domingo, 16 de junho de 2013

Duas gerações

Pirlo e Balotelli marcam e garantem vitória da Azurra na estreia da Copa das Confederações contra o México

De São Paulo.
Por Eduardo do Carmo.

16/06/2013 - Tradição, camisa pesada e quatro títulos mundiais no currículo. Essas são as principais marcas e conquistas alcançadas pela seleção italiana, que passa, aos poucos, por uma renovação, mas mantém algumas peças ''antigas''. E a estreia na Copa das Confederações, na tarde deste domingo, no Maracanã, mostrou que essa mistura pode acabar em samba, ou melhor, em uma bela tarantela. Com gols do experiente Andrea Pirlo e do jovem Mario Balotelli, a Itália venceu o México por 2 a 1 e lidera o grupo A ao lado do Brasil.

Seleção titular da Itália na estreia na Copa das Confederações.
(Foto: La Gazzetta dello Sport)

A seleção vice-campeã da Euro 2012 veio para o Brasil desacreditada. Após empate contra o Haiti, em amistoso preparatório, na última terça-feira, a desconfiança aumentou. No entanto, a Azurra mostrou a sua força, teve bom desempenho e conquistou os três primeiros pontos.

Na próxima quarta-feira, às 19h, na Arena Pernambuco, a Itália encara o Japão e, conforme os resultados, pode garantir classificação antecipada para as semifinais. No outro jogo da chave, o Brasil enfrenta o México, às 16h do mesmo dia, no Castelão, em Fortaleza (CE).

Pirlo, autor do primeiro gol italiano, fez o jogo de número 100 com a camisa da Itália. Aos 34 anos, mesmo após temporada pesada com a Juventus, o meia mostra muito vigor físico e maestria nos lançamentos e jogadas de bola parada.

O Maracanã estava colorido e com ótimo público. Muita festa e vibração por parte dos torcedores. Os mexicanos utilizavam máscaras de luta livre, adereço tradicional no país da América Central. Os italianos também compareceram, porém em menor número.

Fora do estádio, momentos antes do apito inicial, mais protestos e confrontos de manifestantes com policiais. De acordo com o G1, cerca de 300 manifestantes, que protestam contra o aumento da tarifa de ônibus e os gastos públicos com a Copa, estavam nos entornos do Maracanã.

O jogo

A Itália começou melhor e pressionou os mexicanos nos primeiros minutos. Aos 4, na saída de bola do México, Balotelli aproveitou erro de Rodríguez e tentou encobrir Corona. A bola, no entanto, pegou muita velocidade e saiu por cima do travessão. Aos 6, Montolivo fez boa jogada pela esquerda e cruzou para Balotelli, que pegou de primeira para ótima defesa de Corona. Dois minutos mais tarde, o próprio Balotelli arriscou novamente e Corona salvou os mexicanos.

Em seu centésimo jogo pela Azurra, Pirlo faz um golaço de falta.
(Foto: La Gazzetta dello Sport)

Aos 10, o goleiro Buffon tomou um susto. Giovani do Santos ganhou da zaga, avançou pela linha de fundo e cruzou para trás. Guardado chegou batendo e o travessão salvou a Azurra. Aos 16, já na área, Pirlo cortou o zagueiro e foi derrubado. O árbitro, porém, mandou o lance seguir. Dez minutos depois, em cobrança de falta, Pirlo marcou um golaço e colocou a Itália em vantagem.

Com o gol sofrido, o México foi para o ataque e, através de um pênalti, empatou. Giovani dos Santos foi derrubado por Barzagli na área e o árbitro apontou para a marca da cal. Na cobrança, aos 34, Chicharito tirou de Buffon e balançou a rede. Aos 39, após novo vacilo de Rodríguez, Balotelli buscou o canto de Corona, que fez boa defesa. Aos 41, Pirlo fez ótimo lançamento para Abate, que mandou rasteiro para área. Corona, mais uma vez, salvou o time mexicano.

Mario Balotelli marca na etapa final e garante vitória italiana contra o México.
(Foto: La Gazzetta dello Sport)

Na etapa final, aos 7, Balotelli sofreu falta e criou nova oportunidade para Pirlo. O meia cobrou por baixo da barreira e a bola sobrou para Montolivo, que finalizou fraco. Aos 13, Pirlo teve outra chance de falta e quase fez o segundo.

O duelo ficou amarrado e o empate parecia ser o destino final. Só que aos 32, De Rossi tocou para Giaccherini, que deu um balão para a área. Balotelli ganhou dos zagueiros no corpo e anotou o segundo gol da Itália. Na comemoração, o atacante tirou a camisa e levou cartão amarelo. A partir daí, o México criou apenas uma chance, aos 43, mas sem perigo ao goleiro Buffon.

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