Com gol no fim, Nacional arranca empate contra o San Lorenzo em casa no primeiro jogo da final da Libertadores
De Belo Horizonte.
Por Vinícius Silveira.
07/08/2014 - Em decisão de Libertadores, sobra emoção em qualquer ocasião. Quando se reúnem duas equipes que ainda não sentiram o gosto de levantar o troféu mais desejado na América do Sul, o desejo e a vontade se multiplicam. No primeiro embate entre Nacional, do Paraguai, e San Lorenzo, da Argentina, no Defensores del Chaco, em Assunção, o placar terminou empatado em 1 a 1, na noite desta quarta-feira. Mauro Matos abriu o marcador para os argentinos, mas Julio Santa Cruz deixou tudo igual já nos acréscimos.
O resultado deixa em aberto a decisão da Libertadores, pois não existe qualquer critério de desempate na final do torneio. Quem vencer, leva o título. Qualquer empate por qualquer número de gols leva o embate para a prorrogação, podendo chegar a pênaltis caso persista o marcador. O próximo duelo será na próxima quarta-feira (13), no Nuevo Gasómetro, em Buenos Aires, às 21h15 (horário de Brasília). Um complicador para os argentinos para a próxima semana pode ser a ausência do atacante Lucas Piatti. O contrato do jogador se encerra nesta quinta-feira (7) e os diretores da equipe argentina correm atrás da prorrogação do contrato.
No caminho por onde Nacional e San Lorenzo passaram, apareceram os mineiros Atlético-MG e Cruzeiro. Os paraguaios enfrentaram o Galo na primeira fase, com os dois jogos terminando em empate por 2 a 2. Por outro lado, os argentinos eliminaram os cruzeirenses nas quartas de final.
O jogo
Jogando em casa, o Nacional abriu o jogo com tudo e foi para cima do San Lorenzo buscando a abertura do marcador nos primeiros minutos. O retrato da ofensividade paraguaia foi o número de escanteios conquistados no inicio da partida. Foram seis tiros de canto, sendo um deles aproveitado por Cáceres, que levou perigo ao gol defendido por Torrico.
Aos poucos, o San Lorenzo reagiu dentro da partida e equilibrou as ações do jogo, chegando a criar algumas chances mais perigosas. Emanuel Más foi o autor da chance argentina mais perigosa, com o chute acertando a trave de Ignacio Don. Outros jogadores, como Piatti, o veterano Romagnoli e o meia Villaba também apareceram, só que de forma mais tímida.
No segundo tempo, o San Lorenzo começou o jogo como terminou a etapa inicial. O Ciclón administrava o jogo com muita categoria, enquanto o Nacional tentava assustar de alguma maneira com o ataque formado por Julian Benitez e Fredy Bareiro. Porém, o domínio argentino teve seu efeito derradeiro aos 19 minutos, após cruzamento que veio da direita por Buffarini e a conclusão precisa de Mauro Matos. Bola indefensável para o goleiro Ignacio Don. 1 a 0 para o San Lorenzo.
Após o gol, o Nacional deixou de ficar à mercê do controle argentino e se atirou com tudo, mas esbarrava na forte e implacável marcação do San Lorenzo. No fim da partida, a bola passava pela área do Ciclón, mas não entrava se forma alguma. Veio a brilhar então a estrela do atacante Julio Santa Cruz. O centroavante, irmão do velho Roque Santa Cruz e que entrou no segundo tempo, aproveitou a bola lançada na grande área e finalizou para as redes do goleiro Torrico, já aos 48 minutos.
O estádio explodiu em emoção e aqueles que já estavam descrentes quanto a um gol paraguaio, vibraram enlouquecidamente. Os jogadores do San Lorenzo pareciam não acreditar no que estava acontecendo. Alguns colocaram as mãos na cabeça e aguardavam o apito final do árbitro.
Horário: 21h15 (de Brasília)
Gols: Mauro Matos, aos 19 minutos do segundo tempo (SAN); Julio Santa Cruz, aos 48 minutos do segundo tempo (NAC)

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