terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Coluna - A diferença é fora, e não dentro de campo (Parte 1)

De Belo Horizonte.



O futebol sempre foi e será o esporte mais popular e lucrativo do Brasil. Caracterizado por ser um esporte "de todos", o futebol tem muitos admiradores, que são conhecidos como torcedores. Mas o foco aqui não é o torcedor em si, mas sim o que o torcedor faz (indiretamente) para deixar os clubes cada vez mais ricos. Querendo ou não, o dinheiro é sim, o principal motivo que move jogadores, clubes e demais "interessados'' neste ramo.


Nos tempos de Pelé, Garrincha, Tostão e Rivelino, a paixão pelo esporte era o que movia estes atletas, que sempre deram um show dentro dos gramados. Naquela época os jogadores também ganhavam salários altos, mas não tão absurdos como os de hoje. Por exemplo, os jogadores que saem do Brasil e depois querem retornar ao seu país ganhando o mesmo tanto que ganhavam lá fora. Os clubes fazem loucuras e é um absurdo pagar 400 mil, 500 mil e até 750 mil reais a um jogador de futebol sem saber se ele trará o retorno ao clube.

(La Masia, como é conhecido o centro de treinamento das categorias de base do Barcelona.)


O maior clube da atualidade, o Barcelona, tem como principal característica o investimento nas categorias de base, que nos últimos seis anos lhe rendeu: 3 Ligas dos Campeões, 2 Campeonatos Mundiais, 2 Supercopas Européias, 4 Títulos Nacionais, 4 Supercopas da Espanha e uma Copa do Rei. Os números do Barcelona são incríveis. Todos nós sabemos que o atual Barcelona já está na lista dos maiores times de todos os tempos, mas o trabalho na categoria de base é tão bem feito, que este "atual" time, pode ser atual por muito mais tempo.

No Brasil, existe um ciclo vicioso que teve seu inicio há muitos anos atrás. Estou falando do ciclo de dinheiro que torna os clubes ricos cada vez mais ricos, e os com menos recursos cada vez mais sem chances de progredir. Clubes como o Corinthians e o Flamengo são grandes hoje, porque no passado eram cabeças do eixo Rio-São Paulo. As cotas de TV são uma amostra de que estes clubes ficaram cada vez mais ricos, e "dominaram" os recursos no meio do futebol.


Este desequilíbrio é gigantesco fora de campo, mas dentro, a história em vários casos é um pouco diferente. Quer saber o porquê ? Não perca a segunda parte da minha Coluna: "A diferença é fora, e não dentro de campo", na semana que vem.

Abraços,
Lucas Fernando.

0 comentários :

Postar um comentário