Do Rio de Janeiro.
Por Jonas Moura.
Depois do adiamento da partida em virtude das chuvas que alagaram o Moisés Lucarelli na semana passada, Ponte Preta e São Paulo fizeram nessa quarta-feira o primeiro jogo das oitavas de final da Copa do Brasil. Sem criatividade, o time de Emerson Leão encarou um adversário também recém-eliminado do Paulistão, porém com mais paciência e amplo domínio da partida no segundo tempo. A equipe de Campinas saiu com a vitória por 1 a 0 e ficou a um empate da classificação para as quartas de final.
Antes do jogo, a decisão da diretoria tricolor de barrar o zagueiro Paulo Miranda, devido à atuação ruim na partida contra o Santos, já provocava inquietações. Edson Silva, canhoto, foi para a zaga esquerda, deslocando Rhodolfo de sua posição. Um desentendimento justamente nesse setor deu à Ponte a chance de marcar o único gol da noite. Não bastou Denis fazer três defesas milagrosas, se redimindo da derrota que eliminou o Tricolor do Paulistão. O resto do grupo jogou muito abaixo do ideal e não soube aproveitar as brechas da Macaca no meio-campo.
Na próxima semana, na quinta-feira, às 21:50, os times se enfrentam novamente, no Morumbi. O São Paulo precisa de dois gols de diferença para conseguir a vaga na próxima fase.
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| Lucas teve atuação apagada na noite de hoje. (Foto: Agência Estado) |
Nos primeiros dez minutos de bola rolando, muita movimentação e lances de perigo caracterizaram a partida. Pouco depois do apito inicial, Cícero avançou levando risco ao goleiro Bruno Fuso, mas acertou a trave após o cruzamento de Fernandinho e, no minuto seguinte, errou o ângulo. A Ponte devolveu a pressão aos 6, quando Rhodolfo perdeu a bola e Róger encontrou Cajá em boa posição, obrigando Denis a fazer bela defesa. Em seguida, Caio e Róger acertaram o travessão e mais uma vez a Macaca ficou no quase.
O São Paulo avançava com muita facilidade pelo meio, aproveitando que a marcação da Ponte era centrada nos atacantes do Tricolor, dando liberdade para Cícero e Casemiro. Mas erros nos cruzamentos e na saída de bola impediam que o gol saísse. O time do Morumbi perdeu a chance de se impor na partida enquanto ainda apresentava alguma qualidade. Passada a euforia inicial, os chutes a gol diminuíram, mas o jogo ainda era bom.
A Ponte começou a impor pressão na volta do intervalo e, aos poucos, adquiriu controle absoluto da disputa. Depois de chegar com perigo em várias ocasiões, o gol saiu aos 17, na falha de Rhodolfo, que não viu Róger livre atrás dele. O atacante recebeu cruzamento na medida de Cicinho e, de cabeça, escorou para as redes. O São Paulo, por sua vez, passou a jogar com pressa e sem cabeça. Desorganizado na saída de jogo, o Tricolor não contava nem com o talento individual de Lucas e Luis Fabiano para resolver nas poucas vezes em que avançava o meio-campo.
Aos 24, Leão mandou Maicon para o lugar de Fernandinho. Mas o domínio era da Ponte Preta que, contente com o resultado parcial, tentava segurar a bola o máximo possível. E a Macaca ainda poderia ter ampliado, já que chegava o tempo todo nos contra-ataques. Aos 43, novo lance de perigo aconteceu com Renato Cajá, que ficou de frente para o gol, mas foi cortado. No final, todo o time do São Paulo reclamou de um pênalti em Luis Fabiano, que não aconteceu.
PONTE PRETA: Bruno Fuso; Guilherme, Willian Magrão, Ferron e Renan; Cicinho (Lucas), João Paulo Silva, Somália (Xaves), Renato Cajá e Caio; Roger (Leandrão)
Técnico: Gilson Kleina
Técnico: Gilson Kleina
SÃO PAULO: Denis; Douglas, Edson Silva, Rhodolfo e Cortez (Willian José); Denilson, Casemiro e Cícero; Lucas, Fernandinho (Maicon) e Luis Fabiano
Técnico: Emerson Leão

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