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terça-feira, 30 de setembro de 2014

Luis Fabiano é expulso, mas São Paulo vence Huachipato pela Sul-Americana

Mesmo com dez jogadores, Tricolor bate time chileno e joga por um empate na partida decisiva das oitavas fora de casa

De Belo Horizonte.
Por Vinícius Silveira.

30/09/2014 - O jogo não teve os mesmos atrativos de outras jornadas do Tricolor paulista. Público abaixo da média e um time misto explicaram a pouca empolgação dos torcedores e, até mesmo, do próprio São Paulo com a disputa da Copa Sul-Americana. Mas para não ficar pior, o time do Morumbi venceu o Huachipato, do Chile, por 1 a 0, gol marcado por Michel Bastos, valendo pela primeira partida da fase oitavas de final do torneio continental.

Ficou ainda pior para Luis Fabiano. O veterano centroavante, de muitos gols pelo São Paulo, estava descontente com a reserva e teve sua chance para entrar em campo na partida de hoje. Mas o camisa 9 não mudou nada. O atacante foi expulso aos 32 minutos do primeiro tempo após acertar o volante Arrué com o braço. O árbitro não titubeou e expulsou o jogador que saiu cuspindo cobras e lagartos contra o dono do apito.

No chute de Michel Bastos, saiu o primeiro gol do São Paulo.
(Foto: Rubens Chiri/São Paulo)

O São Paulo voltou a vencer depois de quatro jogos sem triunfar. O Tricolor volta a jogar no próximo sábado (4), pelo Campeonato Brasileiro, contra o Grêmio, na Arena, pela 26ª rodada. A partida de volta contra o Huachipato será no 15 de outubro, no Chile.

O jogo

A partida começou mostrando um São Paulo desfigurado em sua melhor qualidade: a quadrado formado por Kaká, Ganso, Alan Kardec e Pato estava desfeito. Apenas Alexandre Pato começou jogando. O Huachipato não se intimidou e decidiu iniciar a partida mostrando ao que veio. Contudo, o Tricolor foi melhorando com o passar do tempo e o encaixe dos jogadores reservas foi acontecendo.

O São Paulo perdeu o lateral direito Auro por lesão e o técnico Milton Cruz, que assumiu interinamente até a volta de Muricy Ramalho, que está internado devido a um arritmia cardíaca, improvisou Lucão. A situação ficou pior quando Luis Fabiano não controlou seu lado intempestivo e foi expulso, deixando o time paulista com 10 jogadores em campo.

No segundo tempo, o São Paulo voltou melhor e com isso as oportunidades foram acontecendo, mas nada que modificasse o panorama da atuação contestável do Tricolor. Aos 10 minutos, Michel Bastos recebeu a bola, levou para a perna esquerda, arriscou e saiu para comemorar o primeiro gol paulistano. O gol ajudou o time do Morumbi a melhorar na partida e, com isso, o adversário foi dominado. No final da partida, ainda deu tempo para Rogério Ceni, seguro, evitar o empate chileno.

Outros brasileiros

O jogo do São Paulo foi o primeiro das oitavas da Sul-Americana. Nesta quarta-feira, outros brasileiros entram em campo. Às 19h30, na Fonte Nova, o Bahia recebe a Universidad César Vallejo. Às 22h, mais dois jogos. O Vitória visita o Atlético Nacional em Medellín e e Goiás vai ao Uruguai pegar o Emelec.

Ficha do jogo

São Paulo 1 x 0 Huachipato-CHI

SÃO PAULO:
Rogério Ceni; Auro (Lucão), Paulo Miranda, Edson Silva e Álvaro Pereira; Denilson, Souza e Michel Bastos; Osvaldo, Luis Fabiano e Alexandre Pato (Alan Kardec)
Técnico: Milton Cruz

HUACHIPATO:
  Jiménez; Muñoz, González, Omar Merlo e Bryan Vejar; Arrué (Espinoza), Povea, Martin Rodriguez (Sagal) e Ezequerra (Pontoni); Vilches e Sánchez.
Técnico: Mario Salas

1º jogo das oitavas de final da Copa Sul-Americana 2014
Local: Estádio Morumbi, São Paulo (SP)
Público: 5.541 presentes
Renda: R$146.700,00
Data: 30/09/2014
Horário: 20h30 (de Brasília)

Gol: Michel Bastos, aos 10 minutos do segundo tempo (SAO)

Árbitro: Christian Ferreyra (URU)
Auxiliares: Maurício Espinosa (URU) e Carlos Changala (URU)

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Ficou pra volta

Baier e Silvinho comandam vitória do Criciúma sobre o São Paulo, mas decisão fica para o Morumbi

De Belo Horizonte.
Por João Vítor Marques.

28/08/2014 – São Paulo e Criciúma estrearam na Copa Sul-Americana nesta quinta-feira (28), mas o foco das duas equipes é mesmo o Brasileirão. Com três de suas quatro estrelas poupadas, o Tricolor paulista foi à Santa Catarina enfrentar um adversário bastante modificado em relação à derrota contra o Flamengo, no último domingo. Dos três jogares mantidos no time titular, Silvinho e o experiente Paulo Baier tiveram boas atuações e levaram os donos da casa à vitória por 2 a 1. O placar foi construído ainda no primeiro tempo, com gols de Silvinho e Lucca, pelo Criciúma, e Alexandre Pato, do lado são-paulino.

Foto: Fernando Ribeiro/www.criciumaec.com.br

O jogo de volta será realizado na próxima quinta-feira (4), às 20h, no Morumbi. Para avançar, basta ao São Paulo uma vitória por 1 a 0. Empate ou derrota por um gol de diferença em placares a partir de 3 a 2 dão a vaga ao Criciúma.

Antes da decisão, as duas equipes têm compromisso válido pela 18ª rodada do Campeonato Brasileiro: o vice-líder São Paulo vai à Santa Catarina enfrentar o Figueirense, às 16h de domingo (31); no mesmo dia e horário, o Criciúma encara o Sport, no Recife, para tentar sair do 17º lugar e fugir do Z-4.

O jogo

A primeira etapa começou em ritmo lento, com as duas equipes encontrando dificuldade na criação. O Criciúma era inferior, mas em erro da zaga são-paulina, abriu o placar ao 15 minutos. O zagueiro Alcides fez lançamento do campo de defesa, a bola passou por Lucão e encontrou o atacante Silvinho, livre, que dominou e bateu de canhota, no canto direito de Rogério Ceni.

Atrás no marcador, o São Paulo partiu para cima, explorando as jogadas nas costas do lateral direito Luis Felipe, que fazia sua estreia com a camisa do Tigre. E foi pelo lado esquerdo que saiu o empate do Tricolor paulista. Michel Bastos invadiu a área e cruzou na segunda trave para Alexandre Pato, que empurrou para o gol vazio, aos 27 minutos. As equipes seguiram criando pouco, mas o Criciúma mostrou eficiência ao desempatar o jogo no fim da primeira etapa. Após jogada de Silvinho pela direita, Paulo Baier recebeu a bola dentro da área e rolou na medida para o atacante Lucca bater no canto direito de Rogério Ceni, aos 43 minutos.

Os donos da casa voltaram melhores para o segundo tempo. Paulo Baier, aparecendo muitas vezes enfiado na zaga adversária, e Serginho, que acertou a trave após cobrança de falta do camisa 10, criaram as melhores oportunidades do Criciúma. O jogo parecia dominado, com um São Paulo pecando por falta de intensidade e criatividade no meio campo.

A melhor chance do time paulista foi com Alexandre Pato, aos 27 minutos. Álvaro Pereira fez boa jogada pela esquerda e cruzou para o atacante, que cabeceou rente à trave esquerda do goleiro Bruno. Pato e o jovem Boschilia, que entrou no lugar de Maicon, ainda tiveram oportunidades em cobranças de falta no fim, mas o Criciúma “cozinhou” a partida e contou com um São Paulo aparentemente satisfeito com o gol marcado fora de casa. A pequena vantagem leva a decisão para a volta no Morumbi, com o Tricolor precisando de uma vitória simples para avançar.

Flu estreia com vitória

Também abrindo a segunda fase da Sul-Americana, o Fluminense se encontrou com o Goiás na noite desta quinta no Maracanã. Com dois gols do volante Edson, o Tricolor abriu 2 a 0 na etapa inicial, mas o Goiás manteve as esperanças marcando um gol nos acréscimos da etapa complementar, com Erik, já aos 48. O Tricolor teve o goleiro Klever expulso aos 14 minutos da etapa final e o técnico Cristóvão Borges teve que recuar o time. O jogo de volta será realizado na próxima quarta (3), às 22h, no Serra Dourada. Vencendo por 1 a 0, o Goiás avança.

Ficha do jogo:

Criciúma 2x1 São Paulo

CRICIÚMA: 
Bruno; Luis Felipe, Alcides, Ronaldo Alves e Giovanni; Serginho, João Vítor, Wellington Bruno (Rafael Costa) e Paulo Baier (Michael); Silvinho (Maurinho) e Lucca. 
Técnico: Wilson Vaterkemper

SÃO PAULO: 
Rogério Ceni; Paulo Miranda, Lucão, Edson Silva e Álvaro Pereira; Hudson, Souza, Maicon (Boschilia) e Michel Bastos; Ademilson (Ewandro) e Alexandre Pato. 
Técnico: Muricy Ramalho

1º jogo da 2ª fase da Copa Sul-Americana 2014
Local: Heriberto Hülse, em Criciúma (SC)
Público: 8.036 presentes 
Renda: R$ 123.780
Data: 28/08/2014
Horário: 20h (de Brasília)

Gols: Sivinho, aos 15 minutos do primeiro tempo, Lucca, aos 43 do primeiro tempo (CRI); Alexandre Pato, aos 27 minutos do primeiro tempo (SP).

Árbitro: Julio Bascuñan (CHI)
Assistentes: Sergio Roman (CHI) e Juan Maturana (CHI)

Cartões amarelos: Lucca e Ronaldo Alves (CRI); Lucão e Hudson (SP)

***

A Sul-Americana para o Brasil - Segunda fase (jogos de ida):
Quarta (27/8), às 22h: 
Internacional 0x2 Bahia (volta em 4/9, às 22h) 
Quinta (28/8), às 18h: 
Fluminense 2x1 Goiás (volta em 3/9, às 22h) 
20h: 
Criciúma 2x1 São Paulo (volta em 4/9, às 20h) 
22h: 
Sport 0x1 Vitória (volta em 3/9, às 22h) 

terça-feira, 15 de julho de 2014

Vida que segue

A Copa acabou, mas não o futebol. A bola volta a rolar neste meio de semana para os times brasileiros

De Belo Horizonte.
Por João Vitor Cirilo.

15/07/2014 - Fim de Copa, retorno à "vida normal". A frase vale para a maioria dos brasileiros, também em relação ao futebol. A bola volta a rolar por nossos torneios nacionais a partir desta terça-feira (15), pela Série B, e desta quarta (16), pela Série A. Também tem torneio internacional: o Atlético-MG, campeão da Libertadores 2013, começa a decidir a Recopa Sul-Americana contra o Lanús, na Argentina. Aqui, recorde conosco como estão as competições após mais de um mês de pausa.

Líder do Brasileirão, o Cruzeiro volta ao torneio nacional e ao Mineirão na próxima quinta-feira. 
(Foto: Gualter Naves/Light Press/Divulgação Cruzeiro)

Série A

Se você não se recorda, o Cruzeiro é o líder isolado do Brasileirão. Único time com 19 pontos, a Raposa tem em sua cola quatro equipes com 16 pontos: Fluminense, Corinthians, São Paulo e Internacional. Os números comprovam o equilíbrio do campeonato. Outra: apenas dois pontos separam o Santos, atual décimo colocado, do Fluminense, vice-líder. Atlético-MG, Sport e Santos, oitavo, nono e décimo, têm 14 pontos, um a menos que Grêmio, o sexto, e Goiás, o sétimo.

E pra você que não se lembra também, tem gente grande passando aperto na zona de rebaixamento: o Flamengo é o atual vice-lanterna. Isso mesmo, o 19º colocado, com apenas sete pontos conquistados em 27 disputados. O Mengão divide o Z-4 com Coritiba e Vitória, que têm a mesma pontuação do Rubro-Negro, e o lanterna Figueirense, que soma apenas quatro pontos (três deles em inesperada vitória sobre o Corinthians na inauguração de sua nova arena).

Próximos jogos - Abrindo a rodada de número 10 e dando sequência na vida pós-Copa, Sport x Botafogo, Coritiba x Figueirense, e Grêmio x Goiás jogam às 19h30 (de Brasília) desta quarta-feira (16). Na sequência, às 22h, Flamengo x Atlético-PR, Criciúma x Figueirense, e Bahia x São Paulo. Na quinta-feira, mais três jogos: às 19h30, o clássico Santos x Palmeiras e o bom jogo entre Corinthians x Internacional; às 21h, o jogo do líder: Cruzeiro x Vitória. Chapecoense e Atlético-MG tiveram o encontro adiado porque o Galo está na disputa da Recopa Sul-Americana (falaremos disso ainda nesta matéria).

Clique e confira a classificação da Série A.

O Ceará, líder da segunda divisão, retorna com duelo contra o vice-líder Joinville.
(Foto: Nelson Coelho/Divulgação Ceará)

Série B

Na Segundona, também sobra equilíbrio na luta pelas primeiras colocações. O líder é o Ceará, único com 21 pontos, apenas um a mais que o vice-líder Joinville. O até aqui surpreendente Luverdense aparece em terceiro, com 18 pontos, à frente do América-MG, que tem 17 e largou a liderança após três derrotas seguidas e quatro jogos sem vitória. A pausa pode ter sido boa para o Coelho, que tem a mesma quantidade de pontos que o ABC, o quinto colocado. Entre o América e o Vasco, atual décimo colocado, três pontos. O cruz-maltino, tentando embalar, tem 14 pontos, assim como o nono colocado Avaí. À frente deles, do sexto ao oitavo lugares, estão Sampaio Corrêa, Ponte Preta e Santa Cruz, todos com 16 pontos.

Por enquanto brigando contra o rebaixamento, Paraná e Portuguesa, com nove pontos, Boa Esporte, com oito, e Vila Nova, com apenas dois, ocupam o Z-4.

Próximos jogos - A Série B retorna um dia antes da primeira divisão, com a 11ª rodada completa nesta terça-feira. Às 19h30, cinco jogos: América-MG x Paraná, Avaí x Atlético-GO, Ponte Preta x Portuguesa, Náutico x Sampaio Corrêa e Vila Nova x Boa Esporte. Depois, às 21h50, América-RN x Bragantino, Oeste x Icasa, Luverdense x ABC, Vasco x Santa Cruz e o encontro dos líderes, Ceará x Joinville.

Clique e confira a classificação da Série B.

O Galo se prepara para a final da Recopa Sul-Americana na Argentina, onde pega o Lanús.
(Foto: Divulgação/Atlético-MG)

Galo na Recopa

Campeão da Libertadores 2013, o Atlético-MG tem pela frente nesta quarta-feira a primeira partida da decisão da Recopa Sul-Americana, contra o Lanús, campeão da Copa Sul-Americana no ano passado. Após três amistosos na China, o time do técnico Levir Culpi desembarcou na Argentina, onde já se prepara há mais de uma semana para mais uma decisão internacional. O Galo, de Ronaldinho, agora também é de Maicosuel, novo reforço que chega para ocupar a vaga deixada por Fernandinho. Victor e Jô retornam da seleção brasileira para integrar o grupo que trabalha no Centro de Treinamentos da AFA, em Ezeiza.

O primeiro duelo, na Argentina, será disputado às 22h (de Brasília) desta quarta-feira. Na outra quarta, dia 23, no mesmo horário, o segundo jogo está marcado para o Mineirão, com presença certa de quase 60 mil atleticanos.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Não deu

Na Argentina, Ponte é derrotada pelo Lanús na decisão Sul-Americana e coloca Botafogo na Libertadores

De Belo Horizonte.
Por Júlia Alves.

12/12/2013 - A Ponte Preta foi contra todas as expectativas e representou o Brasil na final da Sul-Americana. A Macaca chegou de forma heróica nessa decisão e fez um jogo histórico contra o Lanús, no estádio La Fortaleza, em Lanús, Buenos Aires. A torcida pontepretana estava cheia de esperança, principalmente devido às boas atuações de seu time nas fases anteriores, quando eliminou Vélez e São Paulo. Mas, na reta final, a Ponte não teve forças suficientes para vencer o time argentino na casa adversária e levar esse título inédito para Campinas. A equipe da casa teve total controle do jogo e construiu o placar de 2 a 0 com facilidade. Quem festejou o triunfo argentino foi o Botafogo, que fica com a última vaga brasileira para a Libertadores.

Ayala abriu o placar em Lanús.
(Foto: AFP)

O jogo

A Ponte Preta começou jogando para cima e, com dois minutos, teve uma oportunidade em uma cobrança de falta. Fellipe Bastos bateu por cima da barreira, mas bola saiu à direita do gol de Marchesín. Esse início transpareceu que a Macaca iria jogar de igual para igual mesmo fora de casa, porém, não demorou muito para o Lanús crescer e tomar conta da partida. O time paulista tinha muita dificuldade na saída de bola e não conseguia se organizar no ataque. Dessa maneira, pouco fez no primeiro tempo.

A equipe argentina não dava espaço para Ponte e essa pressão resultou no gol aos 24 minutos. Na saída de bola, Magal perdeu o domínio da redonda e o Lanús puxou o contra-ataque. Blanco avançou pela direita, cruzou na área e Ayala, que começou a jogada, livre, empurrou para o fundo do gol. A jogada foi fatal. Os jogadores do time brasileiro sentiram o gol e pareciam não encontrar forças para reagir.

O que já tomava ar dramático ficou ainda pior no fim do primeiro tempo. Aos 45 minutos, o técnico Jorginho foi expulso por reclamação e, já nos acréscimos, o Lanús ampliou a sua vantagem. Após cobrança de escanteio na área da Ponte Preta, aos 48 minutos, Santiago Silva cabeceou e o goleiro Roberto defendeu; no rebote, Blanco aproveitou e balançou as redes mais uma vez.

No segundo tempo, a Ponte Preta voltou melhor, no entanto, ainda não era o suficiente para oferecer perigo ao Lanús. Aos 14 minutos, Adailton avançou pela esquerda e cruzou na área, mas Rildo chegou atrasado. Aos 36 minutos, a Ponte cobrou falta dentro da área, a bola sobrou para Leonardo, que tentou novo cruzamento, só que Santiago Silva desviou pela linha de fundo.

A equipe argentina, bem postada dentro de campo, ficou todo o segundo tempo cadenciando a partida com o placar já construído e não deixou espaço pra uma reviravolta da Ponte. No final do jogo, ainda teve chances para fazer mais. Aos 37 minutos, depois de uma troca passes no ataque, Ortiz tocou para Gonzalez, que chutou no canto, obrigando Roberto a se esticar para fazer a defesa. Nada mais importava. O placar já estava definido e o título estava nas mãos do Lanús.

Ficha de jogo:

Lanús 2 x 0 Ponte Preta

LANÚS:
Marchesin; Araujo, Goltz, Izquierdoz e Velázquez; Diego González, Somoza e Ayala; Benítez (Pasquini), Santiago Silva e Blanco (Ortiz).
Técnico: Guillermo Schelotto

PONTE PRETA:
Roberto; Artur (Ferrugem), César, Diego Sacoman e Fernando Bob; Baraka, Magal (Adailton), Fellipe Bastos e Elias; Rildo (William) e Leonardo.
Técnico: Jorginho

Local: Néstor Díaz Pérez (La Fortaleza), em Lanús, província de Buenos Aires (ARG)
Data: 11/12/2013
Horário: 21h50 (de Brasília)

Gols: Victor Ayala, aos 24, e Blanco, aos 48 minutos do primeiro tempo (Lanús)

Árbitro: Enrique Osses (Chile)

Cartões amarelos: Victor Ayala, Somoza, Blanco (Lanús); Fellipe Bastos (Ponte Preta)

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Igualdade no primeiro jogo

Em jogo dos gols de falta, Ponte sai atrás, mas consegue o empate com o Lanús no primeiro duelo da decisão da Sul-Americana

De Belo Horizonte.
Por Júlia Alves.

05/12/2013 - Ponte Preta e Lanús, Brasil e Argentina, um duelo pegado digno de decisão de Sul-Americana. A torcida da Ponte lotou o Pacaembu (mais de 28 mil pagantes), confiante na vitória e, apesar de ver seu time jogando bem, teve que se contentar com o empate por um 1 a 1. A Macaca dominou o primeiro tempo, mas perdeu muitas chances de abrir o placar. Na segunda etapa, o Lanús veio melhor. As duas equipes mantinham uma forte marcação e apostavam nos contra-ataques velozes para decidir o jogo. No entanto, o que foi crucial nesse confronto foi a bola parada. Em duas cobranças de faltas na entrada da área, cada equipe fez seu gol (Goltz e Fellipe Bastos) e a decisão ficou aberta para a próxima semana.

O último jogo da decisão será na quarta-feira (11), no estádio Lanús, às 21h50 (de Brasília).

Fellipe Bastos marcou, de falta, o gol da Ponte.
(Foto: PontePress/DJotaCarvalho)

O jogo

A Ponte começou a partida melhor e perdeu boas chances de abrir o placar. Com a marcação forte, a Macaca roubava a bola e chegava ao gol facilmente, mas teve dificuldades nas finalizações. O Lanús jogava nos contra-ataques, entretanto, errava muitos passes e insistia na bola alçada na área, que não levava perigo algum ao gol adversário.

O time paulista criou mais chances de gol, principalmente explorando a velocidade de seus jogadores. Elias recuperou a bola no meio de campo, aos 20 minutos, avançou e arriscou de longe; no centro do gol, Marchesín defendeu. No lance seguinte, Fellipe Bastos avançou em velocidade, passou pela defesa e bateu forte da entrada da área; o goleiro Marchesín rebateu e a zaga do Lanús afastou. Seis minutos depois, Rildo puxou contra-ataque veloz e lançou César pelo lado esquerdo; o zagueiro levou para a perna direita e bateu; defesa do goleiro.

No fim do primeiro tempo, o Lanús pressionou a Ponte. Aos 40 minutos, Velázquez cruzou do lado esquerdo, a bola ganhou efeito e Roberto, com um tapa, mandou para escanteio. O lance inacreditável do jogo ficou para os 44 minutos. Pereyra Díaz recebeu pelo lado esquerdo, passou por César e cruzou; a zaga da Ponte falhou e Santiago Silva, sozinho e com o gol aberto, bateu pela linha de fundo.

A equipe argentina veio melhor no segundo tempo e o jogo ficou muito aberto. Com os dois times buscando o ataque, os espaços começaram a aparecer e as jogadas passaram a ser impedidas através de faltas, o que foi decisivo. Tanto a Ponte Preta quanto o Lanús possuíam bons jogadores na bola parada e foram eles que determinaram o placar final.

Aos 13 minutos, o Pacaembu calou. Depois de falta de Diego Sacoman, Goltz mandou por cima da barreira, no canto de Roberto, e abriu o marcador para os visitantes. O goleiro da Ponte apenas olhou a bola estufar as redes. A Ponte sentiu o gol e não se encontrava no meio de campo, errando passes bobos. A Macaca não conseguia mais avançar e sua torcida ficava aflita nas arquibancadas. O Lanús aproveitava a apatia da oponente e quase ampliou. Velázquez cobrou falta na primeira trave, aos 17 minutos, Goltz cabeceou e Roberto operou um milagre para evitar o segundo gol.

Se o Lanús soube aproveitar as bolas paradas, a Ponte Preta não ficou atrás. Em um lance muito parecido com o gol argentino, o time brasileiro deixou tudo igual e fez torcida incendiar novamente o estádio. Aos 33 minutos, Fellipe Bastos bateu colocado no canto direito e guardou o seu na decisão. O jogador ponte-pretano estava realmente com a pontaria em dia. Aos 41 minutos, cobrou falta com força, novamente no canto do goleiro; a bola passou pela barreira e parou no travessão. Por muito pouco, a Macaca não saiu na frente na primeira partida.

Ficha de jogo:

Ponte Preta 1 x 1 Lanús

PONTE PRETA:
Roberto; Artur, César, Diego Sacoman e Uendel; Baraka, Fellipe Bastos, Fernando Bob (Adailton) e Elias (Magal); Rildo (Chiquinho) e Leonardo.
Técnico: Jorginho

LANÚS:
Marchesín; Araujo, Goltz, Izquierdoz e Velázquez; Diego González (Barrientos), Somoza e Ortiz; Melano (Victor Ayala), Santiago Silva e Pereyra Díaz (Oscar Benítez).
Técnico: Schelotto

Gols: Goltz, aos 13 minutos do segundo tempo (Lanús); Fellipe Bastos, aos 34 minutos do segundo tempo (Ponte Preta)

Local: Pacaembu, em São Paulo (SP)
Data: 04/12/2013
Horário: 21h50 (de Brasília)
Público: 28.244 pagantes
Renda: R$ 589.375,00

Árbitro: Roberto Silvera (URU)

Cartões amarelos: Diego Sacoman, Fernando Bob, Artur e Uendel (Ponte Preta); Diego Gonzalez, Pereyra Díaz, Izquierdoz e Maxi Velázquez (Lanús)

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Para derrubar a Ponte

Em solo argentino, Lanús vence Libertad pela segunda vez e fará a final da Sul-Americana contra a Ponte Preta

De Belo Horizonte.
Por Vinícius Silveira.

29/11/2013 - Como na primeira partida em Assunção, o Lanús-ARG saiu vencedor na semifinal da Copa Sul-Americana contra o Libertad-PAR. Novamente, a equipe argentina fez 2 a 1, credenciando o time do técnico Guillhermo Barros Schelotto (ex-meia do Boca Juniors) a mais uma final de torneio continental. Os gols foram marcados por Diego González e Goltz, para os mandantes, e Jorge Gonzalez, para os visitantes. A decisão será contra a Ponte Preta, nos dias 4 e 11 de dezembro, com o primeiro jogo em território brasileiro.

É a terceira vez que o Lanús-ARG chega a uma final de torneio Sul-Americano. A equipe argentina chegou às finais da Copa Conmebol, torneio disputado nos anos 1990 e já extinto. Em 1996, foi campeão vencendo o Independiente Santa Fé-COL e, em 1997, perdeu para o Atlético-MG. Desta vez, o adversário também é brasileiro e, em sua primeira final internacional, busca seu primeiro título de expressão.

Foto: AFP/Divulgação CONMEBOL

O jogo

O Libertad não tinha outra alternativa senão partir para cima e buscar a vitória, já que havia perdido a primeira partida em casa. O time paraguaio buscava valorizar a posse de bola e trabalhar as jogadas no meio-campo para o ataque, porém, faltava audácia e uma certa dose de qualidade aos visitantes. Logo na primeira ofensiva do Lanús, saiu o gol argentino. Aos 12 minutos, Diego González pegou a sobra da defesa e chutou forte, de perna esquerda, marcando um golaço.


O gol argentino desnorteou o Libertad, que não mostrava tanta qualidade quando o jogo ainda estava sem gols. Após a metade do primeiro tempo, duas boas chances paraguaias quase resultaram em empate. Primeiro, com Bareiro cabeceando próximo à trave. Depois, Montenegro exigiu grande defesa de Marchesín.

No segundo tempo, o Lanús iniciou seu jogo buscando administrar o placar, mas era muito cedo para tentar algo assim. Logo aos nove minutos, Jorge Gonzalez cobrou falta duvidosa, a bola bateu na barreira e tirou o goleiro Marchesín do lance. O jogo ganhava em emoção e a partida ficava indefinida.

Porém, não demorou muito, e aos 13 minutos, Diaz fez boa jogada e sofreu penalidade máxima. Na cobrança, Goltz bateu forte, no canto direito, explodindo a torcida caseira. O gol argentino praticamente removeu as esperanças restantes da equipe do Libertad, que havia conseguido o mais difícil, que era o empate.

Na reta final do jogo, chutões e tentativas de fora da grande área em direção ao gol foram o retrato do delírio e do nervosismo do time paraguaio. O Lanús tinha o controle do jogo e só aguardava o apito final do árbitro para comemorar mais uma decisão sul-americana, e pela segunda vez, contra o um time brasileiro.

Ficha do jogo:

Lanús-ARG 2 x 1 Libertad-PAR

LANÚS:
Marchesín; Carlos Araújo, Goltz, Izquierdoz e Velásquez; Diego González, Barrientos (Pasquini) e Somoza; Victor Ayala (Lucas Melano), Diaz (Acosta) e Santiago Silva.
Técnico: Guillhermo Schelloto

LIBERTAD:
Muñoz; Moreira, Gomez, Benitez e Samúdio; Molinas, Aquino, Gamarra (Romero); Mencia (Jorge González), Fredy Bareiro e Recalde (Montenegro).
Técnico: Pedro Sarabia

Motivo: Segundo duelo da semifinal da Copa Sul-Americana 2013
Estádio: La Fortaleza, em Lanús (ARG)
Data: 28/11/2013
Horário: 22h15 (de Brasília)

Gols: Diego González (LAN), aos 12 minutos do primeiro tempo; Jorge González (LIB), aos nove minutos, e Goltz (LAN), aos 13 minutos do segundo tempo

Árbitro: Victor Carrillo (PER)
Auxiliares: Jonny Bossio (PER) e César Escano (PER)

Cartões amarelos: Somoza e Diaz (Lanús); Molinas, Aquino, Bareiro e Recalde (Libertad)

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Ponte continental

Ponte Preta segura São Paulo e chega à final da Sul-Americana, sua primeira decisão continental

De Belo Horizonte.
Por Júlia Alves.

27/11/2013 - Nos últimos meses, a Ponte Preta conquistou feitos interessantes. Fez seu primeiro jogo em território estrangeiro, bateu o Vélez na Argentina, conseguiu grande vitória sobre o São Paulo no Morumbi e, nesta quarta-feira, garantiu a vaga para a sua primeira decisão internacional. Hoje foi dia de decisão no Romildão, em Mogi Mirim, para Ponte Preta e São Paulo na semifinal da Copa Sul-Americana. A vantagem era toda da Macaca, que venceu com autoridade fora de casa por 3 a 1. O Tricolor atacava, porém, era pouco eficiente e viu o adversário abrir o placar. Se a situação são-paulina era complicada, ficou ainda mais difícil depois do 1 a 0 pontepretano. O desespero bateu nos jogadores tricolores, que pouco produziram para reverter o resultado. Quando saiu o gol de empate, já era tarde e não havia muito que fazer. A partida terminou mesmo em 1 a 1, colocando a Ponte na final, com a possibilidade de um título histórico para o time de Campinas.

O outro finalista da Copa Sul-Americana sairá do confronto entre Lanús-ARG e Libertad-PAR, nesta quinta, na Argentina. Na ida, no Paraguai, 2 a 1 para o Lanús.

Foto: Divulgação/Site oficial da Ponte Preta

O jogo

Além da disputa contra a Ponte, o São Paulo travava um confronto duro com o tempo. Precisando rever os 3 a 1 do primeiro jogo, o Tricolor começou a partida atacando. Já aos dois minutos, o time da capital teve uma boa oportunidade em cobrança de falta de Rogério Ceni. No entanto, a Macaca mostrou, oito minutos depois, que não ia abrir mão do ataque. Fellipe Bastos cobrou falta de longe e Artur, sozinho, cabeceou e Rogério Ceni espalmou.

A partida era aberta. O São Paulo passava mais tempo no ataque, porém, a Ponte era mais incisiva e levava mais perigo quando chegava ao campo adversário. Aos 31 minutos, Reinaldo fez grande jogada pelo lado esquerdo e cruzou; a bola iria na cabeça de Aloísio, mas Roberto, com um tapa, afastou. A Macaca teve ótima chance aos 38 minutos. Leonardo recuperou e avançou livre, mas, no momento do lançamento para Elias, Reinaldo apareceu e retomou a posse de bola para o Tricolor.

Jogos decisivos são resolvidos em detalhes e não é à toa que a Ponte Preta chegou até essa altura da competição. A Macaca foi eficiente nesse quesito e se mostrou uma equipe copeira. Com uma forte marcação e o time bem postado dentro de campo, a equipe pontepretana não perdeu a oportunidade de ampliar sua vantagem. Aos 42 minutos, Rildo dominou no peito e cruzou para o meio da área. Rodrigo Caio afastou, mas a bola sobrou para Leonardo, que chutou rasteiro e acertou de novo Rodrigo Caio. Em novo rebote, ele mandou para o fundo das redes do São Paulo.

O São Paulo não se encontrava em campo no segundo tempo. Os jogadores estavam visivelmente nervosos e não conseguiam armar boas jogadas. A esperança tricolor, Paulo Henrique Ganso, não conseguia se livrar da marcação. O tempo passava e a Ponte Preta continuava com o domínio, mas sem se expor, somente cadenciando o jogo, já que no placar agregado estava 4 a 1 a seu favor.

A cartada final de Muricy veio aos 16 com a substituição de Paulo Miranda por Luís Fabiano. O Fabuloso tentou ajudar, no entanto, pouco resolveu na partida. O atacante até chegou fazer um gol aos 38 minutos, só que já era tarde demais. Reinaldo chutou por baixo, Diego Sacoman tentou afastar e errou; nessa confusão dentro da área, a bola subiu e Luís Fabiano, de cabeça, empatou o jogo.

Nos últimos minutos da partida, Rildo gingou na frente de Wellington, que não teve esportiva e parou o adversário com falta dura. Essa atitude foi o bastante para um princípio de confusão. Os jogadores dos dois times se estranharam dentro de campo e, após muito bate boca e empurrões, voltaram para o jogo. A verdade é que o São Paulo, time acostumado com tantas vitórias e títulos, não soube lidar com essa eliminação. A Ponte Preta fez o resultado no Morumbi e cumpriu o papel proposto para a partida de hoje, conquistando com méritos a histórica classificação.

Ficha de jogo:

Ponte Preta 1 x 1 São Paulo

PONTE PRETA:
Roberto; Artur, César, Diego Sacoman e Uendel (Chiquinho); Baraka, Fernando Bob, Fellipe Bastos e Elias (Adailton); Rildo e Leonardo (Magal).
Técnico: Jorginho

SÃO PAULO:
Rogério Ceni; Paulo Miranda (Luís Fabiano), Antônio Carlos, Rodrigo Caio e Reinaldo; Denilson (Wellington), Maicon, Douglas e Ganso; Ademilson (Welliton) e Aloísio.
Técnico: Muricy Ramalho

Gols: Leonardo, aos 42 minutos do primeiro tempo (Ponte Preta); e Luís Fabiano, aos 38 do segundo tempo (São Paulo)

Local: Estádio Romildão, em Mogi Mirim (SP)
Data: 27/11/2013
Horário: 21h50 (de Brasília)

Arbitro: Carlos Alfredo Vera Rodríguez (Equador).
Assistentes: Christian Lescano (Equador) e Byron Romero (Equador).

Cartões amarelos: Diego Sacoman (Ponte Preta); Antônio Carlos, Douglas  e Wellington (São Paulo)

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Surpreendente Ponte

Em pleno Morumbi, Ponte Preta faz belo segundo tempo, vence o São Paulo e leva grande vantagem para segundo jogo da semi da Sul-Americana

De Belo Horizonte.
Por Vinícius Silveira.

21/11/2013 - O cenário era perfeito para uma bela vitória tricolor. O Morumbi estava lotado, a equipe era time melhor tecnicamente, contra um franco atirador que era a Ponte Preta. Entretanto, a Macaca aprontou para cima do São Paulo. Depois de um primeiro tempo fraco e uma segunda etapa excelente, a equipe de Campinas bateu os comandados de Muricy Ramalho por 3 a 1 e deram um belo passo para uma inédita final internacional em 113 anos de história alvinegra. A próxima partida será no Estádio Romildo Ferreira, em Mogi, à 45 km de Campinas, na próxima quarta-feira (27), já que o Moisés Lucarelli não poderá ser utilizado devido à sua capacidade de receber torcedores.

O resultado surpreendeu a muitos críticos, que apontavam o São Paulo, por sua fama de time copeiro, como favorito. A Ponte Preta quebrou os prognósticos, colocou por terra muitas dúvidas sobre a equipe, ainda que a mesma esteja quase rebaixada para a segunda divisão do Campeonato Brasileiro, mas mantém um foco direto na Sul-Americana. A Macaca nunca esteve tão perto de faturar um título como este torneio, fora das fronteiras paulistas.

Na outra semifinal, Libertad e Lanús abrem a série às 22h15 de logo mais em Assunção, no Paraguai. Na semana que vem, também na quinta (28), é a vez da Argentina receber o segundo jogo.

Com muita chuva, São Paulo cai no segundo tempo e perde para a Ponte Preta.
(Foto: Rubens Chiri/saopaulofc.net)

Tricolor começa bem, mas sofre queda

O início do Tricolor davas mostras de que o São Paulo dominaria a Ponte Preta com facilidade, principalmente pelo jogo ofensivo imprimido pelo time de Muricy Ramalho, além da presença maciça do torcedor (mais de 50 mil pagantes). Aos 23 minutos, Aloísio roubou a bola de Diego Sacoman e entregou para Paulo Henrique Ganso. Este, com um drible, tirou a marcação e bateu de perna direita no canto de Roberto, que ainda viu o desvio na trave antes de balançar as redes.

A retrancada Ponte Preta custava a chegar. Se colocava em uma prisão em seu campo de defesa e em seu lado técnico, sem explorar suas qualidades e as deficiências da fraca e inconsistente defensiva do São Paulo. Quando resolveu colocar a bola no chão e descer para o ataque, veio o gol de empate. Aos 43 minutos, Uendel fez jogada pela direita e cruzou procurando Leonardo, mas o zagueiro Antônio Carlos cortou contra o próprio gol.

Chuva, gols e bom futebol campineiro

O segundo tempo poderia esperar um jogo mais solto e a expectativa de um bom futebol de ambos os times. Mas, só deu Ponte Preta desde o começo até o final. Primeiro aos oito minutos, quando Rildo chutou e parou nas mãos de Rogério Ceni. Na sobra, Leonardo apenas escorou para as redes. A chuva, que começava a cair, se transformara em dilúvio dentro do Morumbi, e também, na bola que Macaca imprimia sobre o Tricolor.

Se já estava ruim para o São Paulo com o 2 a 1 contra, e o futebol que não rendia, ficou pior quando Uendel recebeu, entrou na área, e chutou para as redes de Rogério, contando ainda com um desvio de Paulo Miranda. A Ponte Preta se defendia com inteligência, e ainda contava com a sorte, quando o time da casa parou nas pernas salvadoras de Diego Sacoman e Artur, que tiraram as oportunidades de Luis Fabiano e Welliton em cima da linha.

Era a noite da Macaca, e sem querer fazer qualquer trocadilho, o São Paulo caiu da Ponte.

Baixa - O goleiro Roberto, já no fim da partida, saiu lesionado após lance em que tentou evitar gol de Luís Fabiano e deu lugar a Edson Bastos. Chorando, foi entrevistado pelos canais de TV que faziam a transmissão da partida. Quando perguntado sobre a possibilidade de jogar na próxima semana, Roberto disse: "Não sei se vou jogar, mas vai ter que dar". Roberto passará por exames nesta quinta-feira para saber a gravidade da lesão no músculo adutor.

Ficha do jogo:

São Paulo 1 x 3 Ponte Preta

SÃO PAULO:
Rogério Ceni; Paulo Miranda, Antônio Carlos, Rodrigo Caio e Reinaldo; Denilson, Maicon (Luis Fabiano), Paulo Henrique Ganso e Lucas Evangelista (Wellington); Aloísio e Ademilson (Welliton).
Técnico: Muricy Ramalho

PONTE PRETA:
Roberto (Edson Bastos); Artur, Diego Sacoman, César e Uendel; Baraka, Fernando Bob, Fellipe Bastos (Chiquinho) e Elias (Magal); Rildo e Leonardo.
Técnico: Jorginho

Motivo: Primeira partida da semifinal da Copa Sul-Americana 2013
Data: 20/11/2013
Horário: 21h50
Público: 53.302 pagantes
Renda: R$1.814.415,00

Árbitro: Diego Abal (ARG)
Auxiliares: Hernan Maidana e Juan Bellati (ambos da Argentina)

Cartões amarelos: Paulo Miranda e Denilson (São Paulo); Cesar, Fellipe Bastos e Uendel (Ponte Preta).

Gols: Paulo Henrique Ganso, aos 23 minutos do primeiro tempo (SPFC); Antônio Carlos (contra), aos 43 minutos do primeiro tempo, Leonardo, aos sete, e Uendel, aos 26 minutos do segundo tempo (PON)

  

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Fazendo história

Ponte Preta vence Vélez na Argentina e avança à semifinal da Sul-Americana. Adversário será o São Paulo

De Uberlândia.
Por Aline Guerra.

07/11/2013 – Se no Brasileirão a luta contra a degola segue assombrando a Macaca, a fase é boa no cenário internacional. Após conseguir a inédita classificação para as quartas de final da Copa Sul-Americana, a Ponte Preta agora quer mais. Jogando fora de casa, o desafio era bater o Vélez Sarsfield, após empate em 0 a 0 em Campinas. Com a vaga em aberto no confronto em Buenos Aires, a partida foi dramática, mas a equipe brasileira foi valente e conseguiu uma vitória por 2 a 0, garantindo seu lugar na semifinal.

O inicio do jogo foi em ritmo ainda lento. Os dois times pareciam analisar as possibilidades e não tomavam muita iniciativa. Com isso, o primeiro tempo ficou no 0 a 0. Depois do intervalo, a Ponte Preta não perdeu tempo e marcou o primeiro gol ainda nos primeiros minutos, com Elias. Depois disso, a equipe paulista tentou administrar o resultado, mas não deu certo. O Vélez deixou a partida mais agitada, fazendo com que a Macaca tivesse que se defender de todas as maneiras possíveis, porém, já nos acréscimos, Fernando Bob fez o segundo e selou a classificação para a semi.

O adversário da Ponte na semi da Sul-Americana será o São Paulo, e a Macaca promete tentar continuar fazendo história. A primeira partida será no 21 de novembro e a volta está marcada para uma semana depois. No outro jogo, Lanus-ARG e Libertad-PAR se enfrentam.

Elias comemora um dos gols do jogo.
(Foto: Reuters)

O primeiro tempo não foi muito animador para o time brasileiro, que viu os adversários pressionarem e fazerem com que a Macaca tivesse que fechar todos os espaços. Aos 26 minutos, a Ponte teve uma excelente chance com Artur, que cabeceou à queima roupa, mas o goleiro do Vélez fez grande defesa. A primeira etapa acabou com o 0 a 0, e se continuasse assim, a disputa da vaga iria para os pênaltis.

Depois do intervalo, a Ponte foi pressionada nos primeiros lances, mas não aceitou, e abriu o placar aos três minutos com Elias, que aproveitou o contra-ataque e não desperdiçou. Após o gol, a Macaca perdeu um pouco da calma, decidiu manter o resultado e acabou sofrendo muita pressão do Veléz. Os minutos finais foram de muita pressão, a equipe brasileira se defendeu de todas as maneiras, e aos 48, fez o segundo gol com Fernando Bob, que deu um lençol no goleiro, garantindo a vitória e a vaga inédita para a semi da Sul-Americana.

Ficha do jogo:

Vélez Sarsfield 0 x 2 Ponte Preta

VÉLEZ:
Sosa; Cubero, Tobio, Domínguez e Papa; Allione (Insúa), Romero, Canteros (Cáseres) e Cabral; Rescaldani (Copete) e Pratto.
Técnico: Ricardo Gareca.

PONTE:
Roberto; Artur, César, Diego Sacoman e Uendel; Baraka, Magal, Elias (Fernando Bob) e Chiquinho; Rildo (Régis Souza) e Leonardo.
Técnico: Jorginho.

Local: José Amalfitani, em Buenos Aires (ARG)
Data: 07/11/2013
Horário: 20h45 (de Brasília)
           
Gols: Elias, aos três, e Fernando Bob, aos 48 minutos do segundo tempo

Árbitro: Wilmar Roldán (COL)

Cartões amarelos: Ariel Cabral e Fernando Tobio (VEL); Fernando Bob (PON)
Cartões vermelhos: Adrianinho - no banco de reservas

Seguro

Mostrando segurança na defesa, São Paulo empata com Nacional em Medellín e garante vaga para a semi da Sul-Americana

De Belo Horizonte.
Por Vinícius Silveira.

07/11/2013 - Se na primeira partida a defesa são-paulina foi alvo de contestações, nesta noite em Medellín, na Colômbia, o São Paulo se manteve consistente em sua retaguarda e segurou o Atlético Nacional. No fim, o empate sem gols valeu a classificação ao Tricolor, que chega às semifinais da Copa Sul-Americana após a vitória no Morumbi por 3 a 2. O adversário do time comandado por Muricy Ramalho será definido nesta quinta-feira (7), em Ciudad de Itagüí, onde Libertad e Itagüí realizam o segundo embate. Na jogo anterior, os paraguaios venceram por 2 a 0.

No entanto, existe uma possibilidade de acontecer um jogo entre dois times do mesmo país. Se a Macaca passar pelo Vélez Sarsfield-ARG, a Conmebol vai alterar o chaveamento das semifinais pois, assim como na Libertadores, a Sul-Americana não permite duas agremiações de nacionalidades iguais nas finais de seus torneios.

Após empate sem gols na ida, o segundo duelo entre Ponte e Vélez será realizado às 20h45 de logo mais, na Argentina. Assim como o São Paulo, o Lanús já se classificou. Após empate sem gols na ida, venceu o River no Monumental de Nuñez por 3 a 1.

 Aloísio tenta finalizar, mas para no goleiro Franco Armani.
(Foto: Rubens Chiri/saopaulofc.net)

Segurando o resultado

O São Paulo foi para a Colômbia com o resultado nas mãos. Sabendo disso, o Tricolor se trancou na defesa para esperar o Atlético Nacional vir para o ataque. Não que isto seja chamado de retranca, mas a atuação do time paulista só não foi defensivamente impecável no primeiro tempo, porque Rodrigo Caio e Reinaldo quase jogaram contra o patrimônio tentando cortar cruzamento de forma equivocada.

No ataque, o São Paulo não fez a menor questão de partir para cima dos colombianos, para imprimir uma pressão e, quem sabe, fazer um gol para aumentar ainda mais a tranquilidade do time em campo. Jádson foi mal nas criações; Aloísio e Luis Fabiano eram pouco acionados; principalmente o Fabuloso, totalmente isolado no ataque e sem receber jogadas para conclusão para à meta defendida por Franco Armani.

Empate confirmado

Se faltaram emoções no primeiro tempo, na segunda etapa, o Atlético Nacional resolveu assustar com três arremates perigosos ao gol de Rogério Ceni. Em dois deles, o goleiro do São Paulo teve que trabalhar para evitar a abertura do placar. Entretanto, a pressão colombiana terminou muito cedo. O Tricolor acertou sua marcação, corrigiu os erros que quase complicaram a equipe paulista e voltou a ter o controle da partida.

Os colombianos só voltaram a assustar aos 34 minutos em um chute de Medina. O técnico Muricy Ramalho resolveu trancar de vez o São Paulo quando tirou Jádson e colocou Wellington, e sacou o apagado Luis Fabiano para entrar com Ademílson. No fim, a equipe paulista, que claramente jogou pelo empate, conseguiu seu objetivo e volta para o Brasil com a vaga garantida na semifinal da Sul-Americana.

Ficha do jogo:

Atlético Nacional-COL 0 x 0 São Paulo

ATLÉTICO NACIONAL:
Franco Armano; Peralta, Henriquez e Oscar Murillo; Medina, Mejía, Bernal (Guisao), Cardenas e Valencia (Díaz); Fernando Uribe e Duque (Juan Pablo Angel)
Técnico: Juan Carlos Osorio

SÃO PAULO:
Rogerio Ceni; Paulo Miranda, Antônio Carlos e Rodrigo Caio; Douglas, Denilson, Maicon, Jadson (Wellington) e Reinaldo; Aloísio (Welliton) e Luis Fabiano (Ademilson)
Técnico: Muricy Ramalho

Motivo: Segunda partida das quartas de final da Copa Sul-Americana
Data: 06/11/2013
Local: Estádio Atanásio Girardot, em Medellín (COL)

Árbitro: Enrique Osses (CHI)
Auxiliares: Carlos Astroza (CHI) e Sergio Román (CHI)

Cartões amarelos: Antônio Carlos, Wellington e Luis Fabiano (São Paulo) 

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Foi no apagar das luzes

Nos acréscimos, Antônio Carlos dá a vitória ao São Paulo contra o Nacional-COL. Tricolor sai em vantagem nas quartas da Sul-Americana

De Belo Horizonte.
Por Manuel Carvalho.

31/10/2013 - Respirando na luta contra o rebaixamento no Campeonato Brasileiro, o Tricolor vê na Copa Sul-Americana a chance de disputar a Taça Libertadores em 2014. Disputado no Morumbi, o primeiro jogo das quartas de final do torneio continental terminou com vitória do São Paulo sobre o Atlético Nacional de Medellín-COL por 3 a 2, com um gol de Jádson e outros dois de Antônio Carlos, sendo um deles já nos acréscimos da etapa complementar.

Antônio Carlos marcou o gol da vitória do Tricolor.
(Foto: Rubens Chiri/saopaulofc.net)

O São Paulo teve os desfalques de Rafael Tolói, machucado, e Paulo Henrique Ganso, suspenso. Após eliminar o Bahia na fase anterior, o Nacional teve a equipe completa. Os jogadores considerados titulares sequer retornaram ao país para disputar o campeonato local.

O resultado colocou o São Paulo em vantagem para o jogo de volta, que será disputado em Medellín. A segunda partida está marcada para a próxima quarta-feira (6). O vencedor deste confronto enfrentará Libertad, do Paraguai, ou Itaguí, da Colômbia, na semi. O SPFC joga pelo empate ou por derrota por um gol de diferença, desde que marque três gols ou mais.

O jogo

No início da partida, já era possível notar que os colombianos adiantavam a marcação e fechavam os espaços da equipe da casa. O São Paulo tinha dificuldade para chegar à área adversária e tocava a bola pacientemente. O primeiro lance de perigo da partida já resultou em alteração no placar. Aos 13 minutos, Jádson recebeu passe de Denílson, ajeitou e chutou forte para o gol. O goleiro Armani, que estava adiantado, não conseguiu tocar na bola, que morreu no fundo das redes.

O time colombiano estava nervoso em campo e continuava assistindo os são-paulinos tocarem a bola. O tempo ia passando e o time de Medellín não conseguia criar uma jogada ofensiva sequer. O São Paulo mantinha a posse de bola, mas com dificuldades para achar espaços na defesa adversária. Aos 35 minutos, Maicon deixou Aloísio na cara do gol. Ele tirou do goleiro, mas a bola perdeu velocidade e o zagueiro conseguiu tirar antes que ela cruzasse a linha.

A equipe colombiana pouco ultrapassava o meio-campo, mas em um vacilo da defesa Tricolor, conseguiu chegar ao empate. Aos 39 minutos, Paulo Miranda recuou a bola para Rogério Ceni, que tocou para Rodrigo Caio. O zagueiro falhou, perdeu a bola para Cárdenas, que cruzou para Uribe. O atacante teve só o trabalho de empurrar a bola para o gol. O São Paulo pareceu ter sentido o golpe do gol de empate e viu a equipe colombiana crescer na partida, mas sem alterar o placar até o fim do primeiro tempo.

Nenhuma das equipes fez alterações para a volta do segundo tempo. Logo aos quatro minutos, Douglas cruzou e a zaga afastou mal; Jádson chutou de primeira e assustou o goleiro Armani. No minuto seguinte, a zaga do São Paulo falhou de novo. A bola sobrou limpa para Cárdenas, que se atrapalhou e chutou em cima do seu companheiro, desperdiçando boa chance para o time colombiano. Aos 10 minutos, o Nacional chegou com perigo novamente. Uribe foi lançado pela direita, chutou cruzado e a bola passou com muito perigo ao gol de Rogério.

A equipe Tricolor voltou muito mal para a segunda parte, e a torcida começava a gritar pelo nome e Ademílson, que vinha como titular durante a lesão de Luís Fabiano. Após os pedidos dos torcedores, o São Paulo melhorou na partida e passou a pressionar o adversário com chutes próximos ao gol. Aos 26 minutos, a equipe da casa chegou ao segundo gol. Douglas cobrou escanteio, Rodrigo Caio desviou de cabeça e Antônio Carlos completou de cabeça para o fundo das redes.

Aos 29, o Tricolor perdeu boa oportunidade de aumentar o placar. Maicon cruzou para Aloísio. O atacante desviou de cabeça e o goleiro Armani fez grande defesa. Aos 33, a equipe colombiana empatou novamente. Após chutão pra frente, Antônio Carlos sobe de cabeça, mas não consegue afastar a bola. Duque ganhou de Paulo Miranda na corrida e tocou na saída de Rogério.

No fim da partida, quando o empate parecia ser o resultado final, o São Paulo conseguiu o gol da vitória. Osvaldo cobrou escanteio, Antônio Carlos subiu sozinho e cabeceou no canto esquerdo do goleiro. Depois, foi só segurar o placar até o apito do juiz. O São Paulo agora joga pelo empate no jogo de volta. A equipe comandada por Muricy Ramalho não perde há oito partidas, sendo cinco vitórias consecutivas. 

Ficha do jogo: 

São Paulo 3x2 Nacional de Medellín 

SÃO PAULO: 
Rogério Ceni, Paulo Miranda, Rodrigo Caio, Antônio Carlos e Reinaldo; Denílson, Maicon, Douglas e Jádson (Osvaldo); Aloísio e Luis Fabiano (Ademílson). 
Técnico: Muricy Ramalho

NACIONAL: 
Armani, Nájera, Henriquez, Murillo e Diaz (Diego Arias); Medina, Mejía, Valencia e Bernal (Calle); Uribe (Duque) e Cárdenas. 
Técnico: Juan Carlos Osorio

Local: Morumbi, em São Paulo (SP) 
Data: 30/10/2013 
Horário: 21h50 (de Brasília) 
Público: 22.441 pagantes 
Renda: R$ 572.190,00 

Gols: Jádson, aos 13 minutos do primeiro tempo, e Antônio Carlos, aos 26 e aos 45 do segundo tempo (SPFC); Uribe, aos 39 minutos do primeiro tempo, e Duque, aos 33 minutos do segundo tempo (NAC)

Cartões amarelos: Rodrigo Caio (SPFC) e Bernal (NAC)

sábado, 26 de outubro de 2013

Rádio B.A. - A semana do futebol brasileiro

De Belo Horizonte.
Por João Vitor Cirilo.



26/10/2013 - Voltamos à Rádio B.A. nesta sexta-feira (25) para falar da semana do futebol nacional. Comentamos as definições na Sul-Americana e na Copa do Brasil e falamos também sobre a 31ª rodada do Brasileirão, disputada neste fim de semana. João Vitor Cirilo apresentou e esteve com Rodolpho Victor, Rafael Martins, Manuel Carvalho, Márcio Júnio e Thomás Santos.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Classificada

Ponte Preta sobrevive a segundo tempo de pressão do Deportivo Pasto e garante vaga nas quartas da Sul-Americana

De Uberlândia.
Por Aline Guerra.

23/10/2013 – Se a vida não esta fácil para a Ponte Preta no Campeonato Brasileiro, onde o clube de Campinas é vice-lanterna, não se pode dizer o mesmo da situação na Sul-Americana. Na noite desta terça-feira (22), a Macaca procurava a classificação para as quartas de final do torneio continental no segundo duelo contra o Deportivo Pasto, na Colômbia. Apesar da vitória por 2 a 0 na ida no Moisés Lucarelli, a missão não era fácil: encarar um time em boa fase, além da altitude de 2,5 mil metros. Mas a equipe brasileira, como se diz, jogou com o regulamento embaixo do braço para sair classificada e continuar fazendo história. Foi o primeiro jogo oficial da Ponte fora do Brasil.

A partida não foi tranquila. Após um primeiro tempo morno, a segunda etapa foi muito movimentada. O Deportivo Pasto fez um gol ainda nos primeiros minutos do segundo tempo, e como precisava de pelo menos mais um, foi para cima, deixando a Ponte recuada e sem muitas alternativas de ataque. A equipe brasileira fez o que pôde, se defendeu e não quis correr riscos com contra-ataques. No fim, apesar da vitória colombiana, a vaga foi brasileira, mesmo com a derrota por 1 a 0.

Foto: Divulgação/Site oficial da Ponte Preta

Com a vaga garantida, a Ponte Preta já conhece seu adversário: será o Vélez Sarsfield, da Argentina, que eliminou o 
La Equidad com duas vitórias por 2 a 1. As datas dos próximos confrontos ainda serão definidas pela Conmebol. O outro duelo já definido é entre Lanús e River Plate. Amanhã, o Sport precisa reverter desvantagem de 2 a 0 para eliminar o Libertad, e na quinta, Bahia e Coritiba precisam tirar desvantagem de 1 a 0 para eliminarem Nacional de Meddelín e Itagüi. respectivamente.

O jogo

Quando começou o primeiro tempo, a Ponte Preta assumiu uma postura contida; foi se soltando aos poucos e avançando a marcação. O Deportivo Pasto conseguiu manter uma maior posse de bola, porém, não conseguia chegar com perigo. Como já tinha a vantagem do jogo de ida, os paulistas preferiam manter a marcação, e mesmo com a pressão do Pasto nos minutos finais, a primeira etapa ficou no 0 a 0.

Depois do intervalo, o Deportivo Pasto decidiu aproveitar a retranca da Macaca. Aos sete minutos, Mauricio Mina chutou livre dentro da área e abriu o placar. Com o gol, os colombianos se animaram, fizeram pressão e deixaram a Ponte Preta em situação difícil nos minutos finais. Aos 37, o susto foi grande. Mina chutou pelo lado esquerdo e a bola explodiu na trave; no rebote, Régis afastou e evitou o pior.

Nos acréscimos, a situação ficou ainda mais dramática, com o goleiro Álvarez na área sempre que possível. A Ponte recuou e ficou inteira na defesa. Nas oportunidades de contra-ataque, tentava segurar a bola no campo ofensivo o máximo possível. No final, a classificação se confirmou: a equipe campineira conseguiu a vaga para a próxima fase do torneio continental, feito inédito para quem sequer havia disputado uma partida internacional.

Ficha do jogo:

Deportivo Pasto 1 x 0 Ponte Preta

DEPORTIVO PASTO:
Álvarez; Piedrahita, Pérez, Mina Gonzalez e Obeso; Palacios, Pacheco (Ruales) e Montaño; Villota (Gomez), Lalinde e Mina.
Técnico: Flabio Torres

PONTE PRETA:
Roberto, Régis, Ferron, Diego Sacoman e Uendel; Baraka, Alef (Elias), Fellipe Bastos e Adrianinho; Rafael Ratão (Fernando Bob) e William.
Técnico: Jorginho

Local: Estádio Libertad, em San Juan de Pasto (COL)
Data: 22/10/2013
Horário: 22h15
                                                           
Gols: Mauricio Mina, aos sete minutos do segundo tempo

Cartões Amarelos: Palacios e Montaño (PAS); Alef e Diego Sacoman (PON)