terça-feira, 1 de maio de 2012

Coluna "A bola está comigo" - Minas: celeiro do vôlei brasileiro

De Belo Horizonte. 
Por Matheus de Oliveira


01/05/2012 - O vôlei cresceu absurdamente na década de 1990 e neste novo milênio no Brasil. Sem dúvida Minas Gerais foi fundamental para o engrandecimento sendo, talvez, o estado que mais contribuiu para o esporte. Temos o mais tradicional clube da modalidade no país, o Minas. Nos últimos anos o estado ganhou mais uma grande força: o Sada Cruzeiro. Presidido pelo empresário mineiro Vittorio Medioli, a equipe foi montada com o intuito de brigar por títulos desde o início. Nessa temporada o objetivo foi alcançado.



Faremos aqui uma análise dos representantes de Belo Horizonte nas Superligas Masculina e Feminina: Sada Cruzeiro, Vivo/Minas, Mackenzie/Cia do Terno e Usiminas/Minas.

Sada/Cruzeiro:
O Sada entrou no campeonato como um dos favoritos ao título. A fase inicial só confirmou a qualidade da equipe, que se classificou em primeiro lugar para a reta final. A manutenção dos principais jogadores foi o ponto fundamental para a equipe conquistar o título. Escolhido como melhor levantador da Superliga, William comandou a equipe dentro de quadra com inteligência e rara capacidade de improviso. Fez neste campeonato algo parecido com o que o Alex “Talento” fez no futebol do Cruzeiro em 2003. Wallace foi um monstro nas viradas de bola encarando bloqueios complicados e soltando o braço. Felipe é a alma do time. O líbero Serginho fez, talvez, a melhor de suas Superligas, mesmo que já tenha feito grandes apresentações desde a época de Minas. Marcelo Mendéz, o técnico, sempre tranquilo, passa confiança para os jogadores e conseguiu dar sequência ao ótimo trabalho desenvolvido desde a temporada 2009/2010.

Vivo/Minas:
Pré-julgado por muitos críticos como uma equipe intermediária, o Vivo/Minas demonstrou em quadra que eles estavam enganados. A equipe parecia não ter ousado nas contratações. Mas em quadra a coisa foi diferente. Os reforços foram pontuais (expressão da moda no futebol). Para o lugar do levantador Marlon, veio o experiente, mas desacreditado Marcelinho. Marcelo Fronckowiack, técnico do Minas, apostou no jogador e se deu bem. Outra tacada certeira do comandante foi a indicação do sérvio Filip Rejlek. Jogador desconhecido no cenário nacional, mas que atuou com Fronckowiak no voleibol francês. Não podemos deixar de falar de duas gratas revelações: o ponteiro Lucarelli e o central Otávio. Ambos jogadores de nível de seleção. O ponteiro, já com condições de vestir a amarelinha, vai defendê-la na Liga Mundial. O central ainda precisa amadurecer, mas deve chegar lá.

Uma pena a notícia da saída de Marcelo Fronckowiak. O técnico recebeu ótima proposta do RJX, time carioca patrocinado pelo empresário Eike Batista. Nenhum nome foi confirmado para substituí-lo.

Usiminas/Minas:
O destaque entre as meninas minastenistas não poderia ser outro senão as cubanas Herrera e Daymi. Craques! Geniais! E não é exagero. Herrera foi a maior pontuadora do torneio se fizermos a relação jogo/pontos e, ao mesmo tempo, teve o melhor aproveitamento na defesa. Sem dúvida, juntas, praticamente levaram o time nas costas. Também merece destaque e levantadora Claudinha, que tornou-se titular nessa temporada. Irregular, porém, decisiva em muitos momentos. Chegar à semifinal ficou de bom tamanho para as minastenistas. Palmas para o técnico Jarbas Soares que fez o que pôde com um elenco que precisa ser bem reforçado para a próxima temporada se brigar diretamente pelo título for o objetivo.

Mackenzie/Cia do Terno
Equipe que tem como tradição revelar boas jogadoras, conseguiu chegar onde poderia. Parou nas quartas de final para o vice-campeão Unilever/Rio – e até dificultou muito a vida das cariocas vencendo uma das partidas. A ponta Priscila Daroit foi, sem dúvidas, o destaque do time. Esteve contundida por um tempo, mas quando entrou fez ótimas atuações. Tanto, que foi pré-convocada para o Grand Prix, torneio internacional entre seleções. Se quiser alcançar algo mais para a próxima temporada, o clube deve investir em contratações, mas sem deixar o bom trabalho de base de lado. 

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