Vamos
a um artigo especial aqui no Boleiros da Arquibancada. Estava a jogar poker online esses dias
enquanto estava passando o segundo jogo da final da Recopa Sul-americana entre
São Paulo e Corinthians. Então, num click, pensei: será que tem alguma coisa a
ver entre os dois?
A
princípio, parece que não. O poker é um esporte intelectual enquanto o futebol
é um esporte físico. Contudo, depois dessa primeira vista – se analisarmos
ambos de foto mais denso – podemos aferir alguns pontos em comum entre os dois
esportes.
Primeiro:
ambos dependem de estratégia. Neymar, a
dar um drible, tenta prever qual será o próximo passo/ato do adversário. Um
jogador de poker, ao apostar, tenta fazer exatamente o mesmo: prever o que o
oponente fará – se vai morder a isca ou se vai fugir.
Outro
ponto em comum interessante: ambos os esportes deslancharam com a televisão. Os
direitos de transmissão da Copa do Mundo são os mais caros dentre os esportes.
O poker, por sua vez, só ficou realmente popular com o advento das microcâmeras
que proporcionavam à audiência saber quais cartas os jogadores tinham.
A preparação física de
ambos, como atletas, também há de ser intensa. O jogador de futebol tem de
enfrentar uma carga intensa de atividade muscular. O de poker, uma carga
intensa e longa de atividade intelectual – que gasta tanto ou mais energia.
Acha
que é só isso? Pois não, há mais coisas. Ao lançar de uma carta à
mesa no Texas Hold’em no river,
por exemplo, o jogador não pode demonstrar emoção que entregue ao adversário
sua mão. Ao bater de um pênalti, por exemplo, o atacante tem de fazer uma poker face semelhante ao jogador de
poker.
Enfim,
a priori parece que é tudo diferente.
Todavia, há sempre pontos em comum que aproximam as modalidades. Afinal de
contas, no final de tudo, tudo é esporte; tudo é emoção.

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