sexta-feira, 16 de março de 2012

Fla sofre apagão e permite empate do Olimpia

Do Rio de Janeiro.

A expressão “não tem jogo fácil na Libertadores” já foi consagrada pelo clichê. Nesta quinta-feira, no Engenhão, o Flamengo sentiu na pele a força dessa frase, após abrir 3 a 0 sobre o Olimpia e permitir que os paraguaios empatassem o jogo de forma incrível nos 15 minutos finais. O resultado, válido pela terceira rodada do Grupo 2 da Taça Libertadores da América, deixa o rubro-negro na liderança do grupo com 5 pontos e o Olimpia em segundo, com 4 pontos. Daqui a duas semanas, o confronto de repete, dessa vez em Assunção.


Ronaldinho sofreu com a violência do time paraguaio
Foto: AP

Com mais uma escalação diferente das anteriores, o Flamengo entrou em campo sob os gritos de “o Imperador voltou” – referência ao atacante Adriano, recentemente dispensado do Corinthians e que deve reaparecer no rubro-negro. Com a bola rolando, o Olimpia saía mais para o jogo e tinha até domínio territorial, mas chutava pouco ao gol. O Flamengo, por sua vez, chegou a ficar encolhido e a tentar sair nos contra-ataques, mas só levava perigo em cobranças de falta. O primeiro lance de perigo da partida aconteceu aos 13, num lance de bola aérea do Olímpia. No escanteio cobrado do lado esquerdo, Orteman subiu e forçou Paulo Victor a fazer um milagre, defendendo a bola quase dentro do gol. O jogo ficava mais travado, e o time paraguaio parava todas as tentativas de ataque do Fla com faltas na intermediária.

Aos 36, Botinelli arriscou para o gol e levou perigo a Martín Silva. Um minuto depois, Vagner Love fez grande jogada na entrada da área e lançou Botinelli, que entrou sozinho na área. O argentino teve frieza para tocar de cavadinha, abrindo o placar para o time da casa. No último minuto do primeiro tempo, uma perigosa arrancada de Ronaldinho terminou num passe para Love, mas o atacante foi flagrado em impedimento pelo bandeirinha.

A etapa final do confronto trouxe uma história riquíssima. No começo, o Flamengo voltou com tudo, disposto a construir uma sólida vitória. Logo com 1 minuto, Ronaldinho acertou um voleio da entrada da grande área, mas Martín Silva se esticou todo para espalmar. A pressão rubro-negra só aumentava, e, aos 10 minutos, Luiz Antônio fez bela jogada. A bola sobrou para Vágner Love, que tentou driblar o goleiro, mas foi derrubado: pênalti. Depois de muita confusão, Ronaldinho cobrou e marcou o segundo do Fla. Nesse momento, o Engenhão explodia de alegria, e o rubro-negro dava a impressão de que conseguiria golear o adversário. Aos 18, Ronaldinho deu um passe espetacular para Luiz Antônio aparecer livre por trás da zaga e deslocar Martín Silva, fazendo o terceiro.

Tudo levava a crer que o placar já estava definido. Porém, uma falta de Muralha em Zeballos na meia lua começava a mudar o curso da partida. Na cobrança, o próprio Zeballos soltou um petardo, mudando o placar para 3 a 1. O cronômetro marcava 31 minutos. Sete minutos depois, Caballero ganhou duas vezes de Gonzáles e chutou no canto esquerdo de Paulo Victor: 3 a 2. Aí, o Flamengo apagou. O goleiro do Fla ainda salvou uma cabeçada de Meza, mas com 43, ele nada pôde fazer. Após passe do ex-jogador do Flamengo Maxi Biancucchi, Marin surgiu livre nas costas de Galhardo e bateu cruzado para empatar o jogo. O que era festa virou vaias, o que era uma vitória transformou-se em empate. Isso é Libertadores.

FLAMENGO: Paulo Victor, Galhardo , González, David, Junior Cesar; Muralha, Luiz Antonio, Bottinelli, Thomás (Negueba (33'/2ºT); Ronaldinho e Love. Técnico: Joel Santana.

OLIMPIA: Martín Silva, Renzo Revoredo, Enrique Meza, Adrián Romero, Sebastián Ariosa; Eduardo Aranda (Zeballos (17'/2ºT), Fabio Caballero, Sergio Orteman (Robequier 27'/2ºT), Vladimir Marín; Luis Caballero e Maxi Biancucchi. Técnico: Gerardo Pelusso.

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