Após ser pressionado o jogo inteiro, Galo leva gol no fim e perde para o Nacional-COL na ida das oitavas da Libertadores
De Belo Horizonte.
Por Vinícius Silveira.
24/04/2014 - Foi um jogo de dois times muito diferentes. O Atlético Nacional da Colômbia entrou em campo com outra energia. Muito mais disposição e vontade de vencer. Por outro lado, o Atlético-MG apostava que o empate era o melhor resultado. Um time chutou mais de 20 vezes e exigiu o trabalho do goleiro adversário (São Victor justificou o apelido); o outro finalizou apenas duas vezes, sendo a segunda já aos 40 minutos da etapa final. Pior para o Galo, que com um gol de Cárdenas, aos 46 do segundo tempo, viu os colombianos vencerem a primeira partida das oitavas de final da Libertadores por 1 a 0, no Estáido El Campín, em Medellín, na Colômbia.
No jogo de volta, que será na próxima quinta-feira (1), o Atlético-MG precisará vencer por dois gols de diferença no Estádio Independência, em Belo Horizonte. Para o Nacional, qualquer empate serve. Antes, o Galo terá o compromisso pelo Campeonato Brasileiro diante do Grêmio, em Porto Alegre, no domingo (27), às 18h30.
Victor se consagra
Usando de três jogadores na criação de jogadas, sendo dois bem abertos nas pontas do campo e um centroavante, o Nacional apostava na velocidade. O Atlético-MG seguiu sem Marcos Rocha, lesionado, e Paulo Autuori improvisou Otamendi na posição. O zagueiro argentino já havia jogado assim em outros momentos de sua carreira.
No decorrer do jogo, o time colombiano foi mostrando mais velocidade no ataque e chegava com perigo, com os meias Cárdenas e Juan Valencia. O Galo chegava no ataque a partir das investidas de Fernandinho, mas as jogadas ofensivas não surtiam efeito devido. Outra forma que os mineiros chegavam eram nas bolas paradas cobradas por R10.
A chance mais clara do Galo aconteceu aos 40 minutos, onde o meia levantou na grande área, a zaga do Nacional tirou parcialmente, e a sobra ficou com Diego Tardelli, que bateu cruzado, e Jô apareceu de forma atrasada. Pelo lado colombiano, com 27 minutos, Mejía arrematou, exigindo grande defesa de Victor. Na sobra de Cárdenas, novamente o goleiro atleticano apareceu para fazer jus ao apelido de São Victor.
Gol no fim
Os dois times não vieram com alterações para o segundo tempo, o que indicava que o jogo não teria mudanças na atuação dos dois times. O Nacional atuava sempre em velocidade e arriscando bastante para o gol e o meia Cárdenas aparecia com grande futebol. O Atlético seguia com seu futebol previsível, com Ronaldinho, Tardelli e Jô com atuações abaixo da média.
O goleiro Victor era o melhor em campo, o que apontava um controle colombiano sobre o jogo e sobre o Galo. O Nacional se apresentava no ataque criando oportunidades. A melhor oportunidade do Atlético saiu em uma triangulação entre Guilherme, Jô e a finalização de Marion, que entrou em lugar de Fernandinho, que chutou rasteiro e o goleiro Armani espalmou para escanteio. Foi apenas a segunda finalização do Galo no jogo, já após os 40 minutos do segundo tempo. Assim ficava difícil.
De tanto pressionar, o Nacional chegou ao gol e no finalzinho da partida. Cárdenas, que já havia exigido grande defesa de Victor em um chute no canto esquerdo, desta vez, aos 46 minutos, trocou de canto, foi no direito, e bateu na diagonal, fora do alcance do goleiro atleticano.
Horário: 22h

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