domingo, 9 de dezembro de 2012

Grêmio repete placar de 1983 e derrota o Hamburgo na inauguração da nova Arena

De Belo Horizonte.
Por Vinícius Silveira.

09/12/2012 - Todo conto merece um final feliz, mas excepcionalmente, apenas o início foi feliz, porque muitas outras jornadas gremistas serão tão felizes como a de hoje. Depois de 58 anos de Estádio Olímpico Monumental, o Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense começou mais uma página histórica em sua rica passagem de 109 anos de existência: a inauguração de sua nova casa, a Arena do Grêmio, que comportará mais de 60 mil torcedores e que será palco de novas vitórias do tricolor gaúcho.

A festa foi dígna dos melhores eventos esportivos do mundo.
(Foto: Diego Guichard/Globoesporte.com) 

Mesmo com um atraso de 45 minutos, a festa de inauguração foi linda, dígna de um evento com a magnitude e a marca do Grêmio e de sua torcida. Balões, fogos de artifício e cores vivas em azul deram o tom da festa que não deixou nada a dever a uma cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos ou de uma Copa do Mundo. Presenças ilustres de Ivan Lins, que tocou o hino do Grêmio para o estádio partir em um delírio só, e Blue Man Group fizeram um show a parte. A banda de Fuzileiros Navais do Brasil tocou o hino nacional brasileiro. Renato Borghetti, trajado com a camisa 7, de Renato Portaluppi, tocou o hino riograndense. A presença de grande ídolos, exibição de bandeiras e gols históricos emocionaram o torcedor, assim como a entrada Milton Kuelle, que jogou na antiga Baixada, no estádio Olímpico e pisou na nova arena.

Logo após a festa de inauguração, Grêmio e Hamburgo reeditaram a finalíssima do Mundial Interclubes de 1983, vencido pelo tricolor por 2 a 1, como partida de estreia do novo campo. E novamente deu Grêmio, e mais uma vez, por 2 a 1, para a festa dos 60.548 torcedores que lotaram a Arena.

Quando a bola rolou...

Começou com um Grêmio em sua maior característica. A raça gaúcha deu o tom inicial da partida, disputando as jogadas com intensidade, dimunuindo os espaços do adversário e o ocupando o campo inimigo com até oito jogadores. Elano e Zé Roberto deram o toque de classe, o termômetro da equipe no gramado, com bons e eficientes passes, que fizeram com que o Grêmio levasse muito perigo.

 André Lima fez o primeiro da Arena do Grêmio.
(Foto: Wesley Santos/Divulgação Grêmio)

Toda essa pressão deu certo. Aos nove minutos, na cobrança de escanteio de Elano, André Lima sobe e toca de cabeça para fazer o primeiro gol da história da Arena do Grêmio. E a avalanche, que muitos pensaram que não poderiam mais ser executada, apareceu e como nos bons tempos do Olímpico. Logo após o gol, o Hamburgo cresceu, começou a finalizar com perigo. Trocava passes com mais rapidez, muito motivado também pelo time gremista, que após o gol não repetia a mesma marcação, a mesma pegada dos minutos iniciais.

No segundo tempo, os técnicos começaram a fazer mudanças. Como foi acordado, não houve limites de alterações. O Grêmio perdeu muito com a saída de Elano e Zé Roberto. Marco Antônio e Marquinhos não davam a mesma criatividade que os titulares traziam. O Hamburgo melhorou, com a entrada de alguns jogadores, principalmente a do veterano Westermann, que trouxe mais criatividade ao time alemão. Os alemães trocavam passes com mais velocidade e insistentemente arriscavam a gol, prendendo o time gremista em seu campo de defesa. Tanta pressão alemã deu certo. Aos 25 minutos, no escanteio batido pela esquerda, a bola chegou para Westermann, que chutou a gol e a bola desviou em Marcelo Moreno antes de entrar.

O Grêmio, sem a mesma qualidade do primeiro tempo, tentou ir ao ataque no peito e na raça. A vitória era a grande busca dos gaúchos, que começaram a jogar mais no campo de defesa alemão para retomar o controle da partida. Aos 43 minutos, saiu dos pés de Marquinhos o cruzamento na segunda trave para Marcelo Moreno aparecer e fazer o gol da vitória gremista, reeditando o placar de 1983 e novamente trazer aos gremistas a alegria da triunfo no nova casa.

Ficha do jogo

Grêmio 2 x 1 Hamburgo-ALE

Grêmio: Marcelo Grohe, Pará, Werley (Saimon), Naldo e Anderson Pico (Tony); Souza, Fernando (Léo Gago), Elano (Marquinhos) e Zé Roberto (Marco Antônio); Leandro (Rondinelly) e André Lima (Marcelo Moreno). Tecnico: Wanderley Luxemburgo

Hamburgo: Drobny, Bruma, Scharner, Rajkovic (Diekmeier) e Aogo (Westermann); Sala, Rincón, Tesche (Arslan), Ilicevic (Skjelbred); Berg e Rudnevs (Son).
Técnico: Thorsten Fink

Gols: André Lima, aos 9 minutos do primeiro tempo; Westermann, aos 25 e Marcelo Moreno, aos 43 minutos do segundo tempo.

Árbitro: Carlos Amarilla (PAR)

Público: 60.548 torcedores

Estádio: Arena do Grêmio, em Porto Alegre.

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