Argentina
tem à sua disposição um ataque de ouro para tentar brilhar no Brasil e
conquistar o tricampeonato Mundial
De Aracaju.
Por Victor França.
06/06/2014 – A Argentina chega ao Brasil como uma das principais favoritas para conquistar a Copa do Mundo. O quarteto de frente, formado por Messi, Di María, Agüero e Higuaín, impõe medo e respeito em qualquer defesa, e pode ser considerado o mais promissor entre as 32 seleções. Por outro lado, a defesa não inspira muita confiança, e é a grande incógnita. Será que com um time não tão bem equilibrado a Argentina pode ser tricampeã no Brasil?
06/06/2014 – A Argentina chega ao Brasil como uma das principais favoritas para conquistar a Copa do Mundo. O quarteto de frente, formado por Messi, Di María, Agüero e Higuaín, impõe medo e respeito em qualquer defesa, e pode ser considerado o mais promissor entre as 32 seleções. Por outro lado, a defesa não inspira muita confiança, e é a grande incógnita. Será que com um time não tão bem equilibrado a Argentina pode ser tricampeã no Brasil?
Primeiras
Copas
A Argentina fez bonito logo em sua primeira
participação em um Mundial. Em 1930, a alviceleste chegou invicta para disputar
a final, mas acabou perdendo para os anfitriões uruguaios por 4 a 2. Nas Copas
de 34, 58, 62 e 74, os hermanos decepcionaram e acabaram eliminados na primeira
fase. Somente em 1966, na Inglaterra, os argentinos fizeram uma campanha digna,
chegando às quartas de final, onde foram eliminados pela futura campeã
Inglaterra.
(Foto:
Reprodução)
O primeiro caneco da Argentina em Mundiais aconteceu
em casa, na Copa de 1978. A campanha dos anfitriões esteve longe de ser
espetacular. Na primeira fase, venceu Hungria e França por 2 a 1, e foi
derrotada para a Itália por 1 a 0. Na segunda fase, depois de fazer 2 a 0 na
Polônia e empatar sem gols com o Brasil, os argentinos precisavam golear o Peru
por uma diferença de pelo menos quatro gols para avançar à final. Para piorar a situação, o
Brasil se classificaria caso os hermanos não conseguissem.
Porém, o pesadelo não ocorreu. A Argentina fez 6 a 0 na seleção peruana e foi decidir o título. O resultado gera suspeitas até hoje. Além de o Peru ter atuado muito abaixo do esperado, muitas teorias apontam que devido à Argentina viver na época um regime militar, houve um acordo financeiro ou político entre os países para que o placar necessário fosse obtido. Contudo, nada foi provado.
Na final, o clima de ‘já ganhou’ não atrapalhou os comandados de César Luis Menotti. O artilheiro Kempes colocou a alviceleste na frente ainda no primeiro tempo, mas os holandeses levaram a decisão para a prorrogação com gol de Nanninga. No tempo extra, não teve jeito. Kempes e Bertoni anotaram, garantindo o histórico título de 1978.
Porém, o pesadelo não ocorreu. A Argentina fez 6 a 0 na seleção peruana e foi decidir o título. O resultado gera suspeitas até hoje. Além de o Peru ter atuado muito abaixo do esperado, muitas teorias apontam que devido à Argentina viver na época um regime militar, houve um acordo financeiro ou político entre os países para que o placar necessário fosse obtido. Contudo, nada foi provado.
Na final, o clima de ‘já ganhou’ não atrapalhou os comandados de César Luis Menotti. O artilheiro Kempes colocou a alviceleste na frente ainda no primeiro tempo, mas os holandeses levaram a decisão para a prorrogação com gol de Nanninga. No tempo extra, não teve jeito. Kempes e Bertoni anotaram, garantindo o histórico título de 1978.
(Foto: Getty Images)
Copa
de 1986 (México)
Foi no México, em 1986, que aconteceram os momentos
mais marcantes no futebol para qualquer argentino. A seleção treinada por
Carlos Bilardo teve uma campanha espetacular, vencendo na primeira fase a Coreia
do Sul e a Bulgária, e empatando com a Itália. Depois, bateu o Uruguai por 1 a 0,
Inglaterra por 2 a 1, e a Bélgica por 2 a 0. Na final, venceu a Alemanha
Ocidental por 3 a 2.
Um dos jogos mais cultuados da história do futebol é
o duelo de quartas de final entre Argentina e Inglaterra. Foi a partir deste
jogo que Maradona deixou de ser um simples mortal, e passou a ser uma divindade
para o povo argentino. O “Pibe de Oro” marcou dois gols no duelo: um de mão,
que o próprio Diego nomeou como “La Mano de Dios”, e o partindo do meio de
campo e driblando cinco jogadores ingleses.
Na decisão, a Argentina começou muito bem, e abriu 2
a 0 com gols de Brown e Valdano. Mas a seleção alemã não desistiu, e com gols
de Rummenigge e Völler, chegou ao empate. Coube a Maradona dar um passe preciso
para Burruchaga fazer o gol do título.
Apenas
decepções: 1990 (Itália), 1994 (Estados Unidos), 1998 (França), 2002 (Coreia do
Sul/Japão), 2006 (Alemanha) e 2010 (África do Sul)
Em 90, os atuais campeões não conseguiram o esperado
tricampeonato, caindo na final para a brilhante geração alemã de Brëhme,
Matthäus, Völler e Klinsman. Nos Estados Unidos, o doping de Maradona abalou o
time inteiro, que foi eliminado nas oitavas de final pela Romênia. Na França, os
argentinos foram mais longe, até as quartas, quando conheceram a força da
Holanda e perderam por 2 a 1. Em 2002, um grande fracasso, e eliminação ainda na
primeira fase.
Em 2002 e 2006, a Argentina mais uma vez figurou
entre as favoritas, mas nas duas ocasiões, sucumbiu diante da Alemanha nas
quartas de final.
A equipe
A Argentina traz para a Copa 2014 um time com excelentes
opções do meio para frente e outras pouco confiáveis para a defesa. O sistema defensivo
carece de um grande xerife, e tem hoje em Zabaleta seu principal nome. No gol,
Romero é titular absoluto, mas não inspira grande confiança.
Messi, Di María, Agüero e Higuaín serão os responsáveis por criar e marcar os gols argentinos. E apesar do meia-atacante do Real Madrid ter sido o melhor jogador na final da Champions League, a principal estrela e esperança alviceleste ainda é Lionel Messi. Mais maduro, o craque do Barcelona tem excelentes companheiros ao seu lado para liderar a sua seleção na campanha do possível título. E se os hermanos levantarem a taça no Brasil sob a tutela de Messi, talvez o termo ‘Deus’ na Argentina não comece mais com a letra ‘D’, de Diego.
Provável
time titular: Romero; Zabaleta,
Demichelis, Garay e Rojo; Mascherano, Gago e Messi; Di María, Agüero e Higuaín.
Tabela de jogos:
15/06, às 19h: Argentina
x Bósnia, no Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)
21/06, às 13h: Argentina
x Irã, no Mineirão, em Belo Horizonte (MG)
25/06, às 13h: Nigéria
x Argentina, no Beira Rio, em Porto Alegre (RS)
A série especial da Copa do Mundo segue amanhã, falando sobre Portugal de Cristiano Ronaldo. Fique ligado.
Confira todas as matérias da série "B.A. na Copa".




0 comentários :
Postar um comentário