Do Rio de Janeiro.
Uma partida dramática e decidida só nos pênaltis garantiu o Botafogo na segunda fase da Copa do Brasil 2012. Jogando no Engenhão, o Alvinegro esteve longe de convencer e empatou com o Treze de Campina Grande (PB) no tempo regular. Nas penalidades, contando com uma falha decisiva de Léo Rocha, a equipe carioca, que já havia empatado em 1 a 1 na primeira partida, conseguiu a suada vaga. Desperdiçou duas cobranças, mas venceu por 3 a 2. O adversário na próxima fase será o Guarani, que superou o Brasiliense.
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| Jéfferson foi fundamental para a vitória nos pênaltis que classificou o Botafogo. (Foto: Alexandre Loureiro / Agência Lance) |
O Treze só teve o que comemorar no tempo normal. Jogou bem na marcação, soube pressionar, assustando em várias ocasiões, e marcou um gol que manteria o time na disputa. Um empate sem gols classificaria o Botafogo. O Alvinegro, apesar de entrar em campo com uma formação bastante ofensiva, oscilou entre bons e maus momentos, até que se cansou na segunda etapa, sentido cada vez mais a possibilidade de uma eliminação precoce.
O início de partida já reservaria fortes emoções. Quem se deu bem logo aos três minutos foi o time da Paraíba, quando Amaral Rosa abriu o placar com um chute de longe que desviou em Fábio Ferreira, enganou o goleiro Jéfferson e entrou. A pressão imposta pelo Treze só aumentava com as perdas de bola de Márcio Azevedo, além dos espaços deixados na marcação pelo próprio lateral, muito vaiado pela torcida. O Botafogo só conseguiu chegar na área aos 12, com Herrera finalizando para fora.
Mas uma grande oportunidade viria aos 22, quando Renato cobrou falta e Loco Abreu, na sua especialidade, cabeceou para o fundo da rede, deixando tudo igual no Engenhão. O gol animou o time da casa, que marcou presença na área do adversário, com Andrezinho parando na defesa de Beto. O goleiro do Treze, apesar de ter falhado no lance que deu o empate ao Glorioso, fez uma sequência de belas defesas, uma delas após boa jogada criada por Fellype Gabriel com Herrera. O domínio era do Botafogo e o time da Paraíba errava em passes. Um contra-ataque perigoso ainda assustou com Carlos Alberto chutando de longe, mas desviou na zaga e saiu ao lado de Jefferson. A pressão era grande.
Na volta do intervalo, o Treze arriscava nas finalizações, jogando o Botafogo para o campo de defesa. O técnico Oswaldo de Oliveira fez uma alteração, colocando Jobson no lugar de Herrera, e o atacante tabelou bem com Fellype Gabriel, aos 11, mas parou na defesa de Beto. Aos 22, num momento em que o Botafogo tentava pressionar, Antônio Carlos perdeu uma chance incrível. Recebeu de Loco Abreu na pequena área, ficou na cara do gol, mas chutou para trás, mesmo com o goleiro caído.
O time da Paraíba abusou das faltas e Carlos Alberto foi expulso aos 33, após derrubar Márcio Azevedo. O jogo, tenso, se tornou lento, com cartões, um choque entre Marcelo Mattos e Neto Maranhão, e uma parada para o goleiro Beto ser atendido. No final, o Treze conseguiu impedir a vitória alvinegra, forçando a decisão nos pênaltis.
Um novo drama seria vivido pelos dois times dali em diante. Se o time de General Severiano teve tudo para selar a vitória, com boas cobranças de Andrezinho, Antônio Carlos e Felipe Menezes, contando ainda com um chute na trave de Rone Dias, a sequência reservaria um show de erros decisivos. Neto ainda acertou no alto, diminuindo para 3 a 2. Mas Renato bateu mal, parando em Beto e Anderson foi defendido por Jéfferson.
Era só Loco Abreu marcar para levar o Botafogo à vitória, mas o uruguaio chutou no meio e Beto defendeu. O alívio para os botafoguenses só veio com a cavadinha equivocada de Léo Rocha, não impondo a menor dificuldade para Jefferson, que só precisou espalmar com a mão esquerda e comemorar a classificação.
Era só Loco Abreu marcar para levar o Botafogo à vitória, mas o uruguaio chutou no meio e Beto defendeu. O alívio para os botafoguenses só veio com a cavadinha equivocada de Léo Rocha, não impondo a menor dificuldade para Jefferson, que só precisou espalmar com a mão esquerda e comemorar a classificação.
BOTAFOGO: Jéfferson, Lucas, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Márcio Azevedo; Marcelo Mattos (Felipe Menezes), Renato, Fellype Gabriel (Caio) e Andrezinho; Herrera (Jobson) e Loco Abreu.
Técnico: Oswaldo de Oliveira
TREZE: Beto, Celso, Anderson, Saulo e Adalberto; Amaral Rosa (Neto Maranhão), Carlos Alberto, Doda e Rone Dias; Márcio Carioca (Léo Rocha) e Vavá (Thiago Cunha)
Técnico: Marcelo Vilar
Técnico: Oswaldo de Oliveira
TREZE: Beto, Celso, Anderson, Saulo e Adalberto; Amaral Rosa (Neto Maranhão), Carlos Alberto, Doda e Rone Dias; Márcio Carioca (Léo Rocha) e Vavá (Thiago Cunha)
Técnico: Marcelo Vilar

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