quarta-feira, 24 de julho de 2013

Todas as viradas em finais de Libertadores

Via DiBico E.C., nosso parceiro.

toyota-copa-libertadores-297491-1
24/07/13 - Semana de decisão da Libertadores, nos programas esportivos, nas discussões de boteco, de trabalho, apostas, etc., tudo gira em torno da final do torneio mais importante do continente. E a discussão se intensifica quando o assunto são as possibilidades de o representante brasileiro, o Atlético Mineiro, ser o grande campeão.
Após um resultado negativo na primeira partida, quando o Olimpia fez 2 a 0, o Galo precisa agora vencer por dois gols de diferença para levar a decisão para a prorrogação, ou por três gols, para ser campeão no tempo normal.

Leia também:

Viradas em finais de Libertadores é algo possível, e já atingido por muitos clubes, principalmente quando quem precisa da virada joga em casa. Vale lembrar que não havia critério de gols marcados nas finais, e para fins de desempate contava-se apenas o resultado final: vitória ou derrota.
Confira todas as viradas em finais de Libertadores, com detalhes das partidas e vídeos.
1962 – Santos x Peñarol
Santos 2 x 1 Peñarol (Centenario, Montevidéu)
Peñarol 3 x 2 Santos (Vila Belmiro)
Santos 3 x 0 Peñarol (Monumental de Nuñez)
A decisão da Libertadores de 1962 foi realizada em três partidas, e tivemos duas viradas.
A primeira foi no Uruguai, no Centenario, de Montevidéu, diante de 55 mil pessoas. E o Santos venceu com dois de Coutinho, e um desconto de Spencer para o Peñarol.
Na volta, os uruguaios deram o troco, e venceram por 3 a 2 em plena Vila Belmiro. O destaque da partida foi o equatoriano Spencer, que guardou dois cocos para o Peñarol.
Para a decisão, em campo neutro, foi escolhido o Monumental de Nuñez, que foi ocupado por 60 mil pessoas, para verem o show de Pelé, que não havia jogado as duas primeiras partidas da decisão. O rei do futebol marcou dois dos três gols santistas, que venceram por 3 a 0.
O Santos acabou com a hegemonia do Peñarol, que havia vencido as duas primeiras competições, que foi iniciada no ano de 1962. Portanto, o Peixe foi o primeiro clube brasileiro a conquistar a América.
1965 – Independiente x Peñarol
Independiente 1 x 0 Peñarol (Avallaneda)
Peñarol 3 x 1 Independiente (Centenário, Montevidéu)
Independiente 4 x 1 Peñarol (Nacional, Santiago)
Mais uma decisão em três partidas, e mais uma vez, o Peñarol na decisão. Em seis edições, já eram quatro finais, dois títulos.
O jogo de ida foi uma vitória dos argentinos pelo placar mínimo. Na volta, troco dos uruguaios, 3 a 1. A partida que decidiria o título foi marcada para o estádio Nacional, em Santiago, Chile. E em terras chilenas, o Independiente massacrou, 4 a 1, levando o bicampeonato.
1966 – Peñarol x River Plate
Peñarol 2 x 0 River Plate (Centenário, Montevidéu)
River Plate 3 x 2 Peñarol (Monumental de Nuñez)
Peñarol 4 x 2 River Plate (Nacional, Santiago)
Outra Copa decidida em três jogos. Peñarol fez 2 a 0 na primeira partida, em Montevidéu. Enquanto no Monumental, o River fez 3 a 2. Ao final, decisão no Chile, Peñarol 4 a 2, sagrando-se campeão pela terceira vez.
1968 – Estudiantes x Palmeiras
Estudiantes 2 x 1 Palmeiras (Estadio Ciudad de La Plata)
Palmeiras 3 x 1 Estudiantes (Pacaembu)
Estudiantes 2 x 0 Palmeiras (Centenário, Montevidéu)
Início de um triênio de domínio na América por parte do Estudiantes de La Plata, que viria, quase 30 anos depois, fazer outra vítima palestrina.
Os argentinos, com Verón em campo, não La Brujita, mas La Bruja, Juan Ramon Verón, venceram a primeira partida em La Plata por 2 a 1.
Na volta, o Verdão de Ademir da Guia e Tupãzinho, que marcou dois, fez 3 a 1 no Pacaembu e provocou a terceira partida.
A decisão foi para o Centenario, de Montevideu, que viu os argentinos levantarem a taça com gols de Ribaudo e Verón. Este último fez gols em todas as três partidas da decisão.
1971 – Nacional x Estudiantes
Estudiantes 1 x 0 Nacional (Estadio Ciudad de La Plata)
Nacional 1 x 0 Estudiantes (Centenário, Montevidéu)
Nacional 2 x 0 Estudiantes (Nacional, Lima)
De novo, os encardidos do Estudiantes na final. Libertadores antigamente tinha disso. O time cismava com a competição e emendava finais de forma consecutiva.
Em La Plata, primeira partida, vitória mínima dos argentinos. Na volta em Montevidéu, o Nacional devolveu o 1 a 0. E no desempate em Lima, 2 a 0 Nacional, que levava o título pela primeira vez, após três finais, e também após ver o rival levantar a taça em três oportunidades.
1974 – Independiente x São Paulo
São Paulo 2×1 Independiente (Pacaembu)
Independiente 2×0 São Paulo (Avallaneda)
Independiente 1×0 São Paulo (Santiago)
No Pacaembu, o São Paulo fez 2 a 1, de virada, gols de Pedro Rocha e Mirandinha. Na volta, o São Paulo jogava pelo empate, mas cedeu 2 a 0 para os argentinos.
A decisão em campo neutro, mais uma vez, foi em Santiago. O Independiente se sente à vontade em Santiago, e pela segunda vez foi campeão em terras chilenas: 1 a 0, tento marcado por Pavoni, aos 37 da primeira etapa.
1975 – Independiente x Union Española
Union Española 1 x 0 Independiente (Nacional, Santiago)
Independiente 3 x 1 Union Española (La Doble Visera, Buenos Aires)
Independiente 2 x 0 Union Española (Defensores del Chaco, Assunção)
Pela segunda vez, um clube chileno chegava às decisões de La Copa, e na ida, em Santiago, a Union Española deu esperança aos chilenos após vencer por 1 a 0.
Na volta, em Buenos Aires, o Independiente fez 3 a 1 e provocou a terceira partida, disputada no tradicional Defensores del Chaco. Onde os argentinos fizeram 2 a 0 com Ruiz Moreno e Bertoni, para conquistarem a taça mais bonita do mundo pela impressionante sexta vez.
1987 – Peñarol x América (COL)
América 2 x 0 Peñarol (Pascual Guerrero, Cali)
Peñarol 2 x 1 América (Centenário, Montevidéu)
Peñarol 1 x 0 América (Nacional, Santiago)
Pela terceira vez consecutiva, o América chegara à final da Libertadores, e pela terceira vez seguida, amargaria o vice.
Após vencer a primeira em casa por 2 a 0, sofreu uma derrota em Montevidéu. E no desempate, o Peñarol, que visitava o Estádio Nacional em Santiago pela quarta vez, em uma final de Libertadores, ergueu a taça devido ao gol de Villar, aos 14min do segundo tempo da prorrogação.
O ano de 1987 foi o último com disputa de jogo desempate em campo neutro. A partir de 1988 teríamos a cobrança de pênaltis.
1988 – Nacional x Newell's Old Boys
Newell's Old Boys 1 x 0 Nacional (Gigante de Arroyito, Rosário)
Nacional 3 x 0 Newell's Old Boys (Centenário, Montevidéu)
Em Rosário, Jorge Gabrich marcou o único gol da partida, e levou a vantagem argentina para Montevidéu.
Mas no Centenário lotado, com 79 mil pessoas, o Nacional não perdoou e enfiou três bolas nas redes do goleiro Scopini, com Ernesto Vargas, Santiago Ostolaza e Hugo de León.
Jogo de volta
1989 – Atlético Nacional (COL) x Olimpia
Olimpia 2 x 0 Atlético Nacional (Defensores del Chaco, Assunção)
Atlético Nacional 2 (5) x (4) 0 Olimpia (El Campín, Bogotá)
Essa é pra dar um pouco de esperanças ao torcedor do Galo. Justamente o Olimpia, abriu 2 a 0 contra os colombianos, com gols de Bobadilla e Sanabria.
Em Bogotá, o Atlético Nacional fez 2 a 0 com Miño (contra) e Usuriaga, levando a decisão para os pênaltis. Nas penalidades, deu 5 a 4 Atlético, primeiro clube colombiano a conquistar a Libertadores.
1992 – São Paulo x Newell's Old Boys
Newell's Old Boys 1 x 0 São Paulo (El Coloso del Parque ou Marcelo Bielsa)
São Paulo 1 x 0 Newell's Old Boys (Morumbi)
Os argentinos do Newell's chegaram às finais quatro anos depois da perda do título para o Nacional. O time comandado por Bielsa, e com Tata Martino, novo técnico do Barça, venceu a primeira partida por 1 a 0.
O São Paulo de Telê devolveu o placar no Morumbi, empurrado por mais de 100 mil são-paulinos. A decisão foi para os pênaltis, e deu 5 a 4, virada do tricolor paulista, que iniciava uma história de amor com a competição.
Jogo de Ida
Jogo de Volta
1996 – River Plate x América (COL)
América (COL) 1 x 0 River Plate (El Campín, Bogotá)
River Plate 2 x 0 América (COL) (Monumental de Nuñez)
Lá vem o América ser vice da Libertadores pela quarta vez. E, mais uma vez, venceu a primeira partida, dando esperanças aos seus torcedores. O América já havia feito isso em outras duas, das três finais que havia participado.
Na volta, no Monumental de Nuñez, o timaço do River que tinha Ayala, Ortega, Sorín, Crespo e Gallardo, fez 2 a 0, com dois de Hernán Crespo. Segunda conquista do River Plate na história da Libertadores.
1999 – Palmeiras x Deportivo Cali
Deportivo Cali 1 x 0 Palmeiras (Pascual Guerrero, Cali)
Palmeiras 2 (4) x (3) 1 Deportivo Cali (Parque Antarctica)
Em Cali, o Deportivo saiu em vantagem com um gol de Bonilla. Em São Paulo, Evair e Oséas marcaram para o Porco, que ainda sofreu um gol de Zapata.
Nos pênaltis, deu Verdão, campeão pela primeira vez.
2002 – Olimpia x São Caetano
Olimpia 0 x 1 São Caetano (Defensores del Chaco)
São Caetano 1 x 2 Olimpia (Pacaembu)
O Azulão venceu em pleno Defensores, com um tento marcado por Aílton. Na volta, mais uma vez Ailton marcou para o São Caetano, que abriu o marcador no Pacaembu.
No entanto, foram misericordiosos os Deuses do Futebol, e permitiram a virada do Olimpia, com Córdoba e Baez. Nos pênaltis, Caballero finalizou as cobranças e deu aos paraguaios o terceiro título.
* Em 1976, o Cruzeiro fez 4 a 1 na primeira partida, perdeu a segunda por 2 a 1, o que provocou a terceira, vencida pelos brasileiros por 3 a 2. Não ousaremos considerar isso uma virada. Deu Cruzeiro desde o início.
** Em 2008, o Flu levou 4 a 2 na primeira partida, fez 3 a 1 na segunda, e perdeu nos pênaltis. Isso não é virada.

0 comentários :

Postar um comentário