Unilever e Sesi-SP decidem a temporada 2013/2014 da Superliga Feminina de Vôlei no próximo domingo. Veja nossa prévia
De Belo Horizonte.
Por João Vitor Cirilo.
25/04/2014 - O duelo entre Unilever e Sesi-SP, marcado para o próximo domingo, às 10h, no Maracanãzinho, tem vários fatores interessantes a serem destacados. O primeiro e talvez o maior deles é a realização de uma final diferente na Superliga Feminina de Vôlei após o longo período de nove anos. Desde a temporada 2004/2005 até a última, 2012/2013, Rio e Osasco se enfrentaram em todas as decisões, apresentando nomes diferentes. O Rio já jogou como Rexona/Ades antes de se chamar Unilever e enfrentou BCN/Osasco e Finasa/Osasco. Em 2013/2014, o time carioca, na 10ª decisão seguida e defendendo o título, enfrenta um estreante em finais.
E lá se vão 10 finais consecutivas...
Terceiro colocado na fase classificatória, o Unilever, do Rio de Janeiro, colocou a tradição em quadra e conquistou a vaga para a sua décima decisão de Superliga consecutiva. Para isso, após uma primeira fase não tão boa quanto era esperado e comparado aos últimos anos (59 pontos e 20 vitórias em 26 jogos), o time de Bernardinho teve que ser mais regular para não vacilar nas fases eliminatórias. E assim foi.
Nas quartas de final, suou para bater o azarão Pinheiros em São Paulo por 3 sets a 2 na primeira partida; depois, no Rio, não teve jeito para o time paulista: 3 a 0 e Unilever na semi.
Aí veio o grande desafio: o Vôlei Amil, de José Roberto Guimarães, segundo colocado na temporada regular. Querendo ou não, a equipe de Campinas entrava com certo favoritismo em quadra, por ter feito campanha melhor na primeira fase e por estar jogando um melhor voleibol no ano, além de ter a vantagem de decidir a série em casa, caso fosse necessária a realização de três partidas. Porém, nem isso foi preciso. O Unilever matou a classificação em duas partidas. Em Campinas, um surpreendente 3 a 0, com duas primeiras parciais apertadas e um baile no terceiro set (25/23, 30/28 e 21/13). No segundo jogo, no Maracanãzinho, cinco sets: 3 a 2 e classificação carioca.
O Unilever, campeão na temporada passada, busca seu sétimo título nas dez finais seguidas. Também foi campeão em 2005/2006, 2006/2007, 2007/2008, 2008/2009 e 2010/2011, além de 2012/2013.
Após início irregular, finalista
O Sesi-SP não começou a temporada nada bem. Após o término da 13ª rodada, fim do primeiro turno da fase classificatória, o time comandado pelo ótimo Talmo de Oliveira só havia conquistado 19 pontos, e cinco vitórias em 13 jogos, números muito abaixo do esperado para um forte grupo. Talmo chegou até a ser contestado. Para compensar, o segundo turno foi excelente. Foram 34 pontos e 12 vitórias em 13 partidas. A recuperação fez o time paulistano saltar do sétimo para o quarto lugar, o que gerou o cruzamento com o Banana Boat/Praia Clube, de Uberlândia, na primeira rodada do mata-mata.
Nas quartas, dificuldade. A série entre Sesi e Praia foi a única definida em três jogos. No primeiro, vitória paulista por 3 a 1, em casa; na segunda, fora, recuperação praiana e novo 3 a 1, agora para o time mineiro; no terceiro duelo, deu Sesi, mas em jogo muito apertado: 3 a 2, com direito a uma virada espetacular no quinto set, onde o Sesi era derrotado por 14/11. Osasco buscava sua 13ª final consecutiva.
Veio a semifinal e o confronto contra o temido Molico/Nestlé, que chegava invicto, ou seja, com 28 vitórias consecutivas. Antes disso, Osasco bateu o mesmo Sesi nas decisões do Paulista e da Copa Brasil. Muitos esperaram o pior, mas o Sesi se deu muito bem. No primeiro jogo, 3 a 1 em Osasco; no segundo, em casa, dificuldade, mas vitória por 3 a 2 e a vaga conquistada na final.
Quem pode decidir?
Fabiana, central do Sesi, tem média de 18,6 pontos por jogo no mata-mata desta temporada (cinco partidas), números que demonstram bem sua importância para o time da Vila Leopoldina. Sem dúvida, a capitã é sim uma das bolas de segurança da levantadora Dani Lins, que sabe bem para quem passar a batata quente quando a situação estiver apertada.
Fofão, levantadora do Unilever, aos 44 anos de idade, ainda esbanja categoria. A experiente jogadora chegou a ficar dois meses parada para se recuperar de uma lesão na panturrilha. De volta, ela busca seu quarto título (também venceu em 1998/99, com o Mizuno/Uniban-SP, em 2001/02, com o MRV/Minas, e na última temporada, com o mesmo Unilever) e é a responsável por abastecer o ataque formado por jogadoras de bom nível, como Mihajlovic, Sarah Pavan e Gabi, além das boas centrais Carol e Juciely. Aliás, o destaque carioca é coletivo, justamente por contar com vários nomes interessantes na virada de bola.
Equipes titulares
Unilever: Fofão, Sarah Pavan, Mihajlovic, Gabi, Carol, Juciely e a líbero Fabi. O técnico é Bernardinho.
Sesi: Dani Lins, Ivna, Dayse, Suelle, Bia, Fabiana e a líbero Suelen. O técnico é Talmo de Oliveira.


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