Do Rio de Janeiro.
Por Jonas Moura.
O Vôlei Futuro aliou qualidade técnica à muita vibração na noite dessa sexta-feira, no Plácido Rocha, para vencer a terceira e decisiva partida das semifinais da Superliga Masculina. O jogo foi duro, mas o time da casa bateu o RJX/Rio de Janeiro, por 3 sets a 1, parciais de 25/18, 25/22, 29/31 e 25/21, e se garantiu na sua primeira final na história da competição. Agora, a equipe disputará o título inédito com o Sada Cruzeiro, em jogo único, que acontecerá no ginásio Poliesportivo, em São Bernardo do Campo, no dia 21 de abril, às 10h.
Muito vinha sendo dito sobre a dependência do Vôlei Futuro do oposto Lorena. Ele bem que foi um dos destaques da noite, ao marcar 16 vezes. Mas o que fez a diferença para a classificação foi a união do grupo. As sequências de Michael, vencedor do Troféu Viva Vôlei, no saque, ou de Dentinho nos bloqueios, ou de Camejo nos ataques, além da distribuição de Ricardinho, um comandante como de costume, foram fatores decisivos para desestabilizar o adversário. Dante, com 17 pontos, foi quem mais pontuou no jogo, mas o time carioca não foi o mesmo da primeira partida, quando calou o torcedor de Araçatuba nesse mesmo palco.
Muito vinha sendo dito sobre a dependência do Vôlei Futuro do oposto Lorena. Ele bem que foi um dos destaques da noite, ao marcar 16 vezes. Mas o que fez a diferença para a classificação foi a união do grupo. As sequências de Michael, vencedor do Troféu Viva Vôlei, no saque, ou de Dentinho nos bloqueios, ou de Camejo nos ataques, além da distribuição de Ricardinho, um comandante como de costume, foram fatores decisivos para desestabilizar o adversário. Dante, com 17 pontos, foi quem mais pontuou no jogo, mas o time carioca não foi o mesmo da primeira partida, quando calou o torcedor de Araçatuba nesse mesmo palco.
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| Camejo, um dos muitos nomes do jogo, comemora com seus companheiros. (Foto: Pierre Duarte/VIPCOMM) |
Saque forte. Essa havia sido a arma do Vôlei Futuro para igualar a série no Maracanãzinho no último domingo. Michael não perdeu o ritmo daquele dia e conseguiu dois aces no começo da partida, além de destruir a recepção de Lipe, destaque carioca na Superliga, que não demorou para dar lugar a Thiago Sens. Agressiva no saque, e forte na marcação sobre o oposto Théo, a equipe da casa dominou o primeiro set. Até mesmo quando Lucão disparou sua habitual bomba no serviço, Camejo recepcionou com perfeição, subiu alto e anotou 16/9 para os mandantes. O Rio errava seus saques, sem criar possibilidades de reação. O panorama não se alterou e, num ataque fora de Théo, o Vôlei Futuro fez 25/18.
A história mudou um pouco no início do segundo set, pois o Rio partiu pra cima e abriu 4/0, contando com uma invasão do Vôlei Futuro. No saque de Dante, o time chegou a fazer 12/9. Mas a recuperação da equipe da casa foi rápida, e a falta de um oposto definindo as bolas difíceis no lado carioca fez com que o elenco de Araçatuba voltasse a tomar a frente. Thiago Sens ficou olhando o saque sem peso de Camejo cair no fundo da quadra (13/12). O jogo dos cariocas não saia pelas extremidades nem pelo meio, e tudo dava certo para o Vôlei Futuro, que venceu por 25 a 22, após um bom ataque de Dentinho.
O RJX não se abalou e brigou muito no terceiro set. Brigou inclusive internamente, quando uma discussão de Marlon com Riad terminou numa atitude inusitada do central. Após ser substituído, ele se retirou de quadra por alguns minutos e foi para o vestiário. Dante não gostou do comportamento. Mas o clima de tensão serviu para dar mais poder ao grupo, em especial ao próprio Dante, que comandou a reação carioca. Após estar perdendo por 8/4, o ponteiro bloqueou Lorena e empatou em 10/10. Depois de muitos pontos trocados, no entanto, um saque forte de Vini e um erro de cobertura do Rio pareceram encaminhar a vitória do time da casa, que fez 18/15. A vitória não se confirmou, já que o RJX se manteve vivo até conseguir, em um ponto de bloqueio, fechar o set mais disputado na noite, por 31/29.
O RJX não se abalou e brigou muito no terceiro set. Brigou inclusive internamente, quando uma discussão de Marlon com Riad terminou numa atitude inusitada do central. Após ser substituído, ele se retirou de quadra por alguns minutos e foi para o vestiário. Dante não gostou do comportamento. Mas o clima de tensão serviu para dar mais poder ao grupo, em especial ao próprio Dante, que comandou a reação carioca. Após estar perdendo por 8/4, o ponteiro bloqueou Lorena e empatou em 10/10. Depois de muitos pontos trocados, no entanto, um saque forte de Vini e um erro de cobertura do Rio pareceram encaminhar a vitória do time da casa, que fez 18/15. A vitória não se confirmou, já que o RJX se manteve vivo até conseguir, em um ponto de bloqueio, fechar o set mais disputado na noite, por 31/29.
No início do quarto set, Ricardinho se desentendeu com Lucão e foi advertido. O levantador ficou inconformado com a arbitragem, mas voltou as atenções para sua equipe e acionou quem tinha que acionar. Primeiro Lorena, que vinha apagado, mas anotou 10/8. Depois, foi a vez de Camejo brilhar, colocando o time da casa com quatro de vantagem. Um lindo bloqueio simples de Dentinho em Théo sacudiu ainda mais o sexteto do Vôlei Futuro, que chegou à segunda parada técnica com 16/11 no marcador, e muita vibração em quadra. Dentinho vivia um momento especial, e voltaria a bloquear o oposto carioca na mesma jogada. Os paulistas aproveitaram a confiança para seguir pontuando, e Ricardinho levantou mais ainda o torcedor no Plácido Rocha com um ataque de segunda. O Vôlei Futuro encaminhou a vitória, que veio por 25 a 21, em um saque para fora de Lucão.
VÔLEI FUTURO:
Começaram: Ricardinho (1) , Lorena (16), Dentinho (9), Camejo (16), Vini (11) e Michael (14). Líbero: Mário Júnior.
Entraram: Leonardo (1), Evandro, Piá e Maurício.
Técnico: Cezar Douglas
RJX/RIO DE JANEIRO:
Começaram: Marlon (3), Théo (6), Lipe, Dante (17), Riad (4) e Lucão (15). Líbero: Allan.
Entraram: Guilherme, Thiago Sens (7), Paulo Victor (3) e Ualas (6).
Técnico: Marcos Miranda

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