Espanha comprova o seu favoritismo,
domina e vence Uruguai na estreia pela Copa das Confederações
De Abaeté (MG).
Por Júlia Alves.
16/06/2013 - Nesta noite de
domingo, na Arena Pernambuco, duas seleções campeãs continentais fizeram suas
estreias na Copa das Confederações. A Espanha, atual campeã mundial e bicampeã
europeia, deu uma aula de futebol para o recente campeão da América, o Uruguai.
Desde o princípio do jogo, a equipe espanhola mostrou em campo o seu
inconfundível futebol. Com passes precisos e rápidos, chegava facilmente ao
ataque. Mais veloz ainda era a sua recuperação de posse de bola. Assim, o
Uruguai assistiu os dois gols da Fúria no primeiro tempo e, só no fim da partida,
fez o seu em grande cobrança de falta de Suárez, definindo o placar final de 2
a 1.
O resultado final da partida não
retrata bem o que aconteceu em campo. O domínio foi espanhol, mas essa seleção
joga em busca da vitória. O placar pequeno já era o bastante e, por isso, no
segundo tempo, a Espanha diminuiu o ritmo. Dentro do que podia, o Uruguai fez o
máximo conseguindo um gol no final do jogo. O que foi importante já que o saldo
de gols é critério de desempate.
Na próxima quinta-feira (20), a Espanha
enfrentará o modesto Taiti no Maracanã. No mesmo dia, teremos o duelo Uruguai e
Nigéria em Salvador. O outro duelo da primeira rodada do Grupo B ainda não foi
disputado. Amanhã, às 16h, no Mineirão, tem Taiti contra Nigéria.



O jogo
A Espanha envolveu o Uruguai com seu
estilo de jogo. Os espanhóis trocavam passes em busca de espaço para chegar até
o gol adversário. A bola passava pacientemente pé por pé, enquanto os uruguaios
esperavam um erro para sair no contra-ataque. Porém, errar não é algo comum
na equipe espanhola. Portanto, era preciso que o Uruguai recuperasse a o
domínio da bola e, para isso, definiu uma marcação compacta com todos os seus
jogadores no campo de defesa. No entanto, a estratégia uruguaia não obteve
sucesso. O talento individual sobressaiu e a Espanha mandou no jogo.
Com 70% de posse de bola, como de
costume, a Fúria armou jogadas que levaram perigo ao oponente. Logo aos dez
minutos, Fàbregas pegou forte e chutou na trave. Cinco minutos depois, a bola
sobrou para Iniesta, que bateu para o goleiro Muslera fazer uma defesa em dois
tempos. Após algumas tentativas, o placar resolveu sair do 0 a 0 com um
belo chute espanhol. Depois de uma cobrança de escanteio, a defesa uruguaia
tirou mal a bola. Ela sobrou no pé de Pedro, que chutou. A bola desviou em
Lugano, tirando o goleiro do lance.
Mesmo precisando reverter o
resultado, a Celeste não conseguia boa troca de passes e, por isso, perdia
muito rápido o domínio da bola. Dessa maneira, nenhuma jogada ofensiva era
criada e a equipe uruguaia mal chegava ao campo de ataque, o que tornava
praticamente impossível mudar o cenário do jogo.
A Espanha, aproveitando-se da apatia
do oponente, fazia ótimas tabelas na entrada da área, até que uma delas
resultou no seu segundo gol. Fàbregas projetou seu corpo como se fosse chutar,
e deu belo passe para Soldado. O atacante recebeu livre para fazer o gol sem
dar chance alguma para Muslera.
Na etapa complementar, o técnico
uruguaio colocou jogadores mais ofensivos e com melhor qualidade de saída de
bola. No entanto, essas alterações não mudaram o ritmo de jogo. A Celeste não
levava perigo, mesmo conseguindo girar a bola e a fazendo chegar para os
atacantes.
A verdade é que parecia que as duas
equipes estavam satisfeitas com o placar. A Espanha não ia mais tanto ao ataque
e se continha com o toque de bola no meio de campo. Os jogadores uruguaios se
afobavam e acabavam tentando resolver com chutes desordenados. O andamento dado
à partida não agradava nada ao torcedor, que passou vaiar o jogo ocioso e, com
o objetivo de apimentá-lo, passou a incentivar o Uruguai.
Se não era possível fazer o gol pelo
toque de bola, o Uruguai teve que buscar a bola parada. Aos 43 minutos, Suárez
fez o gol celeste em uma cobrança perfeita de falta.
Ficha do
jogo:
Espanha 2 x
1 Uruguai
ESPANHA:
Casillas;
Arbeloa, Sergio Ramos, Piqué, Jordi Alba; Busquets, Xavi (Javi Martínez),
Iniesta; Pedro (Mata), Soldado, Fàbregas (Cazorla).
Técnico: Vicente del Bosque.
URUGUAI:
Muslera;
Maxi Pereira, Lugano, Godín, Martín Cáceres; Gargano (Lodeiro), Diego Pérez
(Fórlan), Cristian Rodríguez, Gastón Ramírez (Álvaro González); Cavani, Luis
Suárez. Técnico: Óscar Tabárez.
Local: Arena
Pernambuco, em São Lourenço da
Mata (PE)
Horário: 19
horas (de Brasília)
Data: 16 de junho de 2013, domingo
Árbitro: Yuichi Nishimura (JAP)
Assistentes: Toru
Sagara e Toshiyuki Nagi (JAP)

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