Como de costume neste Grand Prix, Brasil joga bem mais uma vez e supera os EUA na despedida de São Paulo
De Aracaju.
Por Helena Sader.
10/08/2014 - Mais uma vez impecável. Grande potência do voleibol, a seleção brasileira feminina fez mais uma vítima no Grand Prix 2014. As meninas do Brasil seguem invencíveis na competição, após vencer a seleção dos Estados Unidos neste domingo (10). Em pouco mais de 1h30 de jogo, o Brasil bateu as norte-americanas por 3 sets a 0, em 25/20, 25/22 e 29/27. A partida foi a última em São Paulo, no ginásio do Ibirapuera, que recebeu os duelos do Grupo D nesta segunda semana. Perfeita na competição, a seleção brasileira já derrotou China, Itália, República Dominicana, Coreia do Sul e Rússia, além dos EUA.
As brasileiras são as atuais campeãs do torneio e o resultado manteve o time na liderança isolada do Grand Prix. Entre todos os sets nos seis jogos disputados, as brasileiras perderam apenas uma parcial, fazendo com o Brasil fique com 18 pontos, o máximo que poderia ser alcançado nesse momento da competição. Quem aparece na segunda posição é a Turquia, com 13 pontos, mesma pontuação da China. A Sérvia está em quarto, com 11, completando o grupo das que avançariam à fase final.
Sempre se destacando, a central Thaísa fez mais uma boa partida. A jogadora foi a maior pontuadora do Brasil, com 12 acertos, sendo dois de bloqueio, nove de ataque e um de saque. A outra meio de rede do time verde e amarelo, Fabiana, também fez bom jogo e marcou 10 pontos para ajudar a equipe, mesma quantidade de pontos da oposta Sheilla. A maior pontuadora da partida foi americana. A oposta Kelly Murphy saiu de quadra com 17 pontos, seguido pelos 13 da central Akinradewo e os 12 da ponteira Larson.
Ainda neste domingo, a seleção brasileira segue para a Tailândia, sede do grupo G do Grand Prix. Além das duas seleções, o grupo G contará ainda com EUA e República Dominicana, que já foram adversários brasileiros neste mesmo torneio. Na próxima sexta-feira (15), as meninas do Brasil voltam a enfrentar as norte-americanas, abrindo a terceira e última semana da fase classificatória. No sábado (16), o duelo é contra as dominicanas e, no dia seguinte, a seleção fecha a primeira fase contra as tailandesas, anfitriãs.
O jogo
O Brasil começou a todo vapor. Logo no início, conseguiu três pontos de vantagem no placar. Mas, como bom time que têm, os EUA não deixaram as brasileiras afastarem no marcador. O bloqueio norte-americano funcionou e a diferença caiu para um ponto apenas. Mas, se tem bloqueio de lá, tem de cá também. Fê Garay caprichou e colocou o time da casa com dois pontos à frente, vantagem que seguiu até a segunda parada técnica obrigatória. O Brasil começou a melhorar e a contar com erros adversários, já no final da parcial. Restou para Garay o último ponto, e que veio de forma especial: ace e 25/20 ao fim do primeiro set.
E se tiveram saques eficientes no primeiro set, no segundo também não faltaram. Dani Lins deixou o seu ace e o Brasil começou bem mais uma parcial. A vantagem chegou a quatro pontos, antes mesmo da segunda parada técnica. Foi o que fez o técnico norte-americano Kiraly parar o jogo. E deu certo para os Estados Unidos. A diferença caiu para um ponto e deixou a partida equilibrada. Era ponto lá, ponto cá, sem dar bobeira. Mas no final do set, a inversão do 5-1 foi fundamental. Tandara entrou bem e conseguiu moldar o fim da parcial para o bem do Brasil. Ao final, 25/22 para as brasileiras, com muito suor.
O terceiro set era vencer ou vencer para as estadunidenses. E elas correram atrás. Logo no início, fizeram 5 a 1. Mas as brasileiras não permitiram essa vantagem tão larga por muito tempo, com o bloqueio sendo o fator fundamental. Depois de diminuir a vantagem, Thaísa foi para o saque e deixou o Brasil à frente. A reação das brasileiras assustou e os EUA passaram a errar. O final do set decisivo foi emocionante e melhor para o Brasil, que venceu o terceiro e último set por 29/27.
Regulamento
Nesta edição do Grand Prix, 12 equipes disputam a fase classificatória no chamado Grupo 1, das melhores colocadas no ranking. A cada semana, são formados três grupos com quatro times em cada. Os quatro melhores avançam à fase final, que também terá o Japão, país sede, e o vencedor dos grupos J a O (Argentina, Bélgica, Canadá, Cuba, Holanda, Polônia, Peru e Porto Rico), que estão no Grupo 2, uma espécie de "segunda divisão".




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