06/2013 - Quem foi até a Arena Pernambuco nesta quarta-feira (19) viu um Japão completamente diferente do que enfrentou o Brasil. Despertando a comoção da torcida pernambucana, os japoneses fizeram uma ótima partida, e enfrentaram a poderosa Itália de igual para igual no melhor jogo da competição até agora. Ainda assim, pesou a camisa italiana, que saiu vitoriosa por 4 a 3 e eliminou o Japão.

Yuto Nagatomo lamenta derrota para a Itália.
(Foto: Getty Images)

Primeiro tempo

Longe de ter uma colônia em Recife, o Japão foi surpreendido pelo apoio das arquibancadas. A cada lance japonês podia ser ouvido o incentivo, enquanto a Itália era fortemente vaiada. Impulsionado, os japoneses partiram para o ataque, mostrando virtudes que ficaram escondidas na partida contra o Brasil. Buffon logo trabalhou em cabeçada de Maeda.

Aos 20, a defesa da Itália mais uma vez cometeu um erro grosseiro como na partida contra o México. De Sciglio atrasou mal a bola e Buffon chegou em atrasado em Okazaki, cometendo pênalti. Honda bateu com precisão, sem chance para Buffon. A Itália parecia completamente fora de sintonia, e Cesare Prandelli perdeu a paciência, colocando Giovinco no lugar de Aquilani. Mas quem chegou ao gol novamente foi o Japão, após hesitação de Montolivo e Chiellini em cortar uma bola que Kagawa aproveitou para encher o pé.

Como se estivesse em transe, alguém estalou os dedos e de repente a Itália acordou a mil. Aos 40 minutos, Pirlo colocou escanteio na cabeça de De Rossi, que testou para diminuir o placar. Os últimos minutos de primeiro tempo foi de pura pressão italiana, que culminou na bola na trave de Giaccherini antes do intervalo.

Segundo tempo

A Itália não diminuiu o ritmo, e o Japão tentou controlar o adversário, mas sem sucesso. Aos sete, Yoshida vacilou e Giaccherini cruzou para Balotelli sozinho, mas Uchida se antecipou e marcou contra. Logo depois, o árbitro argentino Diego Abal marcou pênalti duvidoso após a bola resvalar no braço de Hasebe. Balotelli foi para a cobrança - nunca errou como profissional - e virou o jogo para a Azzurra.

Depois da virada, o Japão desistiu do jogo, certo? Errado. Ainda empurrado pela torcida, o que se viu a partir do gol foi um Japão à la Espanha, tocando a bola no campo de ataque e envolvendo a defesa italiana. Aos 23, Endo cobrou falta na primeira trave e Okazaki se antecipou à zaga, empatando o jogo novamente. O Japão foi para cima, deixando o jogo totalmente elétrico e aberto, chegando a desperdiçar uma chance incrível com Kagawa, cabeceando totalmente livre no travessão, no rebote de uma bola na trave de Okazaki.

O jogo era enérgico e em uma velocidade completamente insana, e qualquer uma das equipes tinha chance de marcar na reta final. Melhor para a Itália, que aproveitou a falta de pontaria dos nipônicos, e aos 40 se utilizou de um contra-ataque rápido puxado por De Rossi, que acabou em Giovinco empurrando para o gol. Mas não acabou: ainda deu tempo de Okazaki acertar a trave de novo, e Yoshida mandou para a rede no rebote, mas estava impedido. Fim de jogo, Japão eliminado sob gritos de "Japão! Japão!" vindos da arquibancada.

Quem brilhou? O Japão perdeu e foi eliminado, mas merece os parabéns. Mostrou habilidade, vontade, velocidade e muita entrega. Apesar da derrota, foi reconhecido pela torcida.

Quem atrapalhou? O técnico Cesare Prandelli fez diversas escolhas erradas, como Maggio no setor de Kagawa, e Aquilani como titular. Venceu, mas tem que abrir o olho.

Próximos jogos. No sábado, Itália e Brasil se enfrentam na Fonte Nova às 16h; às 19h, o duelo dos eliminados entre Japão e México, no Mineirão.

ITÁLIA (4-3-2-1)
Buffon, Maggio (Abate), Barzagli, Chiellini e De Sciglio; Pirlo, De Rossi e Aquilani (Giovinco); Montolivo e Giaccherini (Marchisio); Balotelli. Tec: Cesare Prandelli

JAPÃO (4-2-3-1)
Kawashima, Uchida (H. Sakai), Konno, Yoshida e Nagatomo; Hasebe (Nakamura) e Endo; Okazaki, Honda e Kagawa; Maeda (Havenaar). Tec: Alberto Zaccheroni

Xô, zica!

Seleção Brasileira vence o México, tira a ''pedra do sapato'' e fica perto da próxima fase da Copa das Confederações

De São Paulo.
Por Eduardo do Carmo.

19/06/2013 - O Brasil está muito perto e o México quase eliminado da fase semifinal da Copa das Confederações. A confirmação dessas situações depende da outra partida do grupo A, que colocará Itália e Japão frente a frente, logo mais, em Recife. Qualquer resultado diferente da vitória do Japão classifica a Seleção Brasileira de forma antecipada e elimina os mexicanos. Isso porque o Brasil espantou o fantasma de finais tristes contra o México nos últimos jogos e venceu a seleção da América Central por 2 a 0, na tarde desta quarta-feira, no Castelão, em Fortaleza, no Ceará.

Ele voltou de vez! Neymar é destaque na vitória do Brasil contra o México.
(Foto: Foto: Rafael Ribeiro/CBF)

O técnico Luiz Felipe Scolari repetiu a formação do primeiro jogo diante do Japão, quando o Brasil estreou com o pé direito e um placar de 3 a 0. E a história foi mais ou menos parecida. No início do primeiro tempo, outro golaço do craque Neymar. No final do confronto, gol do último convocado, o atacante Jô, que só foi chamado por Felipão por conta da lesão de Leandro Damião.

Antes da bola rolar, correria e bombas em mais um protesto, dessa vez próximo ao Castelão. Cerca de cinco mil pessoas tentaram furar o bloqueio, que ficava a dois quilômetros dos acessos do estádio. De forma pacífica, a manifestação teve início, mas houve confronto entre manifestantes, que protestam por conta dos gastos públicos com a Copa do Mundo e os problemas sociais do país, e policiais. O grupo se reuniu na cidade de Fortaleza, às 10h.

Ainda antes da ação, mas na parte interna do Castelão, a torcida deu um show na hora do Hino Nacional. Mesmo com o corte da FIFA durante a execução, os torcedores continuaram cantando com os jogadores até o fim e criou um laço entre as partes.

No primeiro tempo, o Brasil começou com tudo e sufocou os mexicanos. Um golaço de Neymar, assim como na estreia, deu tranquilidade à Seleção. A vantagem logo no início, porém, recuou a equipe brasileira e deu espaço ao México, que tinha muita dificuldade, mas assustou a zaga verde e amarela em algumas oportunidades.

Diferente da etapa inicial, o segundo tempo teve início lento. O Brasil apostou na posse de bola para não deixar o México ''gostar'' do jogo. O placar mínimo se arrastava, mas aí novamente o craque Neymar apareceu. O novo jogador do Barcelona fez um lindo lance pela esquerda e deixou Jô em ótima condição para a definição do marcador.

Com golaço de Neymar, partida começa a mil por hora, mas cai de rendimento

Aos 3 minutos, em cobrança de falta, Hulk rolou para Marcelo, que bateu fraco para defesa de Corona. Um minuto depois, Oscar balançou a rede, mas o árbitro já havia parado o lance por impedimento. Aos 8, Daniel Alves cruzou, Rodríguez afastou mal e a bola sobrou para Neymar, que chutou de primeira e abriu o placar.

Aos 13, Daniel Alves apareceu bem no ataque e tentou encobrir Corona, que se recuperou e espalmou a bola para escanteio. Aos 15, Mier criou a primeira chance mexicana com um chute próximo à trave de Júlio César. Aos 23, Fred mandou para Neymar, que dominou no peito, tirou da marcação, mas mandou por cima do travessão.

Aos 34, David Luiz, na tentativa de afastar um cruzamento mexicano, se chocou com Thiago Silva e caiu com o nariz sangrando. Durante o restante do primeiro tempo, David Luiz atuou com um curativo para estancar o sangue. Na última oportunidade antes do intervalo, o México chegou ao ataque em cobrança de falta. Giovani dos Santos finalizou com perigo e a bola acertou a rede pelo lado de cima.

Em contramão, segundo tempo reservou a festa para o fim

Logo no primeiro minuto, Neymar alçou na área e Luiz Gustavo desviou. Thiago Silva complementou e mandou para o fundo da rede. O árbitro, porém, anulou o tento por impedimento. Aos 9 minutos, Hulk tabelou com Neymar, mas chutou torto. Livre na área, Fred mostrou descontentamento com o companheiro. Um minuto depois, Neymar ganhou na velocidade da zaga mexicana e chutou cruzado. Corona pulou e a bola saiu pela linha de fundo.

Aos 14, Guardado cruzou rasteiro, enquanto Chicharito já armava o chute. No meio do caminho, David Luiz salvou o Brasil. Aos 20, Paulinho fez ótima jogada e deixou para Neymar, que bateu no canto rasteiro de Corona. O goleiro espalmou para escanteio. Aos 38, Jô entrou no lugar de Fred. Nove minutos depois, o atacante do Atlético Mineiro, já na área, esperou o lindo lance de Neymar pela esquerda e recebeu de cara para o gol. De canhota, só teve o trabalho de empurrar para a rede.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Valeu a festa

Com apoio do torcedor mineiro, Taiti marca em sua estreia na Copa das Confederações, mas é goleado pela Nigéria

De Belo Horizonte.
Por João Vitor Cirilo.

17/06/13 - A simpática seleção do Taiti não tem muito o que fazer nesta Copa das Confederações. O maior azarão dos últimos tempos no mundo do futebol se classificou pela primeira vez para o torneio após ser campeão da Oceania, e estreou em competições longe de seu continente diante da Nigéria, no Mineirão, em Belo Horizonte. Os taitianos tiveram alguns bons momentos no jogo, e chegaram até a marcar no início do segundo tempo, com Jonathan Tehau. Porém, não houve como evitar a goleada da equipe nigeriana, que aproveitou-se dos vacilos e cansaço dos adversários nos últimos momentos para vencer por 6 a 1. A Nigéria ainda desperdiçou um caminhão de gols feitos. O destaque ficou para Oduamadi, autor de três gols. O lateral Echiejile marcou duas vezes e Jonathan Tehau, autor do gol histórico do Taiti, também marcou contra.

No outro confronto do Grupo B, disputado na noite de ontem, a Espanha bateu o Uruguai por 2 a 1. Na próxima rodada, Espanha e Taiti duelam às 16 horas da quinta-feira (20), no Maracanã, enquanto Nigéria e Uruguai jogam na Fonte Nova, às 19 horas do mesmo dia.

Nigerianos golearam na estreia da Copa das Confederações.
(Foto: Alex Livesey - FIFA/FIFA via Getty Images)

A bola rolou e o Taiti foi quem teve a primeira investida do jogo. Pela ponta esquerda, Simon recebeu, cortou para o meio e finalizou fraco, para defesa tranquila de Enyeama. E a torcida, solidária à causa taitiana, apoiava a equipe da Oceania, que apostava num forte trabalho defensivo para, quem sabe, tentar surpreender.

E a Nigéria, que não começou melhor, contou com uma "ajudinha" do juiz para fazer o primeiro gol. Após a defesa do Taiti cortar, a bola pegou no árbitro Joel Aguilar e sobrou para Elderson Echiejile finalizar para o gol. A bola ainda desviou na defesa e enganou o goleiro Samin antes de entrar, aos cinco minutos. Mas a equipe de vermelho não se abateu após o gol sofrido. Vahirua respondeu logo no lance seguinte. Ele finalizou forte e Enyeama fez bela defesa, mas a arbitragem marcou tiro de meta.

Com o passar do tempo, não teve jeito. Após erro de Bourebare na saída de bola, Oduamadi recebeu passe, driblou um defensor e tirou do goleiro para marcar o segundo do jogo, aos dez minutos. Aos 15, quase o terceiro. Musa recebeu no meio da defesa taitiana, que sempre marcava infantilmente em linha, driblou o goleiro e se atrapalhou. Ia finalizar com o pé esquerdo, e a bola acabou pegando em seu pé direito.

O Taiti dava suas saídas em velocidade para o ataque, e até trocava alguns passes com qualidade, mas as falhas eram mortais. Aos 26, Echiejile partiu pela ponta esquerda, cruzou e o goleiro Samin, na tentativa de segurar a bola, largou-a nos pés de Oduamadi, que marcou pela segunda vez na partida, fazendo 3 a 1. Samin se redimiu da falha aos 29 minutos. Ujah saiu na cara do gol, poderia tocar para seu companheiro, mas tentou driblar o arqueiro e foi desarmado.

Aos 33 minutos, investida taitiana pela ponta esquerda, e o passe de Chong Hue chegaria para Alvin Tehau só empurrar, não fosse o corte da defesa. Ficou no quase! O Taiti também chegou nos últimos minutos da primeira etapa, mas o gol não saiu.

Grande festa pelo gol do Taiti no início do segundo tempo.
(Foto: Laurence Griffiths/Getty Images)

O gol taitiano, que poderia ter saído em alguns momentos na primeira etapa, saiu aos nove minutos do segundo tempo. Após cobrança de escanteio da esquerda, Jonathan Tehau subiu por trás da zaga e cabeceou para as redes. Gol, festa da torcida no Mineirão e da simpática equipe do Taiti.

Com o Taiti claramente desgastado fisicamente, a Nigéria teve gol anulado aos 21 minutos. Ideye fez boa jogada pela esquerda e bateu cruzado para a área. Aos 24, a Nigéria marcou o quarto, após saída de bola equivocada. Contragolpe pela esquerda e cruzamento para a área, e Jonathan Tehau, que há pouco havia feito o histórico gol do Taiti, se atrapalhou e cortou contra a própria meta: 4 a 1. Aos 31, o quinto gol. Ideye recebeu por trás da zaga e cruzou para Oduamadi marcar o quinto dos africanos, terceiro dele. O sexto foi de Echiejile, que aproveitou corte do goleiro para empurrar para as redes e marcar seu segundo na partida, aos 35 minutos.

E Jonathan Tehau quase marcou o segundo do Taiti aos 42 minutos, depois de lançamento longo da defesa e desvio de cabeça, que passou perto da trave. Assim acabou a estreia taitiana na Copa das Confederações. Goleados, sim, mas carregando certo orgulho por chegarem onde estão.

Ficha do jogo:

Taiti 1x6 Nigéria

TAITI:
Samin; Ludivion, Vallar (Faatiarau) e Jonathan Tehau; Simon (Lemaire), Bourebare, Caroine e Aitamai; Vahirua (Atani), Alvin Tehau e Chong Hue. 
Técnico: Eddy Etaeta

NIGÉRIA:
Enyeama; Ambrose, Oboabona, Omeruo (Egwuekwe) e Echiejile; Obi Mikel, Ogude e Mba (Ogu); Ujah (Ideye), Oduamadi e Musa. 
Técnico: Stephen Keshi

Motivo: Primeira rodada do Grupo B da Copa das Confederações
Local: Estádio Mineirão, em Belo Horizonte (MG)
Público: 20.187

Arbitragem: Joel Aguilar (El Salvador)