quinta-feira, 8 de março de 2012

O sonho do APOEL continua

Por Andrew Haslam, do Chipre, para UEFA.com.


Dionisios Chiotis defendeu dois penaltis e ajudou o APOEL a tornar-se a primeira equipe do Chipre a chegar às quartas-de-final de uma competição europeia.

Dionisios Chiotis em uma das penalidades defendidas e que fizeram o APOEL entrar para a história.
(Foto: UEFA)
O APOEL FC continua a fazer história na UEFA Champions League e já esta nas quartas-de-final, depois de vencer o Olympique Lyonnais no desempate por marcação de grandes penalidades.
Em desvantagem, por 1-0, após a partida de ida na França, o APOEL nunca tinha marcado qualquer gol nos três jogos que já tinha realizado contra equipas gaulesas, mas, logo aos nove minutos, Manduca, ex-jogador do Benfica, acabou com a estatística e empatou a eliminatória. Muito apoiada pelos adeptos, a equipa cipriota, com os portugueses Paulo Jorge, Nuno Morais e Hélder Sousa entre os titulares, procurou o segundo gol, mas o jogo acabaria por seguir para a prorrogação e pênaltis.
No desempate das grandes penalidades, e já sem Manduca, expulso por acumulação de amarelos, o APOEL teve um inspirado Dionisios Chiotis na baliza, com o goleiro a defender os remates de Alexandre Lacazette e Michel Bastos, e tornou-se a primeira equipe do Chipre a atingir os quartos-de-final da uma competição europeia.
Uma faixa colocada atrás da baliza defendida pelo Lyon na primeira etapa dizia: "Sintam o terror de Nicósia". E o Lyon não teve de esperar muito para perceber o que os adeptos da casa queriam dizer. Ainda não tinham decorrido dez minutos quando Constantinos Charalambides fugiu a dois adversários na direita e cruzou para o segundo poste onde surgiu Manduca a atirar para o 1-0.
Apesar de ter no banco dos suplentes Lacazette, autor do gol da primeira partida, e Bafétimbi Gomis, a equipa francesa reagrupou-se depois do gol e passou a ter longos períodos de posse de bola. Primeiro limitou-se a alguns remates de longe, como uma falta de Ederson que Chiotis defendeu para escanteio, mas, aos poucos, começou a abrir brechas na defesa do APOEL e, num desses lances, Bastos cabeceou por cima depois de um cruzamento de Lisandro.
Ederson não mostrou melhor pontaria à medida que o intervalo se aproximava, mas a equipa da casa também era perigosa no contra-ataque. Esteban Solari chegou atrasado a um centro rasteiro de Manduca antes de o avançado rematar à figura de Hugo Lloris, depois de ter sido isolado por um excelente passe de Hélder Sousa.
A segunda parte começou com o Lyon sob pressão e a equipa francesa voltava a mostrar as dificuldades que tem tido esta época nos jogos fora de casa, com Aly Cissokho a acertar na barra da própria baliza quando tentava aliviar um cruzamento de Hélder Sousa. O português dava nas vistas e, com mais um excelente passe, ofereceu o segundo gol a Aílton, mas Bacary Koné foi rápido a impedir o remate do brasileiro.
Seguiu-se nova oportunidade para Solari, após cruzamento de Charalambides, e, no outro extremo do terreno Chiotis mostrou toda a sua qualidade ao travar um cabeceio de Lisandro. E, a dois minutos dos 90, o APOEL teve uma chance de ouro para evitar o prolongamento, com Aílton a rematar à figura de Lloris quando tinha Nuno Morais totalmente desmarcado ao seu lado.
As cobranças de faltas de Kim Källström foram os lances mais perigosos do Lyon no tempo extra e, num deles, Paulo Jorge esteve muito perto de marcar um gol contra, mas a bola saiu ao lado. Uma falta de Manduca sobre Lacazatte valeu o segundo amarelo ao atacante brasileiro, mas, pouco depois, a festa era cipriota, com Aílton, Nuno Morais, Nektarios Alexandrou e Ivan Tričkovski a marcarem as respectivas grandes penalidades e a darem a Chiotis a oportunidade de se tornar o grande herói da noite em Nicósia.

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